quarta-feira, 29 de julho de 2020

Tráfico Humano: Pandemia aumenta a vulnerabilidade social

 Estejamos alertas!

A pandemia aumento a situação de vulnerabilidade social. É nesse contexto que as redes de tráfico aliciam as vítimas com falsas promessas de emprego e ganho financeiro.



Ouça a mensagem a Irmã Salete Arcari, salvatoriana, da Rede Um Grito Pela Vida em Florianópolis, Santa Catarina.



Não silencie!  Denuncie o Tráfico de Pessoas!

segunda-feira, 27 de julho de 2020

Os números do tráfico humano

No vídeo de hoje, a mensagem do Pastor Marco Aurélio de Sousa, de Goiânia (GO).

Os bilhões de dólares que as redes de tráfico humano faturam estão manchadas de sangue e de sofrimento de milhões de irmãos e irmãs que são enganados, explorados e submetido às piores condições de vida! Você pode rever esse quadro!

Não silencie! Denuncie o Tráfico de Pessoas!

Tráfico Humano e migração

📌67 milhões de pessoas se deslocam pelo mundo em condição de violação de direitos.

Na esperança de alcançar uma vida melhor, acabam caindo nas mãos dos traficantes de pessoas. Suas dignidades são violadas e os sonhos viram sofrimento. Não podemos aceitar essa realidade!

Saiba mais sobre essa realidade na mensagem da Irmã Teresinha Scapin, CIIC, do Núcleo da Rede Um Grito Pela Vida do Acre.

Tráfico Humano e o tráfico de órgãos

Você sabe que o Brasil é um dos cinco países que mais registram transplante ilícito de doadores vivos? Nossa luta é contra o tráfico de órgãos, que também é uma das modalidades de Tráfico Humano!
Junte-se a nós na luta pela vida!

Não silencie! Denuncie o Tráfico de Pessoas!

sexta-feira, 24 de julho de 2020

Live: Tráfico humano em tempo de pandemia


Na semana do Dia Mundial de Enfrentamento ao Tráfico de Seres Humanos, a Rede Um Grito Pela Vida, Núcleo de João Pessoa/PB, abre espaço para o debate sobe o Tráfico Humano em tempo pandemia.



A live acontecerá no dia 28 de julho, às 19h, com transmissão via facebook e youtube (abaixo). Confira as debatedoras e os debatedores.

A atividade conta com o apoio da CRB Nacional.

Campanha “Quanto vale a vida?”


A atriz Dira Paes tem um convite especial - participe da mobilização da campanha “Quanto vale a vida?”, ação da Comissão Episcopal Pastoral Especial para o Enfrentamento ao Tráfico Humano (CEPEETH), da Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB).
O objetivo é mobilizar e sensibilizar a Igreja do Brasil, assim como toda a sociedade brasileira, para o enfreamento ao tráfico de pessoas na semana do Dia Mundial de Enfrentamento ao Tráfico de Pessoas, 30 de julho. Assista!

Pelo fim da exploração de sexual de crianças e adolescentes

BASTA! Pela vida das crianças e adolescentes! Pelo fim da exploração sexual!


Nosso GRITO PELA VIDA denuncia o tráfico humano com fins de exploração sexual das crianças e adolescentes.


Nossa mobilização virtual conta hoje com a mensagem da Elizabeth Leite Quixabeira, da Congregação das Pias Irmãs da Redenção, representante do Núcleo da Rede Um Grito Pela Vida em Fortaleza – Ceará.

Live: 30 anos de Estatuto da Criança e Adolescente - Avanços e desafios

Perdeu a live do Dia 18? Está aqui a oportunidade pra assistir!
A Rede Um Grito Pela Vida, Núcleo da CRB de Belo Horizonte/MG,  realizou no dia 18 de julho uma roda de conversa sobre os 30 anos do ECA: avanços e desafios. Assista.

CNBB realiza mobilização contra o tráfico de pessoas

Campanha “Quanto vale a vida?” denuncia a violação humana que sofrem as vítimas do tráfico de pessoas e pretende sensibilizar Igreja e sociedade.


Entre os dias 26 e 30 de julho, a Comissão Episcopal Pastoral Especial para o Enfrentamento ao Tráfico Humano (CEPEETH), da Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB), realiza a campanha “Quanto vale a vida?”. O objetivo é mobilizar e sensibilizar a Igreja do Brasil, assim como toda a sociedade brasileira, para o enfrentamento ao tráfico de pessoas na semana do Dia Mundial de Enfrentamento ao Tráfico de Pessoas, 30 de julho. A campanha também pretende chamar a atenção do poder público para a promoção e inclusão social das vítimas e a garantia de seus direitos.

Durante a semana serão lançados dois vídeo, spot para rádio e materiais informativos sobre o tema relacionado ao tráfico de mulheres, crianças e migrantes. No dia 29, haverá uma livre com as participações de dom Evaristo Pascoal Spengler e Irmã Eurides Alves de Oliveira, ambos da Comissão Episcopal Pastoral Especial para o Enfrentamento do Tráfico Humano e Roberto Marinucci, do Centro Scalabriniano de Estudos Migratórios. A transmissão será pelas redes Sociais da Cáritas Brasileira. também nesse dia a Comissão convida para a realização de um gesto concreto: acender uma vela e, em oração, fazer um minuto de silêncio pelas vítimas do tráfico de pessoas. Pede-se que tire uma foto da luz e publique em suas redes sociais com as hashtags: #TraficoHumanoNão e #Endhumantrafficking #CNBB.

Diante da gravidade desse crime, a Comissão pede uma atuação firme das instituições públicas, para que haja um efetivo combate a esse mal e a punição de agentes criminosos.
O tráfico humano desumaniza e transforma as pessoas em objetos, arrancando-lhes a dignidade e a liberdade, dois direitos essenciais. O tráfico de pessoas tem várias finalidades, como a exploração sexual, o trabalho escravo, o trabalho doméstico, a comercialização de órgãos e a adoção ilegal, entre outras. A maioria das vítimas do tráfico de pessoas identificadas no mundo é composta por mulheres, crianças e adolescentes, aliciadas para a exploração sexual. Em segundo lugar, vem a finalidade do trabalho escravo.

O papa Francisco atribui enorme importância ao drama de milhões de pessoas – homens, mulheres e crianças –, que são objeto de tráfico e outras formas de escravidão contemporânea. O tráfico de pessoas, afirma Francisco, é um flagelo “atroz, uma chaga”. Segundo o papa, não se pode responder ao tráfico de pessoas apenas com “compromissos solenemente assumidos”. “Devemos ter cuidado com as nossas instituições – e na verdade com todos os nossos esforços – para que sejam realmente eficazes na luta contra estes flagelos”. 
O tráfico de pessoas contraria a ideia de que “Eu vim para que tenham vida, e vida em abundância” (Jo 10,10).

História de uma sobrevivente

A história de Jucilene mostra a violência da situação. Abusada e explorada sexualmente por um parente próximo, dos 10 aos 18 anos, foi expulsa de casa quando o denunciou. Aos 27 anos, apareceu uma oportunidade para que sua vida mudasse. Surgiu na porta da escola onde cursava o Técnico em Enfermagem uma proposta irrecusável: trabalhar no exterior, aprender um novo idioma e crescer profissionalmente. Ela aceitou o convite para mudar-se a Roma, Itália. 

Cerca de 30 dias depois do convite, ela embarcou e aterrissou em um pesadelo. “Quando chegamos ao apartamento em Roma, abriu a porta, entramos e ele a trancou. Estávamos sozinhos em um quarto escuro e abandonado. Quando me virei, ele segurava um revólver. Pegou meu passaporte, me espancou, me estuprou.”

Começava o trabalho escravo para a jovem. Por cerca de três meses, foi abusada sexualmente por seu aliciador, e, à noite, era negociada com outras meninas, nos “clubes” de Roma. “As meninas ficavam em fila, e os clientes olhavam por um buraco, escolhiam e íamos para os quartos que nem tinham camas, nada. Era no chão mesmo, era assustador o que faziam com a gente”, conta Jucilene que se via obrigada a injetar drogas nas demais meninas e em si mesma, para que pudessem suportar as diferentes formas de exploração sexual a que eram submetidas. Se quiser saber mais sobre a história acesse aqui https://bit.ly/3ji80dv. Ela concedeu a entrevista em 2013, mas até hoje ela sofre as consequências desse crime.

Por Alessandra Miranda - CNBB

quinta-feira, 23 de julho de 2020

Tráfico Humano e a adoção ilegal


Não se pode romantizar a adoção ilegal de crianças e adolescentes. É crime! É Tráfico humano! O alerta é feito pela psicóloga Gleide dos Santos Messias, da Rede Um Grito Pela Vida – regional Bahia- Sergipe.


  Não se cale! Denuncie o Tráfico de Pessoas

quarta-feira, 22 de julho de 2020

Retomadas as reuniões da Rede Um Grito Pela Vida – Núcleo de Maceió (AL)

Após alguns meses sem reunião, o Núcleo da Rede Um Grito Pela Vida de Maceió, em Alagoas, promoveu reunião virtual em dia 17 de julho. 

“Foi uma experiência muito positivo e uma alegria poder se encontrar” diz mensagem enviada pelo núcleo.

Na atividade, o planejamento da Rede Um Grito Pela Vida foi conhecido e analisado por todos. O grupo também projetou as próximas ações conjuntas como, por exemplo, a atividade de formação com o estudo do livro “Proteger a infância”.


Sonhos viram pesadelo: a realidade do trabalho escravo

Nossa mobilização hoje fala sobre o Trabalho Escravo. Uma triste realidade que transforma em pesadelo o sonho de milhares de trabalhadores e trabalhadoras. O Tráfico de Pessoas com essa finalidade também deve ser erradicado.
Assista a mensagem do Irmão Vando Rosa De Mendonça, da Rede Um Grito Pela Vida, Núcleo de Belo Horizonte (MG)

terça-feira, 21 de julho de 2020

Tráfico Humano: Mulheres e meninas usadas para a exploração sexual

Mulheres e meninas – estas são as vítimas potenciais do Tráfico de Pessoas. No segundo dia da nossa mobilização contra o Tráfico Humano Internacional, destacamos essa vergonhosa estatística: 75% das vítimas tem rosto feminino e são usadas para fins de exploração sexual. Compartilhe a nossa campanha! Confira a mensagem da Irmã Roselei Bertoldo, ICM, do Núcleo da Rede Um grito Pela Vida de Manaus, no Amazonas

segunda-feira, 20 de julho de 2020

Rede Um Grito Pela Vida inicia mobilização virtual



O Dia Mundial de Enfrentamento ao Tráfico de Seres Humanos acontecerá no próximo dia 30 de julho. A data é uma oportunidade para reflexão, denúncia e luta pela erradicação desse crime, por uma maior incidência política e por mais políticas públicas que assegurem a vida e a dignidade das pessoas traficadas.

Em meio à pandemia do coronavírus, sem a possibilidade de mobilização nas ruas, a Rede Um Grito Pela Vida promove uma mobilização virtual, com foco na disseminação de informação como ação de formação e prevenção.

“Publicaremos vídeos e informações em nosso facebook e no blog. Com isso, queremos mobilizar a Vida Religiosa, aos leigos e leigas parceiros dessa missão, bem como as forças vivas da sociedade nas ações de enfrentamento a esse crime tão presente em nossa realidade” afirma Ir. ‎Ir Valmi Bohn‎, idp, integrante da coordenação nacional da Rede (foto ao lado).

Entre os dias 20 e 30 de julho, os coordenadores e coordenadoras  dos núcleos da Rede Um Grito Pela Vida abordarão, em vídeos, os diferentes aspectos do tráfico humano: perfil das vítimas, modalidades e formas de erradicação.

A mobilização virtual no Brasil não é isolada. Está unidas as demais redes religiosas latino-americanas  que encampam a semana de mobilização.

Acompanhe os conteúdos em nosso blog e no facebook. No primeiro vídeo, a mensagem do jornalista Magnus Regis, que contribui com a comunicação da Rede Um Grito Pela Vida.





segunda-feira, 13 de julho de 2020

30 anos do ECA - Estatuto da Criança e do Adolescente


Com toda sociedade celebramos os 30 anos do ECA - Estatuto da Criança e Adolescente. A Lei nº 8.069/1990, assinada em 13 de julho de 1990, dispõe sobre a proteção integral para as crianças e adolescentes com menos de 18 anos. Foram muitas as conquistas alcançadas, mas há muitos desafios a serem superados. Cada pessoa deve sentir-se parte desta luta de promoção e defesa da vida das nossas crianças e adolescentes!

domingo, 12 de julho de 2020

Live: 30 anos do ECA - avanços e desafios


O ano de 2020 marca os 30 anos do Estatuto da Criança e do Adolescente, o ECA. A Lei nº 8.069/1990, assinada em 13 de julho de 1990, dispõe sobre a proteção integral para as crianças e adolescentes e com menos de 18 anos.

Passadas estas três décadas, quais foram as conquistas? Quais os desafios no hoje da história? E o que o futuro reserva?

São estas as perguntas que serão abordadas durante uma live, no sábado, dia 18 de julho, às 16h, no facebook da Rede Um Grito Pela Vida. 

Live: 30 anos de Estatuto da Criança e Adolescente - Avanços e desafios
Data/Hora: 18 de Julho - 16h

Participam

Rogério Rêgo,
Conselheiro Tutelar em Belho Horizonte (MG)

Irmã Valmi, idp
Integrante da Coordenação Nacional da Rede Um Grito Pela Vida

Davidson Nascimento
Consultor da AconteceMG 

Irmão Vando Rosa de Mendonça
Rede Um Grito pela Vida / CRB MInas Gerais

A live acontece em preparação a 26º Grito dos Excluídos/as.

Assista pelo Facebook. Clique aqui.

terça-feira, 30 de junho de 2020

Rede CLAMOR Brasil: Articulação do trabalho eclesial com migrantes, refugiados e vítimas de tráfico humano

Um dos fundamentos da vida da Igreja é a comunhão, um princípio evangélico, que se concretiza quando se consegue fazer realidade uma articulação em rede, como bem lembra a Irmã Rosita Milesi, do Instituto de Migrações e Direitos Humanos. Nesse campo da mobilidade humana, a Igreja do Brasil vem trabalhando desde há vários anos através de diferentes instituições e serviços, mas se faz necessário dar passos na articulação desse grande labor que está sendo desenvolvido.

A reportagem é de Luis Miguel Modino, publicada originalmente pelo Instituto Humanitas Unisinos.


Nesse avanço, aconteceu uma reunião no dia 26 de junho, convocada pelo secretário da Comissão para a Ação Sócio-transformadora da Conferência Nacional dos Bispos do Brasil – CNBB, frei Olavio Dotto, onde foi apresentada a Rede CLAMOR, que tem sido considerada pelos participantes como um momento muito proveitoso. O encontro virtual contou com a participação do secretário geral da CNBB, Dom Joel Portela, o presidente da Comissão Pastoral Especial para o Enfrentamento ao Tráfico Humano da CNBB, Dom Evaristo Spengler, assim como representantes das organizações que estão atuando nesse campo, como a Rede um Grito pela Vida, a Cáritas brasileira, o Serviço Pastoral do Migrante, o Setor de Mobilidade Humana, que congrega uma série de organizações, como o Apostolado do Mar, a Pastoral da Estrada, a Pastoral dos Ciganos, também representantes dos scalabrinianos, scalibrinianas, da Conferência dos Religiosos do Brasil – CRB, assim como congregações que também participam desta rede nos demais países.

A Rede CLAMOR, que está ligada ao Conselho Episcopal Latino-Americano – CELAM, podendo ser definida, segundo o Padre Agnaldo Júnior, diretor nacional do Serviço Jesuíta a Migrantes e Refugiados, como “um espaço de articulação de serviços que a Igreja católica tem atuando na área da migração, do refúgio e do enfrentamento ao tráfico de pessoas, uma rede de redes”. Essa rede, segundo o jesuíta, está formada pelos departamentos de mobilidade humana de cada Conferência Episcopal, pela Cáritas, que em todos os países atua de alguma forma com esses coletivos de migrantes e refugiados e alguma atenção ao enfrentamento ao tráfico, assim como congregações religiosas, que por carisma, ou por estarem no tema já alguns anos, atuam nesta área: scalabrinianos, scalabrinianas, jesuítas, franciscanos, também algumas irmãs representando a CRB ou a Rede um Grito pela Vida. Junto com isso, as redes de enfrentamento ao tráfico no continente latino-americano e caribenho, a Rede um Grito pela Vida, no Brasil, a Rede Kawsay e a Rede Tamar.

A criação e articulação da Rede CLAMOR no Brasil é de fundamental importância, afirma a irmã Rose Bertoldo, da Rede um Grito pela Vida, “principalmente neste momento histórico em que vivemos, ela tem como proposição articular as forças entre as redes que já existem, entre as instituições que trabalham com migrantes, refugiados e vítimas do tráfico de pessoas”. Essa é uma ideia partilhada pela irmã Rosita Milesi, quem destaca que a rede “se propõe estimular e favorecer um espaço de articulação das instituições e serviços voltados a migrantes, refugiados e vítimas de tráfico humano”.

Nesse sentido, a Rede CLAMOR afirma que "estamos comprometidos com as orientações que, em matéria de ação pastoral com migrantes, refugiados e atenção a vítimas do tráfico humano, o Papa Francisco apresenta, através da seção específica para estas pessoas em mobilidade do Dicastério para o Serviço do Desenvolvimento Humano Integral: acolher, proteger, promover e integrar". Nessa perspectiva, o Padre Agnaldo Júnior insiste em que “é uma realidade que a Igreja não pode ficar indiferente, e, é mais, temos um Papa extremamente identificado, sensibilizado, propulsor de uma ação eficaz, operativa da Igreja junto aos irmãos e irmãs”. É por isso que, em palavras do jesuíta, desde a Rede CLAMOR, “queremos fazer eco de todo o esforço que o Papa Francisco está fazendo desde Roma, como gesto também simbólico, profético, prático, de envolver toda a Igreja. Não é tarefa de alguns, é missão de toda a Igreja olhar essa realidade, cuidar esses nossos irmãos”.

A Rede CLAMOR, ela é importante, afirma Rose Bertoldo, “porque além de articular as forças em nível do Brasil, também a gente fortalece essa articulação em rede a nível de América Latina e Caribe, uma vez que os grandes fluxos migratórios se dão entre esses países”. Nesse trabalho efetivo, a religiosa do Imaculado Coração de Maria destaca “o papel da CRB, com a representação da Rede um Grito pela Vida, mas também enquanto instituição CRB, e da CNBB, que também é uma parceira nesse trabalho junto com a Comissão de Enfrentamento ao Tráfico de Pessoas”. A irmã Rose, que foi auditora do Sínodo para a Amazônia e faz parte do Eixo Fronteiras da Rede Eclesial Pan-Amazônica – REPAM, insiste na importância que ela está tendo na articulação desse trabalho de combate ao tráfico de pessoas e acompanhamento de migrantes e refugiados em nível pan-amazônico.

A reunião te sido momento para concretizar “uma inquietação anterior, desde as três assembleias que já aconteceram no CELAM”, segundo o Padre Agnaldo Júnior, onde o Brasil tinha sido provocado a “buscar alternativas para podermos também consolidar essa rede no Brasil”. Ele insiste no consenso mostrado na reunião em que “há realmente necessidade, a importância de se criar um espaço como esse, articulador, que reforça a identidade, a ação da Igreja, num tema candente como é a migração forçada hoje no mundo”, uma realidade que hoje atinge ao dobro de pessoas que dez anos atrás.

Tanto a Irmã Rosita Milesi como o Padre Agnaldo Junior destacam a importância da CNBB ter assumido essa causa dos migrantes e refugiados. Nesse sentido, a religiosa scalabriniana, insiste em que “Dom Joel Amado Portela acolheu com grande zelo a proposta, expressou seu apoio e contribuiu com valiosas sugestões e encaminhamentos em favor desta iniciativa”, algo que o jesuíta reafirma, dizendo que “Dom Joel, secretário-geral da CNBB, extremamente animado com a proposta, e, de maneira muito prática, tentando dar espaço para o surgimento dessa nova rede, cujo objetivo não é digamos desarticular o que já existe, seja a Comissão Pastoral de Enfrentamento ao Tráfico, seja o Setor Mobilidade Humana, mas ela vem agregar um valor maior, que é particular todas as expressões da Igreja no campo da migração, do refúgio, de enfrentamento ao tráfico e nos ajudar a sentarmos na mesma mesa”.

Nessa importância do apoio institucional da CNBB, o jesuíta destaca “todo o esforço que já foi feito também desde a Conferência Nacional dos Bispos para poder se aproximar mais dessa realidade”. Uma visita que foi feita, ainda em 2018, na fronteira entre o Brasil e a Venezuela, e outra recentemente, esse ano, foi toda a nova presidência da Conferência dos Bispos do Brasil, visitando Boa Vista e Pacaraima, “para ver de perto a realidade e saber o que podemos fazer a mais do que já estamos fazendo, para poder transformar um pouco essa realidade e também amenizar tanto sofrimento que encontramos junto essas pessoas”.

Por isso, o Padre Agnaldo Júnior, insiste em que a criação da Rede CLAMOR no Brasil, vai “nos empoderar mais nas nossas ações, porque juntos somos mais fortes, e também para podermos pensar atividades comuns que possamos fazer não como organizações separadas, fragmentadas, senão como rede no Brasil, realmente, e dar visibilidade à ação da Igreja nessas áreas descritas anteriormente”.

domingo, 7 de junho de 2020

No Ceará, ação solidária socorre famílias em ocupação

                                                                                                                                                                Nesse período de pandemia, muita gente precisa de ajuda. E foi partindo dessa preocupação que um grupo de voluntários, aqui em Iguatu, Ceará, decidiu se juntar e pensar estratégias para amenizar a fome daquelas pessoas que se encontram em dificuldades, devido a situação de isolamento social, impedidas de trabalhar e, muitas, sem receber  receber o auxílio emergencial. Com a ajuda de parceiros de luta do Grande Bom Jardim, em Fortaleza, nós recebemos uma doação de 250 cestas básicas, além de ums um valor para a compra dos kits de higiene. Nesse primeiro momento decidimos atender o público das 4 ocupações da cidade e mais as famílias que sobrevivem do trabalho de reciclagem no lixão. Recebemos estas cestas no dia 14/05/20. Fizemos um mutirão com os voluntários para a higienização rigorosa para evitar qualquer contaminação.

É importante destacar o apoio de parceiros nessa campanha (foto acima), os quais tem nos ajudado direto ou indiretamente nessa missão. Um desses, é a conferência dos Religiosos do Brasil – Núcleo de Iguatu. Com participação de duas Irmãs e um irmão Marista.

Como Rede um Grito pela Vida, aqui na cidade, estou sozinha, mas tenho procurado atuar de alguma forma na defesa da vida junto aos necessitados e, nesse momento, estou contribuindo com essa campanha. Nos diversos núcleos da Região Nordeste as Irmãs atuam em campanhas como essa, na fabricação de máscaras, e outras atividades dentro de suas possibilidades, tendo em vista que a grande maioria se encontra no grupo de risco e não podem sair de casa e nem se expor ao vírus. 

Por aqui a campanha continua, por tempo indeterminado, porque quem tem fome tem pressa. A equipe fará um levantamento das famílias que se encontram mais vulneráveis na cidade e na zona rural para assim atender a esta necessidade básica. 

Se você pode e quer ajudar, junte-se a nós doando qualquer valor, nas contas disponibilizada ou para outras doações através do telefone.


É gratificante, em tempos de isolamento social, mesmo estando em casa, poder contribuir sendo solidária. Tempos difíceis, pois, requer cuidados redobrados para não colocar em riscos nem os voluntários e nem as famílias beneficiadas. Por isso, para toda e qualquer ação, uso obrigatório dos EPIs como:  máscaras, tocas, luvas, aventais e viseiras.

Assim sendo, o trabalho tem se realizado com sucesso através dos voluntários que vão diretamente as famílias e aqueles que não podem sair de casa, contribui como pode nessa articulação. 

Ir. Sirleide Cabral de Oliveira 
Referencial da Rede na Região Nordeste 
Iguatu, CE

Veja as fotosChegada e higienização



  
Cestas prontas para entrega


  

Entrega as famílias das ocupações








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Red Kawsay, da Argentina, celebra 10 anos de missão contra o tráfico de pessoas


Participamos da viva alegria da celebração de 10 anos da nossa rede-irmã, a Red Kawsay, que atua na prevenção e combate ao tráfico humano na Argentina. 


Na segunda-feira, às 18h, um evento virtual dá início ao tempo celebrativo de memória, gratidão e esperança de ser um sinal de alerta “em meio ao um mundo marcado por tantas formas de escravidão”.



Em sintonia com esse momento, as Irmãs Valmi Bohn e Ir. Rosa Helena Cipres Díaz, enviaram vídeo-mensagem à organização argentina.
Assista!


Saudação da Ir. Valmí Bohn
Saudação da Ir. Rosa Helena


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quinta-feira, 28 de maio de 2020

Live debateu os direitos das crianças e adolescentes nos tempos de pandemia



Você viu?

A Irmã Valmi Bohn, idp, integrante da coordenação nacional da Rede Um Grito Pela Vida, participou da live sobre os direitos das crianças e adolescentes: “Desafios e esperanças nos tempos atuais”. A transmissão foi realizada na terça-feira, 26 de maio, promovida pelo líder social Zaqueu Catarino.

Assista: 

terça-feira, 26 de maio de 2020

Pandemia pode provocar aumento do tráfico de pessoas no mundo, alerta relatório do ONU

foto: Nações Unidas/Divulgação

As restrições de viagens devido à COVID-19 não estão impedindo o movimento de pessoas que fogem de conflitos, violações de direitos humanos, violência e condições de vida perigosas, mas as consequências econômicas da pandemia provavelmente levarão a um aumento do contrabando de migrantes e do tráfico de pessoas, de acordo com um relatório lançado em maio (14) pelo Escritório das Nações Unidas sobre Drogas e Crime (UNODC).

O último Relatório de Pesquisa do UNODC analisa possíveis cenários de como o contrabando de migrantes e o tráfico de pessoas para a América do Norte e Europa podem ser afetados pela crise da COVID-19.

Refugiados e migrantes de África Subsaariana, Norte da África, Oriente Médio e Ásia precisam fugir de conflitos e pobreza, enfrentando águas perigosas em mar aberto, onde há reduzidas operações de busca e salvamento, além do risco de transmissão da COVID-19 na ausência de condições básicas de saúde e higiene ao longo do caminho.

As condições de vida de refugiados e migrantes no percurso e nos campos de refugiados foram motivo de grande preocupação por décadas antes da crise de COVID-19. A difusão da pandemia e suas consequências provavelmente colocará ainda mais em risco a vida dessas pessoas.

Apesar das medidas de lockdown nos países europeus e das rígidas restrições de mobilidade, o contrabando de migrantes ao longo das rotas do Mediterrâneo Ocidental e Central continua, devido à continuidade dos conflitos na região. O fluxo ao longo do Mediterrâneo Oriental diminuiu, provavelmente afetado por medidas de contenção ao longo da rota.

O fechamento das fronteiras terrestres, marítimas e aéreas, no entanto, pode resultar em um aumento do contrabando de migrantes. Isso porque as pessoas passam a ter necessidade ainda maior dos serviços de contrabandistas para atravessar fronteiras. Os fechamentos e restrições também frequentemente resultam no uso de rotas e condições mais arriscadas e a preços mais altos, expondo refugiados e migrantes a abusos, exploração e tráfico de pessoas.

Além disso, é provável que a desaceleração econômica global, que traz um aumento acentuado nas taxas de desemprego, amplie o tráfico transfronteiriço de pessoas de países que sofrem deterioração mais duradoura do mercado de trabalho.

A mesma tendência pôde ser observada durante a crise financeira global de 2007-2010, quando vítimas de tráfico de países particularmente afetados por altas taxas de desemprego foram cada vez mais detectadas em países com uma recuperação mais rápida.

As consequências econômicas das medidas adotadas para reduzir a difusão do vírus provavelmente resultarão na perda de empregos e no aumento da pobreza em um grande segmento da população em muitos países. Como aconteceu no passado, isso aumentará as chances de essas pessoas serem alvo de traficantes, de acordo com o UNODC.

Segundo a agência da ONU, o que emerge de uma análise do passado sobre o impacto econômico no tráfico de seres humanos é que uma recuperação assimétrica da próxima crise econômica global aumentará os riscos para pessoas com necessidades econômicas que buscam uma vida melhor no exterior. Isso pode ser ainda mais dramático se a crise econômica for combinada com uma regulação mais rigorosa da mobilidade.

O impacto potencial das restrições relacionadas à COVID-19 e a desaceleração econômica no contrabando de migrantes e no tráfico de pessoas podem ser graves, segundo o UNODC. Esses impactos negativos podem ser mitigados por investimentos em recuperação econômica nos países desenvolvidos e em desenvolvimento e fornecendo caminhos para viagens de migração regulares e seguras para refugiados e migrantes e status regular de imigração nos países de destino.

segunda-feira, 18 de maio de 2020

Núcleo de Belo Horizonte em defesa das crianças e adolescentes


A Conferência dos Religiosos de Minas Gerais (CRB), por meio da Rede Um Grito Pela Vida - Regional Belo Horizonte, se uni a todo à ação nacional  da Rede e a outras entidades nesta importante data do dia 18 de maio – o Dia Nacional de Combate ao Abuso e Exploração Sexual de Crianças e Adolescentes - que se sensibilizam pela causa da infância agredida, abusada, morta, por pessoas que na maioria dos casos, estão muito próximas da vítima. Consciente da sua missão, a Rede se mobiliza na defesa da vida, especialmente de crianças abusadas e pessoas traficadas. 

Neste ano, por conta da pandemia, o núcleo mineiro leva a importante mensagem por meio das redes sociais, com a publicação de um vídeo. Confira!

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domingo, 17 de maio de 2020

Faça Bonito – proteja as nossas crianças e adolescentes


MANAUS – AM | Nas palavras da Irmã Valmi Bohn, idp, da coordenação nacional da Rede Um Grito Pela Vida, a mensagem de união com as forças que lutam pela proteção de todas as crianças e adolescentes. Faça Bonito – Denuncie o Abuso e Exploração Sexual de Crianças e Adolescentes!

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Live - o cuidado da infância


Temos um convite pra você! Nesta segunda-feira, 18 Maio , Dia Nacional de Combate ao Abuso e Exploração Sexual de Crianças e Adolescentes vai acontecer a live sobre o cuidado da infância. A Irmã Valmi Bohn, idp, da coordenação nacional da Rede Um Grito Pela Vida, participa do evento digital que debaterá o direito de toda criança e adolescente um desenvolvimento saudável e seguro, protegido e livre da violência sexual. A live será transmitida na página da PAAM - Jesuítas Brasil (Clique aqui e acesse) Compartilhe esse post na sua rede social e participe com a gente!

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Quem ama protege as crianças e adolescentes


Para o Dia Nacional De Combate ao Abuso e Exploração Sexual de Crianças e Adolescentes, a  mensagem de que é preciso garantir o direito à vida, a liberdade, à saúde, educação e moradia. Quem ama protege! Confira a mensagem da Irmã Maria Bernardete Macarini, icm, da Rede no Rio Grande do Sul e integrante da coordenação nacional da Rede Um Grito Pela Vida.



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sábado, 16 de maio de 2020

ACRE: Mesmo com isolamento social, campanha “Faça Bonito” é realizada nas redes sociais


Mesmo com o isolamento social, por conta da pandemia da Covid-19, a ação da Rede Um Grito Pela Vida em Vila Verde, no Acre, promove a conscientização sobre o dia 18 de maio – Dia Nacional de combate ao abuso e exploração sexual de crianças e adolescentes. Um painel com informações de esclarecimento sobre a causa foi montado. 

Vila Verde está localizada no KM 58 da Rodovia Transacreana, uma comunidade rural com 90 casas.  Ali é a sede da Paróquia Nossa Senhora de Fátima, que conta com 28 comunidades, atendidas pelas Irmãs Dominicanas da Anunciata. 

Mesmo sem poder promover evento alusivo ao 18 de maio, as Irmãs promoveram ação de conscientização com a publicação de vídeo e fotos na internet, através das redes sociais, conforme disse a Ir Celestina Veloso Freitas, mais conhecida como Irmã Tina, que mora nesta comunidade com outras duas religiosas. Irmã Tina também é membro do Núcleo da Rede em Rio Branco (AC) e da Coordenação Nacional da Rede Um Grito Pela Vida.


Confira algumas fotos:











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Conheça a história do Dia Nacional de Combate ao Abuso e a Exploração Sexual de Crianças e Adolescentes


Há 20 anos a Campanha Faça Bonito promove o Dia Nacional de Combate ao Abuso e a Exploração Sexual de Crianças e adolescentes, anualmente, em 18 de maio. Trata-se de um dia de mobilização em prol da prevenção, proteção, denúncia e combate à a este tipo de crime ainda muito presente no Brasil.

Você conhece a história por trás desta data? Conheça mais com a mensagem da Ir. Rosa Helena Cipres Díaz, eim.

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sexta-feira, 15 de maio de 2020

18 de Maio


20 anos de luta!

Contamos com você para a proteção integral de crianças e adolescentes no nosso país.





18 de Maio - Dia Nacional de Combate ao Abuso e à Exploração Sexual de Crianças e Adolescentes



O dia 18 de Maio - “Dia Nacional de Combate ao Abuso e à Exploração Sexual de Crianças e Adolescentes”, instituído pela Lei Federal 9.970/00, é uma conquista que demarca a luta pelos Direitos Humanos de Crianças e Adolescentes no território brasileiro e que já alcançou muitos municípios do nosso país.

Esse dia foi escolhido porque em 18 de maio de 1973, na cidade de Vitória (ES), um crime bárbaro chocou todo o país e ficou conhecido como o “Caso Araceli”. Esse era o nome de uma menina de apenas oito anos de idade, que teve todos os seus direitos humanos violados, foi raptada, estuprada e morta por jovens de classe média alta daquela cidade. O crime, apesar de sua natureza hedionda, até hoje está impune.

A proposta anual da campanha, que nesse ano comemora o 20º ano de mobilização, é destacar a data para mobilizar, sensibilizar, informar e convocar toda a sociedade a participar da luta em defesa dos direitos de crianças e adolescentes. É necessário garantir a toda criança e adolescente o direito ao seu desenvolvimento de forma segura e protegida, livres do abuso e da exploração sexual.

A Rede Um Grito Pela Vida soma nesta luta e participa das mobilizações realizadas pelo Brasil.

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Rede Um Grito Pela Vida
Serviço de Comunicação | comunicargpv@gmail.com

quarta-feira, 22 de abril de 2020

Nota de pesar e solidariedade



A vida dos justos está nas mãos de Deus.
Aos olhos dos insensatos pareceram morrer,
mas eles estão em paz!         

A Rede Um Grito Pela Vida lamenta com profundo pesar o falecimento da Irmã Floranice Santos de Andrade, ocorrido no dia 19 de abril, Domingo da Divina Misericórdia.


Mulher Consagrada, sensível e dedicada ao serviço generoso dos irmãos e irmãs, sobretudo os empobrecidos, Irmã Flora também empenhou sua vida na causa do enfrentamento ao tráfico de pessoas, contribuindo incansavelmente na Rede Um Grito Pela Vida.

Diante de sua páscoa definitiva, manifestamos gratidão a Deus por todo bem que ela realizou.

Aproveitamos esta oportunidade para expressar nossa solidariedade e proximidade espiritual à Congregação das Filhas do SagradoCoração de Jesus, família religiosa da Irmã Flora.

Que o Bom Deus, por intercessão de Santa Josefina Bakhita, a recompense com o descanso eterno.
Coordenação Nacional
Rede Um Grito Pela Vida


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Rede Um Grito Pela Vida
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