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quarta-feira, 25 de setembro de 2013

Rede Um grito pela Vida da CRB/SP realiza atividade no dia Internacional de combate ao tráfico de pessoas


23 de setembro  -  Dia Internacional de combate ao Tráfico de Pessoas na Praça da Sé/SP
Faça chuva ou faça Sol – nossa voz não se cala, não luta não para
Quando os corações desejam manifestar amor por uma causa justa e solidária, pode acontecer de tudo até tempestade que parece desabar o mundo mais a esperança supera tudo. Na noite de 23 São Paulo parecia como que um dilúvio de tanta água e os telefones começaram a tocar: como vamos fazer, onde colocar a faixa de 4X3, 20, os cartazes e agora. Mas o Deus “Goel”, dos pobres, dos lascados fez a sua voz soar mais alto e se manifestou num dia lindo, ensolarado, alegre e parecíamos ver a face de Deus estampada na natureza e nas pessoas como que uma brisa a refrescar a nossa frente. Tudo foi lindo, as pessoas puderam se manifestar escrevendo o seu grito contra o tráfico de pessoas neste pano com tranquilidade e leveza. Apresentavam-se pessoas: idosas, crianças, jovens, adultos, catedráticos, religiosas/os, outros movimentos, grupos, línguas, etc. E o mais impressionante: não tínhamos carro de som, tenda para nos proteger, mas tínhamos o nosso testemunho de fé, esperança e bravura refletindo, explicando para as pessoas que ali passavam o que é o Tráfico de Pessoas e suas consequências para a humanidade tudo isso está registrado neste pano mas com certeza ficou gravado nos corações das pessoas que o TSH é uma causa de política pública e com participação de todos. “Trafico nunca mais”.
Ir. Alice Duarte
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terça-feira, 24 de setembro de 2013

CRB - MG realiza atividade no dia 23 de setembro

Dia 23 de setembro - dia Internacional de Combate a Exploração Sexual e o Tráfico de Mulheres e Crianças foi marcado pelo Ato Público na Praça Sete, organizado pela CRB/MG - Rede Um Grito pela Vida em parceria com a Pastoral da Mulher e ISTA (Instituto Santo Tomás de Aquino – Diretório Acadêmico).
No Ato, além da presença da Vida Religiosa, estavam presentes os jovens da Rede de Igrejas Evangélicas que lutam nesta causa (JOCUM), as crianças e educadoras do Projeto Padre Gailhac (Religiosas do Sagrado Coração de Maria) com seus tambores e seu grito pela vida, Secretária da ANEC, jovens do IPJ, simpatizantes e colaboradores (SINDIELETRO – Sindicato dos eletricistas de Minas Gerais).
Foi uma tarde de mobilização e conscientização através de panfletagem e gritos pela vida ameaçada. Valeu a iniciativa! Este Ato foi Nacional, aconteceu em todas as Regionais onde a Rede está organizada. Sigamos em comunhão.

Coordenação: Ir. Sirlei, Ir. Barbara e Ir. Eudinéa
 




Dia 23 de setembro em BH


segunda-feira, 23 de setembro de 2013

Dia Internacional contra o tráfico de pessoas

23 de setembro: Dia Internacional Contra a Exploração sexual e o Tráfico de Mulheres e Crianças

Ir. Gabriela Bottani

Esta data foi escolhida, em 1999, no Bangladesh, pelos países participantes da Conferência Mundial de Coligação contra o Tráfico de Pessoas, lembrando a promulgação da Lei Palácios no dia 23 de setembro de 1913, na Argentina.

A Lei Palácios foi o primeiro instrumento jurídico criado para punir quem promovesse ou facilitasse a prostituição e corrupção de menores de idade.  A lei inspirou outros países a protegerem sua população, sobretudo mulheres e crianças, contra a exploração sexual e o tráfico de pessoas.

Desde 1913, portanto, ao longo de 100 anos, foram assinados diferentes tratados internacionais sobre o tema:
         1904 - Acordo internacional para a Repressão do Tráfico de Mulheres Brancas
         1921 - Convenção Internacional para a Repressão do Tráfico de mulheres e Crianças
         1933 - Convenção para Repressão do Tráfico de Mulheres Adultas
         1949 - Convenção para a Repressão do Tráfico de Pessoas
         2000 - Convenção das Nações Unidas contra o Crime Transnacional – Protocolo adicional relativo à Prevenção, Repressão e Punição do Tráfico de Pessoas (Protocolo de Palermo)  
O diferencial marcante que o Protocolo de Palermo trouxe está na adoção da primeira definição genérica do termo “tráfico de pessoas”, abrangendo todas as formas essenciais.
Art. 3, “a”: A expressão “tráfico de pessoas” significa o recrutamento, o transporte, a transferência, o alojamento ou o acolhimento de pessoas, recorrendo à ameaça ou uso da força ou a outras formas de coação, ao rapto, à fraude, ao engano, ao abuso de autoridade ou à situação de vulnerabilidade ou à entrega ou aceitação de pagamentos ou benefícios para obter o consentimento de uma pessoa que tenha autoridade sobre outra, para fins de exploração. A exploração incluirá, no mínimo, a exploração da prostituição de outrem ou outras formas de exploração sexual, o trabalho ou serviços forçados, escravatura ou práticas similares à escravatura, a servidão ou a remoção de órgãos.

No que se refere ao compromisso no enfrentamento ao tráfico de pessoas o Protocolo de Palermo aponta para três áreas de atuação fundamentais para que a ação seja mais efetiva e eficaz:

Ø  Prevenção
Ø  Repressão e Responsabilização
Ø  Atenção às vítimas e das pessoas em situação de Tráfico

Um dos empenhos dos países signatários do Protocolo de Palermo, entre eles o Brasil, foi promover leis específicas nacionais para o enfrentamento ao tráfico de pessoas. Vejamos, pois, a trajetória no Brasil:

         DECRETO Nº 5.017, DE 12 DE MARÇO DE 2004. Ratificação da Convenção das Nações Unidas contra o Crime Organizado Transnacional Relativo à Prevenção, Repressão e Punição do Tráfico de Pessoas, em Especial Mulheres e Crianças.
         DECRETO Nº 5.948, DE 26 DE OUTUBRO DE 2006. Aprovação da Política Nacional de Enfrentamento ao Tráfico de Pessoas e institui Grupo de Trabalho Interministerial com o objetivo de elaborar proposta do Plano Nacional de Enfrentamento ao Tráfico de Pessoas - PNETP
         DECRETO Nº 6.347, DE 8 DE JANEIRO DE 2008. Aprovação do I Plano Nacional de Enfrentamento ao Tráfico de Pessoas - PNETP e institui Grupo Assessor de Avaliação e Disseminação do referido Plano.
         DECRETO Nº 7.901, DE 4 DE FEVEREIRO DE 2013 II Aprovação do II Plano Nacional de Enfrentamento ao tráfico de pessoas que institui a Coordenação Tripartite da Política Nacional de Enfrentamento ao Tráfico de Pessoas e o Comitê Nacional de Enfrentamento ao Tráfico de Pessoas – CONATRAP

A Vida Consagrada acredita que o dia 23 de setembro oferece a todos/as uma especial oportunidade para avaliar e refletir o caminho realizado no enfrentamento ao tráfico de pessoas, um tema ainda encoberto pela indiferença e silenciado.

Desde o ano de 2008 com o I Plano Nacional de Enfrentamento ao Tráfico de Pessoas em alguns Estados Brasileiros há Núcleos de Enfrentamento ao tráfico de pessoas, que realizam um trabalho de conjunto e promovem debates e propostas de leis e planos estaduais de Enfrentamento ao tráfico de pessoas. Em outros Estados, pouco se fala e se faz. O caminho que temos pela frente é grande e desafiador.

Pessoas traficadas sofrem sérias conseqüências, carregam feridas profundas que afetam todas as dimensões de seu ser: biológico, psicológico, espiritual, social e relacional; a pessoa, chamada ao encontro de alteridade, plano original de Deus, quando é explorada sob esta degradante forma, é destruída, reduzida a mercadoria descartável. Isto é tráfico de pessoas, uma vergonha para nossa sociedade!

Escutando a voz de Deus que nos chama e a dor do clamor das pessoas em situação de tráfico, nós, Rede da Vida Consagrada e os Membros do GT de Enfrentamento ao Tráfico de Pessoas-CNBB, não queremos sossegar até que a vida continua sendo explorada, reduzida a mercadoria, usada para produzir lucro e prazer.

O dia 23 de setembro nos lembra que as leis são instrumentos fundamentais para uma ação efetiva e eficaz contra o tráfico de pessoas, mas a experiência de anos de ação em Rede ou articulados com outras iniciativas da sociedade civil, ensina-nos que uma lei é um ponto de partida, importante, mas, apenas um ponto de partida. Nossas consciências não podem ficar tranquilas e adormecidas, pois as leis tem que ser implementadas pro todos e para todos e em todos os Estados do Brasil. Para isto é necessário levantar a voz e pedir que a todos/as seja garantido o direito à vida e à liberdade, pois o tráfico de pessoas nos joga na cara, que a escravidão ainda não terminou.

Convidados à Ação

Nesta data os 20 grupos da Rede Um Grito pela Vida, rede brasileira da Vida Consagrada comprometida no enfrentamento ao tráfico de pessoas, em parceria com o Grupo de Trabalho de Enfrentamento ao Tráfico de Pessoas e Trabalho Escravo, e com outras organizações eclesiais, governamentais e não governamentais organizam ações de sensibilização e preventiva ao tráfico de pessoas em todo o Brasil. 


Convidamos, pois, a todos e todas a participarem das atividades realizadas em diversas cidades, mas, além disto, desejamos motivar e incentivar a outras iniciativas nesta luta que não pode cessar até que não vejamos a vida efetivamente defendida, garantida, protegida. Para mais informações podem acessar o Blog www.gritopelavida.blogspot.com e se juntar à corrente de oração pelo fim do tráfico de pessoas no Brasil e no mundo inteiro. 

João Pessoa realiza atividade no dia Internacional de Enfrentamento ao tráfico de pessoas

No dia 23 de setembro o grupo da Rede Um Grito Pela Vida de João Pessoa, realizou  na praça central da cidade, das 09 às 17 hs, uma atividade, levando para a praça uma  grande gaiola, simbolizando todas as pessoas que são vitimas do tráfico.
O grupo fez panfletagem de (2.000 exemplares), e encerrou a atividade com um  ato de libertação das pessoas que são presas pela rede do tráfico de pessoas.

Encontro de formação sobre Tráfico de Pessoas - Manaus

A Rede Um Grito Pela Vida, Regional CRB Manaus Roraima, realizará no dia 5 de outubro de 2013 um encontro de formação sobre tráfico de pessoas dando enfoque a legislação sobre TP e trabalho escravo.

Dia Internacional de enfrentamento ao tráfico de pessoas

23 DE SETEMBRO: DIA INTERNACIONAL CONTRA EXPLORAÇÃO SEXUAL  E O TRÁFICO DE PESSOAS

http://2.bp.blogspot.com/-cBWEysjRbyA/Tnx83y7BrBI/AAAAAAAADCk/ciR7dEk8cr0/s1600/Rede_Um_Grito_Pela_Vida_Tr%25C3%25A1fico_Humano_Trafico_de_Pessoas.jpg             O dia 23 de setembro é instituído internacionalmente como o dia de  enfrentamento à exploração sexual e ao tráfico de pessoas. Neste dia, em 1913, a Argentina promulgou a lei “palácios”, a primeira lei que punia quem promovesse ou facilitasse a prostituição e a corrupção de menores de idade. Esta lei inspirou muitos outros países a proteger mulheres  e crianças contra exploração sexual e o tráfico de pessoas.
             A escandalosa organização da rede criminosa do trafico de pessoas para fins de exploração sexual, trabalho escravo, comercio de órgãos, adoção ilegal ou práticas similares, revela a idolatria do sistema capitalista, que na arte de explorar, escravizar e mercantilizar tudo e todos em função do lucro, sacrificam vidas inocentes  no altar da ganancia. São milhares de crianças, adolescentes, mulheres e homens, vítimas desta abominável prática levam no corpo e na alma, duros golpes  e profundas cicatrizes físicas, psicológicas e morais.
            Embora os dados disponíveis sejam um tanto imprecisos, as cifras divulgadas sobre esta prática  hedionda  são alarmantes.  Colocam o trafico de pessoas entre as três fontes ilícitas mais rentáveis da economia mundial: gente, drogas e armas, movimentando exorbitantes quantidades de dinheiro e utilizando de formas sofisticadas de exploração e violência.
            Para a Organização das Nações Unidas (ONU), o número de pessoas traficadas no planeta atinge a casa dos quatro milhões anuais. E o Brasil é um dos países campeões no mundo em relação ao fornecimento de pessoas, particularmente mulheres para o tráfico internacional. Estima-se que 700 mil mulheres e crianças passam todos os anos pelas fronteiras internacionais do tráfico humano.  É o País responsável por 15% das pessoas exportadas da América Latina para a Europa.
             O Brasil  é, portanto uma nação de origem, transito e destino do tráfico de pessoas. Além de fornecedor das vítimas para o trafico internacional, abriga em seu solo, uma infinidade de rotas e práticas  de trafico interno, tanto de exploração sexual, como de trabalho escravo rural e urbano. O mapa deste comércio tem sempre uma constante: as pessoas traficadas são na sua grande maioria provenientes de regiões pobres e levadas para as regiões ricas, seduzidas por falsas promessas, que lhes fazem acreditar na possibilidade de sair das situações de pobreza e vulnerabilidades  e têm os seus sonhos transformados em pesadelos.
          Esta realidade-clamor constitui uma grave e inaceitável violação dos direitos humanos. Um atentado à dignidade e integridade das pessoas. Na afirmação do Papa Francisco: o tráfico de pessoas é uma atividade ignóbil, uma vergonha para nossas sociedades que afirmam serem civilizadas. A escravatura mais extensa neste século vinte e um.[1] Esta realidade se impõe como um grito, um apelo, uma provocação á indignação e a  profecia para a igreja e a sociedade.
           Atenta e sensível a esta realidade, a Vida Religiosa do Brasil, através da Rede “Um Grito pela Vida”  desde 2006  tem como missão defender a vida, a dignidade e os direitos das pessoas empobrecidas, em particular das crianças, adolescentes e mulheres traficadas para fins de exploração sexual.
           A Rede “Um Grito pela Vida” é Intercongregacional.  Constituída por aproximadamente 150 religiosas/os de diversas Regionais e Congregações. Um espaço de articulação e ação profético-solidária  da Vida Religiosa Consagrada do Brasil. É parte constitutiva da CRB Nacional Conferencia dos Religiosos do Brasil, atua de forma descentralizada e articulada com as organizações e iniciativas afins, nas diversas localidades, Estados e Municípios. Integra a Talitha kum – Rede internacional da Vida Religiosa Consagrada.
            As religiosas/os que integram a Rede “Um grito pela Vida” atuam nas diversas regiões do país, articuladas em mais de vinte núcleos, integradas com as organizações eclesiais e civis, fomentando, promovendo e/ou participando de atividades e processos de prevenção e assistência e  intervenção política, buscando instruir e  instrumentalizar a sociedade a fim de coibir o crescimento da inserção de vítimas neste mercado do crime.
ENFRENTAR O TRÁFCIO DE PESSOAS É NOSSO COMPROMISSO
             Para marcar este dia 23 de setembro – dia Internacional contra a Exploração Sexual e o Tráfico de pessoas, os núcleos da Rede “Um grito pela Vida”, em parceria com as organizações da sociedade e civil e governamentais realizam ações de  sensibilização, prevenção e mobilização social e politica de enfrentamento ao trafico de pessoas, nos vários estados e municípios da federação onde estão presentes.  
              São atividades diversas: acampamentos nas praças, blitz informativa, caminhadas, oficinas e encontros formativos, coletivas de imprensas, cine-fóruns, debates... com o objetivo  de dar visibilidade e denunciar esta realidade-desafio que apesar de ser gravíssima e muito presente, ainda permanece oculta,  protegida  e sustentada pelo silencio social e a ineficiência da efetividade das politicas públicas, das redes de proteção  e das leis de enfrentamento a este crime.
            A erradicação desta triste realidade é  compromisso de  todas/os nós, que acreditamos na possibilidade de um “outro mundo possível”, em uma sociedade pautada no direito, na justiça social e na superação de toda forma de violência, exclusão e tráfico.
 Este compromisso “...não pode e nem deve ser uma luta em prol de algumas vítimas desafortunadas do egoísmo humano, mas sim o ponto de partida para repensar as prioridades que orientam  a humanidade, para redirecionar o caminho do desenvolvimento econômico, para recolocar no centro da vida de cada pessoa a utopia da fraternidade universal, com progressiva eliminação de todos os ídolos que exigem sacrifícios humanos” [2]
           Nesta perspectiva, na esperança de seguirmos tecendo os fios da solidariedade na defesa da vida das pessoas traficadas e ampliarmos, de forma efetiva, a otimização e articulação de nossos esforços e iniciativas, em prol de uma sociedade sem tráfico de pessoas.
           Contamos com vocês, junte-se a nós! Informe-se, participe desta luta! Vamos dar um basta a esta realidade que desumaniza e envergonha nossa humanidade!
           Denuncie o trafico de Pessoas – disque 100 ou 180.
        
Ir. Eurides Alves de Oliveira, ICM
Coord. Rede Um Grito pela Vida.
gritopelavida.blogspot.com



[1] 31 de março, 2013, homilia da Páscoa
[2] MARINUCI,Roberto. Trafico de pessoas e trabalho Escravo. II Seminário Nacional: 2012. Brasília-DF. Ed. CNBB p 11

sábado, 21 de setembro de 2013

CONVITE DO NÚCLEO DA REDE DE JOÃO PESSOA, PB


Queridas irmãs (os), boa noite! Venho através deste dá-lhes uma boa notícia! Finalmente, depois de muita insistência a prefeitura liberou o solo para colocarmos nossa tenda dia 23/09/13 – Dia Internacional de Enfrentamento ao Tráfico de pessoas. E com alegria, nós vamos para rua. Vocês que trabalham com grupos nas comunidades, paróquias, etc. Divulguem este e-mail e os convidem a dar uma passada por lá para nos visitar e tomar conhecimento do que é o tráfico de pessoas. Venha participar conosco!

Defender a vida é nossa missão! Jogue fora o tráfico de pessoas!

Ficaremos na tenda das 8h30 às 16h30! Desde já, agradecemos a sua presença, pra somar força conosco!



Ir.Sirleide, OSF.
Pela coordenação da Rede Um Grito pela vida
João Pessoa – PB

19/09/13

sábado, 14 de setembro de 2013

Seminário sobre Tráfico de Pessoas Cidade de Panamá – Panamá, 11 - 13 de setembro de 2013

Por Leticia Casas Sánchez, fsps
Presidente da CLAR

“Tirar a pedra, desamarrar as vendas”

El Seminario de Trata de Personas promovido por la CLAR, en la ciudad de Panamá, se llevó a cabo del 11 al 13 de septiembre con el lema: “Sacar la piedra, quitar las vendas” (Jn 11,39.41.43). En el seminario participamos religiosas y religiosos de 14 países de América Latina y del Caribe, y que se vinculan de varias maneras en la prevención y el acompañamiento a las víctimas de la Trata de Personas. Varios de ellos pertenecen a la redes  “Kawsay”, “Ramá” y “Um Grito pela Vida”, articulados con la red internacional “Talitha Kum”. El objetivo del Seminario fue la sensibilización ante este flagelo presente en nuestros pueblos  que hoy es considerado “la esclavitud del siglo XXI”, así como el de formarnos y fortalecer las redes regionales invitando a que se organicen donde no las hay. Como Vida Consagrada  Latinoamericana y Caribeña queremos seguir “escuchando a Dios donde la vida clama”, de manera especial en el clamor de nuestros hermanos y hermanas víctimas de esta grave violación de los Derechos Humanos. Compartimos aquí nuestro Mensaje Final.


MENSAJE FINAL

Nos hemos reunido en la ciudad de Panamá, representantes de diversas Conferencias y de las redes: UN GRITO POR LA VIDA (UGPV), RED KAWSAY, RED RAMÁ miembros de la RED INTERNACIONAL TALITHA KUM,  que desde la Vida Consagrada en América Latina y el Caribe, enfrentan el flagelo de la trata de personas, en un contexto donde la creciente participación ciudadana, especialmente de mujeres y jóvenes, toma posición ante situaciones de exclusión, corrupción, impunidad y un Estado débil.

La arraigada desigualdad de nuestras sociedades, junto con una cultura consumista, encuentra en la trata de personas su expresión más deshumanizante, aún cuando ésta pretende ser silenciada y mantenida invisible. 

La persona  llamada al encuentro de alteridad, plan original de Dios, es destruida al reducirse en mercancía descartable. Esto es “trata de personas”. Esta es la realidad indignante que afecta a 20,9 millones de personas en el mundo, ante la cual, como Vida Consagrada, no podemos callar ni resignarnos (Fuente OIT, Informe 2012).

El Papa Francisco nos recuerda que en las personas vulnerables y lastimadas “tocamos la carne de Cristo”, y nos sentimos desafiadas y desafiados a hacerlo con las manos de Cristo.
La CLAR en su Plan Global 2012 – 2015, presenta la Casa – Comunidad de Betania como icono orientador (Jn 11-12).  Imagen provocadora de fe ante lo aparentemente definitivo, porque así como la muerte de Lázaro  es decretada, el crimen de trata de personas, entre las tres actividades criminales más lucrativas, es percibida como algo irremediable.

Sin embargo, al igual que en el pasaje del Evangelio de Juan, la resurrección no es postergada para el último día; nos sentimos llamados a actualizar en el hoy gestos y palabras que afirmen el Señorío de Dios sobre la muerte y el pecado, específicamente en el crimen de la trata de personas.

El mandato del Señor a mover la piedra y desatar las vendas, desde la riqueza de nuestros carismas, no permite una actitud de pasividad resignada, sino que nos provoca a emplear todos nuestros recursos para reafirmar la dignidad, para ponerle nombre a las buenas noticias que el Dios de la vida nos permite vislumbrar.

Percibimos y agradecemos  como gracia ponernos al lado de otros sectores de la sociedad civil al servicio de la dignidad desfigurada y por esto nuestro renovado compromiso de trabajar en  red dentro de la Vida Consagrada va de la mano con la búsqueda de alianzas con otras instancias y organizaciones sociales que han asumido enfrentar la trata de personas, esclavitud del siglo XXI.




Chá pela Vida: Não ao tráfico de pessoas!

A Rede Um Grito pela Vida em Porto Velho, em ocasião do Dia 23 de setembro, dia internacional contra o tráfico de pessoas, organiza uma panfletagem para informar e sensibilizar a população sobre esta grave violação dos direitos humanos.

quarta-feira, 4 de setembro de 2013

Encontro de formação com lideranças dos Países Fronteiriços Brasil, Colômbia e Perú.

Reunião de articulação das lideranças das Fronteiras Perú, Brasil, Colômbia para realização do encontro de formação sobre Tráfico de Pessoas na região.
Uma das prioridades da Rede Um Grito Pela Vida, Regional da CRB Manaus/Roraima, é articular forças, tecer redes e parcerias com as organizações para o enfrentamento ao Tráfico de Pessoas nas regiões fronteiriças.
Neste intuito foi realizado o encontro em Tabatinga – AM, Brasil, com representações dos três países oriundas das cidades de Letícia (Colômbia), Santa Rosa e Islândia (Perú), Benjamin Constante, Atalaia do Norte e Tabatinga (Brasil), onde foi socializado aspectos da realidade e iniciativas de enfrentamento ao tráfico de pessoas nesta região fronteiriça.
Como encaminhamento marcou-se um encontro de capacitação para o dia 30 de novembro e 01 de dezembro de 2013, com o objetivo de fortalecer as iniciativas, e capacitar lideranças em vista da Campanha da Fraternidade 2014 que no Brasil terá como tema: Fraternidade e Tráfico Humano e com o lema: “Foi para a liberdade que Cristo nos Libertou.”
Ir. Rose Bertoldo
 

terça-feira, 3 de setembro de 2013

Noticias da Rede Um Grito Pela Vida - Curitiba, PR



REDE UM GRITO PELA VIDA- NÚCLEO CURITIBA

Aconteceu no dia 22 de agosto, a primeira capacitação da Rede Um Grito Pela Vida para o recém-criado núcleo de Curitiba. A capacitação realizada pela líder nacional da Rede, Ir. Eurides Alves de Oliveira, ICM, contou com a presença de 29 pessoas, entre religiosos e religiosas da CRB-Curitiba, assim como representantes da Dimensão Social da Arquidiocese de Curitiba. O grupo avaliou positivamente a presença e formação ministrada pela Ir. Eurides e já agendou uma nova reunião para o dia 10 de setembro afim de discutir ações práticas para o Dia Internacional de Enfrentamento ao Tráfico de Pessoas e demais eventos de 2014, como CF e Copa do Mundo.

quarta-feira, 31 de julho de 2013

TRÁFICO HUMANO: NOSSA GERAÇÃO PODE ACABAR COM ESSE CRIME, JÁ!

21 milhões de vítimas no mundo! 1,8 milhão só na América Latina.
 O número de pessoas traficadas ou/e escravizadas no mundo de hoje ultrapassa o de qualquer outro momento da história da humanidade. Estimativa global da OIT publicada em 2012 indica que cerca de 20,9 milhões de pessoas são vítimas de tráfico humano, seja no trabalho forçado (14,2 milhões) seja na exploração sexual (4,5 milhões). Nesse total, mulheres e meninas representam 11,4 milhões (55%), enquanto homens e meninos representam 9,5 milhões (45%); 15,4 milhões de vítimas são maiores de 18 anos (74%) e 5,5 milhões estão abaixo dessa faixa etária. O Escritório da ONU sobre Drogas e Crime estima em 140 mil o número de pessoas - mulheres principalmente - traficadas e exploradas sexualmente em países da Europa. Entre elas, 18 mil (13%) são sul-americanas. A Espanha é um dos principais destinos, seguida de Itália, Portugal, França, Holanda, Alemanha, Áustria e Suíça.

 No Brasil, para onde historicamente foram traficados milhões de escravos, principalmente da África, a modalidade mais visível do tráfico humano contemporâneo é o trabalho escravo (ou tráfico de pessoas para fim de exploração laboral), um gênero presente hoje sob as espécies do trabalho forçado, da jornada exaustiva e do trabalho em condições degradantes. Em sua maioria, as vítimas são aliciadas em bolsões de pobreza no Norte e Nordeste do país. A cada ano, mais de 200 casos são relatados, com incidência maior na região amazônica. De 1995 para cá, já foram libertados mais de 45 mil pessoas, em sua grande maioria homens, em cerca de 2000 estabelecimentos, em todo o país, principalmente no campo (desmatamento, roço, carvoarias, canaviais, grandes lavouras), mas também em canteiros de grandes obras e, na cidade, em oficinas de confecção, envolvendo trabalhadores latino-americanos. Nenhum estado está imune a essa prática.

O tráfico humano voltado para a exploração no mercado do sexo tem no Brasil várias rotas para dentro e para fora do país. Os levantamentos disponíveis são parciais, pois raras são as denúncias. Em sua maioria os casos permanecem na clandestinidade, gerando um cenário de muitos dados ocultos. De 475 vítimas identificadas em pesquisa recente do Ministério da Justiça, traficadas do Brasil para o exterior no período 2005-2011, a maioria vinha da Bahia, de Pernambuco e do Mato Grosso do Sul. As rotas iam para Suriname, Suíça, Espanha e Holanda. A finalidade era principalmente a exploração sexual. Pesquisa anterior (PESTRAF, 2002) havia mapeado 241 rotas de trafico interno e internacional de crianças, adolescentes e mulheres para fins de exploração sexual e identificado como destinos, além dos já citados: Paraguai, Venezuela, República Dominicana, Portugal, Israel, França, Japão, Estados Unidos.


CONFERÊNCIA NACIONAL DOS BISPOS DO BRASIL – GT ENFRENTAMENTO AO TRÁFICO HUMANO – COMISSÃO PASTORAL DA TERRA
PELO DIREITO DE CADA PESSOA À DIGNIDADE, À LIBERDADE
É direito de toda pessoa a decisão de mudar de seu estado ou de seu país para outro, na busca de novos horizontes ou do seu elementar sustento. O que não pode é essa migração virar sinônimo de armadilha, tráfico, exploração, escravidão.  Diferentes do contrabando (auxílio na passagem irregular de fronteiras) que em si não implica em tráfico, existem formas sofisticadas e enganosas de recrutamento (aliciamento) cuja finalidade é a exploração da pessoa, podendo culminar na sua escravização, seja no trabalho (“análogo a de escravo”), seja na exploração sexual, na remoção de órgãos ou na adoção irregular, com ameaças, dívidas compulsórias, abusos, violências. Escravo é aquela pessoa tratada como coisa e, às vezes, pior que animal. O aliciamento ocorre geralmente por meio de promessas enganosas, acompanhadas ou não por adiantamento de dinheiro. Podem ser propostos serviços braçais ou domésticos, ou ainda na área do entretenimento (dançarina) ou da moda (modelo). O eventual consentimento dado ao aliciador pela vítima, muitas vezes sob fraude ou coação, não altera nada: isso é crime. O tráfico humano é um universo clandestino que envolve este conjunto de situações. Nele a liberdade e a dignidade das pessoas, submetidas a condições degradantes ou a trabalhos forçados, vêm sendo negadas, em benefício do lucro de traficantes: os exploradores e seus intermediários.

Uma luta profética da Igreja no Brasil

O combate à escravidão contemporânea no Brasil iniciou nos anos 1970 com a atuação profética da Igreja, especialmente na figura do bispo Pedro Casaldáliga, acolhendo e tornando públicas as primeiras denúncias de trabalhadores escravizados em plena floresta amazônica. Hoje referência na comunidade internacional, a mobilização do nosso país ganhou força com o engajamento da Comissão Pastoral da Terra, da Pastoral do Migrante, da Conferência dos Religiosos do Brasil e do conjunto da Igreja. O Brasil já tem políticas estabelecidas contra o tráfico humano: Plano nacional para erradicação do trabalho escravo (2003 e 2008), Plano nacional de enfrentamento ao tráfico de pessoas (2008 e 2013). A CNBB escolheu o enfrentamento ao Tráfico Humano como tema da Campanha da Quaresma 2014 (Campanha da Fraternidade).

No irmão traficado, na irmã escravizada,
é nossa própria filiação divina que vem sendo negada.
É a fraternidade que é abolida. Oxalá a CF 2014 possa acordar a todos nós para uma vigilância redobrada e dinamizar nosso esforço coletivo para erradicar a chaga do tráfico humano em nosso meio! Pois “é para a liberdade que Cristo nos libertou!”

NOSSA GERAÇÃO PODE ACABAR  COM O TRÁFICO HUMANO!
PARTICIPE DESTA LUTA! ABRA O OLHO! DENUNCIE!


domingo, 21 de julho de 2013

CPI da Exploração Sexual de Crianças decide voltar a Coari (AM)

Parlamentares pedem proteção para vítimas e familiares que prestaram depoimento à CPI em Coari, no Amazonas, e estariam sendo ameaçadas por grupo de extermínio.
Integrantes da Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) da Exploração Sexual de Crianças e Adolescentes da Câmara decidiram voltar ao município de Coari, no Amazonas, depois do recesso parlamentar. Esta foi a principal decisão dos parlamentares em reunião com a ministra-chefe da Secretaria de Direitos Humanos da Presidência, Maria do Rosário, ocorrida na tarde desta terça-feira (16).
Além de colher os depoimentos suspeitos de envolvimento com a suposta rede de pedofilia chefiada pelo prefeito, Adail Pinheiro, os parlamentares querem levar ao município uma força-tarefa de órgãos estatais ligados à defesa dos direitos das crianças e adolescentes. “É preciso romper com essa situação de impunidade justamente para diminuir a sensação de medo, que nós sentimos com muita força quando lá estivemos”, disse a presidente da CPI, deputada Erika Kokay (PT-DF). “Nós vamos voltar a Coari, mas vamos com uma força tarefa, com outros organismos do estado, para realizar um processo de investigação que deixe absolutamente claro o que está acontecendo lá”, completou.
A força-tarefa será integrada por órgãos públicos ligados ao combate à pedofilia, como a Secretaria de Direitos Humanos, o Conselho Nacional dos Direitos da Criança e do Adolescente (Conanda) e o Ministério Público Federal, entre outros.
Proteção a testemunhas
Os parlamentares foram pedir à ministra que tome medidas para proteger a integridade física das vítimas e familiares que prestaram depoimento à CPI durante a visita dos parlamentares ao município, na semana passada. “Nos chegaram notícias de que haveria um grupo de extermínio atuando em Coari, intimidando a população e especialmente as pessoas que ofereceram denúncia”, afirmou Erika Kokay.
A Secretaria de Direitos Humanos confirmou que trabalhará para incluir imediatamente os depoentes da CPI em programa de proteção a testemunhas. A pasta também fará acordo para incluir o município de Coari em um convênio firmado pela secretaria com o governo do estado do Amazonas, voltado para a proteção de crianças e adolescentes.
Participaram da reunião com a ministra, além da presidente da CPI, o 2º vice-presidente, Jean Wyllys (Psol-RJ) e a deputada Carmen Zanotto (PPS-SC), também integrante da comissão

Fonte:
.http://amazonia.org.br/2013/07/cpi-da-explora%C3%A7%C3%A3o-sexual-de-crian%C3%A7as-decide-voltar-a-coari-am/

Trabalho de prevenção ao tráfico de pessoas no Festival do boi bumba em Parintins.

MISSÃO DA REDE UM GRITO PELA VIDA de 23 A 27/6/2013
MUNICÍPIO DE PARINTINS.

  INTRODUÇÃO
 A programação das atividades da Rede no Amazonas vem se intensificando na medida mesma em que suas atividades vão se desenvolvendo e esta é chamada a contribuir mais e mais através das parcerias.  O trabalho de prevenção ao TP em Parintins era esperado com grande expectativa pela Rede por ser um dos municípios mais vulneráveis para o TP, segundo a pesquisa da Universidade Federal do Amazonas-UFAM. Os festivais de Parintins a cada ano movimentam milhares de pessoas que se deslocam de vários municípios,especialmente de Manaus, em direção a festa do boi-bumbá mais famoso do mundo.Nesse contexto de festa tem vários desafios: barcos superlotados,como foi o que viajamos e tivemos que denunciar à capitania dos portos ao chegarmos em Parintins; hotéis que recebem muitos turistas, barcos-hotéis que aportam em toda a orla do rio na linda fachada da cidade e o movimento de partidários dos bois caprichoso e garantido nos bares, ruas e praças dia e noite.Tudo isso, inegavelmente  marcado por uma atmosfera de alegria que contagia e preocupa ao mesmo tempo.

Fomos premiadas/o com imagem  bonita do luar na escuridão da noite, clareando nosso caminho e confirmando a presença daquele que  nos acompanha sempre, indicando o raiar de um novo dia para todos os libertados da escravidão.

Em conjunto com a SEAS- Secretaria de Assistência Social, preparamos uma programação para nossa atuação nos dias que antecederam  a festa tendo em vista o Enfrentamento a violência sexual contra crianças e adolescentes e combate ao Trabalho Infantil,Tráfico de Pessoas para fins de Exploração Sexual, Trabalho Escravo eTráfico de Órgãos.

A presença da Rede no município foi previamente articulada por Pe. Zenildo, Secretário da CNBB que nos esclareceu a ausência de D. Giuliani nesse período. Ele nos colocou em contato com o Vigário Geral  Pe. Dinelly que nos convidou a participar da reunião do clero no dia 24/06/13. Além da realização das atividades de prevenção com a SEAS, tivemos como objetivo articular com lideranças religiosas locais para dar a conhecer a Rede Um Grito Pela Vida, sensibilizar e se possível viabilizar um núcleo da Rede em Parintins como já acontece em vários lugares do Brasil  tendo a erradicação do  Tráfico de pessoas como finalidade.

A programação em parceria com a SEAS teve início no dia seguinte com a  pauta: oficina, visita a  hotéis, pensões e bordéis, panfletagem no porto e outros locais da cidade, ciclismo com carro de som e passeata  ao redor do centro da cidade.

Chegamos à manhã de 24 de junho com hospedagem preparada por Ir. Paulina (coordenação da CRB). Fomos recebidas/o na residência de D.Nazaré, 092 3533 4199 // 9267 0707
 (prima de Ir. Mariete – ASC, participante da Rede)  uma filha de Nossa senhora do Carmo (Padroeira de Parintins), Rua 31 de Março-centro da cidade que, igualmente a maioria das famílias amazonenses, soube partilhar o seu aconchego.  Ao longo deste primeiro dia fizemos contato com o diretor e representantes da Secretaria de Estado de Assistência Social e Cidadania (SEAS). Tomamos conhecimento da cidade e fizemos breve diagnóstico da mobilização em preparação para o 48º Festival Folclórico de Parintins.

Nossa equipe:
Fr. Celso Caldas– Email: freicaldas@yahoo.com // 8832 7040
Ir. Delires Brum - Email: deliresmariab@yahoo.com // 9299 4701
Ir. Fátima Barbosa - Email: bbarbosafatima@hotmail.com // 9122 9693
Gorete Oliveira (leiga) - Email: gorete@hotmail.com // 9268 0526
Ir. Nilda Nair Reinehr - Email: nilda.nair@hotmail.com// 9122 7800
Ir. Rosângela Silva - Email: ro-silva@ibest.com.br // 9227 2207

25/06/13
No dia seguinte, pela manhã, uma parte da equipe se dirigiu ao Centro de Convivência do Idoso, onde, por volta das 9h, foi feito a abertura da Campanha de Enfrentamento à Violência Sexual a Crianças e Adolescentes e Combate ao Trabalho Infantil, coordenada pelo diretor da SEAS Ítalo Nonato e pela secretária municipal de assistência social Vanessa Aguiar. Foram convidados para participar da campanha autoridades civis e militares e os diversos seguimentos da sociedade civil organizada. Para compor a mesa de abertura foram convidados os seguintes representantes: Secretaria de Segurança Pública (SSP-AM) professora Ednéia, Delegada de Polícia Municipal, Rede “Um Grito pela Vida”, Ir. Rosangela Silva, dentre outros.
 Pela nossa equipe falou Ir. Rosângela destacando a nossa presença neste momento particular do Município, o trabalho que a Conferência dos Religiosos do Brasil (CRB) vem desenvolvendo no estado do Amazonas na defesa e cuidado pela vida por meio do projeto nacional “Um Grito pela Vida”, chamando a atenção para o Tráfico de Pessoas que é o terceiro negócio ilícito mais lucrativo do mundo, a exploração sexual, que é o aliciamento de crianças, adolescentes e jovens, principalmente, com a falsa promessa de um futuro melhor; a exploração do trabalho, que leva a escravização da pessoa humana quando é forçada a contrair dívidas impagáveis pela aquisição de ferramentas de trabalho, alimentação, alojamento etc ; o tráfico de órgãos, crime cometido por quadrilhas especializadas que se sustentam pela compra e venda de órgãos de pessoas, por exemplo, rins e córneas.

Outra parte da equipe, representada pelas Irmãs Delires, Nilda e Fátima, participou da reunião do clero, na Paróquia São Sebastião, residência Paroquial, onde moram atualmente as Irmãs Missionárias da Imaculada-PIMI.
Fomos muito bem recebidas pelas Irmãs e pelo clero. Foram receptivos ao problema, interessados em conhecer o assunto e abertos a dar continuidade ao trabalho em Parintins.
Inicialmente Fátima nos apresentou como membros da Rede Um grito pela Vida e, em seguida, Nilda falou das origens da Rede, situando desde seu embrião na Reunião da UISG - União Internacional das Superioras Gerais, da qual se criou a rede Talitha Kum que iniciou seus trabalhos em 2004 e integra um projeto de enfrentamento ao tráfico de pessoas em parceria com a Organização Internacional das Migrações – OIM, até a formação da rede em Manaus à qual estamos buscando parcerias para estendê-la por esta Amazônia. Ir Fátima então apresentou os objetivos da Rede e de nossa presença em Parintins nesses dias 23 a 27, Delires falou do II Plano Nacional de enfrentamento ao Tráfico de Pessoas... Fizemos a entrega do material que dispúnhamos, e vimos caminhos de articulação para o trabalho da semana.
Desta reunião resultou:
·         Um pedido de Pe. Mauro Romanello – Pároco da referida paróquia – Tel: vivo: 9234 5069 e Oi: 8817 0564, para um trabalho com catequese: Pais, catequistas e catequisandos, no mês de agosto próximo.
·         Outro pedido do Pe. Rui – 9126 3542 // para um trabalho com a juventude da diocese no mês de Julho próximo.
·         Encaminhamentos para uma articulação com o Centro dos Direitos Humanos da Diocese – CDH através de Pe. Pedro Belcredi – E-mail: pedrobelcredi@bol.com  // 9208 2107. Ele mostrou-se aberto a um trabalho conjunto. Deu-nos o telefone da Presidenta do CDH, Ana Carolina. Fizemos o contato com ela que ficou de nos retornar, porém como estava muito atarefada em atender denúncias nesta área, não conseguimos nos encontrar. Ainda na reunião, Pe. Marco Aurélio colocava a importância de trabalharmos juntos visto que o TSH é uma grave violação dos direitos humanos e o CDH pode ser um ponto de referência para a diocese tomar como ponto de reflexão e conscientização em vista já da CF/14 e depois apresentar concretamente políticas públicas e cobrar do Estado e do Município sua efetivação.
·         Articulação para várias entrevistas nos MCS locais. Este feito pelos Pes. Marco Aurélio e Irineu Neubauer – E-mail: irineuneubauer@ymail.com  //  9105 3933.
- Estivemos na Rádio Alvorada no programa coordenado pelo Pe. Irineu
- TV Alvorada – com entrevista – Jornalista da diocese, Haroldo Bruci.
- Sistema Alvorada de Comunicação – Alvorada FM – Programa Pioneiro nas redes sociais. Entrevistadas pela apresentadora Graça Teixeira

À tarde, Fátima fez exposição sobre o TH e Nilda deu uma entrevista ao Assessor de Comunicação da Prefeitura de Parintins, João Maurício, responsável em dar cobertura ao evento que estava sendo realizado. No tempo destinado à oficina, a irmã Fátima falou mais demoradamente sobre o tráfico de pessoas, ilustrando sua fala com dados da PESTRAF (pesquisa sobre TP- 2002) em PowerPoint e com um vídeo/reportagem do SBT sobre a prostituição em Belém(PA), Manaus e Boa Vista  destacando essas capitais na rota do tráfico.

26/06/13
Na manhã do dia 26, logo cedo a equipe participou de duas atividades: uma entrevista na Rádio Alvorada( arquidiocesana) momento em que as Irmãs Fátima e Nilda falaram do trabalho da Rede no enfrentamento ao TP, convidando também a população  para a     programação do dia.E,seguindo a programação, o grupo aderiu devidamente uniformizado com a camisa distribuída pela SEAS, à Campanha de combate ao trabalho infantil e a violência sexual  contra crianças e adolescentes e tráfico de pessoas num passeio ciclista em que houve muita participação .

Em vários momentos do passeio, as irmãs Fátima e Nilda subiram no carro de som para divulgar o trabalho da rede “Um Grito pela Vida”, já adiantando aquele que será o lema da CF de 2014. Ao mesmo tempo os demais membros da equipe participavam a pé e de bicicleta de passeio, aproveitando o momento de concentração popular para distribuir o folder “Não sou mercadoria”, elaborado pela CRB Regional Manaus/Roraima.

27/06/13
Iniciamos o dia 27, após o café da manhã, com um momento de espiritualidade e em seguida  breve avaliação da nossa presença e missão em Parintins.O Evangelho de Mt 7, 21-29, neste dia nos certificava de que esse trabalho de prevenção e luta contra o TP em todo o Brasil consiste numa construção da casa sobre a rocha e que  é sua autoridade de mestre que nos envia a serviço do Reino de Deus.
 Depois fomos para o porto principal da cidade e toda orla ribeirinha abordando os visitantes que chegavam a todo o momento em barcos e lanchas provenientes de Manaus e de outros lugares. Uma parte da equipe retomou a atividade de distribuição do material aos turistas que chegavam no porto. Uma parte da equipe continuou a distribuição do material na parte da tarde até a noite, finalizando com a entrega do material que ainda seria distribuído pela SEAS nos dias seguintes.  Outro grupo fez os Contactos para a continuidade dos trabalhos em Parintins. No dia seguinte ás 10 h  retornamos a Manaus,  ficando a Gorete para  o Festival Folclórico, que ainda no dia 29 continuou o serviço de abordagem diretamente aos brincantes e visitantes para entrega de material da campanha “Não Sou Mercadoria”.

28/06/13
Dia 28, ainda pela manhã, Nilda e Rosângela, com participação no transporte do Pe. Marco Aurélio deixou uma caixa de material na casa das Irmãs, com Ir. Verônica. Aproveitamos para os encaminhamentos concretos. Ficou articulado como contatos de referência para a continuidade do trabalho da Rede em Parintins.

Avaliação 
Para concluir os trabalho foi realizada uma avaliação que contribuirá para as próximas atividades.
                                                   
 Ir. Maria de Fátima Barbosa, pela equipe.


Manaus, 13/07/2013