terça-feira, 30 de junho de 2020

Rede CLAMOR Brasil: Articulação do trabalho eclesial com migrantes, refugiados e vítimas de tráfico humano

Um dos fundamentos da vida da Igreja é a comunhão, um princípio evangélico, que se concretiza quando se consegue fazer realidade uma articulação em rede, como bem lembra a Irmã Rosita Milesi, do Instituto de Migrações e Direitos Humanos. Nesse campo da mobilidade humana, a Igreja do Brasil vem trabalhando desde há vários anos através de diferentes instituições e serviços, mas se faz necessário dar passos na articulação desse grande labor que está sendo desenvolvido.

A reportagem é de Luis Miguel Modino, publicada originalmente pelo Instituto Humanitas Unisinos.


Nesse avanço, aconteceu uma reunião no dia 26 de junho, convocada pelo secretário da Comissão para a Ação Sócio-transformadora da Conferência Nacional dos Bispos do Brasil – CNBB, frei Olavio Dotto, onde foi apresentada a Rede CLAMOR, que tem sido considerada pelos participantes como um momento muito proveitoso. O encontro virtual contou com a participação do secretário geral da CNBB, Dom Joel Portela, o presidente da Comissão Pastoral Especial para o Enfrentamento ao Tráfico Humano da CNBB, Dom Evaristo Spengler, assim como representantes das organizações que estão atuando nesse campo, como a Rede um Grito pela Vida, a Cáritas brasileira, o Serviço Pastoral do Migrante, o Setor de Mobilidade Humana, que congrega uma série de organizações, como o Apostolado do Mar, a Pastoral da Estrada, a Pastoral dos Ciganos, também representantes dos scalabrinianos, scalibrinianas, da Conferência dos Religiosos do Brasil – CRB, assim como congregações que também participam desta rede nos demais países.

A Rede CLAMOR, que está ligada ao Conselho Episcopal Latino-Americano – CELAM, podendo ser definida, segundo o Padre Agnaldo Júnior, diretor nacional do Serviço Jesuíta a Migrantes e Refugiados, como “um espaço de articulação de serviços que a Igreja católica tem atuando na área da migração, do refúgio e do enfrentamento ao tráfico de pessoas, uma rede de redes”. Essa rede, segundo o jesuíta, está formada pelos departamentos de mobilidade humana de cada Conferência Episcopal, pela Cáritas, que em todos os países atua de alguma forma com esses coletivos de migrantes e refugiados e alguma atenção ao enfrentamento ao tráfico, assim como congregações religiosas, que por carisma, ou por estarem no tema já alguns anos, atuam nesta área: scalabrinianos, scalabrinianas, jesuítas, franciscanos, também algumas irmãs representando a CRB ou a Rede um Grito pela Vida. Junto com isso, as redes de enfrentamento ao tráfico no continente latino-americano e caribenho, a Rede um Grito pela Vida, no Brasil, a Rede Kawsay e a Rede Tamar.

A criação e articulação da Rede CLAMOR no Brasil é de fundamental importância, afirma a irmã Rose Bertoldo, da Rede um Grito pela Vida, “principalmente neste momento histórico em que vivemos, ela tem como proposição articular as forças entre as redes que já existem, entre as instituições que trabalham com migrantes, refugiados e vítimas do tráfico de pessoas”. Essa é uma ideia partilhada pela irmã Rosita Milesi, quem destaca que a rede “se propõe estimular e favorecer um espaço de articulação das instituições e serviços voltados a migrantes, refugiados e vítimas de tráfico humano”.

Nesse sentido, a Rede CLAMOR afirma que "estamos comprometidos com as orientações que, em matéria de ação pastoral com migrantes, refugiados e atenção a vítimas do tráfico humano, o Papa Francisco apresenta, através da seção específica para estas pessoas em mobilidade do Dicastério para o Serviço do Desenvolvimento Humano Integral: acolher, proteger, promover e integrar". Nessa perspectiva, o Padre Agnaldo Júnior insiste em que “é uma realidade que a Igreja não pode ficar indiferente, e, é mais, temos um Papa extremamente identificado, sensibilizado, propulsor de uma ação eficaz, operativa da Igreja junto aos irmãos e irmãs”. É por isso que, em palavras do jesuíta, desde a Rede CLAMOR, “queremos fazer eco de todo o esforço que o Papa Francisco está fazendo desde Roma, como gesto também simbólico, profético, prático, de envolver toda a Igreja. Não é tarefa de alguns, é missão de toda a Igreja olhar essa realidade, cuidar esses nossos irmãos”.

A Rede CLAMOR, ela é importante, afirma Rose Bertoldo, “porque além de articular as forças em nível do Brasil, também a gente fortalece essa articulação em rede a nível de América Latina e Caribe, uma vez que os grandes fluxos migratórios se dão entre esses países”. Nesse trabalho efetivo, a religiosa do Imaculado Coração de Maria destaca “o papel da CRB, com a representação da Rede um Grito pela Vida, mas também enquanto instituição CRB, e da CNBB, que também é uma parceira nesse trabalho junto com a Comissão de Enfrentamento ao Tráfico de Pessoas”. A irmã Rose, que foi auditora do Sínodo para a Amazônia e faz parte do Eixo Fronteiras da Rede Eclesial Pan-Amazônica – REPAM, insiste na importância que ela está tendo na articulação desse trabalho de combate ao tráfico de pessoas e acompanhamento de migrantes e refugiados em nível pan-amazônico.

A reunião te sido momento para concretizar “uma inquietação anterior, desde as três assembleias que já aconteceram no CELAM”, segundo o Padre Agnaldo Júnior, onde o Brasil tinha sido provocado a “buscar alternativas para podermos também consolidar essa rede no Brasil”. Ele insiste no consenso mostrado na reunião em que “há realmente necessidade, a importância de se criar um espaço como esse, articulador, que reforça a identidade, a ação da Igreja, num tema candente como é a migração forçada hoje no mundo”, uma realidade que hoje atinge ao dobro de pessoas que dez anos atrás.

Tanto a Irmã Rosita Milesi como o Padre Agnaldo Junior destacam a importância da CNBB ter assumido essa causa dos migrantes e refugiados. Nesse sentido, a religiosa scalabriniana, insiste em que “Dom Joel Amado Portela acolheu com grande zelo a proposta, expressou seu apoio e contribuiu com valiosas sugestões e encaminhamentos em favor desta iniciativa”, algo que o jesuíta reafirma, dizendo que “Dom Joel, secretário-geral da CNBB, extremamente animado com a proposta, e, de maneira muito prática, tentando dar espaço para o surgimento dessa nova rede, cujo objetivo não é digamos desarticular o que já existe, seja a Comissão Pastoral de Enfrentamento ao Tráfico, seja o Setor Mobilidade Humana, mas ela vem agregar um valor maior, que é particular todas as expressões da Igreja no campo da migração, do refúgio, de enfrentamento ao tráfico e nos ajudar a sentarmos na mesma mesa”.

Nessa importância do apoio institucional da CNBB, o jesuíta destaca “todo o esforço que já foi feito também desde a Conferência Nacional dos Bispos para poder se aproximar mais dessa realidade”. Uma visita que foi feita, ainda em 2018, na fronteira entre o Brasil e a Venezuela, e outra recentemente, esse ano, foi toda a nova presidência da Conferência dos Bispos do Brasil, visitando Boa Vista e Pacaraima, “para ver de perto a realidade e saber o que podemos fazer a mais do que já estamos fazendo, para poder transformar um pouco essa realidade e também amenizar tanto sofrimento que encontramos junto essas pessoas”.

Por isso, o Padre Agnaldo Júnior, insiste em que a criação da Rede CLAMOR no Brasil, vai “nos empoderar mais nas nossas ações, porque juntos somos mais fortes, e também para podermos pensar atividades comuns que possamos fazer não como organizações separadas, fragmentadas, senão como rede no Brasil, realmente, e dar visibilidade à ação da Igreja nessas áreas descritas anteriormente”.

domingo, 7 de junho de 2020

No Ceará, ação solidária socorre famílias em ocupação

                                                                                                                                                                Nesse período de pandemia, muita gente precisa de ajuda. E foi partindo dessa preocupação que um grupo de voluntários, aqui em Iguatu, Ceará, decidiu se juntar e pensar estratégias para amenizar a fome daquelas pessoas que se encontram em dificuldades, devido a situação de isolamento social, impedidas de trabalhar e, muitas, sem receber  receber o auxílio emergencial. Com a ajuda de parceiros de luta do Grande Bom Jardim, em Fortaleza, nós recebemos uma doação de 250 cestas básicas, além de ums um valor para a compra dos kits de higiene. Nesse primeiro momento decidimos atender o público das 4 ocupações da cidade e mais as famílias que sobrevivem do trabalho de reciclagem no lixão. Recebemos estas cestas no dia 14/05/20. Fizemos um mutirão com os voluntários para a higienização rigorosa para evitar qualquer contaminação.

É importante destacar o apoio de parceiros nessa campanha (foto acima), os quais tem nos ajudado direto ou indiretamente nessa missão. Um desses, é a conferência dos Religiosos do Brasil – Núcleo de Iguatu. Com participação de duas Irmãs e um irmão Marista.

Como Rede um Grito pela Vida, aqui na cidade, estou sozinha, mas tenho procurado atuar de alguma forma na defesa da vida junto aos necessitados e, nesse momento, estou contribuindo com essa campanha. Nos diversos núcleos da Região Nordeste as Irmãs atuam em campanhas como essa, na fabricação de máscaras, e outras atividades dentro de suas possibilidades, tendo em vista que a grande maioria se encontra no grupo de risco e não podem sair de casa e nem se expor ao vírus. 

Por aqui a campanha continua, por tempo indeterminado, porque quem tem fome tem pressa. A equipe fará um levantamento das famílias que se encontram mais vulneráveis na cidade e na zona rural para assim atender a esta necessidade básica. 

Se você pode e quer ajudar, junte-se a nós doando qualquer valor, nas contas disponibilizada ou para outras doações através do telefone.


É gratificante, em tempos de isolamento social, mesmo estando em casa, poder contribuir sendo solidária. Tempos difíceis, pois, requer cuidados redobrados para não colocar em riscos nem os voluntários e nem as famílias beneficiadas. Por isso, para toda e qualquer ação, uso obrigatório dos EPIs como:  máscaras, tocas, luvas, aventais e viseiras.

Assim sendo, o trabalho tem se realizado com sucesso através dos voluntários que vão diretamente as famílias e aqueles que não podem sair de casa, contribui como pode nessa articulação. 

Ir. Sirleide Cabral de Oliveira 
Referencial da Rede na Região Nordeste 
Iguatu, CE

Veja as fotosChegada e higienização



  
Cestas prontas para entrega


  

Entrega as famílias das ocupações








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Red Kawsay, da Argentina, celebra 10 anos de missão contra o tráfico de pessoas


Participamos da viva alegria da celebração de 10 anos da nossa rede-irmã, a Red Kawsay, que atua na prevenção e combate ao tráfico humano na Argentina. 


Na segunda-feira, às 18h, um evento virtual dá início ao tempo celebrativo de memória, gratidão e esperança de ser um sinal de alerta “em meio ao um mundo marcado por tantas formas de escravidão”.



Em sintonia com esse momento, as Irmãs Valmi Bohn e Ir. Rosa Helena Cipres Díaz, enviaram vídeo-mensagem à organização argentina.
Assista!


Saudação da Ir. Valmí Bohn
Saudação da Ir. Rosa Helena


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quinta-feira, 28 de maio de 2020

Live debateu os direitos das crianças e adolescentes nos tempos de pandemia



Você viu?

A Irmã Valmi Bohn, idp, integrante da coordenação nacional da Rede Um Grito Pela Vida, participou da live sobre os direitos das crianças e adolescentes: “Desafios e esperanças nos tempos atuais”. A transmissão foi realizada na terça-feira, 26 de maio, promovida pelo líder social Zaqueu Catarino.

Assista: 

terça-feira, 26 de maio de 2020

Pandemia pode provocar aumento do tráfico de pessoas no mundo, alerta relatório do ONU

foto: Nações Unidas/Divulgação

As restrições de viagens devido à COVID-19 não estão impedindo o movimento de pessoas que fogem de conflitos, violações de direitos humanos, violência e condições de vida perigosas, mas as consequências econômicas da pandemia provavelmente levarão a um aumento do contrabando de migrantes e do tráfico de pessoas, de acordo com um relatório lançado em maio (14) pelo Escritório das Nações Unidas sobre Drogas e Crime (UNODC).

O último Relatório de Pesquisa do UNODC analisa possíveis cenários de como o contrabando de migrantes e o tráfico de pessoas para a América do Norte e Europa podem ser afetados pela crise da COVID-19.

Refugiados e migrantes de África Subsaariana, Norte da África, Oriente Médio e Ásia precisam fugir de conflitos e pobreza, enfrentando águas perigosas em mar aberto, onde há reduzidas operações de busca e salvamento, além do risco de transmissão da COVID-19 na ausência de condições básicas de saúde e higiene ao longo do caminho.

As condições de vida de refugiados e migrantes no percurso e nos campos de refugiados foram motivo de grande preocupação por décadas antes da crise de COVID-19. A difusão da pandemia e suas consequências provavelmente colocará ainda mais em risco a vida dessas pessoas.

Apesar das medidas de lockdown nos países europeus e das rígidas restrições de mobilidade, o contrabando de migrantes ao longo das rotas do Mediterrâneo Ocidental e Central continua, devido à continuidade dos conflitos na região. O fluxo ao longo do Mediterrâneo Oriental diminuiu, provavelmente afetado por medidas de contenção ao longo da rota.

O fechamento das fronteiras terrestres, marítimas e aéreas, no entanto, pode resultar em um aumento do contrabando de migrantes. Isso porque as pessoas passam a ter necessidade ainda maior dos serviços de contrabandistas para atravessar fronteiras. Os fechamentos e restrições também frequentemente resultam no uso de rotas e condições mais arriscadas e a preços mais altos, expondo refugiados e migrantes a abusos, exploração e tráfico de pessoas.

Além disso, é provável que a desaceleração econômica global, que traz um aumento acentuado nas taxas de desemprego, amplie o tráfico transfronteiriço de pessoas de países que sofrem deterioração mais duradoura do mercado de trabalho.

A mesma tendência pôde ser observada durante a crise financeira global de 2007-2010, quando vítimas de tráfico de países particularmente afetados por altas taxas de desemprego foram cada vez mais detectadas em países com uma recuperação mais rápida.

As consequências econômicas das medidas adotadas para reduzir a difusão do vírus provavelmente resultarão na perda de empregos e no aumento da pobreza em um grande segmento da população em muitos países. Como aconteceu no passado, isso aumentará as chances de essas pessoas serem alvo de traficantes, de acordo com o UNODC.

Segundo a agência da ONU, o que emerge de uma análise do passado sobre o impacto econômico no tráfico de seres humanos é que uma recuperação assimétrica da próxima crise econômica global aumentará os riscos para pessoas com necessidades econômicas que buscam uma vida melhor no exterior. Isso pode ser ainda mais dramático se a crise econômica for combinada com uma regulação mais rigorosa da mobilidade.

O impacto potencial das restrições relacionadas à COVID-19 e a desaceleração econômica no contrabando de migrantes e no tráfico de pessoas podem ser graves, segundo o UNODC. Esses impactos negativos podem ser mitigados por investimentos em recuperação econômica nos países desenvolvidos e em desenvolvimento e fornecendo caminhos para viagens de migração regulares e seguras para refugiados e migrantes e status regular de imigração nos países de destino.

segunda-feira, 18 de maio de 2020

Núcleo de Belo Horizonte em defesa das crianças e adolescentes


A Conferência dos Religiosos de Minas Gerais (CRB), por meio da Rede Um Grito Pela Vida - Regional Belo Horizonte, se uni a todo à ação nacional  da Rede e a outras entidades nesta importante data do dia 18 de maio – o Dia Nacional de Combate ao Abuso e Exploração Sexual de Crianças e Adolescentes - que se sensibilizam pela causa da infância agredida, abusada, morta, por pessoas que na maioria dos casos, estão muito próximas da vítima. Consciente da sua missão, a Rede se mobiliza na defesa da vida, especialmente de crianças abusadas e pessoas traficadas. 

Neste ano, por conta da pandemia, o núcleo mineiro leva a importante mensagem por meio das redes sociais, com a publicação de um vídeo. Confira!

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domingo, 17 de maio de 2020

Faça Bonito – proteja as nossas crianças e adolescentes


MANAUS – AM | Nas palavras da Irmã Valmi Bohn, idp, da coordenação nacional da Rede Um Grito Pela Vida, a mensagem de união com as forças que lutam pela proteção de todas as crianças e adolescentes. Faça Bonito – Denuncie o Abuso e Exploração Sexual de Crianças e Adolescentes!

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Live - o cuidado da infância


Temos um convite pra você! Nesta segunda-feira, 18 Maio , Dia Nacional de Combate ao Abuso e Exploração Sexual de Crianças e Adolescentes vai acontecer a live sobre o cuidado da infância. A Irmã Valmi Bohn, idp, da coordenação nacional da Rede Um Grito Pela Vida, participa do evento digital que debaterá o direito de toda criança e adolescente um desenvolvimento saudável e seguro, protegido e livre da violência sexual. A live será transmitida na página da PAAM - Jesuítas Brasil (Clique aqui e acesse) Compartilhe esse post na sua rede social e participe com a gente!

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Quem ama protege as crianças e adolescentes


Para o Dia Nacional De Combate ao Abuso e Exploração Sexual de Crianças e Adolescentes, a  mensagem de que é preciso garantir o direito à vida, a liberdade, à saúde, educação e moradia. Quem ama protege! Confira a mensagem da Irmã Maria Bernardete Macarini, icm, da Rede no Rio Grande do Sul e integrante da coordenação nacional da Rede Um Grito Pela Vida.



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sábado, 16 de maio de 2020

ACRE: Mesmo com isolamento social, campanha “Faça Bonito” é realizada nas redes sociais


Mesmo com o isolamento social, por conta da pandemia da Covid-19, a ação da Rede Um Grito Pela Vida em Vila Verde, no Acre, promove a conscientização sobre o dia 18 de maio – Dia Nacional de combate ao abuso e exploração sexual de crianças e adolescentes. Um painel com informações de esclarecimento sobre a causa foi montado. 

Vila Verde está localizada no KM 58 da Rodovia Transacreana, uma comunidade rural com 90 casas.  Ali é a sede da Paróquia Nossa Senhora de Fátima, que conta com 28 comunidades, atendidas pelas Irmãs Dominicanas da Anunciata. 

Mesmo sem poder promover evento alusivo ao 18 de maio, as Irmãs promoveram ação de conscientização com a publicação de vídeo e fotos na internet, através das redes sociais, conforme disse a Ir Celestina Veloso Freitas, mais conhecida como Irmã Tina, que mora nesta comunidade com outras duas religiosas. Irmã Tina também é membro do Núcleo da Rede em Rio Branco (AC) e da Coordenação Nacional da Rede Um Grito Pela Vida.


Confira algumas fotos:











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Conheça a história do Dia Nacional de Combate ao Abuso e a Exploração Sexual de Crianças e Adolescentes


Há 20 anos a Campanha Faça Bonito promove o Dia Nacional de Combate ao Abuso e a Exploração Sexual de Crianças e adolescentes, anualmente, em 18 de maio. Trata-se de um dia de mobilização em prol da prevenção, proteção, denúncia e combate à a este tipo de crime ainda muito presente no Brasil.

Você conhece a história por trás desta data? Conheça mais com a mensagem da Ir. Rosa Helena Cipres Díaz, eim.

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sexta-feira, 15 de maio de 2020

18 de Maio


20 anos de luta!

Contamos com você para a proteção integral de crianças e adolescentes no nosso país.





18 de Maio - Dia Nacional de Combate ao Abuso e à Exploração Sexual de Crianças e Adolescentes



O dia 18 de Maio - “Dia Nacional de Combate ao Abuso e à Exploração Sexual de Crianças e Adolescentes”, instituído pela Lei Federal 9.970/00, é uma conquista que demarca a luta pelos Direitos Humanos de Crianças e Adolescentes no território brasileiro e que já alcançou muitos municípios do nosso país.

Esse dia foi escolhido porque em 18 de maio de 1973, na cidade de Vitória (ES), um crime bárbaro chocou todo o país e ficou conhecido como o “Caso Araceli”. Esse era o nome de uma menina de apenas oito anos de idade, que teve todos os seus direitos humanos violados, foi raptada, estuprada e morta por jovens de classe média alta daquela cidade. O crime, apesar de sua natureza hedionda, até hoje está impune.

A proposta anual da campanha, que nesse ano comemora o 20º ano de mobilização, é destacar a data para mobilizar, sensibilizar, informar e convocar toda a sociedade a participar da luta em defesa dos direitos de crianças e adolescentes. É necessário garantir a toda criança e adolescente o direito ao seu desenvolvimento de forma segura e protegida, livres do abuso e da exploração sexual.

A Rede Um Grito Pela Vida soma nesta luta e participa das mobilizações realizadas pelo Brasil.

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quarta-feira, 22 de abril de 2020

Nota de pesar e solidariedade



A vida dos justos está nas mãos de Deus.
Aos olhos dos insensatos pareceram morrer,
mas eles estão em paz!         

A Rede Um Grito Pela Vida lamenta com profundo pesar o falecimento da Irmã Floranice Santos de Andrade, ocorrido no dia 19 de abril, Domingo da Divina Misericórdia.


Mulher Consagrada, sensível e dedicada ao serviço generoso dos irmãos e irmãs, sobretudo os empobrecidos, Irmã Flora também empenhou sua vida na causa do enfrentamento ao tráfico de pessoas, contribuindo incansavelmente na Rede Um Grito Pela Vida.

Diante de sua páscoa definitiva, manifestamos gratidão a Deus por todo bem que ela realizou.

Aproveitamos esta oportunidade para expressar nossa solidariedade e proximidade espiritual à Congregação das Filhas do SagradoCoração de Jesus, família religiosa da Irmã Flora.

Que o Bom Deus, por intercessão de Santa Josefina Bakhita, a recompense com o descanso eterno.
Coordenação Nacional
Rede Um Grito Pela Vida


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domingo, 8 de março de 2020

“Por nossas vidas: silenciadas jamais”


Na última sexta-feira, 06, mulheres de diversos segmentos sociais realizaram uma manifestação em frente ao Palácio Rio Branco, com o lema “Por nossas vidas: silenciadas jamais”.


Antecipando o Dia Internacional da Mulher, a manifestação aconteceu como uma forma de refletir sobre a dura realidade que se tornou diária na vida de centenas  de companheiras no Brasil e no mundo.


A Rede um Grito pela Vida marcou presença no evento frente a violência  contra as mulheres. em defesa da dignidade e da vida das mulheres, junto com outras entidades e movimentos demos nosso recado e divulgamos nossa missão como Rede em defesa das crianças e adolescentes vítimas da exploração e abuso sexual e contra o Tráfico Humano em todas as suas modalidades.





quinta-feira, 5 de março de 2020

NOVO NÚCLEO DA REDE - ANORI/AM


 Nos dias 21 e23/02, a pedido do Pe. Gordiano, Ir. Roselei e Ir. Valmí estiveram na cidade de Anori, da diocese de Coari, que está situada a 234 Km distante de Manaus, para realizar mais uma formação com um grupo de agentes de pastorais da paróquia com o intuito de iniciar um núcleo da Rede Um Grito pela Vida. Essa iniciativa surgiu a partir da Campanha da Fraternidade, da necessidade de conscientização. 
Após os dois dias o grupo já se organizou com a representação de duas pessoas para a articulação do grupo e já realizaram a primeira reunião. Pe. Giordano se expressou da seguinte forma:“A Fraternidade e a missionariedade nos inspiram e convidam para amar cuidando da vida.As irmãs Rose e Val nos brindaram com a partilha de suas experiências e conteúdos orientadores para a implatação da Rede Um Grito Pela Vida em Anori. Agradecemos a quem participou nesta sexta feira (21/02) e sábado (22/02). Será este nosso gesto BEM CONCRETO da CF 2020.

Louvado seja nosso bom Deus!” (Pe. Gordiano pela equipe).Portanto, com alegria temos mais um Núcleo da Rede iniciando suas atividades. Agradecemos a calorosa acolhida e desejamos ao grupo muitas bençãos e luzes de Deus.




sexta-feira, 7 de fevereiro de 2020

História de Santa Josefina Bakhita


Santa Josefina Bakhita nasceu no Sudão, em 1869 e viveu a dureza da escravidão. Bakhita significa “afortunada” mas não foi o nome dado a ela pelos pais e por uma das pessoas que, certa vez, a comprou.

Por intermédio de um cônsul italiano que a comprou, ela foi entregue a uma família amiga deste de Veneza. Ali, ela tornou-se amiga e também babá da filha mais nova deles que estava para nascer.

Em meio aos sofrimentos e a uma memória toda marcada pela dor e pelos medos, ela foi visitada pelo amor de Deus. Porque essa família de Veneza teve de voltar para a África, em vista de negócios, tanto a filha pequena quanto a babá foram entregues aos cuidados de irmãs religiosas de Santa Madalena de Canossa. Ali, Santa Bakhita conheceu o Evangelho; conhecendo a pessoa de Jesus, foi se apaixonando cada vez mais por Ele.

Com 21 anos, recebeu a graça do sacramento do batismo. Livremente, ela O acolheu e foi crescendo na vida de oração, experimentando o amor de Deus e se abrindo à ação do Espírito Santo.

Quando aqueles amigos voltaram para pegar Bakhita e a criança, foi o momento em que ela expressou o seu desejo de permanecer no local, porque queria ser religiosa. Passado o tempo de formação, recebeu a graça de ser acolhida como religiosa. Isso foi sinal de Deus para as irmãs e para o povo que rodeava aquela região.

Santa Josefina Bakhita, sempre com o sorriso nos lábios, foi uma mulher de trabalho. Exerceu várias atividades na congregação. Como porteira e bordadeira, ela serviu a Deus por intermédio dos irmãos. Carinhosamente, ela chamava a Deus como seu patrão, “o meu Patrão”, ela dizia.

Conhecida por muitos pela alegria e pela paz que comunicava, ela, com o passar dos anos, foi acometida por uma grave enfermidade. Sofreu por muito tempo, mas na sua devoção a Santíssima Virgem, na sua vida de oração, sacramental, de entrega total ao Senhor, ela pôde se deixar trabalhar por Deus, seu verdadeiro libertador. Ela partiu para a glória e foi canonizada pelo Papa João Paulo II no ano 2000.

Oração:

Ó Santa Josefina Bakhita, que, desde menina, foste enriquecida por Deus com tantos dons e a Ele correspondeste com todo o amor, olha por nós.
Intercede junto ao Senhor para que cresçamos no Seu amor e no amor a todas as criaturas humanas, sem distinção de idade, de raça, de cor ou de situação social.
Que pratiquemos sempre, como tu, as virtudes da fé, da esperança, da caridade, da humildade, da castidade e da obediência. Pede, agora, ao Pai do Céu, oh Bakhita, as graças que mais preciso, especialmente (pedido).
Amém.

MISSA PELO DIA MUNDIAL DE ORAÇÃO E REFLEXÃO CONTRA O TRÁFICO DE PESSOAS





Porto Alegre vai participar da Jornada Mundial de Oração e Reflexão contra o Tráfico de Pessoas. O evento é convocação do Papa Francisco para a Igreja Católica. Na capital gaúcha, será celebrada uma Missa na sexta-feira (07), às 16h, na Igreja do Rosário, presidida por Dom Adilson Busin, bispo integrante da Comissão Episcopal Pastoral Especial para o Enfrentamento ao Tráfico Humano da Conferência Nacional dos Bispos do Brasil.

A jornada de Porto Alegre é organizada pela Rede Um Grito pela Vida, da Conferência dos Religiosos do Brasil. O grupo reúne diversas congregações religiosas e grupos sociais que defendem a causa da erradicação do Tráfico. Além disso, conta com o apoio do regional gaúcho da CNBB. O objetivo é o de rezar, conscientizar e pedir políticas públicas para a erradicação desse crime que o Papa chamou de “fenômeno global” e “chaga vergonhosa”.




De acordo a Irmã Maria Bernardete Macarini, religiosa da Congregação das Irmãs do Imaculado Coração de Maria e secretária nacional da Rede Um Grito Pela Vida, a jornada celebra a memória de Santa Josefina Bakhita (1869-1947), sudanesa, primeira santa da África, canonizada no ano 2000. Em vida, Bakhita foi traficada para fins de trabalho doméstico.

“Santa Bakhita também foi escrava, vendida e que sofreu na pele a dor do tráfico humano, da exploração e da violência. Ela, quando adulta, se tornou religiosa. O Papa Francisco instituiu o dia 08 de fevereiro como dia mundial de oração contra o tráfico de pessoas em homenagem a ela, que também é a padroeira das vítimas desse tipo de crime” disse a secretária nacional.

Irmã Bernardete afirma que este é um crime muito presente na sociedade. As vítimas, de crianças a adultos, em sua maioria, são pessoas pobres, especialmente adolescentes e mulheres. Atraídas por proposta de emprego e ganhos volumosos, acabam sendo abusadas ou exploradas sexualmente. O tráfico humano também acontece para fins de trabalho doméstico, trabalho escravo no campo ou na cidade, tráfico de drogas, adoção ilegal e venda de órgãos.

A religiosa aponta que há rotas 28 rotas de tráfico humano no Rio Grande do Sul, sobretudo na região de fronteira, porém, este dado é extraoficial. Não há estatísticas oficiais sobre o número de rotas, vítimas e encaminhamento por parte do estado, que possui em sua estrutura o Núcleo de Enfrentamento ao Tráfico de Pessoas, o NETP/RS.

“O trabalho da Rede Um Grito Pela Vida é o de conscientização, de mobilização e prevenção. No momento em que identificamos alguns casos, o caminho é repassar para o NEPT, que é quem tem autoridade para tal. Entretanto, com as sucessivas mudanças de governo, estamos sempre refazendo as ações, o que dificulta o trabalho de identificar as rotas com precisão e de encaminhar as pessoas.” pontuou.

Irmã Bernardete afirmou ainda que a conscientização da sociedade ainda é o melhor caminho para erradicar o tráfico:

“Como afirma o propósito da jornada, somos chamados a acender uma luz contra o tráfico de pessoas e permanecer em vigília constante” concluiu.

terça-feira, 4 de fevereiro de 2020

Semana Santa Josefina Bakhita e Dia Mundial de Oração e Reflexão contra o Tráfico de Pessoas

De 03 a 08 de fevereiro, vivemos a Semana Santa Josefina Bakhita e do Dia Mundial de Oração e Reflexão contra o Tráfico de Pessoas. Esta é uma oportunidade para reafirmar aquilo que temos como motivação: “Juntos contra o Tráfico de Pessoas”. Confira a mensagem da coordenação nacional da Rede Um Grito Pela Vida.




sexta-feira, 31 de janeiro de 2020

Prelazia de Itacoatiara/AM no dia 28/01/2020

A Rede um Grito pela Vida da Prelazia de Itacoatiara/AM no dia 28/01/2020 realizou um Ato Público para celebrar o dia Nacional de Combate ao Trabalho Escravo.

1º Momento - Ato feito na Avenida Parque - Tivemos o grande apoio de nosso Bispo Dom Ionilton, também da CPT, Casa Maria, UBM, e Caritas local

 2º Momento - Roda de conversa entre um grupo interessado no assunto. Encerramos com um lanche de partilha.