sexta-feira, 21 de julho de 2017

Uma viagem pelas periferias do mundo - Igreja em saída, presente nas periferias, na luta contra o tráfico de pessoas



Ajudar o povo a tomar consciência das situações de vida que fazem parte do seu cotidiano é o primeiro passo para construir um mundo melhor para todos, mas sobretudo para mudar a vida dos povos, de pessoas concretas que sofrem as consequências de uma sociedade onde tudo virou mercadoria, onde tudo tem preço, onde a vida vale pouco ou nada.


Mais uma vez a Rede Um Grito pela Vida, seguindo o chamado que o Papa Francisco faz a ser Igreja em saída, que se fez presente nas periferias do mundo, chegando num desses lugares onde bem pode ser chamado de “terra sem lei”. A fronteira entre o Amapá e a Guyana Francesa é lugar de passagem de pessoas que querendo uma vida melhor acabam perdendo o controle da própria vida, que fica nas mãos de gente sem escrúpulo que escraviza inocentes.

Neste ano em que a Rede Um Grito Pela Vida comemora dez anos de caminhada, quer conhecer uma realidade de fronteira onde ainda não tem um núcleo da Rede e animar a vida religiosa consagrada para que pense na possibilidade de um trabalho em rede. Por isso as referenciais da Rede Um Grito Pela Vida na Região Norte, decidiram como marco dos 10 anos fazerem a experiência, nos dias 09 a 23 de julho de 2017, nesta região. Estiveram presente as irmãs: Isabel do Rocio Kuss, Irmãs Catequistas Franciscanas, Acre; Roselei Bertoldo, Irmãs do Imaculado Coração de Maria, Amazonas; Valmí Bohn, Irmãs da Divina Providência, Amazonas; Maria de Jesus Borges Costa e Josineide Maria da Silva, Irmãs de Notre Dame de Namur e Irmã Rosangela dos Santos, Irmãs Missionárias de Maria, Xaverianas.

Os encontros com a Vida Religiosa e as Pastorais Sociais no Amapá, onde foi apresentado o trabalho da Rede e a realidade do Tráfico de Pessoas na Região Norte, tem mostrado o apelo de acompanhar a vida das vítimas do abuso, exploração sexual e o  Tráfico de pessoas.

Conhecer o trabalho que está sendo realizado, como na Casa da Hospitalidade onde as irmãs, atendem 85 pessoas apartir do nascimento, portadores de deficiência, abusadas sexualmente e abandonadas; e a casa  Bethania, em Macapá,  também atendidas por irmãs que acolhem atualmente 21 meninas, onde relatam os casos de violência, têm ajudado a descobrir que o abuso, exploração sexual e o tráfico de pessoas estão cada vez mais presente na sociedade e no Estado. Diante disso, urge iniciar um trabalho organizado en rede.

Chegar no Oiaopoque é uma verdadeira aventura, uma viagem em que o risco toma conta das pessoas. O descaso dos poderes públicos se traduz em constantes atoleiros que fazem que ninguém saiba quando nem como vai chegar no destino, que uma viagem de oito horas se converta numa de vinte e oito. Nada que preocupe a quem anda de avião e engana o povo com promesas que nunca serão cumpridas.

Muitas vezes são mulheres indígenas as vítimas dessa violência irracional. Diante dessa realidade as mulheres caciques e lideranças querem encontrar os meios para proteger as aldeias e evitar que as pessoas se tornem vítimas desses crimes. Os relatos das mulheres que participavam da oficina na aldeia do Manga ajuda a sentir a vida sofrida de pessoas concretas, histórias que se repetem nas visitas a diferentes comunidades de um e outro lado do Rio Oiapoque, em território brasileiro e da Guyana Francesa, onde os euros dos cidadãos franceses constroem grandes mansões, que atraem mulheres e adolescentes pobres, que se tornam vítimas de estupros e abusos e que em muitos casos desaparecem para sempre.

O trabalho tem que começar pelas crianças, vítimas potenciais e reais de situações de abuso, como acontece com as meninas e meninos das muitas aldeias e comunidades. As oficinas ajudam as crianças e os adolescentes a se protegerem, através de materiais que mostram histórias de abuso, exploração sexual e do tráfico, como “O Sumiço de Carolina”.

O sofrimento ultrapassa as fronteiras e o trabalho de prevenção, realizado pelas irmãs que moram no Oiapoque, também tem que ir além dessas divisões que muitas vezes favorecem àqueles que se aproveitam das vítimas. As promessas de trabalho nos garimpos da Guyana Francesa são na verdade desculpas para a exploração sexual, de onde algumas mulheres conseguem fugir, enquanto muitas são exploradas até morrer.

As margens do Rio Oiapoque têm se convertido em lugar onde a violação dos direitos, drogadição, alcoolismo, violência sexual são realidades que a gente vê a olho nu. Uma realidade muito chocante, mas que infelizmente tem se naturalizado e que faz que crianças e adolescentes sejam exploradas em prostíbulos que funcionam 24 horas, lugares de morte e destruição de vidas inocentes que sofrem as consequências de uma sociedade que olha para o outro lado.

Mesmo diante de situações de opressão nunca podemos perder a esperança, pois isso nos ajuda a não desistir na lutar por um mundo melhor para todos. Nosso compromisso cristão faz que mude a vida de pessoas concretas, que descobrem no olhar misericordioso de Deus uma possibilidade de retomar uma vida plena e seu cuidado cheio de Amor.
Por Luis Miguel Modino - Jornalisa
e Roselei Bertoldo - Rede Um Grito Pela Vida.



quinta-feira, 13 de julho de 2017

Sensibilização, prevenção e articulação contra o tráfico de pessoas e exploração sexual em Macapá

Núcleos da #RedeUmGritopelaVida da Região Norte marcam os 10 anos da Rede realizando ação de sensibilização, prevenção e articulação em Macapá!



27 Anos do Estatuto da Criança e do Adolescente


Hoje celebramos os 27 anos do Estatuto da Criança e do Adolescente (#ECA), lembrando que são muitos os desafios e faz-se necessário ainda muita atenção e iniciativas do governo e da sociedade civil para que suas diretrizes sejam cumpridas. 

#RedeUmGritopelaVida atua atua no enfrentamento ao tráfico de pessoas, na prevenção e intervenção em casos de trabalho infantil e exploração sexual.


"O ECA foi instituído pela Lei 8.069 no dia 13 de julho de 1990.Ela regulamenta os direitos das crianças e dos adolescentes inspirada pelas diretrizes fornecidas pela Constituição Federal de 1988, internalizando uma série de normativas internacionais."

quinta-feira, 29 de junho de 2017

Secretaria de Justiça e Cidadania abre inscrições para II Simpósio Distrital da Rede de Atenção ao Migrante Refugiado e Vítimas de Tráfico de Pessoas

Na semana que marca o Dia Mundial de Enfrentamento ao Tráfico de Pessoas (30/07), a Secretaria de Justiça e Cidadania promoverá o II Simpósio Distrital da Rede de Atenção ao Migrante Refugiado e Vítimas de Tráfico de Pessoascom o objetivo de reunir a comunidade acadêmica para discutir produções científicas acerca dos “Avanços Legislativos e Atendimento aos Perfis Vulneráveis”.

De 23 de junho a 14 de julho, estão abertas as inscrições para o evento, que acontecerá nos dias 26 e 27 de julho, no Auditório da UPIS, Asa Sul.


Os especialistas vão expor estudos diversos com conclusões quantitativas e qualitativas sobre a realidade do tema. Neste mesmo evento, haverá ainda, grupos de trabalho para discutir os perfis que são mais vulneráveis a essa modalidade de crime e também os avanços das normativas legais em questão.

Dentre os atores convidados, estão: Ministério da Justiça e Cidadania; a Organização Internacional de Migração, do Escritório das Nações Unidas sobre Drogas e Crimes e do alto comissariado da Organização das Nações Unidas para Refugiados, dentre representantes e autoridades de outros órgãos públicos e entidades engajadas.


O número de vítimas do tráfico de pessoas em todo o mundo chega a 2,5 milhões por ano e movimenta US$ 32 bilhões. Desse valor, 85% provêm da exploração sexual, segundo informações da Organização das Nações Unidas (ONU). As denúncias de casos suspeitos podem ser encaminhadas pelos canais do Disque 100 e do Ligue 180.



Saiba mais

O Comitê Distrital de Enfrentamento ao Tráfico de Pessoas é coordenado pela SEJUS/DF, por meio da Gerência de Enfrentamento ao Tráfico de Pessoas e Apoio ao Migrante Refugiado (GETPAM), vinculada a Subsecretaria de Políticas para Justiça e Cidadania e Prevenção ao Uso de Drogas (SUBJUSPRED). O objetivo dessa força-tarefa é mobilizar esforços para o combate e a prevenção ao tráfico de pessoas, que visa à exploração sexual, o trabalho escravo, a venda de órgãos, entre outros abusos contra os direitos humanos. 



Serviço: II Simpósio Distrital da Rede de Atenção ao Migrante Refugiado e Enfrentamento ao Tráfico de Pessoas

Quando: Quarta e quinta-feira (26 e 27 de julho)

Horário: das 8h00 às 17h30min.

Local: Auditório da União Pioneira da Integração Social – UPIS, SEPS Q 712/912 Conj A - Asa Sul


Telefone: (61) 2104-4200 | 2104-4275 | E-mail sejus@sejus.df.gov.br


Fonte: http://www.sejus.df.gov.br/imprensa/noticias/item/2716-simposio-distrital-trafico-de-pessoas.html

Tráfico de Pessoas - Notícias

*Contém links que redirecionam para as fontes
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Suspeitos de tráfico de pessoas na Segurança Social cobravam €10 mil por imigrante

Grupo de funcionários da Segurança Social é suspeito de lucrar há pelo menos dois anos com a criação de números de beneficiários fictícios para imigrantes em situação ilegal. Judiciária fez 12 detenções.

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Polícia espanhola desmantela rede de exploração sexual de jovens brasileiras


A Polícia Nacional espanhola desmantelou um grupo criminoso de brasileiros que se dedicavam à exploração sexual de mulheres brasileiras em Espanha e Itália, tendo prendido cinco pessoas e libertado três vítimas.
Em comunicado de imprensa divulgado esta terça-feira em Madrid, a polícia calcula que a organização “teria explorado 40 mulheres em bordéis ou casas alugadas para o efeito em várias localidades espanholas e italianas”.
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Enfrentamento ao abuso e exploração sexual em Porto Murtinho

Os mitos a cerca da exploração sexual infantil na cidade são muitos, mas a realidade já tem mudado desde que as casas de prostituição em Porto Murtinho foram fechadas em 2005, após escândalo de repercussão nacional. Hoje, ainda recebem muitas profissionais do sexo que trabalham como acompanhantes dos turistas que vêm para o turismo da pesca no Rio Paraguay. Sabe-se que alguns turistas ainda procuram “novinhas” na cidade e, infelizmente, ainda encontram, aliciadas às vezes pelos próprios pais, junto a algumas pousadas locais. 80% da população vive abaixo da linha da pobreza, sem emprego e a maioria da população está exposta ao turismo sexual.


Encontro da Comissão Especial de Enfrentamento ao Tráfico de Pessoas da CNBB

Data: 27 e 28 de junho de 2017

Objetivo: refletir sobre as atribuiçoes da comissão e definir um plano de ação para os próximos dois anos.

1º dia: análise de conjuntura com o Professor Sergio Coutinho, que ajudou a nos situar frente ao momento sociopolítico e econômico, marcadamente esquizofrênico e com inúmeras perdas para a classe trabalhadora.
Reflexo sobre as perspectivas do Enfrentamento ao TP no contexto atual, com a Dra. Renata Braz do MJ e sobre o trabalho Escravo, com Alan e Rogenir da CPT; memória da caminhada e construção coletiva sobre os desafios, objetivos e prioridades da comissão.



2º dia: iniciamos com a celebração Eucarística juntamente com o grupo do Profolider - Programa de formação da CRB - e seguimos os trabalhos definindo os objetivos, eixos de ação: Comunicação/articulação, Formação, incidência, sustentabilidade, relações internacionais e o plano de ação.



terça-feira, 20 de junho de 2017

III Nordestão da Rede um Grito pela Vida aborda Relações de Gênero e Migração - Legislação do Brasil


Reunindo mais de 78 pessoas, entre os dias 16 e 18 de junho de 2017, religiosas, leigas e leigos e um sacerdote, realizaram o
III Nordestão da Rede um Grito pela Vida, que aconteceu no Convento São Francisco no Pelourinho, Salvador-BA.  Com a assessoria de Jaqueline Leite, o evento abordou o tema "Relação de Gênero e Migração - Legislação do Brasil". Foi mais um momento de confirmação do compromisso e luta pela Vida e dignidade da pessoa humana. 

São 10 anos de dedicação na caminhada de enfrentamento ao tráfico de pessoas. Esse é o nosso compromisso, essa é a nossa missão.












quinta-feira, 15 de junho de 2017

Jornada de Oração pelo Brasil no Dia de Corpus Christi


Jornada de Oração pelo Brasil
Dia de “Corpus Christi”
15 de junho de 2017
A verdadeira paz começa no seu coração
Diante do grave momento vivido por nosso país, dirijamos nossa oração a Deus, para que dê a paz ao Brasil e ao mundo inteiro. “Reconhecemos a necessidade de rezar constantemente pela paz, porque a oração protege o mundo e o ilumina. A paz é o nome de Deus”. (Papa Francisco)
Pai misericordioso, nós vos pedimos pelo Brasil!
Vivemos um momento triste, marcado por injustiças e violência. Necessitamos muito do vosso amor misericordioso, que nunca se cansa de perdoar, para nos ajudar a construir a justiça e a paz, em nosso país.
Pai misericordioso, nós vos pedimos pelo Brasil!
Estamos indignados, diante de tanta corrupção e violência que espalham morte e insegurança. Pedimos perdão e conversão. Cremos no vosso amor misericordioso que nos ajuda a vencer as causas dos graves problemas do País: injustiça e desigualdade, ambição de poder e ganância, exploração e desprezo pela vida humana.
Pai misericordioso, nós vos pedimos pelo Brasil!
Ajudai-nos a construir um país justo e fraterno. Que todos estejam atentos às necessidades das pessoas mais fragilizadas e indefesas! Que o diálogo e o respeito vençam o ódio e os conflitos! Que as barreiras sejam superadas por meio do encontro e da reconciliação! Que a política esteja, de fato, a serviço da pessoa e da sociedade e não dos interesses pessoais, partidários e de grupos!
Pai misericordioso, nós vos pedimos pelo Brasil!
Vosso Filho, Jesus, nos ensinou: “Pedi e recebereis”. Por isso, nós vos pedimos confiantes: fazei que nós, brasileiros e brasileiras, sejamos artesãos da paz, iluminados pela Palavra e alimentados pela Eucaristia.
Pai misericordioso, nós vos pedimos pelo Brasil!
Vosso filho Jesus está no meio de nós, no Santíssimo Sacramento, trazendo-nos esperança e força para caminhar. A comunhão eucarística seja fonte de comunhão fraterna e de paz, em nossas comunidades, nas famílias e nas ruas. Seguindo o exemplo de Maria, queremos permanecer unidos a Jesus Cristo, que convosco vive, na unidade do Espírito Santo. Amém!
(Pai nosso! Ave, Maria! Glória ao Pai, ao Filho e ao Espírito Santo!)
(Conselho Episcopal de Pastoral (Consep) da Conferência Nacional dos Bispos do Brasil - CNBB)

terça-feira, 23 de maio de 2017

Rede realiza sensibilização na CAMPANHA FAÇA BONITO em Curitiba/PR

18 DE MAIO – Dia Nacional de Combate ao Abuso e à Exploração Sexual de Crianças e Adolescentes

Para esta importante e delicada Campanha que visa a prevenção, proteção, denúncia e combate à exploração sexual de crianças e adolescentes, a Rede Um Grito Pela Vida, Regional de Curitiba, iniciou seus trabalhos desde o início do mês de maio. Foram repassados 1.800 folders da Campanha Faça Bonito ao Conselho Tutelar de Curitiba, material que foi reproduzido com o dinheiro da própria Rede, a serem entregues nas nove regionais dos Conselhos Tutelares de Curitiba para a panfletagem no dia 18 de maio. 


Os folders foram repassados pela colaboradora e Conselheira Sra. Rosilei Bastos Pivovar. Também foram repassados aos padres, 150 folders da Campanha durante a Formação Permanente do Clero da Arquidiocese de Curitiba, no dia 11 de maio. Além dos folders também foram repassados via e-mail o texto explicativo sobre a importância da Campanha do Comitê Nacional de Enfrentamento à Violência Sexual Contra Crianças e Adolescentes do Governo Federal. 

O cartaz e o texto foram encaminhados por e-mail ao Centro Pastoral da Arquidiocese e para a CRB – Regional de Curitiba, para que repassassem às Paróquias da Arquidiocese da Arquidiocese e as Casas religiosas do Estado do Paraná. Colaboraram nesta tarefa as irmãs Lucimar do Centro Pastoral e a Ir. Luciane da Executiva da CRB de Curitiba. No sábado, dia 13, Frei Luiz C. Batista entregou folders à Coordenação da Catequese da Paróquia N. Sra. da Cabeça, para ser trabalhado o tema na Catequese, que tem 400 pessoas entre crianças e catequistas. 

Outro importante grupo que recebeu o material foram os alunos do Curso de Filosofia, Pedagogia e Psicologia da Faculdade dos Franciscanos Menores, conhecida como FAE, onde estudam os Seminaristas Agostinianos, e o seminarista Gleydson Luiz de Oliveira dos Santos, do Centro Acadêmico que colaborou na divulgação da Campanha. 

Frei Luiz C. Batista, que é vigário paroquial na Paróquia N. Sra. da Cabeça, tratou do tema da Campanha Faça Bonito nas suas homilias durante as missas do final de semana dos dia 20 e 21 de maio, nas Capelas da Comunidades N. Sra. de Fátima, Nossa Senhora da Guia e Santa Mônica, onde aproximadamente umas 400 pessoas tomaram conhecimento sobre o assunto. 

A temática também foi trabalhada no grupo de adolescentes da Paróquia N. Sra. da Cabeça, conhecido como AUC (Adolescentes Unidos em Cristo), onde 40 adolescentes ouviram e debateram o tema do abuso sexual, orientados pelos coordenadores e os seminaristas Agostinianos que os acompanham. A Ir. Salete Inês Arcari participou da mobilização durante a panfletagem do Conselho Tutelar do B. Boqueira e a Sra. Rosilei B. Pivovar no Conselho Tutelar do B. Fazendinha.


Foram distribuídos 2.500 folders a respeito da Campanha, mas o número de pessoas sensibilizadas diretamente foi mais de três mil, pois os folders não foram suficientes para todos, principalmente para os fiéis que estiveram nas missas do Fr. Luiz no final de semana, que sucedeu a Campanha Faça Bonito. 


Fr. Luiz - Núcleo  Regional da Rede de Curitiba/Paraná



Rede Um Grito pela Vida na Campanha Faça Bonito em Manicoré - Amazonas

O núcleo da Rede Um Grito pela Vida em Manicoré/AM, representado pela Irmã Célia de Campos (Salesiana), juntamente com o Centro  Social  Madre Ângela VESPA, se uniu à campanha contra o Abuso e Exploração sexual de Crianças e Adolescentes e foi para as ruas gritar por justiça.

"O dia 18 de maio foi instituído em 1998, quando cerca de 80 entidades públicas e privadas, reuniram-se na Bahia para o 1º Encontro do Ecpat no Brasil. O evento foi organizado pelo Centro de Defesa de Crianças e Adolescentes (CEDECA/BA), representante oficial do Ecpat, organização internacional que luta pelo fim da exploração sexual e comercial de crianças, pornografia e tráfico para fins sexuais, surgida na Tailândia. O encontro reuniu entidades de todo o país. Foi nessa oportunidade que surgiu a ideia de criação de um Dia Nacional de Combate ao Abuso e Exploração Sexual Infanto-Juvenil." (Campanha Faça Bonito)






Caminhada em Pinheiro/MA marca o Dia Nacional de Combate ao Abuso e à Exploração Sexual de Crianças e Adolescentes



No dia 15 maio, o núcleo regional da Rede Um Grito pela Vida de Pinheiro/MA participou da caminhada contra o abuso e exploração sexual de crianças e adolescentes, promovida pelo Conselho Tutelar, Secretaria de Assistência social, com a participação da comunidade.

O público-alvo era os alunos das várias Escolas de Pinheiro. Na concentração houve a denúncia da morte de um adolescente de 17 anos, que foi morto por engano. O grupo de jovens e a comunidade pediu justiça diante do promotor e da juíza que se faziam presentes com suas palavras de apoio e mostraram interesse pelo caso.

 
Palestras informativas realizadas em duas escolas de Pinheiro:

Rede no combate à exploração sexual de crianças e adolescentes - Capacitação em Maceió

No dia 18 de maio, o núcleo regional da Rede Um Grito pela Vida de Maceió ofereceu capacitação para multiplicadores/as. Essa formação ocorreu no dia 06 de maio, das 8h às 15h, na cidade de Maceió, na casa Sagrado Coração de Jesus, osf. Foi um dia proveitoso e animado. A data que marca o Dia Nacional de Combate ao Abuso e à Exploração Sexual de Crianças e Adolescentes foi celebrada antecipadamente, pois assim conseguiríamos um maior número de participantes.

Parceiros: Pastoral da Criança e CEBI.



Núcleo Regional Recife - Maceió, Alagoas



terça-feira, 2 de maio de 2017

Missão profética da VRC na atual conjuntura sócio-eclesial - SEMINÁRIO A REDE NA LUTA DO POVO - LAGES/SC


MEMÓRIA DO DIA

Quando em Lages chegamos para o seminário iniciar, a acolhida do núcleo regional da Rede Um Grito pela Vida nessa terra linda e de muito frio, com chimarrão, com o calor e a ternura do sulista, foi o que ajudou a nos aquecer.


Na oração de abertura fomos convidadas a sonhar, unindo mística e profecia. RESGATAR, DENUNCIAR, CAMINHAR, REINVENTAR, eis a nossa oração para o encontro começar.

Unindo fé e vida fomos para a rua protestar junto com o povo de Deus e seus direitos reivindicar, para mostrar aos golpistas que a greve em Lages também teve seu lugar.

Voltamos com a sensação da alegria de participar, da luta da vida do povo que direitos quer resguardar, cumprindo sua missão de denunciar tudo que fere a vida de um povo sofrido a lutar.

À noite tivemos a graça da doutora Silvia escutar, ela que veio de Curitiba para sua experiência partilhar, da luta do núcleo de enfrentamento do tráfico e os desafios a enfrentar, nos mostrou como o protocolo de Palermo pode auxiliar, garantido como a lei pode as vítimas ajudar.

O núcleo de enfrentamento foi abraçado com amor por quem se importa com as pessoas, sem distinção de lugar, sabendo que sua missão é o tráfico de pessoas denunciar, defendendo a vida onde ameaçada está, gritando o GRITO DA VIDA para a pessoa resgatar.

A crueldade do traficante não tem limite, é sem fim, na exploração servil e, outras formas também, que se contar com detalhe sangra o coração de quem sabe que somos imagens de um Deus de onde a vida vem.

No enfrentamento do tráfico de pessoas todas essas tristezas lugar têm, mas as pequenas vitórias com muita alegria nos vêm, pois tem gente que luta em rede e a resistência mantém com coragem e profetismo, força de Jesus que nos vem.

Por isso tiro o chapéu pra essa vida religiosa linda, que aqui trabalha em rede numa só integração, POA, FLORIPA e CURITIBA caminhando como irmãos, ouvindo o grito do pobre no hoje de Deus neste chão e caminha unida numa  grande inter-relação.


Nosso abraço especial às leigas que aqui estão, que abraçaram a causa da REDE como sua missão; que o bom Jesus as guarde coração, com bênçãos e muitas graças, eis a nossa oração.    










Enviado por Jam Menezes

sexta-feira, 31 de março de 2017

Rede pela transformação social - 10 anos de informação, prevenção, formação, acompanhamento e incidência política


Em Rio Branco, com os agentes de pastoral, na oficina sobre o Jogo Eduvativo Rede pela Vida.

Rede na chegada da tocha
 olímpica em Porto velho
22 de junho de 2016
Pensando na atuação da Rede um Grito pela Vida na sociedade, lembro-me da passagem evangélica que diz que “O reino dos céus é como o fermento que uma mulher tomou e escondeu em três medidas de farinha, até ficar tudo levedado”. (Mt 13,33)

Esta imagem evangélica, ao meu ver, representa bem a Rede por várias razões: 

A primeira delas é que a Rede tem provalentemente um rosto feminino e uma atenção especial ao mundo da mulher: tudo isso sem menosprezar, com certeza, a preciosa presença de bons companheiros, sejam eles religiosos ou leigos, em vários núcleos do nosso Brasil.

Sensibilização com os alunos da
 escola estadual
José Otino de Freitas
 em Porto Velho
A segunda é que a estratégia utilizada é aquela do trabalho capilar, da presença no território, capaz de valorizar forças diferentes, intuir caminhos, assumir desafios.

A terceira - e talvez a mais importante - é que todo trabalho de informação, prevenção, formação, acompanhamento e incidência política que a Rede um Grito pela Vida tem desenvolvido nesses anos, tem como objetivo último de ser uma válida contribuição para transformação da sociedade, no sonho de um dia “levantar a vista e ver reinar a liberdade” para todos e todas.

Tocamos em frente, então, companheiros e companheiras, jogando a favor da Vida, contra o tráfico de pessoas!

 

Por Ir. Chiara Dusi - Núcleo de Porto Velho


Proposta de oração para o Ano Jubilar da Rede - 10 anos no enfrentamento ao tráfico de pessoas

REDE “UM GRITO PELA VIDA”

Expressão Evangélico-política de solidariedade e cidadania. 

Recordar, Celebrar e Projetar!


1. Mantra

Aquele que vos chamou, Aquele que vos chamou, é fiel, é fiel, fiel é Aquele que vos chamou. 

E Javé disse: “Eu vi muito bem a miséria do meu povo.. Ouvi o seu clamor contra seus opressores, e conheço os seus sofrimentos...” 

Deus viu a realidade das meninas exploradas sexualmente nos locais de mineração, nos bordeis perto das grandes obras, usadas e abusadas.....

Deus viu as adolescentes dos vilarejos dos interiores convidadas para trabalhar em casa de família nas grandes cidades, tratadas como escravas e muitas vezes estupradas pelos donos. 

Deus viu os migrantes forçados e desesperados à procura de uma pátria que em sua fragilidade, tornaram se fáceis vítimas de traficantes. 

Deus viu os meninos que para fugir da discriminação de serem homossexuais, caíram nas redes dos traficantes, que os exploraram sexualmente, mudando seus corpos com injeções de silicone.

Deus viu os jovens à procura de trabalho que por falta de alternativas dignas, aceitaram condições de trabalho péssimas que os tornaram escravos.

Senhor viu a dor de quem foi raptado e mutilado para remover os órgãos para transplantes ilegais.

“Por isso, desci para libertá-lo...O clamor chegou até mim....

2. Ouvir o grito de Cristo na cruz - grito da humanidade. – “Meu Deus, meu Deus- por que me abandonaste”

- Dentro de teu grito na cruz cabem todos os nossos gritos, desde o primeiro choro do recém-nascido

até o último gemido do moribundo. Quando a palavra é pequena e incapaz para expressar tanta dor nossa, o corpo e o espírito se unem neste espasmo desconjuntado.

- Em teu grito de homem comprometido pela nova justiça, denuncias os ventos de todas as épocas

os sofrimentos fechados nas salas de tortura clandestina, e os prantos afogados na intimidade

de corações justos sem saída, todos os atropelos contra minorias impotentes, e a exploração de homens amordaçados por leis, máquinas, amos e fuzis.

- Em teu grito ouvimos o protesto de Deus contra todas as violações de seus filhos. Em ti grita o espírito crucificado pelos tribunais, sinagogas e impérios dos séculos que querem emudecer o futuro livre e justo.

- A rebeldia jovem da América Latina, as maiorias negras da África do sul, unem-se a tua denúncia crucificada. Dentro de teu grito lançado ao céu encomendam sua vida nas mãos do Pai todos os que se sentem abandonados em um mistério incompreensível.

- Desde o desconcerto lançado como queixa dos que experimentaram teu amor alguma vez, mas se sentem abandonados agora, e só na luta contigo esperam sua saída, desde todas as noites do espírito, chega até tuas mãos de Pai nosso grito.

- Nesse grito teu último, dor de homem e dor de Deus, inclinamos esgotados a cabeça e te entregamos o espírito, quando chegamos a nossos limites, onde se extinguem os esforços e os dias, e onde começamos a ressuscitar contigo.

Canto: É para a liberdade que Cristo nos libertou, Jesus libertador! 

É para a liberdade que Cristo nos libertou

3. Memória da caminhada. “Por isso vá. Eu envio você.....”

- Nos dias de 02 a 07 de outubro de 2006 aconteceu em São Paulo aconteceu o I Encontro de formação promovido pela UISG em parceria com OIM sobre “Tráfico de seres Humanos”. Participaram 34 irmãs de 20 Congregações vindas de 14 Estados, das 5 Regiões do país e com duas representantes da CRB Nacional.

- 2007 – No segundo Encontro, as Irmãs assumiram o desafio da criação de uma rede intercongregacional e a batizaram com o nome “UM grito pela vida” e coletivamente assumiram um compromisso com esta causa.


Canto: Um grito pela vida tão sofrida quero ouvir! Milhares de outras vozes solidárias vão se unir! Não mais o trabalho escravo! Não mais a exploração! No grito a dor e o pranto. Do canto – libertação. 


4. Termo de Compromisso das participantes – Salvador BA - Março 2007

“Interpeladas pela realidade gritante do Tráfico de Seres humanos.... Motivadas pelo seguimento de Jesus Cristo e respondendo aos apelos desta desafiante realidade, como Vida Consagrada Inserida em novos espaços, assumimos o compromisso de atuar na erradicação do tráfico de seres humanos articuladas em Rede: socializando informações, partilhando e fortalecendo ações de prevenção; articulando e integrando ações de apoio às vítimas, motivadas pela mística da Vida Consagrada e pelo seguimento de Jesus Cristo na defesa da vida”

5. Momentos marcantes na caminhada da Rede (partilha....)

6. Mantra

Por tudo dai graças, por tudo dai graças, dai graças por tudo, dai graças.


7. “Se o Senhor não construir a nossa casa, em vão trabalharão os construtores”

Projetando o futuro, o que precisamos?

(Palavras chaves.....)


8. Pai nosso

9. Oração final

Quando ouvimos falar de crianças, mulheres e homens que são enganados e levados à lugares desconhecidos para fins de exploração sexual, trabalho forçado e venda de órgãos, os nossos corações se indignam e nossos espíritos se entristecem porque sua dignidade e seus direitos são pisoteados por meio de ameaças, mentiras e violência. 


Ó Deus, ajuda-nos a contrastar com as nossas vidas todas as formas de escravidão Oramos com Santa Bakhita para que o tráfico de pessoas tenha fim. Dá-nos sabedoria e coragem para estarmos mais perto de todos aqueles cujos corpos, corações e espíritos foram feridos, para que juntos possamos realizar as Tuas promessa de vida, de ternura e de amor infinito por estes nossos irmãos e irmãs exploradas. Toca os corações daqueles que são responsáveis por este crime grave e apoia o nosso compromisso pela liberdade, que é o Teu dom para todos os Teus filhos e filhas. Amém.

Enviado por Ir. Barbara Furgal 
Coordenadora da Rede

quinta-feira, 30 de março de 2017

Rede - Missão que multiplica esperança



Com amor e luta
caminhamos em Rede.
Somos semente bendita
pra tanta gente sofrida.

Colhemos o restinho de esperança que
sobra no pé, e multiplicamos feito pão
na partilha da vida, da fé.

Nossa missão é tocar corações,
dar voz a esse povo e denunciar explorações.

Que neste ano possamos
quebrar correntes e continuar 
construindo pontes.

(Nanda Soares - Articuladora de Comunicação da 
Rede Um Grito pela Vida Nacional)

Com amor e luta, caminhamos em Rede - Denuncie o tráfico de pessoas!


Acesse o cartaz para impressão: 



Articuladoras da Rede Um Grito pela Vida enviam suas mensagens por ocasião dos 10 anos de compromisso contra o tráfico de pessoas

Irmãs Eliane, Maria José, Manuela e eu, Ir. Cirley, de diferentes Carismas, porém com ideais comuns na defesa da dignidade humana, nos unimos como grupo para divulgar e fazer crescer a rede “Um Grito pela Vida”, nas realidades concretas onde vivemos e atuamos na missão.


Queremos tecer relações de amizade e troca de experiências com outras e outros que igualmente não se conformam com abusos de todo tipo contra mulheres, jovens e crianças, que diariamente sofrem exploração e maus tratos por conta de uma sociedade que não respeita os valores e a dignidade das pessoas.

Neste dia 30 de Março, quando comemoramos 10 anos de existência da Rede, reafirmamos nosso compromisso de seguir anunciando a mensagem de libertação e esperança, não somente com palavras, senão com a doação de nosso tempo e criatividade para que a vida tenha sempre prioridade sob qualquer tipo de abuso e poder.


Parabéns a todas e todos de ontem e de hoje que acreditam na força da unidade e solidariedade.

Enviado por Ir. Cirley



Mensagem enviada por Ir. Salete Arcari