terça-feira, 1 de setembro de 2015

Tráfico de Pessoas e relações de gênero é tema de encontro da Vida Consagrada, em Brasília

ESCRITO POR CRB COMUNICAÇÃO LIGADO . PUBLICADO EM DESTAQUE

Por Rosinha Martins|29.08.2015| Cerca de 60 religiosas e religiosos advindos de todas as regiões do Brasil, se encontram reunidos em Brasília para o VII encontro nacional da Rede Um Grito pela Vida, rede nacional de prevenção ao Tráfico de Pessoas.
O evento, que acontece no Instituto São Boaventura dos Franciscanos Conventuais, em Brasília, reúne religiosas e religiosos dos 23 núcleos da Rede para debater o tema relação de gênero no enfrentamento do Tráfico de Pessoas para qualificar e ampliar a atuação profética e solidária dos núcleos na abordagem das causas geradoras Tráfico Humano.
“Queremos aprofundar e crescer a consciência do sentido de pertença à Rede Um Grito Pela Vida, fortalecendo a nossa identidade e compromisso, como também, estudar e analisar as relações de gênero como uma das causas estruturais do Tráfico de Pessoas e ainda, realizar o processo eletivo da articulação nacional”, afirma a coordenadora nacional da Rede, a religiosa da congregação do Imaculado Coração de Maria, Irmã Eurides Alves de Oliveira.
A religiosa da Congregação das Irmãs Clariassas Franciscanas, Rosa Maria da Silva Ferreira  disse fazer parte da Rede de prevenção ao Tráfico por que, como indígena,  se sente sensível à realidade do Tráfico que envolve as comunidades indígenas no Amazonas, especificamente no Pará e em Manaus.  “Meninas indígenas tem desaparecido de suas tribos, em Manaus, por tráfico para fins de exploração sexual, uma vez que a capital é  fronteira com a Venezuela. Sempre gostei de trabalhar com menores em situação de risco e me chama a atenção esta questão do Tráfico, e me identifico muito com este trabalho de prevenção”, disse.
Rosa informou também que no  Pará, área de sua atuação, o Tráfico acontece constantemente nas populações ribeirinhas. “O nosso trabalho de prevenção se dá nas escolas, nas praças e na formação para professores”.
“O trabalho de prevenção é muito importante por ser uma questão mundial”,afirmou a Irmã da Congregação das Irmãs de Jesus Crucificado, Maria Raimunda. “Em Brasília nós atuamos junto ao núcleo de enfrentamento de Tráfico do Ministério da Justiça, para somar forças. Realizamos em julho a semana de conscientização sobre Tráfico, em vista da prevenção. É uma parceira que está dando visibilidade e reconhecimento ao trabalho da Rede Um Grito pela Vida”. A ideia, acrescentou, “é formar uma rede de enfrentamento com instituições governamentais e não governamentais no DF”.
Na capital federal o Tráfico de Pessoas se dá, também, por meio das redes hoteleiras.  Outros casos, como ofertas de trabalho fora do país, também são comuns. “Estou acompanhando um caso de uma jovem brasiliense que está desaparecida após aceitar oferta de trabalho no exterior”.
Ainda de acordo com Irmã Raimunda, pessoas especiais, como surdos-mudos são vítimas do tráfico de pessoas no DF. Uma surda-muda contou para a mãe haver recebido uma proposta de trabalho em São Paulo. Interrogando-a,  a mãe descobriu que ela se encontrava com o aliciado em um hotel da cidade.
Dados comprovam que em todas as regiões do Brasil existe uma rota do Tráfico de Pessoas. No sul do Brasil a tendência é levar as garotas para as regiões de construção de usinas, no norte. Isso se deve, segundo o religioso scalabriniano que faz parte da Rede no Paraná, padre Cláudio Ambrósio, ao fato de que as paranaenses são vistas como belas, loiras, portanto presa fácil para a exploração.
Padre Cláudio relatou que sua paixão pelo trabalho de prevenção nasceu quando trabalhava no CELAM e na CNBB no setor de Mobilidade Humana. “Organizamos em nível nacional dois seminários sobre o tema, e paralelamente a isso nasceu na CRB a Rede Um Grito pela Vida,  quando comecei a participar e a conhecer experiências de pessoas traficadas”, relatou.
A Rede Um Grito pela Vida, é formada na maioria dos núcleos por mulheres consagradas. No Paraná, a rede nasceu a mais ou menos um ano partir de um religioso agostiniano e outro scalabriniano que se uniram para dar forma à rede na região. “Hoje somos um grupo de dez  religiosos e religiosas que formamos a Rede um Grito pela Vida no Paraná”, explicou padre Cláudio, cs.
Para padre Cláudio a  migração tem uma relação muito grande com o Tráfico por dois motivos. Primeiro porque fragiliza a pessoa, principalmente os indocumentados. Segundo porque os traficantes utilizam as mesmas rotas de migrantes para traficar as pessoas.
Padre Cláudio ressaltou, ainda, o fato de que o Tráfico faz parte do cotidiano e a sociedade não está atenta para isso. “Numa paróquia que trabalhava os fiéis me chamaram a atenção para uma Kombi que circulava nas vizinhanças da paróquia todos os dias levando e trazendo crianças da periferia para o centro. Descobrimos que eram crianças que  vinham trabalhar como medicantes e no fim do dia deveriam entregar cinquenta reais aos aliciadores. O que ganhavam a mais pertencia a elas. E se não conseguissem nada, sofriam algum tipo de castigo. Por trás de uma criança ou de uma pessoa especial que pede esmola, pode ter um traficante", advertiu.
Em mensagem por ocasião do encontro Latino-americano sobre o Tráfico de Pessoas, as coordenadoras das redes lationoamericanas de prevenção ao Tráfico, da Vida Consagrada, destacaram a importância de os religiosos e religiosas se incentivarem e se animarem para um compromisso cada vez  maior com  esta causa. “No Ano da Vida Consagrada, sentimos que precisamos intensificar a profecia através do anúncio da Boa Notícia e da denúncia de tudo aquilo que fere a dignidade das pessoas  e a violação dos seus direitos”, diz trecho da mensagem.
O tema das relações de gênero e tráfico de pessoas está sendo aprofundado durante todo o dia deste sábado, 29, pela socióloga, Jaqueline Leite. Para a assessora o tráfico tem muita ligação com as relações de gênero, no caso do Brasil, devido ao contexto no qual foram educadas as meninas brasileiras. Um contexto machista e patriarcal. “Nós fomos educadas para dentro do lar, para sermos donas de casa, obedientes ao marido, o que nos faz ser vistas como sexo frágil e mais vulnerável a crimes como o tráfico de pessoas”, acenou.
O VII encontro da Rede Um Grito pela Vida segue até o domingo, 30, quando a entidade apresentará a nova coordenação nacional.

quinta-feira, 20 de agosto de 2015

Jogo pedagógico REDE PELA VIDA já está em fase de produção - Prevenção ao Tráfico de Pessoas nas escolas


Para trabalhar o tema TRÁFICO DE PESSOAS nas escolas, a Rede Um Grito pela Vida desenvolveu o jogo pedagógico "Rede pela Vida - Enfrentando o Tráfico de Pessoas". O material , que contou com uma equipe de elaboração, formatação e direção criativa, já está em fase de produção e será lançado no VII Encontro Nacional do projeto, que acontecerá em Brasília, de 27 a 30 de agosto. 




"Nosso objetivo é contribuir na prevenção ao Tráfico de Pessoas, chamando as crianças e adolescentes a conhecer e protagonizar o enfrentamento desta realidade criminosa que destrói os sonhos e as vidas de tantas pessoas", comenta a coordenadora da Rede, Ir. Eurides Alves de Oliveira. 




Direitos Humanos, Estatuto da Criança e do Adolescente, modalidades do Tráfico de Pessoas, formas de enfrentamento e denúncias são os temas abordados ao longo do trajeto do jogo, marcado pelo aprendizado. Os jogadores são agentes do bem, que devem defender os direitos e a dignidade humana. Cada equipe de jogadores deve identificar suas cartas de DENÚNCIA para estabelecer o rumo de sua missão. Cada carta mostra o local onde a vítima está e o tipo de Tráfico de Pessoas. Na medida em que aprendem sobre políticas públicas, democracia e condições de vida, as equipes ganham força e se aproximam dos locais dos crimes reunindo quesitos para resgatar as pessoas em situação de exploração.

Da esq. para a direita (equipe de elaboração do jogo): Professora Vanessa Mariano Domingues, Irmã Cecília Castro Gomes e Nanda Soares, Comunicadora e Articuladora Social. 

O objetivo do jogo é libertar todas as pessoas traficadas. Cada casa andada significa um passo de esperança para quem está sendo explorado (a). As equipes não jogam umas contra as outras, mas sim contra o Tráfico de Pessoas. Vence quem libertar os personagens primeiro. Mas ganham todos, com união e conhecimento! As equipes formam uma REDE PELA VIDA.

Cartas e marcadores do jogo Rede pela Vida.

Tabuleiro em lona e formato especial para proporcionar
maior durabilidade e melhor visualização para as equipes.

Embalagens em tecido ecológico, feitas com fibras de garrafa Pet. 

Seguimos abençoadas/os no
processo de produção!


FICHA TÉCNICA

PROJETO E COORDENAÇÃO
Rede Um Grito pela Vida
Ir. Eurides Alves de Oliveira (coord.)

ELABORAÇÃO E DIREÇÃO CRIATIVA
Irmã Cecília Castro Gomes
Vanessa Mariano Domingues
Fernanda Soares de Miranda Santos | Conectidea - conectidea.com.br

ILUSTRAÇÕES
Estúdio Black Ink – www.blackink.com.br

IDIOMA
Português

INDICAÇÃO DE FAIXA ETÁRIA
A partir de 11 anos. Jogo desenvolvido para
sensibilização de adolescentes quanto à
realidade do Tráfico de Pessoas (ação de
prevenção).

CLASSIFICAÇÃO DO MATERIAL
Jogo pedagógico

OBJETIVO
Informação, sensibilização e prevenção
ao Tráfico de Pessoas.

INFORMAÇÕES E FORMAÇÕES
gritopelavida.blogspot.com
gritopelavida@gmail.com
facebook.com/redegritopelavida
(Jogue a favor da Vida)

Apoio: FNS (Fundo Nacional de Solidariedade)

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VI encontro Nacional da Rede Um Grito pela Vida


Brasília - 27 a 30 de agosto/2015
Tema: Redes e Relações de Gênero no enfrentamento ao Tráfico de pessoas


segunda-feira, 10 de agosto de 2015

CURITIBA/PR EM AÇÃO NA SEMANA NACIONAL DE MOBILIZAÇÃO – Campanha Coração Azul


A Rede Um Grito pela Vida - Núcleo Curitiba - participou de uma intensa programação na SEMANA NACIONAL DE MOBILIZAÇÃO em prol da Campanha Coração Azul.

De 27 de julho a 1º de agosto de 2015, ações de sensibilização foram realizadas em conjunto com outras instituições. 


O lançamento da campanha ocorreu na Paróquia Bom Jesus dos Perdões, com a presença de Frei Alexandre. Em seguida, uma Blitz após a missa contou com a atuação de participantes do NETP/PR (Núcleo de Enfrentamento ao Tráfico de Pessoas)  e da Rede Um Grito Pela Vida. 

Durante a semana, também houve divulgação da “Campanha Coração Azul” em alguns cursos/turmas do SEST/SENAT, SENAI, SESC, SENAC, com uma breve fala de conscientização aos estudantes. NETP/PR e ViraVida apoiaram e encaminharam esta importante ação. 

Além da Bliz pós-missa, aconteceu a Blitz na Rodoferroviária de Curitiba, com mais engajamento ainda. Estiveram presentes participantes so NETP/PR, ViraVida, JOCUM,  Rede Um Grito Pela Vida e Centro de Defesa Dom Hélder Câmara.

Para finalizar a semana, mais formação e ações de impacto! 

No dia 30 de julho realizou-se um seminário em parceria com o Centro de Defesa Dom Hélder Câmara e no dia 31, mais uma Blitz que aconteceu no Aeroporto Internacional Afonso Pena. 

As intervenções somam mais participação e novos olhares, o despertar para a realidade do Tráfico de Pessoas. 






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sexta-feira, 26 de junho de 2015

Rede Um Grito Pela Vida realizou Ação de Intervenção Social no porto em Manaus junto aos barcos que saem para o festival de Parintins


"Vamos festival da Neste caprichar na Diversão e garantir o cuidado com a vida".

A Rede Um Grito Pela Vida / Regional Amazonas / Roraima da Conferencia dos Religiosos do Brasil realizu Mais uma AÇÃO SOCIAL DE PREVENÇÃO de Intervenção AO TRÁFICO DE PESSOAS, POR Ocasião festival Fazer em Parintins que Reúne milhares de Pessoas de Todos os ano.
O grupo da Rede e Outras Instituições Parceiras Atuou no porto da Manaus Moderna na Capital Manaus, nsa Diversos barcos Que Sairam nsa dias 23 e 24/06 Parintins Pará, Fazendo Uma abordagem Às PESSOAS Que viajam PARA O festival, distribuindo o material de informativo Sobre o tráfico PESSOAS DE. Sabemos, que POR Ocasião destas festas Temáticas Nenhum Estado do Amazonas, também aumentam Como Diversas Formas de violação dos DIREITOS E UMA DELAS E o crime Fazer tráfico de Pessoas Paragrafo barbatanas de Exploração sexual. Podemos Nao deixar de alertar a População.
O 50º Festival Folclórico de Parintins Será Realizado nsa dias 26, 27 e 28 de junho, Reúne milhares de Pessoas vindas de Diversas Cidades do Brasil e exterior.
Junte-se à nos, vamos caprichar na Diversão e garantir o cuidado com a vida.

A Rede Um Grito Pela Vida Regional Amazonas/Roraima participa da Oficina promovida pelo IACAS.

http://www.amazonasnoticias.com.br/o-amazonas-eo-sexto-estado-da-regiao-norte-a-receber-oficina-de-enfrentamento-a-violencia-sexual/
O Amazonas E o Sexto Estado da Região Norte a Receber Oficina de Enfrentamento à Violência Sexual
O Instituto de Assistência a Criança e Adolescente Ao Santo Antônio (IACAS), Entidade filiada a Rede ECPAT Brasil, em Parceria com o Conselho Nacional dos DIREITOS da Criança e do Adolescente (Conanda), Secretaria de Direitos Humanos (SDH) e Comitê Nacional de Enfrentamento a Violência Sexual contra Crianças e Adolescentes, realizará no Estado do Amazonas uma oficina "Mobilizando e Articulando Ações PARA O Enfrentamento à Violência Sexual na Região Norte". O evento Será Realizado nenhuma Hotel Quality Manaus, LOCALIZADO na Avenida Mário Ypiranga, 1090 - Adrianópolis, nos dias 24, 25 e 26 de junho de 2015.
A Oficina TEM POR Objetivo o fortalecimento da Rede de Proteção em Estados da Região Norte, um Fim de contribuir para à garantia da Defesa dos Direitos Humanos de Crianças e Adolescentes. Os Três dias de Encontro TEM Como foco a Mobilização e Articulação da sociedade civil, não Enfrentamento da Violência Sexual contra Crianças EO Adolescentes.
No Primeiro Dia de Programação, o evento receberá o Pesquisador, Professor e Coordenador do Núcleo de atendimento Psicológico à Criança e Adolescente Vítima de Violência Sexual da Arquidiocese de Manaus, Padre Drº Joaquim Hudson de Souza Ribeiro that apresentará uma História da Criança no Brasil: Linha fazer andamento da Luta Pelos Direitos Humanos de Crianças e Adolescentes. A psicóloga, mestra e Pesquisadora, Patrícia Souza Cavalcante, coordenará um DISCUSSÃO Sobre o Abuso e Exploração Sexual de Crianças e Adolescentes, traumas e Cicatrizes.
Já há Segundo dia fazer um evento Doutora em Política Social Cristiane Fernandez, apresentará AOS Participantes um Situação da Violência Sexual contra Crianças e Adolescentes do Estado do Amazonas, Cristiane Fernandez E Professora da UFAM e Especialista nsa temas: Política, Violência Doméstica, Criança e adolescente, Jovem, ECA, Serviço Social e Violência sexual infanto-juvenil.
Entre OS Convidados da oficina eStara Presente nenhum dia Segundo a Secretaria Executiva do Comitê Nacional de Enfrentamento à Violência sexual contra Criança e adolescente, Karina Figueiredo that apresentará nenhuma Período da Tarde fazer Segundo dia o Plano Nacional de Enfrentamento da Violência Sexual contra Crianças EO Adolescentes.
O Papel da Sociedade eA importancia nenhuma Civil Controle eA social efetivação das Políticas Públicas Para uma Criança EO adolescente Será apresentado no Terceiro e ultimo dia de oficina Pela Assistente social, Liliam Castro de Vasconcelos da Ong, Lar Fabiano de Cristo.
O Projeto "Mobilizando e Articulando Ações PARA O Enfrentamento à Violência Sexual na Região Norte" iniciou em Maio de 2014 na Capital do Amazonas e 15 meses Durante percorreu de Todos os Estados da Região Norte. Na oficina da Capital Amazonense OS Integrantes da Rede de enfrentamento Terao uma Oportunidade de debater o tema, PARTICIPAR de Palestras e compartilhar SUAS Experiências atraves de Depoimentos.

quinta-feira, 25 de junho de 2015

TECENDO ALIANÇAS INTERCONGRACIONAIS DIANTE DA REALIDADE DO TRÁFICO HUMANO

 “Somos sensíveis e chamadas a ir ao encontro dessas situações a fim de sermos sinais da presença de Deus, abraçando juntas os novos desafios que se apresentam na cotidianidade”. (Ir. Nilma)


No dia 17 de Junho. Ir. Manuela Rodríguez (Oblatas do Santíssimo Redentor), do Núcleo da Rede Um Grito pela Vida- SP e da Articulação Nacional, foi convidada pelas Irmãs Missionárias Combonianas para falar da Rede Um Grito Pela vida: histórico, funcionamento da rede, objetivos, atividades, alegrias e desafios, dentre outros temas. A participação aconteceu em uma assembleia da Congregação, em Vitória (ES).

As participantes foram duas leigas Combonianas, um padre e 26 irmãs de diferentes nacionalidades: Equador, México, Peru, Colômbia, Guatemala, Costa Rica, Itália, Estados Unidos e do país anfitrião, Brasil.


Foi um espaço de partilha, de troca de saberes e experiências, de busca de fidelidade criativa ao carisma da família de Missionárias Combonianas. Um espaço para concretizar um agir como Congregação em nível de América, materializado em um compromisso bem concreto diante da realidade gritante do Tráfico de Pessoas. E esse compromisso ficou definido com a clareza de que o apelo de Deus que vem da realidade do tráfico humano é inerente ao carisma da Congregação.

Ir. Nilma, Coordenadora Provincial da Congregação, confirma esse compromisso falando sobre este espaço de reflexão: “A assessoria foi muito positiva pela maneira simples e competente com que nos apresentou a Rede “Um Grito pela Vida”. A metodologia usada foi bem participativa e foi uma maneira de tomarmos mais conscientes do trabalho em rede e Intercongregacional. Sabemos que o Tráfico de Pessoas nos interpela, e como mulheres consagradas, somos sensíveis e chamadas a ir ao encontro dessas situações a fim de sermos sinais da presença de Deus, abraçando juntas os novos desafios que se apresentam na cotidianidade”.

Esses são espaços onde a Rede Um Grito pela Vida é presente para fazer acontecer o aprofundamento, a sensibilização e continuar acreditando na utopia de que é possível uma sociedade sem tráfico humano. Tecemos redes e alianças de solidariedade como Vida Religiosa, como cristãos e cristãs, empenhados/as em espalhar as sementes do Reino e recolher frutos de humanização e inclusão das pessoas traficadas.

Para concluir, trazemos à tona as palavras do Papa Francisco, que também  faz questão da sensibilidade e da profecia, quanto à realidade do Tráfico de Pessoas na mensagem da abertura da CF 2104, dirigidas aos/as cristãos/as.

“Não é possível ficar impassível sabendo que existem seres humanos tratados como mercadoria! Pense-se em adoções de criança para  remoção de órgãos, em mulheres enganadas e obrigadas a prostituir-se, em trabalhadores explorados, sem direitos nem voz, etc.” (Mensagem do Papa Francisco na CF 2014)


Ir. Manuela Rodríguez Piñeres (OSR) - Núcleo SP

sábado, 20 de junho de 2015

NORDESTÃO DA REDE UM GRITO PELA VIDA


Nos dias 12 a 14 de junho, estivemos Reunidas em Caucaia-CE, parágrafo PARTICIPAR fazer Nordestão II da Rede Um Grito pela Vida. Com a assessoria de Jaqueline Leite, Coordenadora Geral do Chame - Centro humanitario de Apoio à Mulher, that trabalhou Conosco, uma analise sociológica da Realidade fazer tráfico de Pessoas a nivel nacional e internacional ... Éramos 61 Participantes, viemos da BA, SE, PE, PB, RN, CE e PI, parágrafo Partilhar Experiências Vividas em NOSSOS Regionais e núcleos e com sede com sede de Aprender sempre Mais Sobre o trafico de Pessoas e Como atuar sem Seu enfrentamento de forma qualificada. Aprender, Sobretudo, a escutar a dor d @ outr @. Animar-SOE e fortalecer Nossa Atuação em Rede. Como fotos revelam uma alegria do Encontro EO Desejo de continuarmos Nossa Caminhada Mais Consciente.

Festival do Boi em Parintins - Rede Um Grito Pela Vida realiza ação de intervenção social.

A Rede Um Grito Pela Vida - Regional Amazonas/Roraima realizará nos dias 23 e 24 de junho dias que antecedem o Festival do Boi em Parintins uma Ação de Intervenção Social no porto de Manaus, junto aos barcos que irão para o festival, com o objetivo de prevenção ao tráfico de pessoas.

Tráfico humano: a vida religiosa se faz presente nas periferias existenciais

Tráfico humano: a vida religiosa se faz presente nas periferias existenciais

Um dos desafios que todo cristão tem que enfrentar é se fazer presente no meio daqueles que a sociedade ignora, rejeita, tira proveito, explora... É o que o Papa Francisco chama de “periferias existenciais”, onde cada vez habitam mais pessoas. Entre aqueles que fazem parte dessas periferias estão aqueles que sofrem exploração sexual, quase sempre mulheres, muitas vezes minores de idade, que são submetidas a este tipo de abusos, com a aprovação de uma sociedade que se cala por medo, por falta de compromisso, por interesse... ou por muitos outros motivos que mostram a necessidade de que as coisas mudem.

Para tentar que a situação seja diferente, em 2006, a Confederação dos Religiosos Brasileiros (CRB), criou a “Rede um grito pela Vida”, com o objetivo de combater o tráfico de pessoas. Espalhada em quase todos os estados do país, está constituída por 250 religiosos e religiosas de diferentes congregações que se articulam em núcleos, tentando ser uma voz profética para a sociedade brasileira.

De fato, na sociedade falta essa consciência que faça possível esse crime da exploração sexual e do tráfico de pessoas, também para o comercio de órgãos ou o trabalho escravo ou em condições degradantes, onde são envolvidas muitas crianças dos chamados países do Sul.

Até em alguns setores da própria Igreja Católica, a rede encontra muitas vezes a falta de interesse para realizar esse trabalho de conscientização. É verdade que a Campanha da Fraternidade de 2014, que abordava esta temática, ajudou a ter maior consciência e a atenção para com estas pessoas tenha melhorado, mas sabendo que ainda tem um longo caminho para percorrer, como mostram as estatísticas em referencia a quem é atingido por esta lacra social.

A partir de um trabalho em parceria com diferentes organizações, a rede pretende prevenir este tipo de situações, realizando um trabalho de informação com adolescentes e jovens, que são as possíveis vítimas. Tudo isso a partir da reflexão e o estudo que ajude a entender as causas, instruindo as pessoas que possam ajudar no combate da exploraç4ao sexual e mobilizando a sociedade para ser cada vez mais sensível diante desta problemática. Alem disso, promovendo a elaboração de políticas públicas que possam ajudar no combate deste mercado do crime organizado.

O problema da exploração sexual é comum no Brasil todo, mas é acentuado nas regiões Norte e Nordeste. Um informe recente da Policia Rodoviaria Federal constata a existência de quase 2.000 pontos de exploração sexual nas margens das rodovias federais brasileiras, o que demonstra que o problema é conhecido, mesmo que as soluções não apareçam.

Um dos pontos onde este problema está presente é Manaus, como constatam Eurides Alves de Oliveira e Roselei Bertoldo, religiosas da Congregação do Imaculado Coração de Maria, que coordenam o núcleo da capital amazonense e de lá se fazem presentes em diferentes lugares. É aqui onde se concentram muitas das mulheres, boa parte delas menores, da Região Norte do país para depois ser levadas, a maioria das vezes enganadas, para fazer parte das redes de prostituição, tanto dentro quanto fora do país.

Os testemunhos que elas contam nos levam a descobrir a crueldade deste tipo de crimes. Situações arrepiantes, como a mãe que leva sua filha adolescente para ser explorada no porto de Manaus, reconhecendo em prantos que é o único jeito de poder comer e que faz isso porque ela, que sendo adolescente já era levada pela própria mãe, com trinta e poucos anos, já e considerada velha e é rejeitada pelos criminosos que participam deste tipo de sacanagens. ¿Como reagir diante destas situações? ¿Como ser presença de Deus no meio daqueles que sem nenhuma dúvida são os últimos dos últimos?

Do mesmo modo, contam a situação das mulheres que são levadas nos garimpos no Suriname, dizendo que vai ser cozinheiras, e chegando lá se tornam escravas sexuais dos trabalhadores, com poucas possibilidades de fugir de um lugar aonde chegaram após dias ou semanas de viagens em caminhos que nem conhecem e sem dinheiro no bolso. A mesma coisa daquelas que são enviadas para Europa e caem nas redes de prostituição e se tornam escravas sexuais.

O último caso veio à luz no sábado 6 de junho. Com a colaboração das associações italianas “Il Mantello” e “Liberaziones e Speranza”, que previamente tinham sido acionadas pela “Rede um Grito pela Vida”, foi libertada uma jovem de 20 anos, que tinha saído de Rio Branco, capital do Acre, para trabalhar como empregada doméstica na casa de uma família italiana, com a promessa de receber um salário muito acima do que poderia ganhar no Brasil. Chegando lá se tornou escrava sexual. Só um número a mais numa estatística que permanece por muito tempo.

Ou as adolescentes e jovens que, sem possibilidade de estudar nas comunidades do interior onde moram, são acolhidas por familiares ou amigos da família na cidade, para se tornar empregadas domésticas sem salário e satisfazer os desejos sexuais dos homens da casa.

Mudar as coisas não é fácil, pois o povo tem medo de denunciar estas situações que são conhecidas por todos. Tem muito “peixe grande” implicado e falar pode se pagar com a vida. Empresarios, políticos, representantes dos diferentes poderes fazem parte deste esquema criminal, que ameaça abertamente a quem tem coragem de denunciar. Assim aconteceu com Dom Azcona, bispo da Prelazia do Marajó, e com muitos outros que se encontram na mesma situação, ameaçado de morte desde há vários anos, mas que renunciando à proteção policial tem se tornado um verdadeiro profeta da luta na defesa dos direitos sociais e da vida do seu povo, a partir da fé e a esperança em que as coisas possam mudar.

O clamor de tantas pessoas, sobretudo mulheres, adolescentes, meninas, faz que a vida religiosa queira ser voz profética no meio daquelas que indefesas imploram vida e dignidade. Uma presença que hoje se faz precisa para continuar sendo presença do Amor de Deus nas periferias.

Luis Miguel Modino
Versão em espanhol publicada em:

http://blogs.periodistadigital.com/luis-miguel-modino.php/2015/06/09/trata-de-personas-la-vida-religiosa-se-h

terça-feira, 9 de junho de 2015

Trata de Personas: la Vida Religiosa se hace presente en las periferias existenciales

Trata de Personas: la Vida Religiosa se hace presente en las periferias existenciales

09.06.15 | 16:55. Archivado en Iglesia en BrasilVida Religiosa
http://blogs.periodistadigital.com/luis-miguel-modino.php/2015/06/09/trata-de-personas-la-vida-religiosa-se-h
Uno de los desafíos a los que todo cristiano se enfrenta es hacerse presente entre aquellos que la sociedad ignora, desprecia, se aprovecha, explota… Es lo que el Papa Francisco llama “periferias existenciales” y en las que cada vez habita más gente.
Entre los colectivos que forman parte de esas periferias están aquellos que sufrenexplotación sexual, casi siempre mujeres, muchas veces menores de edad, que se ven sometidas a este tipo de abusos, con el placet de una sociedad que se calla, por miedo, por dejadez, por interés… o por tantos otros motivos que ponen de manifiesto la necesidad de que las cosas cambien.
Para intentar que la situación sea diferente, en 2006, la Confederación de los Religiosos Brasileños (CRB, por sus siglas en portugués), creó la “Rede um Grito Pela Vida”, con el objetivo de combatir la trata de personas. Extendida por casi todos los estados del país, está constituida por 250 religiosos y religiosas de diferentes congregaciones que se articulan en núcleos, intentando así ser una voz profética para la sociedad brasileña.
De hecho, en la sociedad falta esa conciencia que permita combatir este crimen de la explotación sexual y de la trata de personas, también para el comercio de órganos o el trabajo esclavo o en condiciones degradantes, donde se ven envueltos muchos niños y niñas de los llamados países del Sur.
Inclusive en algunos sectores de la propia Iglesia Católica, esta red encuentra muchas veces indiferencia a la hora de realizar ese trabajo de concientización. Es verdad que laCampaña de la Fraternidad de 2014, que abordaba este tema, ayudó a tomar mayor conciencia y a que la atención a estas personas haya mejorado, pero no cabe duda de que queda un largo camino por recorrer, como demuestran las estadísticas que hacen referencia a quienes se ven afectados por esta lacra social.
A partir de un trabajo en común con diferentes organizaciones, la red pretende prevenir este tipo de situaciones, realizando una tarea de información con adolescentes y jóvenes, que son las víctimas potenciales. Todo ello a partir de la reflexión y el estudio que ayuden a entender las causas, instruyendo personas que puedan ayudar a combatir la explotación sexual y movilizando a la sociedad para que sea cada vez más sensible a este problema. Además de esto, promoviendo la creación de políticas públicas que puedan ayudar a combatir este mercado del crimen organizado.
El problema de la explotación sexual es común en todo Brasil, pero se acentúa en lasregiones Norte y Nordeste. Un reciente informe de la Policía de Carreteras Federal (PRF, por sus siglas en portugués) constata la existencia de casi 2.000 puntos de explotación sexual en los márgenes de las carreteras federales brasileñas, lo que pone de manifiesto que el problema es conocido, aunque las soluciones no aparezcan.
Uno de los puntos donde este problema está presente es Manaos, como constatanEurides Alves de Oliveira y Roselei Bertoldo, religiosas de la Congregación del Inmaculado Corazón de María, que coordinan el núcleo de la capital amazónica y que desde allí se hacen presentes en diferentes lugares. Es aquí donde se concentran muchas de las mujeres, buena parte de ellas menores, de la Región Norte del país para después ser llevadas, la mayoría de las veces engañadas, para formar parte de las redes de prostitución, tanto dentro como fuera del país.
Los testimonios que cuenta nos llevan a descubrir la crueldad de este tipo de crímenes. Situaciones que resultan estremecedoras, como la madre que lleva a su hija adolescente a ser explotada sexualmente en el puerto de Manaos, reconociendo entre lágrimas que es la forma de poder comer y que hace eso porque ella, que siendo adolescente ya era llevada por su propia madre, a sus treinta y pocos años, ya es considerada vieja y no es aceptada por los criminales que participan de ese tipo de fechorías. ¿Cómo reaccionar ante estas situaciones? ¿Cómo ser presencia de Dios entre éstos que sin duda son los últimos de los últimos?
Del mismo modo, cuentan la situación de las mujeres de la región que son llevadas a las minas a cielo abierto en Surinam, con el pretexto de ser cocineras, y que una vez allí se convierten en esclavas sexuales de los trabajadores, con escasas posibilidades de huir de un lugar a donde llegaron después de días o semanas de viajes por caminos que no conocen y sin un tostón en el bolsillo. Nada diferente de aquellas que son enviadas para Europa y caen en las redes de prostitución y se convierten en esclavas sexuales.
El último caso ha salido a luz este sábado pasado, 6 de junio. Gracias a la colaboración de las asociaciones italianas “Il Mantello” y “Liberazione e Speranza”, que previamente habían sido informadas por la “Rede um Grito pela Vida”, fue liberada una joven de 20 años, que había salido de Rio Branco, capital del estado amazónico de Acre, para trabajar como doméstica en la casa de una familia italiana, con la promesa de recibir un salario muy por encima de lo que podría ganar en Brasil. Una vez allí fue convertida en esclava sexual. Sólo un nuevo número en una estadística que ya se perpetúa por demasiado tiempo.
O las adolescentes y jóvenes que, sin posibilidad de poder estudiar en las comunidades donde viven, son acogidas por familiares o amigos de la familia en la ciudad, para acabar siendo empleadas domésticas gratuitas y satisfacer los deseos sexuales de los hombres de la casa.
Cambiar las cosas no es fácil, pues la gente tiene miedo de denunciar este tipo de situaciones que son ampliamente conocidas. Hay muchos “peces gordos” implicados y abrir la boca se puede pagar con la vida. Empresarios, políticos, representantes de los diferentes poderes forman parte de este esquema criminal, que amenaza abiertamente a quienes se atreven a denunciar. Como ejemplo, entre otros muchos que están en la misma situación, Monseñor Azcona, agustino recoleto español, obispo de la Prelatura de Marajó, en la región amazónica brasileña, amenazado de muerte desde hace varios años, pero que renunciando a la protección policial se ha convertido en un verdadero profeta de la lucha por la defensa de los derechos sociales y la vida de su pueblo, a partir de la fe y la esperanza en que las cosas pueden cambiar.
El clamor de tantas personas, sobre todo mujeres, adolescentes, niñas, hace que la vida religiosa quiera ser voz profética entre aquellas que indefensas claman por vida y dignidad. Una presencia que hoy se hace necesaria para continuar siendo presencia el Amor de Dios en las periferias.

segunda-feira, 8 de junho de 2015

Red Kawsay contra o Tráfico de Pessoas na Copa América

A Red Kawsay integra uma equipe de trabalho da Comissão Episcopal de Justiça e Paz contra o Tráfico de Pessoas. Nos unimos para realizar ações preventivas e de sensibilização na Copa América, que começa no próximo dia 11 de Junho e se estende até dia 4 de Julho. 






terça-feira, 2 de junho de 2015

Rede Um Grito Pela Vida intensifica formação de lideranças contra o tráfico de pessoas no Amazonas.

Atividade de formação com os Alunos/as da faculdade Nilton Lins

No dia 30 de maio, dando continuidade as ações de sensibilização e formação sobre o tráfico, a Rede Um Grito pela Vida, núcleo de Manaus, abordou o tema do tráfico de pessoas, com os alunos/as do curso de extensão sobre ética e direitos Humanos da faculdade Nilton Lins. Foi um momento muito enriquecedor, os e as estudantes participaram com grande interesse, mostrando-se sensíveis à gravidade desta realidade que a cada dia se apresenta de forma abrangente e multifacetária, envolvendo todas as dimensões e circunstancias da vida das pessoas. Ao se depararem com os dados e conceitos, o grupo interagiu trazendo vários fatos de vida e afirmaram a importância das instituições de ensino seguirem abordando esta e outras temáticas que fazem do conhecimento uma ferramenta de conscientização, possibilitando aos futuros profissionais condições de serem agentes de transformadores da realidade e defensores da vida e dos direitos humanos.


Regional Amazonas/Roraima realiza atividades de prevenção ao TP em São Gabriel da Cachoeira - AM


DIGA SIM À VIDA
NÃO AO TRÁFICO DE PESSOAS

Com o desejo de fortalecer a rede em que a cada dia se juntam novos fios, continuar denunciando toda forma de violação de direitos e de modo muito especial o tráfico de pessoas as irmãs Eurides Alves de Oliveira e Roselei Bertoldo da Rede um Grito Um Grito pela Vida estiveram na diocese de São Gabriel da Cachoeira-AM, no dias 22 a 29 de maio de 2015.


O planejamento das atividades, articulação e acolhida das irmãs da rede foi feita pelas irmãs Catequistas Franciscanas Cidinha e Lenita e as noviças Fabiula, Irlândia e Sílvia. Os dias foram de partilha, oração, convivência, trabalho, esperanças, sonhos e desafios compartilhados, o que dá sabor, gosto  e sentido para a vida religiosa nos dias atuais.

A cidade de São Gabriel resguarda uma beleza natural encantadora com sua exuberante natureza às margens do Rio Negro, a visão da “Bela adormecida”, plantas diversas, muito verde e um povo acolhedor, gentil e hospitaleiro. Os encontros foram ricos e com públicos diversos: jovens da Pastoral da Juventude, crianças da Infância Missionária, alunos do IFAM (Instituto Federal do Amazonas), grupos do Centro Juvenil Salesiano, educadores da escola Sagrada Família e da rede municipal no espaço da FOIRNE (Federação Organizações Indígenas do Rio Negro), alunos do EJA (Educação de Jovens e adultos) da escola Inês Penha, crianças do projeto Bom de Bola, Bom de escola, programa na rádio municipal, encontro com os internos da Fazenda Esperança, com os missionários e missionárias da cidade de São Gabriel, participação no fórum interinstitucional que teve a temática do tráfico de pessoas como agenda principal e possibilitou uma série de denúncias e encaminhamentos.  Finalizando a programação foi feita uma conversa com Dom Edson Damian- bispo diocesano, com o intuito de apresentar dados e viabilizar os novos passos a serem dados.

O município com sua prioritária e majoritária população indígena de 23 etnias e 18 línguas faladas “guarda” ou quem sabe permanece adormecido, como a bela que visualizamos nos dias ensolarados uma extensa gama de violação de direitos que escutamos nos diversos grupos: exploração sexual de meninas e jovens, violência contra a mulher, adoção ilegal, trabalho escravo com extensas horas de trabalho  e nenhuma garantia de direitos trabalhistas, retenção dos cartões de benefícios pelos comerciantes, ausência de presença e atuação do poder judiciário, descrédito nas instituições públicas, um povo abandonado politicamente. Há muito medo de denunciar, insegurança, impunidade, violência, aumento do tráfico e consumo de drogas, uso da bebida por adultos, jovens e até crianças que podem ser vistos caídos nas ruas... “estamos sendo dizimados vivos” disse seu Almiro interno da Fazenda da Esperança.

          Ser testemunho de vida, esperança e ir desvelando caminhos de vida em meio à morte e a dor é nosso compromisso e missão. Que o nascer de cada dia seja um constante convite para estarmos atentas e acordadas aos apelos da realidade.
Irmã Cidinha M. Fernandes-CF


segunda-feira, 1 de junho de 2015

Pare o Tráfico de Pessoas


Encontro de Formação para Religiosas do Núcleo da CRB da Diocese de Floresta

21 de Maio

Presença em uma comunidade Rural na Ilha Grande/Belém de São Francisco. Após viajar 01 hora de barco pelo Rio São Francisco, Ir. Fátima Evangelista, Ir. Madalena e o Pe.João participaram da Celebração da Missa. Em seguida houve um momento de conscientização da comunidade sobre o Tráfico de Pessoas.




22 e 23 de Maio
Realizou-se na Cidade de Tacaratu-PE (Diocese de Floresta), um Encontro para Formação de religiosas das seguintes Congregações; Missionárias da Sagrada Família, Irmãs de São José, Carmelitas da Divina Providência, Vicentinas, Franciscana da Sagrada Família, Carmelitas da Caridade de Vedruna. Foram dois dias de muito trabalho,dinâmicas, estudo em grupo, plenárias. Foi trabalhada a metodologia VER, JULGAR e AGIR. Várias ações foram sugeridas para dar continuidade à temática TRÁFICO DE PESSOAS nas Paróquias, Comunidades e Escolas locais.







quinta-feira, 21 de maio de 2015

NÚCLEO DA REDE UM GRITO PELA VIDA DE PORTO VELHO EM AÇÃO

No dia em que todo o território nacional se uniu para dizer NÃO à violência e exploração sexual de crianças e adolescentes, o núcleo de Porto Velho se articulou para uma ação de panfletagem- pit stop; foi escolhido algumas das avenidas mais significativas e movimentadas da cidade, nas horas de pico do transito, de manhã e ao entardecer. 
Destacamos como particularmente significativa a iniciativa de se fazer presente nos postos de gasolina da BR 364 nos municípios de Porto Velho e Candeias, onde foi encontrado com vários caminhoneiros que quotidianamente percorrem o País de norte ao Sul, e que podem estar envolvidos em situações de exploração sexual.
 Ir. Chiara Dusi pelo núcleo.