sexta-feira, 21 de setembro de 2018


23 de setembro - Dia Internacional contra a Exploração Sexual e o Tráfico de Mulheres e Crianças



Esse dia foi criado a partir da promulgação da “Lei Palácios”, exatamente no dia 23 de setembro de 1913, na Argentina. A lei foi criada para punir quem promovesse ou facilitasse a prostituição e corrupção de menores de idade e inspirou outros países a protegerem sua população, sobretudo mulheres e crianças, contra a exploração sexual e o tráfico de pessoas.

Essa data nos chama a continuar realizando ações cada vez mais incisivas e firmes para dar visibilidade e coibir esta prática criminosa da Exploração Sexual e tráfico de pessoas, lutar pela superação das causas que geram essa iníqua realidade, alertar a sociedade, e chamar o poder público ao compromisso, priorizar e executar as políticas públicas de enfrentamento a exploração sexual e Tráfico Humano.
 

quarta-feira, 12 de setembro de 2018

A Rede um Grito pela Vida e a V Campanha Coração Azul


A Rede um Grito pela Vida - Núcleo de Rio Branco, participou no dia 30 de julho do lançamento da V Campanha Coração Azul no Estado do Acre. O evento foi promovido pela Secretaria de Justiça e Direitos Humanos e contou com a participação de diversas entidades que compõem o Comitê Estadual de Enfrentamento ao Tráfico de Pessoas.

Nesta atividade estiveram presentes servidores de diversas secretarias estadual, impressa e um grande número de pessoas da comunidade de Rio Branco – Acre.
Enfrentar o Tráfico de Pessoas é nosso Compromisso!





REDE UM GRITO PELA VIDA E A LUTA CONTRA A SERVIDÃO DOMÉSTICA

REDE UM GRITO PELA VIDA NA LUTA CONTRA A SERVIDÃO DOMÉSTICA

Os membros da ‘Rede Um Grito pela Vida – Núcleo de Curitiba/PR se reúnem periodicamente para pensar e refletir as atividades da rede. Além dos/as religiosos/as de várias congregações, participam membros do Conselho Tutelar e membros da Cáritas da arquidiocese de Curitiba/PR. Também são parceiros atuantes os Jovens Com Uma Missão (JOCUM), e o Núcleo Estadual de Enfrentamento ao Tráfico Humano. 

 O ano começou com novidades, pela primeira vez a Rede acompanhou mais de perto a situação de uma pessoa traficada para servidão doméstica. A pessoa ajudada foi logo encaminhada ao seu estado de origem e comunicado o fato ao núcleo estadual de enfrentamento ao tráfico de pessoas. 

Logo em seguida, no mês de fevereiro aconteceu uma ação/formação no presidio feminino de Piraquara/PR, cidade metropolitana de Curitiba/PR para as mulheres que estavam prestes a ter liberdade pelo tempo de cumprimento da pena. No dia 08 rezamos e refletimos a vida de Santa Bakhita, padroeira das pessoas traficadas. Seguindo as atividades do mês tivemos a participação na roda de conversa sobre o tráfico humano e realidade das migrações juntamente com a Cáritas. Também refletimos o tema do tráfico com catequistas de bairros de Curitiba/PR e na assembleia do Conselho Tutelar do Município de Curitiba/PR foram distribuídos folders sobre o tráfico humano para os 50 participantes. 

A CRB/PR, na reunião de coordenadores de núcleo oportunizou à rede a divulgação dos trabalhos a nível local e nacional. Nesta oportunidade foi alertado sobre os perigos do Tráfico de Pessoas e motivado os religiosos a abrirem novos grupos nas suas regionais. 

Entramos no mês de março e motivados pelo Núcleo de Enfrentamento ao Tráfico de Pessoas do PR, o do vereador Thiago Ferro apresentou para debate e aprovação em sessão plenária na Câmara Municipal de Curitiba o projeto de Lei “Julho Azul”, para uma ação articulada do poder público contra o tráfico de pessoas. O projeto do legislativo foi aprovado por unanimidade, isso implica em ações de conscientização de combate ao tráfico de pessoas em Curitiba e região metropolitana no mês de julho de cada ano.Alguns membros das Redes de Enfrentamento ao Tráfico de Pessoas estiveram presentes (NEPT/PR, JOCUM, RUGPV). Também neste mês um dos coordenadores da rede a nível nacional e membro da rede local Pe. Cláudio Ambrozio, marcou presença no Fórum Social Mundial, realizando em Salvador/BA, entre os dias 13 a 17 de março. 

Nos meses de abril e maio a equipe se ocupou em assessorias e debates sobre o tema do tráfico humano em vários grupos de diferentes lideranças. Também se fez presente na campanha ‘Faça Bonito – Contra o abuso e a exploração sexual de crianças e adolescentes.Houve distribuição do folder em escolas, grupos de reflexão, palestra com pais, ruas de cidadania, grupos de jovens, na marcha para Jesus, nas praças e demais espaços. Ainda em maio aconteceu mais uma reunião da Rede e parceiros, foi uma rica manhã de oração, partilha das atividades, estudos e encaminhamentos. 

Chegamos na metade do ano e no mês de junho a Abertura da Semana do Migrante em evento realizado na Assembleia Legislativa do Rio Grande do Sul, iniciativa do Deputado Estadual Nelsinho da CUT juntamente com as lideranças católicas que desenvolvem diversas atividades com os migrantes e refugiados no estado, entre eles o Pe. Gustavo,responsável pela Centro do Migrante dos Padres Scalabrinianos e o coordenador do núcleo de Curitiba, Frei Luiz Carlos Batista.Em Curitiba, participamos da Missa de Encerramento da Semana do Migrante na Paróquia S. José, B. Santa Felicidade, presidida por D. Francisco Cota e concelebrada pelos Padres Scalabrinianos. Recebemos o comunicado encaminhado à CRB/PR e à Coordenação da RUGPV de Curitiba/PR, onde a Dimensão Social da Arquidiocese informou que o Projeto da Rede “Superar a Violência e Resgatar a Dignidade Humana”, com o fim de angariar fundos para as suas atividades foi aprovado com recomendação, ou seja, apenas readequar a planilha com novo valor aprovado de R$ 5.000,00.
Encerramos o primeiro semestre com a reunião da Rede. Estiveram presentes todos os membros da Rede. A reunião teve um momento de oração, breve formação sobre Migração, partilha das atividades realizadas, encaminhamentos e informações de nossa agenda. 

Entramos no segundo semestre participando de várias atividades na semana do ‘Coração Azul’ como panfletagem no aeroporto internacional ‘Afonso Pena’ de Curitiba/PR, no calçadão do centro da capital e demais espaços liberados pelo poder público. Neste período fixamos 700 cartazes da rede sobre os perigos do tráfico nos ônibus da rede metropolitana e cidade de Curitiba/PR e participamos da assembleia da pastoral carcerária do Regional Sul 2.Também participamos do Seminário da Tríplice Fronteira contra o tráfico de pessoas em Foz do Iguaçu/PR. 
 
Na reunião da rede no mês de agosto tivemos a oportunidade de partilhar e rezar essas realidades vividas. Tomar consciência do mês de setembro que nos convida a aprofundar e rezar o tema da Sabedoria. Programar as próximas atividades, estudos e presenças. E assim vamos vivendo cada passo de nossa história como rede nas terras paranaenses. Pela rede ‘Um Grito pela Vida’ – Núcleo de Curitiba/PR Ir. Bernadete Buffon – ICF.

sábado, 4 de agosto de 2018

Semana Coração Azul leva a sociedade do Amazonas a refletir sobre o Tráfico de Pessoas

O Teatro Amazonas tem servido como marco para dar visibilidade à realidade do tráfico de pessoas, e assim encerrar na cidade de Manaus a Semana Coração Azul. Uma peça de teatro feita pelos jovens do Projeto Oséias, assim como a abordagem às pessoas que passavam em torno e que se mostraram muito receptivas, possibilitando um diálogo e informação, foram as atividades desenvolvidas pelas instituições presentes. 

No dia 30 de julho é o Dia Mundial de Enfrentamento ao Tráfico de Pessoas, instituído pela Assembléia Geral da ONU para marcar a data de aprovação do plano global de combate ao tráfico de pessoas. Com esse motivo, na semana em torno a essa data é celebrada a Campanha Coração Azul, com o propósito de sensibilizar para despertar a sociedade em relação às vítimas e encoraja-la a participar do enfrentamento ao tráfico de pessoas. 

A Campanha, que acontece em vários países do mundo, foi assumida no Brasil pelo Ministério da Justiça no ano de 2013. Cada ano vem crescendo o número de instituições, grupos e estados que assumem esta campanha para dar visibilidade ao tráfico de pessoas. No Amazonas, um dos estados onde o tráfico de pessoas é maior em todo o Brasil, a campanha foi coordenada pela Secretaria de Cidadania e Direitos Humanos do Amazonas – SEJUSC, em parceria com a Secretaria de Estadual de Educação – SEDUC, a Secretaria Municipal de Educação – SEMED, o Projeto Oséias e a Rede Um Grito pela Vida.

Como conta Ir. Roselei Bertoldo, da Rede Um Grito Pela Vida de Manaus, “durante essa semana aconteceram diversas atividades, como o processo de sensibilização e prevenção junto a cinco escolas, uma abordagem numa casa abrigo com os povos indígenas Warau e os migrantes venezuelanos que ali moram, onde a gente conseguiu sensibilizar, informar e alertar as pessoas sobre esse crime, principalmente o tráfico de pessoas para o fim de exploração sexual, trabalho escravo e adoção irregular, também o desaparecimento de crianças, que na cidade de Manaus é elevado”. 

Junto com isso, Roselei Bertoldo, reconhece a importância da campanha como instrumento para “alertar não só essas pessoas, com as quais a gente teve o contato direto, mas também a sociedade em geral, para estar atenta, informada e sobretudo fazer a denúncia dos casos de tráfico de pessoas na nossa região”. Ela destaca que “esse é um compromisso, somamos com o poder público na certeza de que é importante que todos façam a sua parte”. Nesse sentido, representante da Rede um Grito pela Vida, tem destacado que no encerramento da campanha “recebemos duas situações de exploração sexual, a qual orientamos para os encaminhamentos e o atendimento”.

A importância do trabalho em comum entre as diferentes Igrejas e a sociedade civil, está, segundo Ir. Valmi Bohn, que faz parte da Coordenação Nacional da Rede um Grito pela Vida, no fato de que “hoje o tráfico de pessoas é um problema social enorme, que acho que não tem solução, mas aquilo que a gente consegue fazer para prevenir é importante, e sozinhos a gente não consegue fazer nada. Precisa entre Igreja, instituições governamentais e sociedade civil para unir forças e poder atingir o máximo de pessoas possíveis nessa prevenção, principalmente dos jovens e as crianças que são as maiores vítimas dentro das grandes vulnerabilidades sociais que nós vivemos hoje”.

Em referencia à tomada de consciência por parte da sociedade, Valmi Bohn ressalta que “me parece que ainda falta bastante, um caminho bem longo, para as pessoas, a sociedade se conscientizar do grande perigo que os filhos, netos correm diante da grande invisibilidade do tráfico de pessoas, que é um mal social que está aí, um crime hediondo e que precisa mais ser sempre colocado em pauta para discussões para a sociedade civil tomar consciência e principalmente pais e mães tomarem consciência de que os filhos deles, de uma forma ou de outra, correm grande perigo, correm risco, e eles têm que ter essa consciência de prevenção para poderem ver elementos e aspectos que possam ajuda-los a se precaver diante desse crime”.




terça-feira, 19 de junho de 2018

APRENDER A SER: ONDE A VIDA GRITA, A REDE SE FAZ PRESENTE!

Neste Porto de esperança e luta, que segue o rítio das águas e se compromete com a vida, A Rede se fez presente dizendo NÃO ao Trafico de Pessoas em PORTO VELHO.
Esta presença marcante de jovens, adultos crianças,  religiosas aconteceu no Projeto de Inclusão Social Aprender a Ser, realizado na comunidade São Francisco de Assis - Vila Princesa, porque APRENDER A DIZER NÃO AO TRAFICO DE PESSOA É NOSSO COMPROMISSO.























Esse é o objetivo do projeto Aprender a Ser :contribuir com a comunidade para que possa dar passos na integração de crianças, jovens e adultos, fortalecendo a esperança de que são capazes de lutar por melhor qualidade de vida com vistas a tornar a Vila Princesa um local onde se vive feliz primando pela inclusão social e o cuidado com o ambiente.
Nossa gratidão a todas as religiosas e leigas envolvidas nesta atividade de prevenção e proteção à vida.Que um Grito pela Vida seja sempre a nossa bandeira. APRENDER A SER, para melhor proteger e cuidar da Vida;esta é missão da REDE UM GRITO PELA VIDA!


























terça-feira, 12 de junho de 2018

A violência contra a mulher e o tráfico humano: desafios e consequências.



O encontro de formação da Rede um Grito pela Vida em Belo Horizonte com as temáticas: A violência contra a mulher e o tráfico humano: desafios e consequências, mostrou que a violência contra a mulher e o trafico de pessoas é um GRITO PELA VIDA, onde ela se encontra mais fragilizada e ameaçada.





A iniciativa dos núcleos de São Paulo e Belo Horizonte, mais uma vez mostrou o compromisso de religiosas, religiosos, leigas e leigos, que na fidelidade ao clamor do Evangelho, no horizonte belo deste movimento a favor da vida e de enfrentando ao tráfico humano fortaleceram sua caminhada. 


A Luz e as pequenas luzes, mais uma vez, brilham e iluminam no meio da escuridão. Uma luz pequena, mas significativa na vida de tantas pessoas, mulheres, crianças, meninas e meninos... que vivem em situação de violência. Assim é a REDE: com suas pequenas luzes, que a participação de cada um e cada uma no combate a esta forma terrível de escravidão moderna. A Ir. Belén, coordenadora nacional,  abordou de forma breve e concisa a trajetória da Rede um Grito pela Vida nos seus 10 anos de existência, assim como o crescimento desta no pais e os desafios que enfrentam no momento presente.

O FEMINICÍDIO  e a condição de ser MULHER



A continuação, duas advogadas populares: Thais Firmato e Mariana Maciel, membros do coletivo Margarida Alves, conduziram com dinâmicas e dados atais o feminicídio no país. Ambas destacaram como o feminicídio está intimamente ligado à condição de ser mulher. O mapa da violência recentemente publicado revela um aumento do 40% de situações de violência contra a mulher.
Ir. M. Helena Morra,  iniciou a temática de Educação, Direitos Humanos e tráfico de pessoas, ilustrando a temática à partir de uma análise da trajetória de 6 mulheres traficadas. Somos religiosas, religiosos, leigos e leigas comprometidos com a vida, somos pequenos "focos de luz" a iluminar o caminho daqueles e daquelas que, devido a crueldade do coração de alguns seres humanos, são vistos como mercadoria, e a VIDA não é uma mercadoria, a VIDA é um DOM SAGRADO DE DEUS! 


























Parabéns aos Núcleos de São Paulo e Belo Horizonte por mais este trabalho de formação e partilha de vida.


sábado, 31 de março de 2018

Corações unidos na luta contra o Tráfico de Pessoas!



"A força que hoje faz brotar a vida habita em nós pela sua graça. É ele quem nos convida pra trabalhar, o amor repartir e as forças juntar".


Em Parintins brota mais uma força de VIDA E ESPERANÇA: nasce mais um  núcleo da Rede Um Grito Pela Vida!

Nosso coração se tornou VERMELHO, AZUL e de todas as cores: em PARINTINS-AM, nasce mais um núcleo da Rede um Grito pela Vida, fruto da articulação Caritas Norte I e Rede Um Grito Pela Vida de Manaus.

Diante da realidade cruel de abuso, exploração sexual e tráfico de pessoas, a Vida Religiosa, os leigos e leigas de Parintins, sentem o apelo e necessidade de formarem uma equipe, para um trabalho de formação permanente e luta contra o trafico de pessoas porque nosso compromisso será sempre o de JOGAR a FAVOR DA VIDA!




Parabéns Núcleo de Parintins!

terça-feira, 13 de março de 2018

Rede Um Grito pela Vida presente no Fórum Social Mundial 2018

Numa construção coletiva, alegre e esperançosa, a Rede Um Grito pela Vida já está credenciada e organizada no seu estande de sensibilização presente no Fórum Social Mundial 2018, onde acontecerá também a distribuição de material informativo sobre o tráfico de pessoas.

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A imagem pode conter: 7 pessoas, incluindo Eurides Alves de Oliveira e Ir Valmi Bohn, pessoas sorrindo, árvore e atividades ao ar livre

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Comisión contra la Trata de la Conferencia Episcopal Brasileña constata la dramática situación de los inmigrantes venezolanos

La situación por la que pasan los inmigrantes venezolanos dispersados en el estado de Roraima es dramática, de auténtica calamidad. Esa es la conclusión a la que han llegado los miembros de la Comisión Episcopal Pastoral Especial para el Enfrentamiento a la Trata de Personas, CEPEETH, por sus siglas en portugués, después de una misión en la región de 28 de febrero a 4 de marzo, encabezados por su presidente, Monseñor Enemesio Lazzaris, y otro de los obispos que forman parte de la Comisión, Monseñor Adilson Busin, a los que se han unido el obispo local, Monseñor Mario Antonio da Silva y su homólogo del otro lado de la frontera, Monseñor Felipe González, obispo del Vicariato Apostólico de Caroní, que tiene su sede en Santa Elena de Uairén.
El objetivo de la visita ha sido encontrar propuestas sobre las contribuciones que la Iglesia brasileña puede llevar a cabo, buscando una mayor incidencia, asistencia y denuncia, después de conocer la situación por la que pasan los inmigrantes venezolanos, a partir del diálogo con diferentes organizaciones de la sociedad civil y de las Iglesias que les están atendiendo, así como desde una presencia solidaria junto a los propios inmigrantes.

Las ciudades de Pacaraima y Boa Vista concentran la mayor parte de los venezolanos, que en un número de unos 1.200, según datos de la Policía Federal brasileña, encargada del control de entradas y salidas del país, atraviesan cada día la frontera entre los dos países. La mayoría se hacinan en albergues improvisados, que en muchos casos poco se diferencian de los campos de refugiados presentes en tantos lugares del planeta. Otros muchos deambulan por las calles o son encontrados caminando, bajo un sol de 40 grados, a lo largo de los 200 kilómetros de la carretera que separa las dos ciudades, lo que les convierten en fáciles víctimas de todo tipo de explotación.
En Pacaraima la atención de los inmigrantes corre a cargo de una fraternidad ecuménica, junto con la parroquia local, donde es párroco el misionero español Jesús López Fernández de Bobadilla, y en cuya casa parroquial se sirven diariamente más de 800 desayunos, para muchos el único alimento que se llevan a la boca a lo largo del día. El centro de acogida de la ciudad reúne a los indígenas Warao, que actualmente son más de 500, en un local pensado inicialmente para 200.



El encuentro ha servido para constatar algunos desafíos que la situación está provocando. Desde la comisión se reconoce que es necesaria una mayor articulación entre las diferentes instancias para mejorar el atendimiento a los inmigrantes, llevado a cabo de forma muy precaria desde que llegan a la frontera, pagando precios muy elevados por los alimentos o por el transporte hasta la capital.
Junto con eso, los centros de acogida soportan un número muy por encima de su capacidad en condiciones de lo más precario, la policía y el ejército llevan a cabo abusos de autoridad, parte de la población local rechaza a los venezolanos, a los que se acusa de cualquier episodio de violencia, se constata la existencia de trata de personas, tráfico de drogas y armas, explotación sexual de niños y adolescentes.

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Redes contra la trata de la CLAR

(Luis Miguel Modino) - La vida religiosa latinoamericana ha asumido la lucha contra la trata de personas como una de sus principales banderas, algo en lo que cuenta con el total apoyo del Papa Francisco, siempre situado al lado de las víctimas. Fruto de esa misión en común, el grupo Trata-CLAR se ha reunido de 20 a 22 de febrero, para estudiar la realidad de los diferentes países del continente en lo que hace referencia a esa lacra social y encontrar caminos que permitan avanzar en ese combate.
La reunión ha tenido lugar en Bogotá, Colombia, y en ella se han hecho presentes representantes de las redes Kausay Cono Sur, Kausay Perú, Ramá de América Central, Raamin de México, Red contra la Trata de la República Dominica, un Grito por la Vida de Brasil y Tamar de Colombia, junto con representantes del Secretariado de la CLAR, Conferencia Caribeña y Latinoamericana de Religiosas/os.
Las representantes han constatado que se está llevando a cabo una apuesta por la prevención, en un trabajo que se está desarrollando con personas de todas las edades, desde niños a adultos, a través de actividades que están ayudando a tener cada día más conciencia sobre lo que es y como se presenta la trata, una realidad que afecta de un modo tan cruel a la sociedad latinoamericana. Estas acciones están ayudando a la gente a protegerse, cuidar unos de otros y llevar a cabo las denuncias.
En una sociedad en la que poco a poco se está dando un retroceso en los derechos adquiridos y en la condena de la trata de personas y del tráfico de drogas, también se están llevando a cabo una serie de luchas que puedan tener una incidencia política y así cobrar a las autoridades un mayor compromiso en la defensa de las víctimas. Al mismo tiempo, las redes denuncian la situación de anomía y corrupción generalizada que se ha instalado en la sociedad latinoamericana, a lo que se une un alto índice de violencia, que se traduce en feminicidios, secuestros, sobre todo de niños, algo muy común en Colombia, situación que se repite en otros países.
Otro aspecto que es constatado por las redes contra la trata es el problema dela emigración, especialmente de los venezolanos, que están llegando masivamente a todos los países, especialmente Brasil y Colombia. Junto con ello, la situación de México y las políticas xenófobas de Trump. En general, la sociedad latinoamericana vive una situación de dolor, retroceso, preocupación, aprensión ante la pérdida de derechos democráticos.
Como reconoce la representante de la Red un Grito por la Vida, Eurides Alves de Oliveira, se trata de "un escenario desalentador, donde se percibe que la exclusión crece, que la violencia se agudiza, que los derechos están cada vez siendo más violados y las garantías son negadas, con políticas públicas ineficientes".
A partir de ahí, las redes contra la trata, desde la fe y de la Palabra de Dios, han querido descubrir los nuevos desafíos, entre los que se destaca la dificultad para llevar a cabo una incidencia política en una sociedad en crisis, donde el tráfico en sus diversas modalidades sólo aumenta; la necesidad de intervenir y acoger solidariamente a los emigrantes, que ayude a humanizar, superar prejuicios, exigiendo a los gobiernos de cada país que se dispense a esas personas un trato humano; otro desafío es la situación de las mujeres, el alto índice de feminicidios, violaciones, explotación sexual y prostitución forzada. Las participantes del encuentro también han denunciado el miedo de las Iglesias a abordar estas problemáticas, inclusive la llamada ideología de género.
Junto con estos desafíos externos, están aquellos que se pueden considerar internos y que hacen referencia a la falta de recursos para el trabajo de las redes, así como dificultades en la comunicación y articulación de las diferentes acciones, que muchas veces se llevan a cabo de forma aislada, siendo necesario entrelazar las fuerzas, juntar energías y movilizarse conjuntamente en torno de esa problemática.
El ejemplo de las parteras Séfora y Fua, desobedientes y valientes, sostenidas por la fe en el Dios de la Vida, que no aprueba los mecanismos de muerte del sistema opresor, sirve a las redes contra la trata para encontrar hoy medios y caminos para salvar la vida, constatando que su misión en el enfrentamiento de la trata es una causa que nace de Dios. Por eso es necesaria audacia, profecía, radicalidad en las posiciones, creatividad en las estrategias, tejiendo redes entre ellas y con la sociedad civil, articulando las fuerzas para hacer presión a los órganos públicos, sin recular ni perder la esperanza ante la situación actual, siendo conscientes que son enviadas y sostenidas por Dios.
Conocer la realidad local, ha ayudado a las partipantes del encuentro a descubrir que "el origen de la trata y de las diferentes modalidades del tráfico está en la desigualdad social", según Eurides Alves de Oliveira. Esta es una realidad que se hace presente en las periferias de Bogotá, como de muchas ciudades latinoamericanas, lo que se traduce en falta de un lugar donde vivir con mínimas condiciones, de trabajo, de educación... Por eso, según la religiosa brasileña, "nuestra lucha será en vano sin un cambio del sistema, de esa economía excluyente, que mata, como dice el Papa Francisco, que genera, sustenta y promueve las formas de explotación y de violencia".