“A
Juventude precisa saber” é o
nome do Projeto nas Escolas e Organizações Sociais a se realizar em diferentes
regiões da Cidade de São Paulo. A primeira experiência começa a se efetivar em
São Mateus (Zona Leste) e visa sensibilizar a Juventude para a prevenção ao tráfico de Pessoas.




O Projeto foi pensado e rascunhado a partir da
avaliação do evento pelo dia 23 de setembro do ano 2014, ocasião em que se
constatou que o núcleo da Rede Um grito pela Vida- SP mais do que fazer ações pontuais,
precisava focar em ações importantes e que é considerassem processos com
inicio, meio, conclusões, recomeços e renovações. Como o Núcleo SP conta,
dentre suas parcerias mais sólidas, com o Centro Social Nossa Senhora do Bom
Parto - Bompar, e a participação ativa na Rede do leigo Gilson, com o apoio
respaldo da entidade, tem contribuído para a gestação deste projeto que abre
novas janelas de vida e esperança para a juventude destas áreas geográficas.
Durante este ano continuou-se a aprofundar o Projeto
em algumas das reuniões do Núcleo a fim de que o mesmo passasse da letra para a
concretização. E assim foram se dando vÁrios passos para estabelecer a
articulação com as escolas e as Unidades do Bompar.
Depois deste trabalho de articulação se escolheu uma
das Unidades Socioeducativas do Bompar, o Tabor, localizado no bairro Jardim
São Gonçalo. No Tabor o Projeto foi lançado a partir de uma Roda de conversa
prévia com jovens que se dispuseram voluntariamente a participar. A mesma
concretizou-se no dia 28/09 das 9h as 11h30 min, com o intuito de preparar o seminário agendado para o dia 30 de setembro. Participaram 27
jovens. Foi apresentado o Projeto e trabalhado o tema de tráfico de pessoas a
partir dos saberes, dos sonhos de cada participante e com o debate de um vídeo.
Antes de encerrar atividade, já que os/as jovens
ficaram empolgados/as, se fez a proposta de se tornarem multiplicadores/as,
sensibilizando a outros/as jovens sobre a realidade do tráfico de pessoas,
através da arte. Aderiram à proposta formando grupos de artes plásticas, dança,
teatro, literatura, música e esportes. A proposta é que no seminário, onde
participarão mais jovens, os novos possam inserir-se nestes grupos artísticos.
Os jovens da Roda terão a importante missão de realizarem a acolhida do
Seminário e, já por dentro da proposta, realizar o convite à ação artística e
motivar o grupo novo.
No evento do seminário, contaremos com a assessoria de
Claudia Patrícia Luna e com outros/as e outras jovens que contribuirão com
música e experiencias de sua caminhada juvenil em outros grupos ou
organizações.


O seminário se fez realidade
O seminário
aconteceu o dia planejado com a participação de 230 pessoas aproximadamente, na
sua maioria jovem, na unidade sócio educativa Tabor nomeada acima.
Iniciou-se com a acolhida e inscrições feitas pelo
grupo da roda de conversa de segunda feira. Logo após das inscrições e café da
manhã, abriu-se o evento com um momento de mística tendo como motivação, o Pai
Nosso dos Mártires. A seguir Ir. Manuela Rodríguez (OSR) Núcleo da Rede Um
Grito pela Vida. – SP, fez uma saudação às
pessoas presentes e apresentou a Rede. Gilson repassou a origem do projeto “A juventude precisa saber”.
A continuação foi apresentada a parceria da rede no
Núcleo SP, Claudia Patrícia Luna, do Movimento Nacional contra o Tráfico de
Pessoas (MTP) e do grupo “Elas por Elas”. Claudia se apresentou para os/as jovens
partindo de sua realidade cotidiana e simpatizando com eles/as: “Quem são do
fank, quem são do pagode...” e todas/os ficaram bem empolgados/as, expressando
sua alegria e sintonizando com ela.
Para motivar ainda mais, foi colocado o documentário “Desperte para esta realidade” da
Campanha Coração Azul.
Retomando alguns aspectos que saíram no documentário e,
sobretudo, partindo da realidade juvenil atual, Claudia começou a desenvolver
sua palestra fazendo questão dos sonhos que as/os jovens tem e do desejo de uma
vida melhor. Frisou como os/as aliciadores/as se apropriam desses sonhos para
levar uma proposta enganosa, mas com aparência de um paraíso na terra. Foi
avançando na reflexão junto com o grupo, destacando que o tráfico é um comércio
de vidas. Que a Lei da Redução da
Maioridade Penal pode ser uma grande oportunidade para que as redes de
tráfico de pessoas explorem jovens,
tanto homens como mulheres. Atrelado ao tema dessa Lei salientou que, se fossem
garantidos os direitos a: saúde, educação, lazer, trabalho, cultura, entre
outros, não haveria entrada para os/as traficantes de seres humanos. Precisa-se
fazer acontecer as Políticas Públicas.

























