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quarta-feira, 6 de dezembro de 2017

Celebrar a missão - 10 Anos da Rede Um Grito pela Vida

Enfrentamento e prevenção ao Tráfico de Pessoas e Exploração Sexual. Gritamos pela Vida, pelos direitos humanos! Religiosas e religiosos de todo o Brasil, unidos a leigas e leigos, desenvolvem estratégias de prevenção e enfrentamento ao tráfico de pessoas, buscando sensibilizar, informar, denunciar, propor e acompanhar as políticas públicas relacionadas.

Dias de reflexão, união e celebração

O VIII Encontro Nacional da Rede Um Grito pela Vida, realizado em outubro de 2017, trouxe novas perspectivas, desafios e possibilidades de comunhão entre os núcleos regionais para continuar a caminhada no trabalho com as comunidades, escolas e universidades, além do empenho para sensibilizar a própria igreja e o governo para a invisibilidade de um crime que mantém pessoas em condições indignas, expostas à violência e exploração.

Acesse nosso canal: https://youtu.be/tk7DcHFxc8c

segunda-feira, 23 de outubro de 2017

Rede um Grito pela Vida, sinal profético numa sociedade que não respeita a vida de ninguém

Pe. Luis Miguel Modino

O compromisso com o Reino, que nos leva a lutar por um mundo melhor para todos e todas, deve ser uma prioridade que surge do batismo. Respondendo a essa responsabilidade e movida por esse desejo, a vida religiosa no Brasil criou, há 10 anos, a Rede um Grito pela Vida, no intuito de enfrentar e combater o Tráfico Humano.

Em Brasília, de 19 a 22 de outubro, se reuniram 70 religiosas, religiosos e leigas para celebrar a primeira década de existência da Rede, avaliando a trajetória percorrida até agora e projetando o caminho a seguir no futuro, elegendo a nova equipe de articulação nacional e das diferentes regiões.

Rede Um Grito pela Vida

A situação que o mundo e o país vivem, na qual o domínio do sistema neoliberal tem nos levado a uma situação em que não se respeita a vida de ninguém, com perda de direitos e das políticas de inclusão social, tem como consequência o aumento do Tráfico Humano em todas as suas dimensões.

Neste contexto, a Rede, organizada “a partir da fé em Deus e do amor à vida, em palavras de Frei Carlos Mesters, atualmente conta com mais de 200 religiosas e religiosos e 75 leigas e leigos, que fazem parte de uma centena de Congregações espalhadas em quase todos os estados do país, e tem crecido crescido consideravelmente, mesmo com a falta de recursos e recordando que no começo eram apenas 28 pessoas. Aos poucos, a Rede foi ganhando em visibilidade e incidência sociopolítica, fruto de um processo de formação cada vez maior, mesmo que ainda falte o reconhecimento explícito em muitos ambientes eclesiais.

Ir. Barbara Furgal
Nessa perspectiva da presença nas periferias, Bárbara Furgal, Franciscana Missionária de Maria, que trabalha na prelazia de Tefé (Amazonas), que fazia parte da coordenação de articulação nacional da Rede, reconhece que na vida religiosa ainda “falta uma abertura maior para poder ouvir os gritos que vêm da realidade, pois muitas vezes ficamos centradas nas obras e trabalhos que fizemos até agora, em diversas situações que, sem dúvida, no dia a dia, nos tiram a atenção do foco, que deveria ser tentar ouvir os gritos que vêm da sociedade em que a gente vive e do local em que atuamos”.

A irmã Bárbara não duvida em afirmar que devemos ser conscientes e ressalta: “sempre temos mil e uma ideias para resolver as situações, mas acredito que é preciso estar perto do povo, caminhar juntos, ouvir o povo, pois tudo começa por aí, acompanhar vários momentos que fazem parte da vida do povo com quem trabalhamos, nos aproximarmos”.

Padre Mario Geremia C.S
Não podemos esquecer que a luta contra todo tipo de escravidão, dentre elas o Tráfico Humano, é uma prioridade na vida e pontificado do Papa Francisco, que faz constantes chamados no combate dessa situação que sempre atinge os mais vulneráveis da sociedade. Sua permanência é “uma derrota para o mundo, uma vergonha, um crime contra a humanidade”. A superação depende da vontade política que acabe com a impunidade.

Mario Geremia, religioso scalabriniano, referencial do Núcleo do Rio de Janeiro, afirma que a chegada do Papa Francisco tem sido “um grande ar de renovação e um respiro para a vida religiosa e, sobretudo, a confirmação de nossa fé nas causas mais evangélicas e sociais em que estávamos, pois até então não tínhamos apoio, confiança, acompanhamento. Com o Papa Francisco nos sentimos apoiados, com muita confiança e, sobretudo, confirmados na fé”.

Dom Enemésio Lazzaris
Na linha do Papa Francisco, nunca podemos deixar de lado a “necessidade de estar atentos aos sofrimentos dos seres humanos”, segundo Dom Enemésio Lazzaris, Presidente da Comissão Especial para o Enfrentamento ao Tráfico Humano, da Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB). Na Eucaristia de Ação de Graças pelos 10 anos, ele ressaltou que é preciso continuar seguindo o exemplo de Jesus Cristo que se colocou do lado dos pequenos, fragilizados e pecadores”, sendo conscientes que “hoje, em nossa sociedade, existem muitos grupos em risco de cair na vulnerabilidade social”, destacando o papel da Rede como “um grupo de pessoas, sobretudo religiosas, atentas aos gritos de tantas pessoas, principalmente das vítimas de um grande mal, como é o Tráfico Humano”.

Um dos objetivos da Rede é ajudar a sociedade a tomar consciência da problemática do tráfico de pessoas. Nesse ponto, Denise Morra, Missionária do Sagrado Coração de Jesus, Cabrini, que realiza seu serviço pastoral em Teresina, falando sobre a incidência da Rede um Grito pela Vida na sociedade brasileira, reconhece sua importância “na defesa da vida através das diferentes colaborações que vai estabelecendo, particularmente no combate do Tráfico de Pessoas, se tornando reconhecida pelos agentes sociais, pelos movimentos políticos e pelas políticas públicas, aspecto em que temos crescido muito”.

Ir. Denise Morra
A irmã Denise reconhece que a Rede “ainda não tem conseguido contagiar esse sentimento à sociedade brasileira; conseguimos ser visibilizados, mas é preciso fazer um trabalho muito mais pontual de conseguir ganhar espaços públicos, comunitários e também convencimento nos próprios territórios onde estamos”.

Por isso, vê necessário a “formação nas escolas, associações, paróquias e nos abrirmos diante das forças que se têm nos CRAS e CREAS, e principalmente, sair de dentro da Igreja com uma linha mais ecumênica”.

Frei Luiz Carlos Batista, agostiniano, Articulador do Núcleo da Região Sul, formador de sua Ordem em Curitiba, diz que o trabalho na Rede “é uma forma de sair da minha zona de conforto para as periferias existenciais, uma atuação profética, pois como religiosos temos uma vida muito segura, comparada com a maioria das pessoas, em seu dia a dia na sociedade. Nós temos nossos planos de saúde, carro para nos locomover, estudo, viagens, conhecemos línguas e países. Muitas vezes, a maioria do povo não tem e, entre eles, está uma enorme quantidade de pessoas que, na busca de um trabalho, de uma oportunidade na vida, acaba caindo nas redes do tráfico de pessoas, onde os sonhos de jovens e crianças podem se tornar uma armadilha”.


terça-feira, 17 de outubro de 2017

SEMINÁRIO CONTINENTAL CONTRA O TRÁFICO DE PESSOAS - Mensagem Final


Resultado de imagem para CONFERÊNCIA LATINOAMERICANA E CARIBENHA DE RELIGIOSOS E RELIGIOSAS - CLAR


Bogotá – Colômbia, 18 a 20 de agosto de 2017 
Mensagem Final


O espírito do Senhor DEUS está sobre mim; porque o SENHOR me ungiu, para pregar boas novas aos mansos; enviou-me a restaurar os contritos de coração, a proclamar liberdade aos cativos, e a abertura de prisão aos presos. Isaías 61,1

Nós, que nos reunimos durante estes dias em Bogotá, Colômbia, mulheres e homens consagrados e leigas e leigos companheiros na missão na América Latina e Caribe (CLAR), fomos chamados/as a ser cada vez mais conscientes da dignidade do ser humano, da complexidade da realidade que produz novas escravidões de todo tipo, do  nosso compromisso na defesa da vida e da urgência do cuidado da nossa Casa Comum, do ser humano-terra, este binômio inseparável que é o dinamismo básico de nossa mística e nossa profecia.

Sentimos vivamente nestes dias de Encontro e Discernimento que, a partir dos gritos e silêncios das vítimas do Tráfico de Pessoas – a escravidão do século –, Deus tem nos chamou e nos convida a sair depressa, sem demora, ao encontro destas irmãs e irmãos que o sistema tornou mercadoria. Ao estudar os números e as estatísticas, não perdemos nunca de vista que se tratava de pessoas com nome e com uma história violentada, que nunca deixou de estar cheia de dignidade.

A dinâmica deste Seminário nos levou a caminhar a partir de uma compreensão global do fenômeno do Tráfico de Pessoas, especialmente a partir da perspectiva da migração e da infância, até uma reflexão bíblico-teológica para continuar ressignificando nossos carismas ao redor de novos eixos de articulação dados pelos gritos da vida.

O objetivo fundamental deste Seminário é o fortalecimento de nossas Redes em defesa da vida para atuamos juntos contra as redes de morte que tanta dor e desesperança trazem ao mundo atual. Também nos alegramos pelas novas Redes contra o Tráfico que se formarão nas Conferências onde ainda não existem.

Em atitude de saída, reconhecemo-nos pessoas imersas e influenciadas pelo processo global de desumanização marcado por uma crise geral de convivência, intensificação do individualismo e a ruptura progressiva do tecido social e da fraternidade humana fomentados por políticas e leis neoliberais. A partir desta realidade, sentimo-nos movidos/as a caminhar para a ética do cuidado comum, prestando especial atenção aos mais vulneráveis e abandonados da nossa sociedade.

Com a força do Espírito, comprometemo-nos a repensar nossa Vida Consagrada, aguçar os sentidos e recuperar o profetismo dos carismas, com palavras e ações, que nos animem a não deixar sozinhos os que foram forçados pelo sistema injusto a caminhar – excluídos – nas fronteiras da história. Comprometemo-nos a acolher, proteger, promover e integrar as vítimas do Tráfico de Pessoas e de outras escravidões por este sistema que as desumaniza, as coisifica, as aliena e as humilha.

Reconhecemos a importância de realizar processos de formação interdisciplinar e em incidência política para acompanhar integralmente as pessoas atingidas pelo Tráfico e por toda classe de escravidão moderna, desde os pequenos, desde baixo e a partir do dinamismo da esperança. Gostaríamos de ajudar nossas famílias carismáticas, consagrados e leigos, a experimentar indignação ética frente às escravidões modernas e recuperar a partir desta experiência a misericórdia fundante dos carismas. Queremos ser uma Vida Consagrada nova, uma vanguarda profética e não somente uma força de trabalho.

Nossos olhos estão fixos em “Maria, a mulher do primeiro passo”, a crente fiel, a discípula, a mulher do encontro, da saída, da urgência, do serviço, aquela que soube estar ao lado, a do silêncio, Maria a mulher da vida que não deixa de nos assinalar os caminhos de novos encontros.

Abraçamos a todos na paz e com uma profunda solidariedade.

Participantes do Seminário Continental contra o Tráfico de Pessoas[1].

20 de agosto de 2017.

CONFERÊNCIA LATINOAMERICANA E CARIBENHA DE RELIGIOSOS E RELIGIOSAS - CLAR

[1] 97 participantes de 48 Congregações Religiosas e19 países.

quarta-feira, 27 de setembro de 2017

Núcleo da Rede Um Grito pela Vida de Curitiba participa de homenagem feita às famílias de doadores e instituições parceiras da campanha "Doação de Órgãos - Fale sobre isso". É preciso informar para combater o tráfico de pessoas para retirada de órgãos.

A Rede Um Grito pela Vida, núcleo de Curitiba, participou hoje, 27 de setembro, Dia Nacional do Doador de Órgãos e Tecidos para Transplantes, das homenagens feitas às famílias de doadores e instituições parceiras da campanha "Doação de Órgãos - Fale sobre isso".  Esta é uma iniciativa da Secretaria de Saúde, realizada por meio do Sistema Estadual de Transplantes do Paraná. Desde a Campanha da Frateridade de 2014, a Rede tem realizado diversas campanhas com a Central de Transplantes como uma das formas de combate ao tráfico de pessoas para a retirada ilegal de orgãos humanos. 


Para ser doador basta avisar a família, pois é ela que permite ou não a doação de órgãos após a morte encefálica de um ente querido. A doação de órgãos dentro dos padrões da lei e da ética não fere a fé cristã, conforme podemos conferir na Encíclica "O Evangelho da Vida, número 86, do Papa João Paulo II".




Frei Luiz - Articulador da Rede - Núcleo Curitiba

domingo, 10 de setembro de 2017

Um grito pela Vida no Grito dos Excluídos e Excluídas 2017

Basta de corrupção! Basta de exploração!

A imagem pode conter: texto

A Rede Um Grito Pela Vida participou da 23ª Edição do Grito dos excluídos e excluídas junto com as Pastorais Sociais, Cáritas, Movimentos populares, sindicatos e os setores da Arquidiocese. Caminhamos pela rua Itaúba até a bola do produtor na zona leste de Manaus, um encontro de irmãs e irmãos que somaram seus gritos a tanto outros gritos, religiosas, religiosos, leigas, leigos, crianças, juventude e comunidade reivindicando os direitos que lhe estão sendo cerceados. O meio ambiente também foi lembrado, porque tudo está interligado. A Amazônia é nossa! (Sandra Loyo)

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Grito dos Excluídos em BH

Vida em primeiro lugar. 
Nenhum direito a menos. 
#gritopelavida#crbminas 

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Debate Público em Comemoração aos 10 anos da Rede Um Grito pela Vida - Notícias de Teresina


Na última segunda-feira dia 04 de Setembro a Rede Um Grito pela Vida realizou em comemoração aos seus dez anos de existência, Debate Público sobre Tráfico de Pessoas e seus desdobramentos no Plenarinho da Câmara Municipal de Teresina. O evento reuniu a sociedade civil, poder público, judiciário e sociedade em geral, tendo sido realizado em parceria com o Centro da Juventude Santa Cabrini, Coletivo Mulheres Articuladas, Associação das Prostitutas do Estado do Piauí (APROSPI), União das Entidades Comunitárias da Zona Sul (UNECOST), Câmara Municipal de Teresina, Secretaria Municipal de Políticas Integradas (SEMCASPI) através da Gerência de Direitos Humanos e Secretaria Municipal de Políticas Públicas para Mulheres (SMPM) e várias congregações religiosas. 


Durante o evento foi formado um Comitê Municipal Provisório que se reunirá daqui a aproximadamente dois meses de posse de relatório com dados atualizados da Polícia Rodoviária Federal que apontará mapeamento destas vulnerabilidades relacionadas ao Tráfico de Pessoas no Piauí. Outras conquistas deste evento que podem ser pontuadas será a ampliação do debate em audiência pública na Câmara com o apoio da vereadora Teresa Brito; a continuidade da prevenção com atores sociais; trabalho contínuo para alcançar visão holística da temática nas áreas da segurança, justiça, assistência social e educação, envolvendo secretariais municipais e sociedade civil, com a possibilidade de organização de caravanas itinerantes ara cidades do interior.

quarta-feira, 30 de agosto de 2017

Debate Público sobre Tráfico de Pessoas em Teresina






Religiosas e religiosos que compõem a Conferência dos Religiosos do Brasil, unidos a leigos e motivados pelo horizonte inspirador da defesa da vida se colocam na luta contra o Tráfico de Pessoas, crime e grave violação dos direitos humanos, organizadora da Rede Um Grito pela Vida que, em 2017, comemora seus 10 anos de atividade na prevenção e enfrentamento ao Tráfico de Pessoas, realizará no dia 04/09/2017, no Plenarinho da Câmara Municipal de Teresina, debate sobre a temática Tráfico de Pessoas e seus desdobramentos. O evento reunirá movimentos sociais, poder público, judiciário e sociedade em geral e está sendo organizado pela Rede Um Grito pela Vida em parceria com o Centro da Juventude Santa Cabrini, Coletivo Mulheres Articuladas, Associação das Prostitutas do Estado do Piauí (APROSPI), União das Entidades Comunitárias da Zona Sul (UNECOST), Câmara Municipal de Teresina, Secretaria Municipal de Políticas Integradas (SEMCASPI), por meio da Gerência de Direitos Humanos e Secretaria Municipal de Políticas Públicas para Mulheres (SMPM).

A Rede “Um Grito pela Vida” é Intercongregacional. Constituída por aproximadamente 150 religiosas/os de diversas Regionais e Congregações. Um espaço de articulação e ação profético-solidária da Vida Religiosa Consagrada do Brasil. Desde 2006, como parte constitutiva da CRB Nacional, atua de forma descentralizada e articulada com as organizações e iniciativas afins, nas diversas localidades, estados e municípios na defesa da vida.

O tráfico de pessoas é o deslocamento das vítimas para fins de ações como o trabalho em condições análogas à escravidão, exploração sexual, extração de órgãos, adoção ilegal e qualquer tipo de servidão. O Escritório das Nações Unidas sobre Drogas e Crime (UNODC) considera essa a terceira maior atividade criminosa do mundo e a de mais rápido crescimento entre as organizações criminosas transnacionais. Levantamento do GLOBO nos 16 Núcleos de Enfrentamento ao Tráfico de Pessoas (NETP), do Ministério da Justiça, aponta aumento de 8% de vítimas deste crime entre 2015 e 2016: pulou de 740 para 797 pessoas. 


PROGRAMAÇÃO DO DEBATE:


9h30 Abertura – Mensagem de boas-vindas

9h40 Painel I – 10 Anos da Rede Um Grito Pela Vida: caminhada e desafios. 

Denise Alves Morra (Centro da Juventude Santa Cabrini)

10h00 Painel II – A Exploração e o Tráfico de Pessoas na perspectiva do Direitos Humanos.

Maria de Deus de Araújo (Gerência de Direitos Humanos - SEMCASPI)

10h20 Painel III- Tráfico de pessoas e a exploração de crianças e adolescentes.

Dr. Carlos Wagner de Araújo Nery (Juiz do Trabalho - TRT 22ª Região)

10h40 Painel IV – Tráfico de Pessoas e Trabalho Escravo.

Dr. Edno Carvalho Moura (Juiz do Trabalho - TRT 22ª Região)

11h00 Painel V - Tráfico de Pessoas e Exploração Sexual de Mulheres. 

Anamelka Cadena (Núcleo de Feminicídio da Polícia Civil do Piauí)

11h20 Painel VI - O trabalho da PRF no Enfrentamento ao Tráfico de Pessoas. 

Inspetor Juraci (PRF - Comissão Regional de Direitos Humanos)

11h40 Debate

12h00 Encerramento


Núcleo Regional de Teresina
 Articulação Rede Um Grito pela Vida 




sábado, 26 de agosto de 2017

La Vida Religiosa Latinoamericana lanza un grito contra la Trata de Personas


Contra la trata
LM Modino

Lina Peña: "No se puede separar la trata de personas y la migración"

Luis Miguel Modino, 22 de agosto de 2017 a las 22:09
(Luis Miguel Modino, Brasil).- Más de cien personas, procedentes de 15 países, se han reunido este último fin de semana en Bogotá para participar de un Seminario Internacional sobre la Trata de Personas, que ha tenido como tema "El Grito Profético de la Vida Religiosa contra la Trata". Estaban presentes representantes de cinco redes de la Vida Religiosa que actuan en el combate de la Trata.
A partir del método ver, juzgar y actuar, en un primer momento fue presentada la realidad de la Trata en el continente latinoamericano, así como en los diferentes países presentes, constatando con dolor que la crisis actual está provocando el aumento de la Trata, que se presenta en formas cada vez más inhumanas, que provocan mayor sufrimiento y, al mismo tiempo, son más difíciles de ser enfrentadas.
Es una realidad que se ha esparcido en todos los ambientes y que presenta mayores desafíos en las regiones de frontera, manifestándose especialmente en la Trata para fines sexuales y de trabajo esclavo. No podemos olvidar, como señalaba Lina Peña, que forma parte de la Comisión Episcopal para el Servicio de Atendimiento a los Migrantes y Víctimas de la Trata, de la Conferencia Episcopal Colombiana, que no se puede separar la Trata de Personas y la Migración, insistiendo a los presentes sobre la necesidad de mirar con profundidad para descubrir las artimañas de los traficantes, que se aprovechan del movimiento migratorio, cada vez más generalizado como consecuencia de la crisis económica y política.
Según la doctora Peña, es necesario que la Iglesia aborde las cuestiones relacionadas con la Trata de Personas, a partir de una acción humanizadora, solidaria y profética, que no se fije tanto en las cifras como en las personas, colocando como referencia la figura del Papa Francisco, e insistiendo en que hoy en día no es posible enfrentar ningún problema de forma aislada.
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sexta-feira, 25 de agosto de 2017

O grito Profético da Vida Consagrada contra o Tráfico de Pessoas


Seminário Continental Contra o Tráfico de Pessoas

Aconteceu, de 18 a 20 de agosto de 2017, em Bogotá, o Seminário Continental contra o Tráfico de Pessoas. Teve como tema “Onde estão os que te condenaram? Vida Consagrada por uma sociedade sem Trafico", e lema: “ O grito Profético da Vida Consagrada contra o Tráfico de Pessoas”. O objetivo foi sensibilizar, capacitar e acompanhar a Vida Religiosa
Representando o Brasil estiveram as Irmãs: Eurides Alves de Oliveira, ICM, coordenadora nacional da Rede, Ir. Jusciêda Araujo Menezes, CSSF- CRB Nacional e Ir. Rosa Helena Cipres Díaz, EIM- uma das referências da Rede na região nordeste.

O primeiro dia do seminário foi fortemente marcado pela presença vibrante e comprometida das religiosas, religiosos, leigos e leigas de 19 países da América Latina e Caribe, que motivados e motivadas pelo horizonte inspirador da CLAR “Saiamos depressa ao encontro da Vida”, se colocaram a caminho na luta contra esse crime e grave violação dos direitos humanos. Motivados e motivadas a sairmos dos nossos lugares, da nossa zona de conforto e caminharmos... a ir ao encontro do outro, da outra. Inspirados e inspiradas pela presença de nossa mãe Maria, que saiu em uma atitude de prontidão para servir, fomos desafiadas com a seguinte pergunta: E nós, como vida religiosa consagrada para onde devemos sair?

Ir às periferias existenciais, onde a vida clama, nos abrirmos a intercongregacionalidade ao ecumenismo e ao laicato. Sair da nossa zona de conforto e acompanhar os irmãos e irmãos mais empobrecidos. Sair ao encontro das mulheres camponesas, maltratada, oprimidas e exploradas. Sair ao encontro das pessoas desamparadas, sair das nossas estruturas conventuais; sair ao encontro das pessoas traficadas, das crianças, dos jovens..., não ter medo de ir onde a vida está ameaçada; sair das nossas casas ricas e vivermos com as portas aberas em atitude de acolhida; sair ao encontro da vida e abrir as portas de nossas comunidades para acolher as pessoas que chegam de tantos lugares.


Fonte: CRB Nacional - Conferência dos Religiosos do Brasil

quinta-feira, 17 de agosto de 2017

SEMINÁRIO CONTINENTAL CONTRA LA TRATA DE PERSONAS 2017


   Bogotá-Colombia, 18 a 20 de agosto de 2017


A Rede Um Grito pela Vida participa do SEMINÁRIO CONTINENTAL CONTRA LA TRATA DE PERSONAS 2017. 

OBJETIVO: incentivar e acompanhar as redes da vida Consagrada que trabalham contra o tráfico de pessoas na América Latina e Caribe, a partir dos eixos programáticos para sensibilizar e humanizar a vida consagrada e as sociedade em geral.  

Acesse o conteúdo do evento nos links abaixo:

Leituras prévias: Revista CLAR


Presidencia CLAR
  1. Hna. Luz Marina Valencia López, STJ

Comisión Trata de Personas
  1. Hna. Eurides Alves de Oliveira, ICM (Brasil)
  2. P. Guillermo Campuzano Vélez, CM
  3. Hna. Matilde Isabel Chávez Figueroa, RBP
  4. Hna. Carmela Gibaja Izquierdo, SAC
  5. Hna. Sandra Lulier Hernández Medina, SDS
  6. Hna. María Silvia Oliveira Aldaya, SSM


Secretariado CLAR
  1. Hna. Mónica Benavides Domínguez, HDV
  2. Nivia Johanna Paredes Quintero
  3. Luz Dary Rodríguez Rodríguez
  4. Deivis Fernando Rueda Díaz
  5. Martha Viviana Torres López
  6. Ross Mary Vargas Moreno
  7. P. Isaia Birollo, CS
  8. P. Redemtus Anarki Natal, CS

Brasil 23. Hna. Jusciêda Menezes, CSSF 24. Hna. María Luciene Almedia, IBP 25. Hna. Rosa Elena Cipres Díaz, EIM 26. Hna. Yolanda Florentino, ICM


Mais informações:
Calle 64 No. 10-45 Piso 5º. Edificio La Isla. Bogotá – Colombia
(57+1) 310 04 81 / 310 03 92
seminarios@clar.org
www.clar.org


quinta-feira, 3 de agosto de 2017

Rede presente no 1º Simpósio Internacional e 2º Estadual de Combate ao Tráfico De Pessoas


A imagem pode conter: 1 pessoaParticipamos como Rede “UM GRITO PELA VIDA”, no último dia 28 de Julho, sexta-feira, do 1º Simpósio Internacional de Enfrentamento ao Tráfico de Seres Humanos, dentro das programações da IX Semana Nacional de mobilização contra esse terrível mal que se apresenta cada dia mais desafiante em nossa realidade. O evento fez parte da programação da campanha “Coração Azul”, iniciada dia 24 de Julho na Câmara Legislativa do estado de São Paulo, com a participação de autoridades e membros de entidades e movimentos comprometidos direta ou indiretamente com ações que previnem ou combatem esse tipo de crime que ameaça a vida e a dignidade de milhares de pessoas em nosso país e em todo mundo. 


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Foram momentos, sem dúvidas, de grande partilha de conhecimentos, tomada de consciência e sensibilização desta triste realidade que atinge um grande número de mulheres, adolescentes e crianças; migrantes, povos indígenas. Apesar de que ultimamente já se constatam também casos de homens.

Tanto na abertura, dia 24, como no decorrer de todas as falas no Simpósio ficou bastante claro e presente a necessidade de um trabalho conjunto e multidisciplinar envolvendo todos os setores sociais da comunidade, aproveitando de todas as pequenas e grandes ocasiões para informar, alertar e prevenir nossas crianças, adolescentes e jovens para não caírem nas armadilhas muito bem elaboradas por quadrilhas especializadas em transformar sonhos em pesadelos. É um verdadeiro comércio de seres humanos, onde 21 milhões de pessoas são traficadas por ano em todo mundo, movimentando 146 milhões de euros, uma verdadeira escravidão moderna em pleno século 21.

A imagem pode conter: 1 pessoa, sentado
Ir. Eurides Alves de Oliveira
Entre os painéis apresentados no simpósio, destaco a participação de Ir. Eurides A. de Oliveira, coordenadora nacional da Rede “Um grito pela vida, que veio de Manaus especialmente convidada para  apresentar o tema das Rotas ou fluxos que se dá em todo território Nacional. Pela sua atuação missionária na Amazônia tem conhecimento e atuação direta. Foi sem dúvida uma belíssima participação, mesmo porque, juntamente com Pe. Roque  do CENTRO DE APOIO E PASTORAL DO MIGRANTE –CAMI, nos levou a uma reflexão crítica de toda essa realidade, nos convidando a ouvir atentamente aos diversos gritos de hoje. 

O grito da exploração sexual, do Trabalho infantil, da remoção de órgãos, das doações irregulares, do casamento servil, da servidão doméstica, da mendicância, das atividades ilícitas. E por trás de tudo isso o que está em jogo e precisa ser defendida com grande responsabilidade e empenho de todos, é a vida humana que se encontra ameaçada e violada em seus direitos fundamentais. Ir. Eurides ressaltou a preocupação do Papa Francisco que, mais que um grande líder de nossa Igreja, fala a todo mundo como ser humano defensor dos direitos e dignidade humana. Eis as palavras do papa:

O tráfico de pessoas é um crime contra a humanidade... Faz-se necessário uma tomada de responsabilidade política mais forte para vencer nesta frente. Responsabilidade para com os que caíram vítimas do tráfico de pessoas, para proteger seus direitos, e para garantir a incolumidade de seus familiares, para evitar que os corruptos e os criminosos se esquivem da justiça e digam a última palavra sobre as pessoas. Uma intervenção legislativa adequada nos países de origem transito e chegada, também para facilitar a regularidade das migrações, pode reduzir o problema."

O Papa ainda insiste: “Isto não pode continuar: é uma grave violação dos direitos humanos das pessoas vítimas e uma afronta à sua dignidade, além de uma derrota para a comunidade mundial. Todas as pessoas de boa vontade, independentemente de professarem uma religião ou não, não podem permitir que estas mulheres e homens, crianças, sejam tratados como objetos, enganados e violados, muitas vezes vendidos e revendidos com diferentes fins e, por fim, assassinados, ou de qualquer forma, prejudicados no corpo e na mente, e por fim descartados e abandonados. É uma vergonha." (Papa Francisco)

Oxalá possamos a partir de essas reflexões somar esforços e compromisso mais concretos com esta causa.
Irs. Cirley e Eliane p/ Núcleo regional de São Paulo CRB.