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quinta-feira, 16 de junho de 2016
Núcleo de Roraima jogando pela Vida!
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Núcleo de Curitiba/PR se reúne no Centro de Acolhida de Migrantes - Busca de recursos para conscientização da população
Na última sexta-feira, dia 10 de junho, tivemos nossa reunião na casa do Pe. Cláudio Ambrozio - Paróquia S. José, na Santa Felicidade, local que também sedia o Centro da Acolhida de Migrantes vindos de diferentes países.
A reunião contou com a presença do Pe. Cláudio; do responsável pelo Centro do Migrante, Pe. Agler; Ir. Marfiza, voluntária no Centro do Migrante; Frei Luiz Carlos Batista; Ir. Elena Colombo; Ir.Bernadete Buffon; Ir. Salete Arcari; Ir. Zenilda Petry; Sra. Josiane e Maria Inês da Dimensão Social da Arquidiocese, além de um padre recém-chegado na comunidade dos Scalabrinianos.
A equipe se reuniu com o objetivo de partilhar a caminhada do grupo, sobretudo o encontro que aconteceu em Brasília nos primeiros dias de junho. Também trabalhou na programação do ano, organizando atividades a serem realizadas e a busca de recursos para conscientização da população neste ano em que acontece as olimpíadas no país - Campanha Jogue a Favor da Vida.
Ir. Bernadete Buffon
Núcleo de Curitiba/PR
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Fortalecer o trabalho de conscientização e envolver multiplicadores - Encontro do Núcleo Salvador da Rede Um Grito pela Vida
No dia 03 de junho, aconteceu o
encontro do Núcleo Salvador da Rede Um Grito pela Vida. Após a apresentação das participantes e
do momento de oração, Ir. Rosa Elena e Gleide Messias, da Regional
Bahia-Sergipe, expressaram a alegria pelo encontro com Ir. Eurides, coordenadora da Rede, que teve participação essencial na formação sobre o Tráfico de Pessoas e agradeceram a contribuição de todas, especialmente de Marita
(leiga – Irmãos de Francisco) e as irmãs Marta (Irmãs da Providência de Gap) e
Lucyana (Irmãs Medianeiras da Paz), que se dispuseram a ser as referências para o
Núcleo e, desse modo, auxiliam na distribuição do trabalho regional.
Todas as participantes, com exceção de
Marita, eram religiosas e por isso refletimos sobre a importância da
participação e articulação de leigas e leigos na Rede.
"Nosso Núcleo precisa de mais pessoas para o serviço
de articulação, já que o trabalho da Rede é de prevenção e animado pelo serviço
de sensibilização", ressalta Ir. Beatriz paixão (OSR).
O tema central deste encontro foi a
Campanha Jogue a Favor da Vida, que alerta e sensibiliza para a possibilidade do Tráfico de Pessoas e exploração sexual durante as Olimpíadas 2016. Após o lançamento da campanha, no dia 31 de maio no Rio de Janeiro, cada Núcleo está
ativando ações de conscientização.
ATIVIDADES PROGRAMADAS
7 de julho
Encontro com 40 jovens na Ilha de Itaparica.
Proposta: jovens como multiplicadores no Colégio, nos seus grupos e com seus familiares.
8 de julho
Reunião com as articuladoras dos Núcleos do Regional Bahia/Sergipe.
Sugestões de ações para fortalecer o
trabalho de conscientização durante os dias das Olimpíadas:
- Envolver mais leigos na Rede;
- Promover uma atividade visível para o dia 30 de julho - Dia Mundial de Enfrentamento ao tráfico de pessoas.
- Seguir conscientizando as religiosas que participam do GRIMPO – Grupo de Religiosas/os Inseridas/os em meios populares – que são multiplicadoras em suas comunidades;
- Fazer intervenção social durante os Jogos;
- Realizar um Mutirão no Colégio Central e na Faculdade Cairu;
- Convidar mais pessoas para acompanhar os canais de comunicação da Rede e compartilhar as postagens sobre a Campanha Jogue a Favor da Vida com os contatos do Facebook.
Ao final do encontro ainda refletimos a
importância da participação da Rede Um Grito pela Vida nos Movimentos e nas
Manifestações de Luta, a fim de fortalecermos a caminhada conjunta de libertação
na qual estamos todas/os empenhadas/os.
PRÓXIMO ENCONTRO DO NÚCLEO: 03 de outubro.
Ir.
Maria Beatriz Paixão, OSR
Articuladora
da comunicação do Núcleo de Salvador da Rede
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terça-feira, 7 de junho de 2016
Rede Um Grito pela Vida na luta pela dignidade humana
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TRÁFICO DE PESSOAS
Lista de Transparência sobre Trabalho Escravo Contemporâneo no Brasil
Nova “Lista de Transparência” traz 340 nomes flagrados por trabalho escravo
Publicado em Repórter Brasil - 05/02/16
Publicado em Repórter Brasil - 05/02/16
Com base na Lei de Acesso à Informação, “Lista de Transparência” traz dados do Ministério do Trabalho e Previdência Social com autuados em decorrência de caracterização de trabalho análogo ao de escravo e que tiveram decisão administrativa final entre 12/2013 e 12/2015.
Uma liminar concedida pelo Supremo Tribunal Federal impedindo o governo federal de divulgar a “lista suja” do trabalho escravo, no final do ano passado, continua em vigor. Por conta disso, a Repórter Brasil e o Instituto do Pacto Nacional para a Erradicação do Trabalho Escravo (InPACTO) solicitaram com base na Lei de Acesso à Informação (12.527/2012), que o Ministério do Trabalho e Previdência Social (responsável pela lista desde 2003) fornecesse os dados dos empregadores autuados em decorrência de caracterização de trabalho análogo ao de escravo e que tiveram decisão administrativa final, entre dezembro de 2013 e dezembro de 2015.
O extrato com o resultado, recebido pelas organizações nesta sexta (5), pode ser obtido abaixo:
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TRÁFICO DE PESSOAS
Religiosas e Religiosos se reúnem em Brasília para fortalecer a luta no enfrentamento ao Tráfico de Pessoas
Notícia via CRB Nacional
Por Rosinha Martins - "Missão em Rede no Enfrentamento ao Tráfico de Pessoas", é o tema do encontro de formação de articuladores e referenciais das regiões e núcleos da Rede Grito pela Vida que se reúnem de 03 a 05 de junho, na Casa de Retiros Assunçāo – Brasília – DF.
O evento tem como objetivo contribuir na formação de lideranças da Rede Um Grito pela Vida, no intento de subsidiar para a animação e articulação de núcleos e regiões, em vista do fortalecimento dos núcleos e da dinâmica de organização em rede e da eficácia profética desse trabalho de enfrentamento da exploração e Tráfico de Pessoas.
Migração e Tráfico de Pessoas, Análise de conjuntura, o papel da liderança como missão em rede, a campanha Jogue a favor da Vida nas Olimpíadas de 2016 são eixos temáticos que serão aprofundados durante esses três dias.
A presidente nacional da CRB, Irmã Maria Inês Vieira Ribeiro, mad, saudou o grupo em nome da Conferencia e destacou que a missão da Rede Um Grito pela Vida e desafiante. " É um trabalho diário, árduo de esclarecer, orientar e detectar as situações e acompanhá-las em vista da libertação". Acrescentou, também o profetismo da vida consagrada nas mais variadas situações emergentes".
A Rede, além das ações realizadas em todos o Brasil através de seus núcleos, preza também pela espiritualidade que as fortalece neste de trabalho de enfrentamento a esse crime que dizima famílias em todo mundo. Membro da coordenação da Rede, Irmã Anajar ( a esquerda), coordenou um momento de oração que levou o grupo, através da construção de um barquinho, refletir sobre a historia do Tráfico que no Brasil acontece, em muitos casos, através deste meio de transporte. A desconstrução do barco levou o grupo a aprofundar a importância de vestir a camisa da missão da Rede, a cada dia, com mais vigor.
As consagradas e consagrados são profetas do bem, promotores da vida, apaixonados por colocar Deus no coração das pessoas e das instituições que nos representam, responsáveis pela construção de uma sociedade justa e fraterna, uma sociedade com o rosto de Deus", afirmou.
Por ocasião das Olimpíadas, o núcleo Um Grito Pela Vida representado pelo missionário scalabriniano, padre Mário Geremias, em parceria com a Pastoral do Migrante, o Centro de Direitos Humanos da Diocese de Nova Iguaçú, membro da Rede no Rio, lançaram no dia 31 de maio, no Rio, a Campanha ecumênica contra o Tráfico de Seres Humanos. "Teve uma repercussão mundial, porque turistas estrangeiros levaram cartazes, panfletos de combate ao Tráfico e a intenção era essa mesma de chamar a atenção, conscientizar, comprometer. Apareceram bandeiras dos cinco continentes, o que deu a ideia de uma preocupação mundial com o tema", afirmou padre Mário.
A diretora do Instituto Migrações e Direitos Humanos, assessora no setor de Mobilidade Humana da CNBB e missionária scalabriniana, Irmã Rosita Milesi e a
representante da Catholic Relief Service, Rogenir Almeida Santos Costa versou sobre o tema Tráfico de Pessoas e Migraçōes.
representante da Catholic Relief Service, Rogenir Almeida Santos Costa versou sobre o tema Tráfico de Pessoas e Migraçōes.
De acordo com Milesi, os migrantes e refugiados estão mais vulneráveis ao tráfico pois há uma relação com um sonho e esse sonho implica no movimento. Migração e trafico não são sinônimos, lembrou, mas no tráfico há sempre um deslocamento.
As vezes há algumas relações entre mobilidade e tráfico. Há momentos em que a situação do migrante, devido a circunstância dos desafios de novas realidades, cultura pais..., pode levar os traficantes a se aproveitarem da situação da pessoa e sutilmente enganá-los e traficá-los.
Milesi citou alguns exemplos de como isso acontece sutilmente, de como uma rede se infiltra para aliciar os que estão mais vulneráveis devido a situação de dificuldades, guerra que vivem nos seus países de origem.
A relação migração-refúgio-tráfico de pessoa não é uma relação que acontece sempre, porém, no tráfico há sempre um movimento migratório com intuito de exploração da pessoa. "O nosso trabalho pastoral é percebermos e estarmos atentas a estas questões e darmos forças e esperanças a essas pessoas. Essas circunstâncias também são importantes para nossa vida, dar o suporte necessário, claro denunciando o que tiver de denunciar, mas,
encorajá-las, acolhê-las. A questão da dimensão pastoral tem uma dimensão muito grande nesse universo, que muitas vezes pode está ocorrendo na nossa vizinhança, próximo a nós", enfatizou.
encorajá-las, acolhê-las. A questão da dimensão pastoral tem uma dimensão muito grande nesse universo, que muitas vezes pode está ocorrendo na nossa vizinhança, próximo a nós", enfatizou.
Membro da Catholic Relief Service e atuante na área dos direitos humanos, Rogenir Almeida Santos Costa apresentou aspectos do relatório global sobre trabalho escravo, realizado pela Walk Free.
O relatório apresenta dados sobre a escravidão moderna, muito comentado nas redes sociais nos últimos dias, que atinge 45.8 milhões de pessoas no mundo. Com relação à realidade Brasileira o relatório mostrou que o Brasil tem 161,1 mil pessoas submetidas à escravidão moderna.
Segundo a assessora, "precisamos olhar com cuidado para essa forma com que a realidade da escravidão está sendo vista. As estatísticas oficiais não contemplam a questão do trabalho infantil, das mulheres, das pessoas que não estão na situação de trabalho escravo fiscalizado. Muito importante a nossa capacidade e compromisso em ajudar a "ler à luz da fé e da consciência crítica" os dados apresentados em determinados".
Ainda de acordo com Costa, o programa do Tráfico de Pessoas está situado num contexto de ausência de dados sobre esse fenômeno e são subnotificações que se dão pela desconfiança no sistema, o receio da deportação, vergonha e medo da humilhação, desconhecimento da sua condição de vítima e falta de informação.
No perfil da pessoa traficada aparecem as mulheres, adolescentes e crianças, vítimas mais frequentes, com uma forte conotação de gênero onde as mulheres adultas são as mais visadas. Já as pessoas do sexo masculino são mais identificados com o trabalho escravo.
Para Rogenir, "muitas pessoas se submetem a isso por falta de outra alternativa e porque, muitas vezes são provedores/as do sustento familiar, principalmente no que diz respeito a remessa de dinheiro para ajudar no sustento da família. Por isso a sujeição a condições, às vezes, degradantes e desumanas, deixando o migrante mais vulnerável".
Alguns desafios à ação pastoral no acolhimento aos migrantes no enfrentamento ao Tráfico de Pessoas foram apresentados, como ampliar a visibilidade do fenômeno do tráfico de pessoa; promover diálogo entre as iniciativas existentes nos estados; construir redes de cooperação Brasil e outros países (origem-destino-origem); orientar os migrantes para prevenção; renovar quadros (novos agentes comprometidos e atuantes); viabilizar recursos financeiros; incidir por políticas públicas integradas e consolidar uma rede de acolhida e proteção.
Na ocasião, a pedagoga e funcionária da CRB Nacional, Eliana Veras falou sobre o projeto Viva a solidariedade, ação que pretende, durante os jogos olímpicos, despertar os sentimentos de união, solidariedade entre grupos, na superação dos problemas sociais, na promoção e formação da dignidade humana através do esporte e do lúdico. A ideia e somar com a Rede Um Grito pela Vida e fortalecer as ações de luta pela vida e dignidade da pessoa.
O encontro segue até o próximo domingo com momentos de partilha de experiências, análise da atual conjuntura do Brasil, reflexões sobre o papel da liderança na Rede e encaminhamentos relativos a Campanha Jogue a favor da vida 2016.
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TRÁFICO DE PESSOAS
Rede Um Grito pela Vida presente no GT de Enfrentamento ao Tráfico Humano
Representantes traçaram visão geral sobre o tráfico humano e o trabalho escravo no país
Escrito por CNBB - Publicado: 01 Junho 2016
O Grupo de Trabalho (GT) de Enfrentamento ao Tráfico Humano da CNBB fez uma retrospectiva das atividades realizadas e discutiu a realidade do tráfico de pessoas e a do trabalho escravo hoje, no Brasil.
O Grupo de Trabalho (GT) de Enfrentamento ao Tráfico Humano da CNBB fez uma retrospectiva das atividades realizadas e discutiu a realidade do tráfico de pessoas e a do trabalho escravo hoje, no Brasil.
Cerca de 20 pessoas participam da reunião do GT, nesta quarta-feira, 1º de junho, na sede da Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB).
Na ocasião, o bispo auxiliar de Brasília e secretário geral da CNBB, dom Leonardo Steiner destacou a importância do trabalho desenvolvido pelo grupo e enfatizou o apoio dado tanto pelo Ministério da Justiça como do Ministério Público. “Quero manifestar a minha opinião que é a de darmos continuidade com esse grupo de trabalho, ele é fundamental, talvez até pudéssemos ampliar esse grupo de trabalho para um grupo de coordenação ou até mesmo uma Comissão”, disse.
O bispo ressaltou também a necessidade de a Igreja continuar ajudando os que sofrem com esse tipo de situação – a do tráfico. “Nós desejamos em nome do Evangelho continuar cuidando dessas filhas e desses filhos de Deus, é uma obrigação nossa, é uma obra de misericórdia”, sublinhou.
O bispo de Ipameri (GO) e presidente da Comissão Episcopal Pastoral para o Serviço da Caridade, Justiça e Paz – dom Guilherme Werlang - destacou o serviço da CNBB em favor das vítimas do tráfico humano. Para ele, essa preocupação por parte da Conferência já vem de muito tempo.
“A CNBB está reunida novamente por meio de um grupo de trabalho que surgiu da Campanha da Fraternidade sobre o tema. Estamos aqui avaliando o que efetivamente já foi feito, quais os passos realizados, mas também estamos atualizando os dados e olhando como está essa situação em nosso país, hoje”, afirmou.
O bispo fez ainda um apelo. “Queremos discutir, queremos levar ao povo brasileiro para que finalmente acordem para essa realidade. Nós precisamos, como Igreja, fazer com que a sociedade tome consciência dessa chaga social que ainda está aberta como uma ferida, que quase é incurável na nossa sociedade”, acrescentou.
Trabalho Escravo
Na reunião, o grupo também refletiu sobre a situação do trabalho escravo no país. O bispo de Balsas (MA) e referencial do GT, dom Enemésio Ângelo Lazzaris, lembrou que em 2015 houve poucos casos registrados - de pessoas encontradas em situação análoga a de trabalho escravo. “Não é por causa desses números que o problema não exista, que não esteja presente. Nota-se a crescente presença de trabalho escravo no campo e nas cidades, e não podemos esquecer também do trabalho infantil”, ressaltou.
O bispo cobrou ainda uma maior atuação por parte do Estado. “Falta um monitoramento, falta uma presença, falta uma ação mais incisiva e agentes do governo para registrar esses casos e poder concretizá-los, porque nós do grupo já verificamos essa situação, mas não temos condição de fazer o flagrante ou de autuar”, enfatizou.
O GT de Enfrentamento ao Tráfico Humano é formado por representantes de diversas pastorais, como a da Juventude, Migrante, Mulher Marginalizada, Menor e Afro, bem como por membros da CNBB, da Conferência dos Religiosos do Brasil e da Comissão Pastoral da Terra.
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TRÁFICO DE PESSOAS
O sonho do futebol é usado como isca para o tráfico de pessoas
O tráfico de boleiros está abandonando um monte de africanos pelo Brasil
Por Breiller Pires
Youssouf Barry carrega uma inocência no sorriso capaz de fazê-lo parecer mais jovem que os recém-completados 18 anos. Ele desliza fotos sobre a tela do celular e mostra o irmão mais velho, zagueiro de um time da terceira divisão francesa, e a irmã caçula, que ficou na Guiné. Ao passar o dedo outra vez para a esquerda, surge a foto da mãe. Ela veste um traje muçulmano típico do país africano. O garoto tenta disfarçar, mas seu rosto se entristece ao bater os olhos na imagem. Ele não vê a mãe há quase dois anos.
A saudade aperta nas solitárias tardes de domingo entre as paredes sem reboco do barraco de dois cômodos em que se refugiou na periferia de Santo André, região metropolitana de São Paulo. Robusto, com 1,63 metros, Yousoouf é lateral-direito do time amador do Alhambra. Vive um cenário bem distinto do que imaginou ao deixar sua terra natal durante a última Copa do Mundo no Brasil. "Eu vim para ser jogador profissional de futebol, mas fui enganado", diz, nos campos de terra do Jardim Utinga, onde sua equipe joga.
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| Crédito: Guilherme Santana/ VICE |
Um empresário transformou o sonho de Youssouf em pesadelo. O jovem chegou ao Brasil na madrugada de 25 de junho de 2014 depois de cruzar os mais de 5.000 quilômetros que separam a capital Conacri do Aeroporto Internacional de Guarulhos. Ao lado dele, passaram pela imigração outros cinco garotos guineenses entre 16 e 17 anos.
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quarta-feira, 1 de junho de 2016
Campanha Jogue a Favor da Vida quer romper a indiferença e unir forças contra o tráfico de pessoas
A Rede Um Grito pela Vida cumprimenta e agradece às diversas instituições e pessoas que, conosco, têm assumido a luta contra o tráfico de pessoas e, particularmente, estão se envolvendo nesta campanha, dispostas e dispostos a Jogar a favor da Vida. Estas pessoas estão contribuindo para a formação da consciência, abrindo caminhos e criando estratégias de enfrentamento e superação desta triste realidade da exploração sexual e tráfico de pessoas.
Nas
suas diversas formas e expressão, o tráfico de pessoas constitui uma das mais
brutais formas de destruição da dignidade, dos sonhos e da vida de milhares de
pessoas, particularmente das mulheres, juventudes e crianças do país e do mundo
inteiro.
Convite a Romper a Indiferença e unir forças
O tráfico de
pessoas é um crime gravíssimo, uma chaga no corpo da humanidade contemporânea.
Não
é possível ficar impassível, sabendo que existem seres humanos tratados como
mercadoria.
Infelizmente, num
sistema económico global dominado pelo lucro, desenvolveram-se novas formas de
escravidão, em alguns aspectos piores e
mais desumanas que aquelas do passado É
preocupante o aumento do número de crianças, jovens e mulheres que são
“forçadas" a ganhar a vida através da
venda de sua força de trabalho, do seu corpo, sendo exploradas por pessoas e/ou organizações
criminosas. Ninguém pode ficar indiferente perante essa urgente necessidade de
salvaguardar a dignidade destas pessoas.
Seguindo a mensagem de redenção do
Senhor, somos chamados a denunciar e combater por meio de ações que contribuam para tornar a sociedade mais consciente deste desafio.
Faz-se necessário uma
tomada de responsabilidade comum e uma vontade política mais forte para
enfrentar esta realidade.
A campanha Jogue a Favor da Vida pretende ser um
chamado para que toda a sociedade atente para esta realidade – uma ação de intervenção social.
Fazemos uma convocação: Olimpíadas que promovam a cultura da vida, dos
direitos humanos, da paz e da justiça social por meio de ações de sensibilização, informação e formação da consciência das pessoas, para que se divirtam com
respeito e responsabilidade; para que estejam aptas a identificar e
denunciar as violações de direitos, tais como: trabalho infantil, exploração sexual e tráfico de pessoas.
Segundo o Ministério da Justiça, o desconhecimento da
população sobre a realidade do Tráfico de Pessoas, e a pouca divulgação pela
grande imprensa, colaboram para que crimes desta natureza passem despercebidos
pela sociedade. Isso facilita a atuação dos aliciadores e tornam as vítimas presas fáceis de falsas promessas que oferecem emprego digno e uma vida melhor, seja no
exterior ou em alguma outra região do país, avaliada como mais promissora.
Dados do Disque 100
da Secretaria de Direitos Humanos da Presidência da República, demonstram que o
sexo feminino corresponde à maioria das vítimas das mais variadas formas de
violações de direitos, praticadas especialmente contra crianças e
adolescentes, que representam 80% das vítimas de exploração sexual, 67% de
tráfico de crianças e adolescentes, 77% de abuso sexual e 69% de pornografia.
Embora algumas
pessoas e organismos oficiais insistam em
negar que haja aumento do tráfico
de pessoas, durante os grandes eventos esportivos e outros, alegando não haver
dados estatísticos que o comprovem,
Organizações da sociedade civil atestam que as experiências anteriores
tiveram aumento da exploração sexual, durante estes eventos: 30% na Alemanha,
em 2006; e 40% na África do Sul, em 2010. Após a Copa do Mundo de
2014, a Secretaria de Direitos Humanos da presidência da república divulgou os
dados do Disque 100 no período do evento, evidenciando um
crescimento de 41,2% em comparação com o mesmo período do ano anterior.
O Brasil, em especial
o Rio de Janeiro, carrega na formação de sua identidade cultural a imagem de um país hospitaleiro,
uma cidade maravilhosa, alegre, acolhedora e bela. Um paraíso turístico e
prazeroso. Uma imagem que para além da positividade destes adjetivos, engloba
contradições e práticas de exploração. Apresentam estereótipos culturais de profunda discriminação e violência de gênero,
relacionados às mulheres como objetos sexuais e de consumo. Isso, inserido num
sistema socioeconômico marcadamente excludente, e centrado na lógica de
mercado, onde o lucro está acima das pessoas, torna-se uma porta de entrada para
a indústria sexual. Sobretudo nestes tempos de ódio, intolerância e ascendência
da “cultura do estupro”, como temos vivenciado nos recentes casos que geraram comoção no Brasil.
Em
geral, na preparação dos grandes eventos, os governantes investem “o dinheiro
público para a infraestrutura, através da construção e ampliação de espaços,
melhorias e ampliação dos aeroportos, ruas e avenidas, embelezamento das
praças públicaa, mas investem muito pouco para
reduzir os impactos sociais e as graves violações de direitos.
Os movimentos sociais e as organização comprometidas no enfrentamento à exploração sexual e o tráfico de pessoas, em suas diferentes modalidades, estão prevendo e chamando a atenção para o aumento do risco de que meninas/os adolescentes e mulheres, além de outras minorias, sejam abusadas sexualmente, e/ou traficadas/os para a exploração sexual e/ou laboral, para a mendicância ou casamento servil.
Os movimentos sociais e as organização comprometidas no enfrentamento à exploração sexual e o tráfico de pessoas, em suas diferentes modalidades, estão prevendo e chamando a atenção para o aumento do risco de que meninas/os adolescentes e mulheres, além de outras minorias, sejam abusadas sexualmente, e/ou traficadas/os para a exploração sexual e/ou laboral, para a mendicância ou casamento servil.
É neste contexto que se insere a Campanha
“Jogue a Favor da Vida”, que segue firme na sua sua segunda edição.
Coordenação da Rede Um Grito pela Vida
Ir. Eurides Alves de Oliveira
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TRÁFICO DE PESSOAS
O tráfico de pessoas destrói sonhos e vidas - Rede Um Grito pela Vida alerta e mobiliza a população
Por Flávia Ferreira, com Agência Brasil
Uma oferta de emprego no Rio de Janeiro e USD 600 de ajuda de custo contribuiu para que Sara Juan Carlos saísse do Peru. Quando ela pisou em solo carioca confiando que sua vida mudaria para melhor, foi trancafiada por um mês, sem salário, sem alimentação e sem condições dignas de vida. O sonho havia acabado. A história de Sara foi contata por ela mesma hoje (31), durante o lançamento da campanha “Jogue a Favor da Vida”, no Cristo Redentor, que tem o objetivo de mobilizar a população contra o tráfico de pessoas, o trabalho escravo, a exploração sexual e a comercialização de órgãos humanos durante os Jogos Olímpicos e Paralímpicos de 2016.
Uma oferta de emprego no Rio de Janeiro e USD 600 de ajuda de custo contribuiu para que Sara Juan Carlos saísse do Peru. Quando ela pisou em solo carioca confiando que sua vida mudaria para melhor, foi trancafiada por um mês, sem salário, sem alimentação e sem condições dignas de vida. O sonho havia acabado. A história de Sara foi contata por ela mesma hoje (31), durante o lançamento da campanha “Jogue a Favor da Vida”, no Cristo Redentor, que tem o objetivo de mobilizar a população contra o tráfico de pessoas, o trabalho escravo, a exploração sexual e a comercialização de órgãos humanos durante os Jogos Olímpicos e Paralímpicos de 2016.
“Eu pensei que a minha vida estava acabada”,
disse a peruana, que agora está sob os cuidados da Pastoral do Migrante do RJ.
Sara é uma das 45,8 milhões de pessoas que sofrem tráfico de pessoas do mundo,
que são aliciadas com a proposta de um emprego dos sonhos ou de mudança de
vida.
| Foto: Flávia Ferreira |
| Foto: Flávia Ferreira |
Um relatório do Ministério da Justiça informou
que, entre 2011 e 2013, o número de denúncias de casos de exploração sexual cresceu 86,5%. O dado passou de 32 casos
recebidos pela Secretaria de Direitos Humanos da Presidência da República (SDH)
em 2011 para 170 no ano seguinte e para 309 em 2013. Nos primeiros quatro meses
deste ano, já foram registrados mais de 500 casos de denuncia de abuso e
exploração sexual, no Disque 100. Dentre estes casos de exploração sexual, com
certeza embora subnotificados muitos tem indícios também de trafico de pessoas.
De acordo com irmã Eurides Alves
de Oliveira, coordenadora da Rede um Grito pela Vida, os Jogos Olímpicos Rio
2016 podem representar um risco para o crescimento da violação de direitos, do
trabalho infantil e da exploração sexual. “Somente com informação, prevenção e
a pressão da sociedade podemos combater esses crimes”.
Para Eurides, o tráfico de
pessoas é o último estágio da violação dos direitos e em geral acontece por
fatores socioeconômicos, culturais, por machismo e por conta da naturalização
da violência de gênero. “Vamos combater todas as formas de violência sexual, entre elas o estupro que comoveu e
indignou na população com os últimos acontecimentos no Rio de Janeiro”.
A preocupação da sociedade civil é
compartilhada pelo Governo do Estado através do comitê Estadual de
Enfrentamento ao trafico de pessoas. O superintendente de promoção dos Direitos
Humanos da Secretaria Estadual de Assistência Social e Direitos Humanos do Rio
de Janeiro, Miguel Mesquita, afirmou que representantes de diversos órgãos
estarão atentos a violações nos locais de competição no período dos jogos, além
de investir em campanhas publicitárias no Aeroporto Internacional Antônio
Carlos Jobim e promover a semana nacional contra o tráfico de pessoas, em
parceria com o Escritório das Nações Unidas sobre Drogas e Crime (UNODC), no
mês de julho, por ocasião da semana internacional de luta contra o tráfico
humano.
Mesquita defende que é preciso
alertar a população: "O tráfico de pessoas é um crime muito escondido. As
pessoas não sabem que existe, não sabem como acontece. É tudo muito misterioso.
As pessoas envolvidas são muito articuladas e contam com o envolvimento de
indivíduos de classes mais altas". O superintendente recomendou denunciar
ou buscar orientação quando se deparar com ofertas de emprego boas demais,
convites de viagem e propostas de casamento no exterior. "O tráfico vai
trabalhar sempre com a vulnerabilização. Se a pessoa quer um emprego, quer
realizar um sonho, precisa sair de uma situação de guerra".
A campanha foi lançada pela Rede
Um Grito pela Vida, o Movimento Nacional
dos Direitos Humanos, e o Centro dos Direitos Humanos da Diocese de Nova Iguaçu
( Fórum Grita Baixada). Além do Rio de Janeiro, outros 22 estados mais o
Distrito Federal receberão a campanha, além de ser divulgada internacionalmente
pelas Redes Continentais Kawsay, Ramá e a nível mundial pela Talitha KUM.
A ação contou com a presença de diversas
igrejas e organizações religiosas, a Casa do Menor São Miguel Arcanjo, do
Centro de População Marginalizada, da Conferência de Religiosos do Brasil, da
Igreja Batista Nova Filadélfia e do Movimento Humanos Direitos.
| Foto: Flávia Ferreira |
| Foto: Flávia Ferreira |
| Foto: Flávia Ferreira |
| Foto: Flávia Ferreira |
| Foto: Flávia Ferreira |
| Foto: Flávia Ferreira |
Para denunciar casos de tráficos
de pessoas, disque 100 e/ou 180.
Por Flávia Ferreira, com Agência
Brasil
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quarta-feira, 25 de maio de 2016
LANÇAMENTO DA CAMPANHA JOGUE A FAVOR DA VIDA SERÁ NO CRISTO REDENTOR
Campanha contra o Tráfico de Pessoas e Exploração Sexual
Em parceria com o Centro de Direitos Humanos de Nova Iguaçu, o Fundo Nacional de Solidariedade, o Fórum Grita Baixada e o Movimento Nacional de Direitos Humanos, a Rede Um Grito pela Vida lançará, no dia 31 de maio, no Monumento do Cristo Redentor (Parque Nacional da Tijuca), a campanha Jogue a Favor da Vida/2016. O evento contará com a presença de referências e órgãos ligados aos direitos humanos, assistência social e tráfico de pessoas.A campanha visa a prevenção à exploração sexual e ao tráfico de pessoas. A coordenadora da Rede, Ir. Eurides Alves de Oliveira, fará a conferência de lançamento da Campanha.
Data: 31 de
maio/2016
Local:
Parque Nacional da Tijuca
Alto da Boa Vista | Rio de Janeiro – RJ
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Rede nas Olimpíadas 2016 - Campanha reforça a luta contra o Tráfico de Pessoas e Exploração Sexual
Os MEGAEVENTOS que
serão sediados no Brasil trazem uma série de questionamentos e riscos que podem
maximizar condições nas quais pessoas são
iludidas com falsas promessas sobre trabalho e
melhoria de vida. Neste contexto, entende-se que os jogos
olímpicos de 2016, embora tragam oportunidades de lazer, cultura e algumas
possibilidades de trabalho, trarão também muitos riscos e probabilidades para o
“turismo sexual” e a ação de quadrilhas que se organizam para aliciar, explorar
e traficar pessoas.
A REDE UM GRITO PELA VIDA tem o papel de sensibilizar e socializar informações sobre o Tráfico de Pessoas e exploração sexual, a fim de intensificar a luta por políticas públicas de enfrentamento desta realidade. Capacita multiplicadores e multiplicadoras para ações educativas de prevenção e utiliza a comunicação como recurso para informar e engajar a sociedade nesta luta. Em 2016, dará continuidade à campanha Jogue a Favor da Vida.
OBJETIVOS DA CAMPANHA – PREVENIR,
ALERTAR E ENFRENTAR
- Sensibilizar a sociedade e o poder público para a realidade do tráfico de pessoas e exploração sexual, incentivando o fortalecimento e criação de medidas de prevenção e enfrentamento.
- Intensificar o alerta para pessoas em situações de vulnerabilidade social, passíveis de serem aliciadas.
- Durante o período dos jogos olímpicos no Brasil, sensibilizar turistas e autoridades sobre o impacto da exploração sexual e o tráfico de seres humamos na vida das pessoas e famílias afetadas, incentivando a sociedade para ações de prevenção, solidariedade e monitoramento.
- Engajar entidades e multiplicadores na realização da Campanha Jogue a favor da Vida.
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E-mail para contato: gritopelavida@gmail.com
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segunda-feira, 23 de maio de 2016
OIT apoia programas de capacitação no Mato Grosso para combater trabalho forçado
- Publicado em 13/05/2016 - Site Nações Unidas
Projeto Ação Integrada leva educação e qualificação profissional para vítimas ou pessoas vulneráveis ao aliciamento pelo trabalho escravo. Objetivo é romper ciclo de exploração e promover oportunidades de uma vida digna.

Combate a formas de trabalho similares à escravidão é meta de projeto apoiado pela OIT no Mato Grosso. Foto: Portal Brasil
Em abril, 14 jovens aprendizes do Mato Grosso concluíram um curso profissionalizante promovido pelo projeto Ação Integrada – iniciativa que conta com o apoio técnico e institucional da Organização Internacional do Trabalho (OIT) para levar educação a vítimas ou pessoas vulneráveis ao trabalho escravo.
O projeto, desenvolvido desde 2009, é fruto de uma parceria do Ministério Público do Trabalho e da Superintendência Regional do Trabalho e Emprego no estado e da Universidade Federal de Mato Grosso (UFMT).
Continue lendo em: https://nacoesunidas.org/oit-apoia-programas-de-capacitacao-no-mato-grosso-para-combater-trabalho-forcado/
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Escravo, nem pensar! lança aplicativo gratuito sobre trabalho escravo para educadores
18/05/2016
O aplicativo ainda possibilita que o usuário envie suas sugestões de atividades para o Escravo, nem pensar!. Se a proposta for bem avaliada, ela poderá integrar o banco de atividades do aplicativo.

O app traz dicas de atividades para a sala de aula e disponibiliza materiais produzidos pelo programa. Trabalho escravo, tráfico de pessoas, trabalho infantil e ocupação da Amazônia são alguns dos temas abordados.
Para ampliar o trabalho de prevenção ao trabalho escravo, o programa de educação Escravo, nem pensar!, da ONG Repórter Brasil, lança o aplicativoENP!. Destinado a educadores e pessoas interessadas em desenvolver ações pedagógicas, o app está dividido em duas seções – “Atividades” e “Biblioteca” – e está disponível para os sistemas Android e iOS gratuitamente.
Em “Atividades”, o usuário encontra propostas didáticas sobre o tema do trabalho escravo e assuntos correlatos, como tráfico de pessoas, migração e trabalho infantil para serem abordadas em sala de aula e de projetos extracurriculares. Essas experiências didáticas foram elaboradas e implementadas por educadores em diversos lugares do país. No aplicativo, elas são disponibilizadas para que suas metodologias criativas, efetividade pedagógica e pertinência temática sirvam como inspiração para outros educadores.
O aplicativo ainda possibilita que o usuário envie suas sugestões de atividades para o Escravo, nem pensar!. Se a proposta for bem avaliada, ela poderá integrar o banco de atividades do aplicativo.
Já na “Biblioteca”, é possível visualizar, baixar e avaliar os materiais didáticos produzidos pelo Escravo, nem pensar!. Todos os conteúdos podem ser compartilhados em outras plataformas e mídias sociais.
“O aplicativo foi criado para subsidiar profissionais da educação, que desempenham papel fundamental na prevenção ao trabalho escravo, porque, a partir desse público, a informação sobre o problema pode ser disseminada, principalmente, em comunidades de trabalhadores socioeconomicamente vulneráveis”, explica Natália Suzuki, coordenadora do programa Escravo, nem pensar!.
Continue lendo em: http://escravonempensar.org.br/2016/05/escravo-nem-pensar-lanca-aplicativo-gratuito-sobre-trabalho-escravo-para-educadores/
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Formação do Comitê de Enfrentamento ao TP e Pessoas desaparecidas em João Pessoa
No dia 19 de maio, o Núcleo da Rede de João Pessoa/Paraíba realizou mais uma etapa de formação do Comitê de Enfrentamento ao Tráfico de Pessoas (TP) e de Pessoas Desaparecidas.
Segundo Ir. Sirleide, foi trabalhada a leitura e algumas modificações no decreto, o qual será encaminhado para a comissão jurídica, seguindo para aprovação e encaminhamento para o governador - texto deve ser publicado no diário oficial.
O próximo encontro de formação acontecerá no dia 14 de junho de 2016.
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quarta-feira, 11 de maio de 2016
Trabalho Escravo Não! Campanha do Ministério do Trabalho e Previdência Social
O empregado de uma fazenda no Pará vivia em um curral abandonado, trabalhando sem descanso, nem salário. Quando foi reclamar com o patrão, teve o corpo marcado com ferro em brasa. As cicatrizes nos marcam até hoje. Veja sua história. Saiba mais: mtps.gov.br. Se você foi vítima ou presenciou situações semelhantes, #Disque100 e denuncie.
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O que é trabalho escravo contemporâneo?
Carta Capital/ carta educação: NATALIA SUZUKI E THIAGO CASTELI
4 de maio de 2016
"O trabalho escravo não é somente uma violação trabalhista, tampouco se trata daquela escravidão dos períodos colonial e imperial do Brasil. Essa violação de direitos humanos não prende mais o indivíduo a correntes, mas compreende outros mecanismos, que acometem a dignidade e a liberdade do trabalhador e o mantêm submisso a uma situação extrema de exploração."
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| MPT / SP - Trabalhadores escravos têm condições de trabalho muitas vezes precárias |
Brasil. A sua existência foi assumida pelo governo federal perante o país e a Organização Internacional do Trabalho (OIT) em 1995, o que fez com que se tornasse uma das primeiras nações do mundo areconhecer oficialmente a escravidão contemporânea em seu território. Daquele ano até 2016, mais de 50 mil trabalhadores foram libertados de situações análogas a de escravidão em atividades econômicas nas zonas rural e urbana.
Leia o artigo de NATALIA SUZUKI E THIAGO CASTELI na Carta Educação.
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Coletânea “Escravo, nem pensar! reúne experiências educacionais de prevenção ao trabalho escravo - Acesse!
Escravo Nem Pensar - Notícias - 04/05/2016
O Pará é o estado brasileiro com maior incidência de trabalho escravo. Nos últimos 20 anos, mais de 12 mil trabalhadores foram resgatados, o que representa um quarto do total de libertados de todo país. Diante disso, o programa Escravo, nem pensar! desenvolveu um projeto de formação continuada voltado para prevenção ao trabalho escravo voltado para gestores das Secretarias Municipais de Educação de 11 municípios do sul e sudeste do Estado: Canaã dos Carajás, Curionópolis, Itupiranga, Jacundá, Marabá, Nova Ipixuna, Palestina do Pará, Parauapebas, Piçarra, São Geraldo do Araguaia e Tucumã. A ação impactou mais de 35 mil pessoas num período de 16 meses entre 2014 e 2015.
Os resultados foram publicados no caderno “Escravo, nem pensar! no sul e sudeste do Pará – Experiências educacionais de prevenção ao trabalho escravo”, que acaba de ser lançado pelo programa e está disponível gratuitamente em versão online. Destinado a gestores e educadores, a coletânea reúne as principais ações do projeto, acompanhadas de fotos e depoimentos.
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