quinta-feira, 25 de junho de 2015

TECENDO ALIANÇAS INTERCONGRACIONAIS DIANTE DA REALIDADE DO TRÁFICO HUMANO

 “Somos sensíveis e chamadas a ir ao encontro dessas situações a fim de sermos sinais da presença de Deus, abraçando juntas os novos desafios que se apresentam na cotidianidade”. (Ir. Nilma)


No dia 17 de Junho. Ir. Manuela Rodríguez (Oblatas do Santíssimo Redentor), do Núcleo da Rede Um Grito pela Vida- SP e da Articulação Nacional, foi convidada pelas Irmãs Missionárias Combonianas para falar da Rede Um Grito Pela vida: histórico, funcionamento da rede, objetivos, atividades, alegrias e desafios, dentre outros temas. A participação aconteceu em uma assembleia da Congregação, em Vitória (ES).

As participantes foram duas leigas Combonianas, um padre e 26 irmãs de diferentes nacionalidades: Equador, México, Peru, Colômbia, Guatemala, Costa Rica, Itália, Estados Unidos e do país anfitrião, Brasil.


Foi um espaço de partilha, de troca de saberes e experiências, de busca de fidelidade criativa ao carisma da família de Missionárias Combonianas. Um espaço para concretizar um agir como Congregação em nível de América, materializado em um compromisso bem concreto diante da realidade gritante do Tráfico de Pessoas. E esse compromisso ficou definido com a clareza de que o apelo de Deus que vem da realidade do tráfico humano é inerente ao carisma da Congregação.

Ir. Nilma, Coordenadora Provincial da Congregação, confirma esse compromisso falando sobre este espaço de reflexão: “A assessoria foi muito positiva pela maneira simples e competente com que nos apresentou a Rede “Um Grito pela Vida”. A metodologia usada foi bem participativa e foi uma maneira de tomarmos mais conscientes do trabalho em rede e Intercongregacional. Sabemos que o Tráfico de Pessoas nos interpela, e como mulheres consagradas, somos sensíveis e chamadas a ir ao encontro dessas situações a fim de sermos sinais da presença de Deus, abraçando juntas os novos desafios que se apresentam na cotidianidade”.

Esses são espaços onde a Rede Um Grito pela Vida é presente para fazer acontecer o aprofundamento, a sensibilização e continuar acreditando na utopia de que é possível uma sociedade sem tráfico humano. Tecemos redes e alianças de solidariedade como Vida Religiosa, como cristãos e cristãs, empenhados/as em espalhar as sementes do Reino e recolher frutos de humanização e inclusão das pessoas traficadas.

Para concluir, trazemos à tona as palavras do Papa Francisco, que também  faz questão da sensibilidade e da profecia, quanto à realidade do Tráfico de Pessoas na mensagem da abertura da CF 2104, dirigidas aos/as cristãos/as.

“Não é possível ficar impassível sabendo que existem seres humanos tratados como mercadoria! Pense-se em adoções de criança para  remoção de órgãos, em mulheres enganadas e obrigadas a prostituir-se, em trabalhadores explorados, sem direitos nem voz, etc.” (Mensagem do Papa Francisco na CF 2014)


Ir. Manuela Rodríguez Piñeres (OSR) - Núcleo SP

sábado, 20 de junho de 2015

NORDESTÃO DA REDE UM GRITO PELA VIDA


Nos dias 12 a 14 de junho, estivemos Reunidas em Caucaia-CE, parágrafo PARTICIPAR fazer Nordestão II da Rede Um Grito pela Vida. Com a assessoria de Jaqueline Leite, Coordenadora Geral do Chame - Centro humanitario de Apoio à Mulher, that trabalhou Conosco, uma analise sociológica da Realidade fazer tráfico de Pessoas a nivel nacional e internacional ... Éramos 61 Participantes, viemos da BA, SE, PE, PB, RN, CE e PI, parágrafo Partilhar Experiências Vividas em NOSSOS Regionais e núcleos e com sede com sede de Aprender sempre Mais Sobre o trafico de Pessoas e Como atuar sem Seu enfrentamento de forma qualificada. Aprender, Sobretudo, a escutar a dor d @ outr @. Animar-SOE e fortalecer Nossa Atuação em Rede. Como fotos revelam uma alegria do Encontro EO Desejo de continuarmos Nossa Caminhada Mais Consciente.

Festival do Boi em Parintins - Rede Um Grito Pela Vida realiza ação de intervenção social.

A Rede Um Grito Pela Vida - Regional Amazonas/Roraima realizará nos dias 23 e 24 de junho dias que antecedem o Festival do Boi em Parintins uma Ação de Intervenção Social no porto de Manaus, junto aos barcos que irão para o festival, com o objetivo de prevenção ao tráfico de pessoas.

Tráfico humano: a vida religiosa se faz presente nas periferias existenciais

Tráfico humano: a vida religiosa se faz presente nas periferias existenciais

Um dos desafios que todo cristão tem que enfrentar é se fazer presente no meio daqueles que a sociedade ignora, rejeita, tira proveito, explora... É o que o Papa Francisco chama de “periferias existenciais”, onde cada vez habitam mais pessoas. Entre aqueles que fazem parte dessas periferias estão aqueles que sofrem exploração sexual, quase sempre mulheres, muitas vezes minores de idade, que são submetidas a este tipo de abusos, com a aprovação de uma sociedade que se cala por medo, por falta de compromisso, por interesse... ou por muitos outros motivos que mostram a necessidade de que as coisas mudem.

Para tentar que a situação seja diferente, em 2006, a Confederação dos Religiosos Brasileiros (CRB), criou a “Rede um grito pela Vida”, com o objetivo de combater o tráfico de pessoas. Espalhada em quase todos os estados do país, está constituída por 250 religiosos e religiosas de diferentes congregações que se articulam em núcleos, tentando ser uma voz profética para a sociedade brasileira.

De fato, na sociedade falta essa consciência que faça possível esse crime da exploração sexual e do tráfico de pessoas, também para o comercio de órgãos ou o trabalho escravo ou em condições degradantes, onde são envolvidas muitas crianças dos chamados países do Sul.

Até em alguns setores da própria Igreja Católica, a rede encontra muitas vezes a falta de interesse para realizar esse trabalho de conscientização. É verdade que a Campanha da Fraternidade de 2014, que abordava esta temática, ajudou a ter maior consciência e a atenção para com estas pessoas tenha melhorado, mas sabendo que ainda tem um longo caminho para percorrer, como mostram as estatísticas em referencia a quem é atingido por esta lacra social.

A partir de um trabalho em parceria com diferentes organizações, a rede pretende prevenir este tipo de situações, realizando um trabalho de informação com adolescentes e jovens, que são as possíveis vítimas. Tudo isso a partir da reflexão e o estudo que ajude a entender as causas, instruindo as pessoas que possam ajudar no combate da exploraç4ao sexual e mobilizando a sociedade para ser cada vez mais sensível diante desta problemática. Alem disso, promovendo a elaboração de políticas públicas que possam ajudar no combate deste mercado do crime organizado.

O problema da exploração sexual é comum no Brasil todo, mas é acentuado nas regiões Norte e Nordeste. Um informe recente da Policia Rodoviaria Federal constata a existência de quase 2.000 pontos de exploração sexual nas margens das rodovias federais brasileiras, o que demonstra que o problema é conhecido, mesmo que as soluções não apareçam.

Um dos pontos onde este problema está presente é Manaus, como constatam Eurides Alves de Oliveira e Roselei Bertoldo, religiosas da Congregação do Imaculado Coração de Maria, que coordenam o núcleo da capital amazonense e de lá se fazem presentes em diferentes lugares. É aqui onde se concentram muitas das mulheres, boa parte delas menores, da Região Norte do país para depois ser levadas, a maioria das vezes enganadas, para fazer parte das redes de prostituição, tanto dentro quanto fora do país.

Os testemunhos que elas contam nos levam a descobrir a crueldade deste tipo de crimes. Situações arrepiantes, como a mãe que leva sua filha adolescente para ser explorada no porto de Manaus, reconhecendo em prantos que é o único jeito de poder comer e que faz isso porque ela, que sendo adolescente já era levada pela própria mãe, com trinta e poucos anos, já e considerada velha e é rejeitada pelos criminosos que participam deste tipo de sacanagens. ¿Como reagir diante destas situações? ¿Como ser presença de Deus no meio daqueles que sem nenhuma dúvida são os últimos dos últimos?

Do mesmo modo, contam a situação das mulheres que são levadas nos garimpos no Suriname, dizendo que vai ser cozinheiras, e chegando lá se tornam escravas sexuais dos trabalhadores, com poucas possibilidades de fugir de um lugar aonde chegaram após dias ou semanas de viagens em caminhos que nem conhecem e sem dinheiro no bolso. A mesma coisa daquelas que são enviadas para Europa e caem nas redes de prostituição e se tornam escravas sexuais.

O último caso veio à luz no sábado 6 de junho. Com a colaboração das associações italianas “Il Mantello” e “Liberaziones e Speranza”, que previamente tinham sido acionadas pela “Rede um Grito pela Vida”, foi libertada uma jovem de 20 anos, que tinha saído de Rio Branco, capital do Acre, para trabalhar como empregada doméstica na casa de uma família italiana, com a promessa de receber um salário muito acima do que poderia ganhar no Brasil. Chegando lá se tornou escrava sexual. Só um número a mais numa estatística que permanece por muito tempo.

Ou as adolescentes e jovens que, sem possibilidade de estudar nas comunidades do interior onde moram, são acolhidas por familiares ou amigos da família na cidade, para se tornar empregadas domésticas sem salário e satisfazer os desejos sexuais dos homens da casa.

Mudar as coisas não é fácil, pois o povo tem medo de denunciar estas situações que são conhecidas por todos. Tem muito “peixe grande” implicado e falar pode se pagar com a vida. Empresarios, políticos, representantes dos diferentes poderes fazem parte deste esquema criminal, que ameaça abertamente a quem tem coragem de denunciar. Assim aconteceu com Dom Azcona, bispo da Prelazia do Marajó, e com muitos outros que se encontram na mesma situação, ameaçado de morte desde há vários anos, mas que renunciando à proteção policial tem se tornado um verdadeiro profeta da luta na defesa dos direitos sociais e da vida do seu povo, a partir da fé e a esperança em que as coisas possam mudar.

O clamor de tantas pessoas, sobretudo mulheres, adolescentes, meninas, faz que a vida religiosa queira ser voz profética no meio daquelas que indefesas imploram vida e dignidade. Uma presença que hoje se faz precisa para continuar sendo presença do Amor de Deus nas periferias.

Luis Miguel Modino
Versão em espanhol publicada em:

http://blogs.periodistadigital.com/luis-miguel-modino.php/2015/06/09/trata-de-personas-la-vida-religiosa-se-h

terça-feira, 9 de junho de 2015

Trata de Personas: la Vida Religiosa se hace presente en las periferias existenciales

Trata de Personas: la Vida Religiosa se hace presente en las periferias existenciales

09.06.15 | 16:55. Archivado en Iglesia en BrasilVida Religiosa
http://blogs.periodistadigital.com/luis-miguel-modino.php/2015/06/09/trata-de-personas-la-vida-religiosa-se-h
Uno de los desafíos a los que todo cristiano se enfrenta es hacerse presente entre aquellos que la sociedad ignora, desprecia, se aprovecha, explota… Es lo que el Papa Francisco llama “periferias existenciales” y en las que cada vez habita más gente.
Entre los colectivos que forman parte de esas periferias están aquellos que sufrenexplotación sexual, casi siempre mujeres, muchas veces menores de edad, que se ven sometidas a este tipo de abusos, con el placet de una sociedad que se calla, por miedo, por dejadez, por interés… o por tantos otros motivos que ponen de manifiesto la necesidad de que las cosas cambien.
Para intentar que la situación sea diferente, en 2006, la Confederación de los Religiosos Brasileños (CRB, por sus siglas en portugués), creó la “Rede um Grito Pela Vida”, con el objetivo de combatir la trata de personas. Extendida por casi todos los estados del país, está constituida por 250 religiosos y religiosas de diferentes congregaciones que se articulan en núcleos, intentando así ser una voz profética para la sociedad brasileña.
De hecho, en la sociedad falta esa conciencia que permita combatir este crimen de la explotación sexual y de la trata de personas, también para el comercio de órganos o el trabajo esclavo o en condiciones degradantes, donde se ven envueltos muchos niños y niñas de los llamados países del Sur.
Inclusive en algunos sectores de la propia Iglesia Católica, esta red encuentra muchas veces indiferencia a la hora de realizar ese trabajo de concientización. Es verdad que laCampaña de la Fraternidad de 2014, que abordaba este tema, ayudó a tomar mayor conciencia y a que la atención a estas personas haya mejorado, pero no cabe duda de que queda un largo camino por recorrer, como demuestran las estadísticas que hacen referencia a quienes se ven afectados por esta lacra social.
A partir de un trabajo en común con diferentes organizaciones, la red pretende prevenir este tipo de situaciones, realizando una tarea de información con adolescentes y jóvenes, que son las víctimas potenciales. Todo ello a partir de la reflexión y el estudio que ayuden a entender las causas, instruyendo personas que puedan ayudar a combatir la explotación sexual y movilizando a la sociedad para que sea cada vez más sensible a este problema. Además de esto, promoviendo la creación de políticas públicas que puedan ayudar a combatir este mercado del crimen organizado.
El problema de la explotación sexual es común en todo Brasil, pero se acentúa en lasregiones Norte y Nordeste. Un reciente informe de la Policía de Carreteras Federal (PRF, por sus siglas en portugués) constata la existencia de casi 2.000 puntos de explotación sexual en los márgenes de las carreteras federales brasileñas, lo que pone de manifiesto que el problema es conocido, aunque las soluciones no aparezcan.
Uno de los puntos donde este problema está presente es Manaos, como constatanEurides Alves de Oliveira y Roselei Bertoldo, religiosas de la Congregación del Inmaculado Corazón de María, que coordinan el núcleo de la capital amazónica y que desde allí se hacen presentes en diferentes lugares. Es aquí donde se concentran muchas de las mujeres, buena parte de ellas menores, de la Región Norte del país para después ser llevadas, la mayoría de las veces engañadas, para formar parte de las redes de prostitución, tanto dentro como fuera del país.
Los testimonios que cuenta nos llevan a descubrir la crueldad de este tipo de crímenes. Situaciones que resultan estremecedoras, como la madre que lleva a su hija adolescente a ser explotada sexualmente en el puerto de Manaos, reconociendo entre lágrimas que es la forma de poder comer y que hace eso porque ella, que siendo adolescente ya era llevada por su propia madre, a sus treinta y pocos años, ya es considerada vieja y no es aceptada por los criminales que participan de ese tipo de fechorías. ¿Cómo reaccionar ante estas situaciones? ¿Cómo ser presencia de Dios entre éstos que sin duda son los últimos de los últimos?
Del mismo modo, cuentan la situación de las mujeres de la región que son llevadas a las minas a cielo abierto en Surinam, con el pretexto de ser cocineras, y que una vez allí se convierten en esclavas sexuales de los trabajadores, con escasas posibilidades de huir de un lugar a donde llegaron después de días o semanas de viajes por caminos que no conocen y sin un tostón en el bolsillo. Nada diferente de aquellas que son enviadas para Europa y caen en las redes de prostitución y se convierten en esclavas sexuales.
El último caso ha salido a luz este sábado pasado, 6 de junio. Gracias a la colaboración de las asociaciones italianas “Il Mantello” y “Liberazione e Speranza”, que previamente habían sido informadas por la “Rede um Grito pela Vida”, fue liberada una joven de 20 años, que había salido de Rio Branco, capital del estado amazónico de Acre, para trabajar como doméstica en la casa de una familia italiana, con la promesa de recibir un salario muy por encima de lo que podría ganar en Brasil. Una vez allí fue convertida en esclava sexual. Sólo un nuevo número en una estadística que ya se perpetúa por demasiado tiempo.
O las adolescentes y jóvenes que, sin posibilidad de poder estudiar en las comunidades donde viven, son acogidas por familiares o amigos de la familia en la ciudad, para acabar siendo empleadas domésticas gratuitas y satisfacer los deseos sexuales de los hombres de la casa.
Cambiar las cosas no es fácil, pues la gente tiene miedo de denunciar este tipo de situaciones que son ampliamente conocidas. Hay muchos “peces gordos” implicados y abrir la boca se puede pagar con la vida. Empresarios, políticos, representantes de los diferentes poderes forman parte de este esquema criminal, que amenaza abiertamente a quienes se atreven a denunciar. Como ejemplo, entre otros muchos que están en la misma situación, Monseñor Azcona, agustino recoleto español, obispo de la Prelatura de Marajó, en la región amazónica brasileña, amenazado de muerte desde hace varios años, pero que renunciando a la protección policial se ha convertido en un verdadero profeta de la lucha por la defensa de los derechos sociales y la vida de su pueblo, a partir de la fe y la esperanza en que las cosas pueden cambiar.
El clamor de tantas personas, sobre todo mujeres, adolescentes, niñas, hace que la vida religiosa quiera ser voz profética entre aquellas que indefensas claman por vida y dignidad. Una presencia que hoy se hace necesaria para continuar siendo presencia el Amor de Dios en las periferias.

segunda-feira, 8 de junho de 2015

Red Kawsay contra o Tráfico de Pessoas na Copa América

A Red Kawsay integra uma equipe de trabalho da Comissão Episcopal de Justiça e Paz contra o Tráfico de Pessoas. Nos unimos para realizar ações preventivas e de sensibilização na Copa América, que começa no próximo dia 11 de Junho e se estende até dia 4 de Julho. 






terça-feira, 2 de junho de 2015

Rede Um Grito Pela Vida intensifica formação de lideranças contra o tráfico de pessoas no Amazonas.

Atividade de formação com os Alunos/as da faculdade Nilton Lins

No dia 30 de maio, dando continuidade as ações de sensibilização e formação sobre o tráfico, a Rede Um Grito pela Vida, núcleo de Manaus, abordou o tema do tráfico de pessoas, com os alunos/as do curso de extensão sobre ética e direitos Humanos da faculdade Nilton Lins. Foi um momento muito enriquecedor, os e as estudantes participaram com grande interesse, mostrando-se sensíveis à gravidade desta realidade que a cada dia se apresenta de forma abrangente e multifacetária, envolvendo todas as dimensões e circunstancias da vida das pessoas. Ao se depararem com os dados e conceitos, o grupo interagiu trazendo vários fatos de vida e afirmaram a importância das instituições de ensino seguirem abordando esta e outras temáticas que fazem do conhecimento uma ferramenta de conscientização, possibilitando aos futuros profissionais condições de serem agentes de transformadores da realidade e defensores da vida e dos direitos humanos.


Regional Amazonas/Roraima realiza atividades de prevenção ao TP em São Gabriel da Cachoeira - AM


DIGA SIM À VIDA
NÃO AO TRÁFICO DE PESSOAS

Com o desejo de fortalecer a rede em que a cada dia se juntam novos fios, continuar denunciando toda forma de violação de direitos e de modo muito especial o tráfico de pessoas as irmãs Eurides Alves de Oliveira e Roselei Bertoldo da Rede um Grito Um Grito pela Vida estiveram na diocese de São Gabriel da Cachoeira-AM, no dias 22 a 29 de maio de 2015.


O planejamento das atividades, articulação e acolhida das irmãs da rede foi feita pelas irmãs Catequistas Franciscanas Cidinha e Lenita e as noviças Fabiula, Irlândia e Sílvia. Os dias foram de partilha, oração, convivência, trabalho, esperanças, sonhos e desafios compartilhados, o que dá sabor, gosto  e sentido para a vida religiosa nos dias atuais.

A cidade de São Gabriel resguarda uma beleza natural encantadora com sua exuberante natureza às margens do Rio Negro, a visão da “Bela adormecida”, plantas diversas, muito verde e um povo acolhedor, gentil e hospitaleiro. Os encontros foram ricos e com públicos diversos: jovens da Pastoral da Juventude, crianças da Infância Missionária, alunos do IFAM (Instituto Federal do Amazonas), grupos do Centro Juvenil Salesiano, educadores da escola Sagrada Família e da rede municipal no espaço da FOIRNE (Federação Organizações Indígenas do Rio Negro), alunos do EJA (Educação de Jovens e adultos) da escola Inês Penha, crianças do projeto Bom de Bola, Bom de escola, programa na rádio municipal, encontro com os internos da Fazenda Esperança, com os missionários e missionárias da cidade de São Gabriel, participação no fórum interinstitucional que teve a temática do tráfico de pessoas como agenda principal e possibilitou uma série de denúncias e encaminhamentos.  Finalizando a programação foi feita uma conversa com Dom Edson Damian- bispo diocesano, com o intuito de apresentar dados e viabilizar os novos passos a serem dados.

O município com sua prioritária e majoritária população indígena de 23 etnias e 18 línguas faladas “guarda” ou quem sabe permanece adormecido, como a bela que visualizamos nos dias ensolarados uma extensa gama de violação de direitos que escutamos nos diversos grupos: exploração sexual de meninas e jovens, violência contra a mulher, adoção ilegal, trabalho escravo com extensas horas de trabalho  e nenhuma garantia de direitos trabalhistas, retenção dos cartões de benefícios pelos comerciantes, ausência de presença e atuação do poder judiciário, descrédito nas instituições públicas, um povo abandonado politicamente. Há muito medo de denunciar, insegurança, impunidade, violência, aumento do tráfico e consumo de drogas, uso da bebida por adultos, jovens e até crianças que podem ser vistos caídos nas ruas... “estamos sendo dizimados vivos” disse seu Almiro interno da Fazenda da Esperança.

          Ser testemunho de vida, esperança e ir desvelando caminhos de vida em meio à morte e a dor é nosso compromisso e missão. Que o nascer de cada dia seja um constante convite para estarmos atentas e acordadas aos apelos da realidade.
Irmã Cidinha M. Fernandes-CF


segunda-feira, 1 de junho de 2015

Pare o Tráfico de Pessoas


Encontro de Formação para Religiosas do Núcleo da CRB da Diocese de Floresta

21 de Maio

Presença em uma comunidade Rural na Ilha Grande/Belém de São Francisco. Após viajar 01 hora de barco pelo Rio São Francisco, Ir. Fátima Evangelista, Ir. Madalena e o Pe.João participaram da Celebração da Missa. Em seguida houve um momento de conscientização da comunidade sobre o Tráfico de Pessoas.




22 e 23 de Maio
Realizou-se na Cidade de Tacaratu-PE (Diocese de Floresta), um Encontro para Formação de religiosas das seguintes Congregações; Missionárias da Sagrada Família, Irmãs de São José, Carmelitas da Divina Providência, Vicentinas, Franciscana da Sagrada Família, Carmelitas da Caridade de Vedruna. Foram dois dias de muito trabalho,dinâmicas, estudo em grupo, plenárias. Foi trabalhada a metodologia VER, JULGAR e AGIR. Várias ações foram sugeridas para dar continuidade à temática TRÁFICO DE PESSOAS nas Paróquias, Comunidades e Escolas locais.







quinta-feira, 21 de maio de 2015

NÚCLEO DA REDE UM GRITO PELA VIDA DE PORTO VELHO EM AÇÃO

No dia em que todo o território nacional se uniu para dizer NÃO à violência e exploração sexual de crianças e adolescentes, o núcleo de Porto Velho se articulou para uma ação de panfletagem- pit stop; foi escolhido algumas das avenidas mais significativas e movimentadas da cidade, nas horas de pico do transito, de manhã e ao entardecer. 
Destacamos como particularmente significativa a iniciativa de se fazer presente nos postos de gasolina da BR 364 nos municípios de Porto Velho e Candeias, onde foi encontrado com vários caminhoneiros que quotidianamente percorrem o País de norte ao Sul, e que podem estar envolvidos em situações de exploração sexual.
 Ir. Chiara Dusi pelo núcleo.


segunda-feira, 18 de maio de 2015

Rede Um Grito Pela Vida - Núcleo de Porto Alegre - RS.

AICAS, Instituto São Benedito, junto com a Rede Um Grito Pela Vida fazendo bonito! Ação conjunta, com diversas Entidades públicas, no Dia Nacional contra o abuso sexual de Crianças e Adolescentes. Na Esquina Democrática/ POA/RS

Rede de Enfrentamento ao tráfico de pessoas na Tríplice Fronteira - Peru - Colômbia - Brasil


A Rede de Enfrentamento ao Tráfico de Pessoas da Tríplice Fronteira, Peru, Colômbia e Brasil, participaram  no dia 18 de maio uma grande caminhada  com  alunos das diversas escolas do município de Tabatinga e profissionais da Secretaria de Assistência Social, depois da caminhada o grupo da Rede colocou  cartazes nos comércios da Av da Amizade e foi distribuído folderes e materiais informativos.

No dia 19 será  dado continuidade as atividades de prevenção e informação junto a população  nos bairros que não foram atingidos, especialmente  na região do porto, local de grande fluxo de pessoas.
Izalene e Verônica, pela rede.

domingo, 17 de maio de 2015

Ação de Intervenção Social para Prevenção ao Abuso e Exploração Sexual de Crianças e Adolescentes - Rede Um Grito Pela Vida/Manaus



A Rede Um Grito Pela Vida Regional Amazonas/Roraima, integra o Comitê Estadual De Enfrentamento a Violência e Abuso Sexual de Crianças e Adolescentes. No dia 17 de maio participou da grande mobilização na Ponta Negra - Manaus, para dar visibilidade a este cruel crime e sensibilizar a sociedade para que denunciem e protejam as crianças e adolescentes.

Rede Um Grito Pela Vida/Paraíba se mobiliza para ações de enfrentamento ao tráfico de pessoas

Olha o Estado da  Paraíba  se organizando gente! É isso aí gente! Lutar e enfrentar este crime que viola os direitos fundamentais.


O Governo do Estado, por meio da Secretaria de Estado do Desenvolvimento Humano (Sedh), realizou reunião, nessa quarta-feira (13), com a Rede “Um Grito pela Vida” de enfrentamento ao tráfico de pessoas. O objetivo é implantar o Comitê Gestor Estadual de enfrentamento ao Tráfico de Pessoas na Paraíba.

A reunião presidida pela secretária da Sedh, Aparecida Ramos, contou com a secretária Executiva da Mulher e da Diversidade Humano, Gilma Germano; o delegado geral adjunto, Isaías Gualberto; além da gerente de proteção Social especial da Sedh, Gabrielle Andrade; da coordenadora dos Centros de Referência Especializados da Assistência Social (Creas), Madalena Dias e do professor da Universidade Federal da Paraíba, Sven Peterke.

sexta-feira, 15 de maio de 2015

Na luta contra a exploração sexual - Rede Um Grito Pela Vida/Roraima - AM

FAÇA BONITO!

Proteja nossas crianças e adolescentes

O Núcleo da Rede Um grito pela Vida de Manaus e a Equipe do IACAS – Instituto de Assistência a Criança e Adolescente santo Antônio, em parceria com varias organizações da sociedade civil que compõe a articulação – “Tecendo Redes”, Realizou hoje (15.05) a tarde a primeira atividade de sensibilização e formação sobre Violência e Exploração sexual de crianças e adolescentes, como parte da agenda de atividades em comemoração ao 18 de maio 2015 - dia nacional de combate à violência e exploração sexual de crianças e adolescentes.

A atividade aconteceu no Colégio Garcitylzon de L.E. Silva, Bairro Cidadão 10, de Manaus, com 250 alunos do 7º ao 9º ano do ensino fundamental. Foi uma tarde animada e rica. Através de músicas, vídeos informativos e conversas interativas, se evidenciou a gravidade do problema, a necessidade de um intenso trabalho de preventivo de informação. Lembrar á combater!
Esquecer é permitir!

Fez-se memória do sentido desta data, recordando o caso da menina Aracele Crespo” que foi vítima da exploração sexual e assassinada em Vitória no ES. Crime que comoveu o Brasil e provocou a mobilização da Sociedade Civil que após muitas lutas e reivindicações fez o Estado Brasileiro a instituir o dia 18 de maio, com esta finalidade.

Formas de violência e Exploração sexual

Foram abordadas as formas de abuso e exploração sexual: pedofilia, pornografia pela Internet, tráfico de pessoas. Acentuou-se a importância da Denuncia via o Conselho Tutelar e o disque 100. Os adolescentes participaram com perguntas demonstrando interesse e necessidade de informação sobre o problema.

A tarde, sem dúvida foi uma contribuição significativa no conjunto das muitas atividades que estão sendo realizada nos diversos municípios do Estado e do País nestes dias. Seguimos convictas de que só aluta conjunta envolvendo todos os grupos, instituições da sociedade civil e o poder publico será capaz enfrentar este crime e mudar esta prática considerada muitas vezes com natural no interior das famílias e comunidades. Urge modificar a escala de valores e o resgate do sentido de humanidade na vida das pessoas, principalmente das novas gerações, para que rompam com a continuidade desta prática perversa. Urge da mesma forma uma maior efetividade dos mecanismos de denuncia e responsabilização dos agressores e de proteção as crianças e adolescentes.
















Rede Um Grito Pela Vida/Roraima - Seminário Gênero e Sexualidades em Debate

O Núcleo da Rede Um Grito pela Vida de Manaus, AM, através das Irmãs Roselei Bertoldo, Eurides oliveira e Valmi Bohn, participou nos dias 11 e 12.04, do I seminário Gênero e Sexualidades em debate: Educação, religiosidades e Direitos Humanos. O Evento foi promovido pelo grupo de Estudos de Gênero, sexualidades e interseccionalidades da UFAM (Universidade Federal do Amazonas:, Contou com a participação do NIGS - núcleo de estudos de Gênero e sexualidades de Santa catarina e de várias lideranças, militantes das causas que envolvem a temática no Estado. A reflexão foi ampla, diversificada, densa e complexa, desafiando-nos ao aprofundamento e abertura aos novos paradigmas e realidades que envolvem os novos sujeitos, identidades, relações e direitos na sociedade contemporânea, no que tange as questões de Gênero, cidadania e direitos.

Rede Um Grito Pela Vida/Paraíba cobra instalação do Comitê de Enfrentamento ao Tráfico de Pessoas na Paraíba


Rede um Grito pela Vida - Núcleo de João Pessoa, Paraíba, realizou sua primeira missão em 2015. Estabeleceu como primeira meta para este ano, ir até o Estado para cobrar do mesmo a instalação do Comitê de enfrentamento ao Tráfico aqui na Paraíba. E dessa vez foi feito a articulação através da Secretaria Estadual de Desenvolvimento Humano, na pessoa da secretária Cida Ramos, mulher comprometida com as caudas sociais.

No último dia 13 de maio, foi realizado a segunda reunião com representantes de outras instituições, como Secretaria de Segurança, Núcleo de DH e Cidadania da UFPB, Secretaria da Mulher, Colégio Marista, e A Secretaria Estadual de Desenvolvimento, e a coordenadora do Núcleo de enfrentamento ao Tráfico de Pessoa do Estado de Pernambuco, Dª-Jeanne Aguiar, a mesma foi quem assessorou, trazendo a experiência de Pernambuco, tanto do Núcleo como do Comitê, como foram fundados e qual seu papel. Isso com o objetivo de ajudar na reflexão e fundação do mesmo, que segundo a secretária vamos nos organizar para que em 30 de julho a gente já possa oficializar esse comitê. Continuarei informando-as desse processo. O próximo encontro será dia 09 de junho.

Ir.Sirleide pela Rede Um Grito pela Vida




quarta-feira, 22 de abril de 2015

Abertas as inscrições para seminário sobre trabalho decente no Ceará

Já estão abertas as inscrições para o seminário "Do conceito às ações: estratégias para a garantia do Trabalho Decente no Ceará" que acontecerá dia 30 de abril no auditório João Frederico Gomes, na Assembleia Legislativa do Estado do Ceará.

O evento é uma iniciativa do Ministério Público do Trabalho no Ceará (MPT-CE) e debaterá os maiores desafios para a garantia do trabalho decente no Estado. Temas como trabalho infantil, trabalho escravo, terceirização, acidentes de trabalho e assédio moral deverão marcar o início das comemorações do Dia do Trabalhador.


A participação é gratuita e está aberta a toda comunidade de trabalhadores, empregadores, sindicatos, gestores, profissionais do Direito e estudantes. As inscrições devem ser feitas até 27 de abril através do link: INSCRIÇÃO NO SEMINÁRIO SOBRE TRABALHO DECENTE - 30.04.2015

SERVIÇO


Seminário – Do conceito às ações: estratégias para a garantia do Trabalho Decente no Ceará
Local: Auditório João Frederico Gomes – Assembleia Legislativa do Estado do Ceará, Anexo II
Data: 30.04.2015
Horário: 8h às 16h

Especialistas do Brasil e dos EUA discutem trabalho forçado nesta quarta-feira (22)

Copyright - Nações Unidas 2014
Em dois eventos promovidos pela OIT e pelo Departamento de Trabalho dos EUA, especialistas irão compartilhar estratégias emergentes que estão sendo colocadas em prática no estado de São Paulo e na Califórnia.
Foto: OIT
Foto: OIT
Especialistas da Organização Internacional do Trabalho (OIT), do Departamento de Trabalho dos EUA (USDOL), da fundação Humanity United e do Centro Burkle da Universidade da Califórnia em Los Angeles (UCLA) irão discutir nesta quarta-feira (22) estratégias inovadoras para combater o trabalho forçado e outras formas de exploração de trabalhadores em todo o mundo.
A conferência “Fora das Sombras: Combate ao Trabalho Forçado e Outras Formas de Exploração do Trabalhador”acontecerá nesta quarta-feira, dia 22 de abril, em Washington, nos EUA (McKenna, Long & Aldridge, 1900 K Street NW, Washington D.C. 20006).
Durante o evento, autoridades do governo, legisladores, acadêmicos, representantes de empresas e de trabalhadores e outros especialistas do Brasil e dos Estados Unidos irão compartilhar estratégias emergentes que estão sendo colocadas em prática no estado de São Paulo e na Califórnia, além de promover a troca de conhecimentos sobre experiências nacionais e boas práticas existentes e de explorar a relação entre práticas de exploração de trabalhadores e trabalho forçado.
Jornalistas estão convidados a participar do evento. A agenda da conferência está disponível emhttp://workerexploitation.org/agenda/
Um evento similar será realizado na sexta-feira, dia 24 de abril, em Los Angeles, e poderá ser acompanhado ao vivo pelo link http://workerexploitation.org/agenda/live-webcast/
Jornalistas que desejarem participar dos eventos devem entrar em contato com Egan Reich: +1202-693-4960, reich.egan@dol.gov
Jornalistas que desejarem entrevistar especialistas da OIT devem entrar em contato com Marcia Poole: +41-79-5931530, poole@ilo.org

Congresso sobre Tráfico de Pessoas e Exploração sexual de crianças e adolescentes - Argentina


NOTA SOBRE A SITUAÇÃO DO PAÍS - CONGRESSO NACIONAL DA VIDA CONSAGRADA


Aparecida,  10 de abril de 2015

A Conferência dos Religiosos do Brasil, por ocasião do Congresso Nacional para a  Vida Consagrada, realizado nos dias 07 a 10 de abril de 2015, em Aparecida, São Paulo, com a presença de mais de dois mil Religiosos e Religiosas de muitas Congregações e Institutos de Vida Consagrada, Sociedade de Vida Apostólica e Institutos Seculares, de todo o Brasil, refletiu, entre outros assuntos,  sobre o complexo e difícil momento pelo qual passa o País, sobretudo no que se refere à ameaça aos avanços sociais e aos processos democráticos, que consolidamos nos  últimos anos, bem como sobre as dificuldades econômicas que assolam nossa população.

Refletindo sobre a identidade e profecia, constatou-se a urgência de uma reação pacífica, mas contundente, contra as práticas repressoras em curso: a iminência de aprovação da redução da maioridade penal, a perda de conquistas trabalhistas, a lentidão da nossa justiça, a corrupção e, por vezes, a manipulação midiática que  distorce os fatos e imprime uma abordagem parcial dos mesmos.

É legítimo o clima de insatisfação popular frente ao “escândalo da corrupção na Petrobrás, as recentes medidas de ajuste fiscal adotadas pelo Governo, o aumento da inflação, o aumento abusivo dos preços de determinados serviços, a crise na relação entre os três Poderes da República”. No entanto nada legitima um “golpe na democracia”, pois o Estado Democrático de Direito foi conquistado com muita luta, sofrimento e martírio em tempos não muito remotos.

As manifestações de rua,  ainda que legítimas, correm o perigo de servirem  aos interesses privados de grupos fechados ao bem da população, em particular dos mais pobres.

Conscientes de que o que está em jogo é  um conflito de projetos de sociedade, nossa missão profética   coloca-nos  sempre ao lado dos que mais sofrem, com uma postura ética, pautada na justiça e defesa dos direitos. Por isso, nos posicionamos contra toda forma de  dominação,  interesses, iniciativas e processos que violentem ou abortem as conquistas que potencializam a inclusão dos mais pobres. Assumimos o projeto de Lei de Iniciativa Popular obra da coalizão pela Reforma Política Democrática e Eleições Limpas. Nos posicionamos contra a redução da maioridade penal, o não reconhecimento das causas indígenas e dos quilombolas, e refutamos todas as atitudes que ferem a democracia e a legitimidade das eleições.

Convocamos a todas e todos para que se mantenham firmes neste caminho, com uma postura crítica e lúcida neste momento histórico, discernindo com solicitude o que apoiar, exercendo uma  cidadania ativa voltada para o fortalecimento das causas da justiça e da paz.

Que nossa Senhora Aparecida, nos ilumine e conduza sempre nos caminhos da justiça e profecia.



IR. MARIA INÊS VIEIRA RIBEIRO, mad

Presidente da CRB Nacional

Pelos Consagrados e Consagradas presentes no Congresso Nacional




Documento síntese do Seminário Nacional “Direitos Humanos no Brasil – A promessa é a certeza de que a luta precisa continuar”.

quarta-feira, 15 de abril de 2015

Assumir o Núcleo Identitário da VC: Atitude Profética, Processo Mistagógico

Depoimento: Ir. Eurides Alves de Oliveira, ICM - Coord. da Rede Um grito pela Vida.
Seminário Nacional da Vida Consagrada 
Assumir o Núcleo Identitário da VC: Atitude Profética, Processo Mistagógico
Inicio este depoimento, expressando minha alegria e gratidão pela oportunidade de estar aqui neste seminário, nesta bonita ciranda de integração de nossos carismas congregacionais, compartilhando a missão da Rede Um grito pela Vida.
A experiência missionária da Rede Um grito pela vida, não é uma experiência pessoal, mas uma construção coletiva. Trata-se de um espaço de articulação e ação profético-solidária da VRC do Brasil. É constituída por mais de 300 religiosas, religiosos pertencentes a mais de 50 congregações e de muitos leigos/as, no enfrentamento ao Tráfico de Pessoas - essa chaga desumana e vergonhosa que impera em nossas sociedades, matando os sonhos, a dignidade e a vida de milhões de pessoas, especialmente dos mais pobres.
Desde 2006, a Rede Um grito pela vida, atua de forma descentralizada e articulada com organismos eclesiais, organizações da sociedade civil e do poder público, nas diversas localidades, Estados e Municípios. Integra a Talitha kum – Rede internacional da Vida Religiosa Consagrada, que congrega 20 redes, presentes em 72 países no mundo. Conta hoje com 23 núcleos presentes em 20 Estados e no distrito federal.
As religiosas/os e leigos/as que a compõem desenvolvem atividades de sensibilização e informação, organizam grupos de estudo e reflexão, cursos de formação para multiplicadores/as, participam e/ou promovem mobilizações sociais e políticas incidindo na definição e efetivação de políticas públicas de Enfrentamento ao tráfico de pessoas.
Nestes 08 anos de existência da “Rede um grito pela Vida”,  fomos  compreendendo que atuar no enfrentamento ao tráfico de pessoas, é um “imperativo bíblico-profético” D’aquele que Vê, ouve e desce para libertar seus filhos e filhas da escravidão’ (cf. Ex 3,7), D’aquele que enviou seu filho único nascido de uma Mulher, para dar sua vida em resgate de outras vidas. (cf. Gl 4,4), e das mulheres discípulas que com refinada astúcia, cumplicidade e solicitude ao Espírito de Deus, foram protagonista no resgate, defesa e promoção da vida umas das outras e dos pobres.  
Somos convictas de que o tráfico de pessoas, especialmente o de mulheres e crianças com toda sua complexidade se apresenta como um campo de atuação missionária, um "desafio-clamor, que nos toca profundamente e convoca a todas e todos a estar de maneira estratégica do lado das pessoas indefesas, com uma práxis articulada de prevenção, atenção e proteção às vítimas e incidência política. Trabalhar neste campo não é só uma opção, mas uma necessidade que o Evangelho nos impõe como condição de fidelidade ao Projeto do Reino.
A experiência missionária da Rede é como a experiência das parteiras do Egito (Ex 1, 15-17). Uma Rede de Vida que se opõe a uma rede de morte.  Com “comPaixão”, ternura e ousadia,  cumplicidade e compromisso,  no silêncio da oração, na escuta dos clamores e das  histórias de vida, nas relações corpo-a-corpo, nas atividades e nos processos formativos, nas articulações  e mobilizações, na denuncia dos fatos e das causas e no anuncio da esperança militante, fazemos ecoar nosso “grito pela vida” e  tecemos “redes de vida  e de libertação.
Dentre as muitas e diversas práticas dos núcleos, elenco algumas, que foram e são significativas para  ampliar e fortalecer a missão da Rede no enfrentamento ao trafico de pessoas. A participação efetiva na mobilização para aprovação e na realização da campanha da fraternidade 2014 sobre o tráfico humano. A campanha “Jogue a favor da vida” antes e durante a copa do mundo de 2014, que teve uma ampla adesão e envolvimento da sociedade e igrejas no âmbito nacional e internacional; a “caravana de cidadania”, atividade realizada pelo núcleo de Manaus, em parceria com a Secretária de Segurança Pública, com ações de sensibilização e prevenção nas escolas publicas da cidade; a inserção e participação nos comitês e núcleos de enfrentamento ao tráfico de pessoas nos estados e municípios; a ação itinerante do núcleo de Recife junto ao NETP/PE, através do ônibus que circula o interior do estado realizando jornadas  preventivas ao tráfico de pessoas. O ônibus itinerante possui equipamentos de TVs e de som para capacitação nas ruas e praças e um gabinete de atendimento para escuta, registro de denuncias e orientações; a produção de material pedagógico; a ocupação de vários espaços nos MCS, e a utilização das redes sociais para comunicação, articulação e informação e formação através do blog e facebook da Rede, e os encaminhamentos e acompanhamento dos casos concretos.
À luz desta rica experiência da rede nestes 08 anos, destaco alguns aspectos que acredito ser fundamental para avançarmos na missão profética da VRC hoje: A sensibilidade e compromisso com empobrecidos (sujeitos emergentes); a intercongregacionalidade; a Interinstitucionalidade; a mudança de paradigmas culturais, o trabalho em rede, a abertura aos novos gritos e a Itinerância missionaria para as periferias e fronteiras e o cultivo de uma mística e espiritualidade da encarnação solidária, contemplativa e proativa.
A Rede um Grito pela Vida é um caminho que nos permite ampliar alianças intercongregacionais em prol da vida ameaçada e ferida das pessoas traficadas. Caminho que nos possibilita ensaiar passos de encarnação em novos espaços sociais, políticos e teológicos.
"Um grito pela vida tão sofrida quero ouvir!
Milhares de outras vozes solidárias vão se unir!
Não mais o trabalho escravo, não mais a exploração!
No grito, a dor e o pranto do canto-libertação!” (Ir. Miriam Koling).
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E antes de concluir, tomo a liberdade de expressar algo que está gritando dentro de mim e considero que é de Deus. Trata-se de uma inquietação frente ao momento histórico em que estamos vivendo, no mundo e particularmente no País. Sinto que estamos vivendo um momento crítico e doloroso que requer de nós um posionamento. Pois o que está em jogo é nosso regime democratico, construído com suor e sangue dos pobres, dos nossos profetas e mártires.