Aconteceu no dia 30 de abril, o encontro online do Regional Sul da Rede Um Grito Pela Vida. Coordenações dos núcleos do Rio Grande do Sul, Santa Catarina e Paraná deliberaram sobre o encontro de formação dos/as membros da Rede na região e também a participação na campanha “Faça Bonito”, de combate ao abuso e exploração sexual de crianças e adolescentes, que será nacionalmente celebrada em 18 de Maio. As Irmãs Irmã Valmi Bohn, sdp e Maria Bernardete Macarini, ICM, integrantes da coordenação nacional da Rede, participaram do encontro.
segunda-feira, 3 de maio de 2021
Encontro online do Regional Sul da Rede Um Grito Pela Vida
quinta-feira, 29 de abril de 2021
O tráfico de pessoas para fins de conflitos armados
O tráfico de pessoas para fins de recrutamento forçado para conflitos armados e / ou atividades criminosas é uma violação grave dos direitos humanos que tem crescido na América Latina nos últimos anos. Milhares de pessoas foram afetadas, sendo meninas, meninos, adolescentes e jovens os mais afetados.
Os traficantes e suas redes se aproveitam da falta de proteção e das necessidades econômicas, emocionais e trabalhistas das vítimas; usá-los como objetos de guerra, colocando-os em risco, privando-os de seus projetos de vida e de sua capacidade de tomar decisões.
Denuncie o Tráfico de Pessoas! #Compartilhe
Assista a íntegra: Formação Rede Um Grito Pela Vida para novos/as integrantes
Assista a íntegra da formação da Rede Um Grito Pela Vida para novos/as integrantes. O encontro online foi realizado no dia 17 de abril de 202, via zoom.
No vídeo, assista a apresentação da missão e organização da Rede Um Grito Pela Vida e a palestra “Prevenção ao Tráfico de Pessoas na situação atual”, com a advogada Silvia Cristina Xavier, coordenadora do Núcleo de Enfrentamento ao Tráfico de Pessoas do Paraná.
quarta-feira, 28 de abril de 2021
A pandemia do Tráfico de Pessoas, uma realidade “invisível, disfarçada, quase imperceptível” na Amazônia
O Tráfico de Pessoas, uma realidade definida pelo Papa Francisco como mercantilização da vida, é um desafio cada maior na sociedade atual, também para a Igreja. No Regional Norte 1 da CNBB, o enfrentamento do Tráfico Humano e da exploração sexual de crianças e adolescentes tem sido assumido desde 2011 pela Rede Um Grito Pela Vida.
A pandemia da Covid-19 tem provocado um aumento dessa realidade, algo que tem sido abordado no encontro de formação organizado pela Rede um Grito pela Vida, que refletiu sobre “A realidade das violações dos direitos, abuso, exploração sexual, Tráfico de Pessoas e migração em tempos de pandemia no Regional Norte 1: junto a infância, juventudes e mulheres”.
Estamos diante de uma realidade sempre presente na vida da humanidade, presente na Bíblia, onde já são narradas situações de trabalho escravo, violências, violações de direitos e migrações, segundo Francisco Lima. Não podemos esquecer que história é construída por povos que dominam outros povos, fazendo com que sempre existiu a escravidão do povo.
A escravidão ao longo da história foi permitida durante séculos, era considerada legal e normal. De fato, o Brasil foi um país construído com indígenas e negros traficados, lembrava Francisco Lima. Hoje é uma realidade mascarada, disfarçada e invisível. O Tráfico Humano é a escravidão de nossa época, a mercantilização da vida em nome do lucro, onde pessoas são consideradas mercadorias, insistia o secretário executivo do Regional Norte 1.
Na sociedade atual, uma situação que tem aumentado com a pandemia, existem circunstâncias que facilitam o Tráfico Humano. Uma delas é a miséria diante da falta de emprego ou qualquer fonte de renda, também a ganância, que faz com que as pessoas busquem ter dinheiro sem limites, sem escrúpulos, algo que inclusive acontece por pessoas conhecidas. Junto com isso, outra circunstância é a impunidade, dado que é difícil que os criminosos sejam punidos.
Estamos diante de uma realidade que é a terceira atividade mais lucrativa no mundo, que rende 32 bilhões de dólares por ano. Uma realidade da qual participam muitas pessoas, de toda condição, que é um atentado contra a dignidade da pessoa, segundo Francisco Lima. Existem diversas modalidades desse crime: mendicância, exploração sexual, adoção irregular, servidão doméstica, casamento servil, trabalho escravo, atividades criminosas, venda de órgãos, que são expressões do Tráfico Humano.
A Amazônia é uma das rotas principais do Tráfico Humano no mundo. Francisco Lima refletia sobre a situação dos ribeirinhos e indígenas nas cidades, muitas vezes nas periferias. Diante dessa realidade Jesus nos convida a acolher, dar de comer, cuidar, visitar. Ele lembrava como a Igreja tem buscado dar visibilidade e refletir essa realidade, sobretudo a partir da Campanha da Fraternidade de 2014. Em consequência disso, o Regional Norte 1 assumiu a Migração Forçada e o Tráfico de Pessoas como causa comum nas dioceses e prelazias. O Sínodo para a Amazônia, desde o processo de escuta, e Querida Amazônia, onde o Papa Francisco nos diz que “é preciso indignar-se”, tem ajudado a refletir e dar visibilidade ao Tráfico de Pessoas.
A pandemia tem aumentado a vulnerabilidade das vítimas. Nesse sentido, a realidade do interior nos mostra que existem muitos casos de gravidez precoce, de meninas de 12 e 13 anos, algo que está ajudando a conhecer o trabalho realizado pelo AJURI Amazônico. Estamos numa região onde muitas menores são forçadas a se casar, onde acontece um crescente aumento do trabalho infantil no interior e nas cidades. Na verdade, os dados são pouco conhecidos, um grande problema é a ausência de dados, também a precarização da rede de proteção e do seu funcionamento, dos CMDCAs e dos conselhos tutelares.
Diante dessa realidade somos chamados a olhar a realidade e se articular para transformar, afirmava Marcia Maria de Souza Miranda. A articuladora da Caritas Regional Norte 1, relatava as situações e dificuldades vividas neste tempo de pandemia, insistindo na necessidade de estender o olhar para o interior e trabalhar em rede. O desmonte das políticas públicas, uma realidade cada vez mais presente no Brasil, tem piorado a situação da população, relatava Márcia. Diante disso, a sociedade civil tem se organizado e garantido os direitos do povo.
Um desafio é levar as formações para o interior, onde quase não tem acesso à internet. Isso tem que levar a fortalecer as pastorais sociais, a cuidar da realidade de muitas jovens e adolescentes que para se manterem, no interior e na cidade, acabam caindo na exploração sexual e tráfico de drogas. Se faz necessário continuar animando as pessoas, para que não desanimem diante da realidade de desgoverno e os tantos desafios. É tempo de ousadia, simpatia e profetismo, de resgatar a pastoral de conjunto, para poder superar a pandemia do Tráfico de Pessoas e tantas pandemias presentes na Amazônia e no mundo.
Por: Pe. Luis Miguel Modino | CNBB Norte 1
quinta-feira, 22 de abril de 2021
Parabéns, Irmã Rosa Elena!
sexta-feira, 9 de abril de 2021
Rede Um Grito Pela Vida promove encontro para novos integrantes
A Coordenação Nacional da Rede Um Grito Pela Vida promoverá o encontro para a novos/as integrantes da entidade. O evento será realizado no sábado, 17 de abril, das 16h às 18h (horário de Brasília), via plataforma Zoom.
Segundo Irmã Valmi Bohn, sdp, coordenadora nacional da entidade, o evento online é um oportunidade parar conhecer mais os novos parceiros/as de missão, que recentemente assumiram a causa da defesa da vida, da prevenção e enfrentamento ao tráfico humano.
Na programação do encontro está a apresentação da missão e organização da Rede Um Grito Pela Vida e a palestra “Prevenção ao Tráfico de Pessoas na situação atual”, com a advogada Silvia Cristina Xavier, coordenadora do Núcleo de Enfrentamento ao Tráfico de Pessoas do Paraná.
Segundo Irmã Valmi, “além dos/as novos/as integrantes que já estamos conhecemos, outros/as pessoas interessadas - religiosos, religiosas, leigos e leigas podem participar do nosso encontro virtual. Basta apenas a inscrição via e-mail. Quanto mais parceiros /as nessa missão, mais vidas serão defendidas e resgatadas” disse a religiosa.
Para inscrição basta enviar os dados: Nome completo; Telefone, Cidade e Estado, Congregação; Pastoral /Entidade /ONG para o e-mail gritopelavida@gmail.com. Após, será enviado o link da reunião.
A Rede Um Grito pela Vida é uma entidade da Conferência dos Religiosos/as do Brasil, a CRB Nacional. É formada por religiosos e religiosas de diversas congregações e possui atuação nacional com ações de prevenção e enfrentamento ao tráfico de pessoas. É a iniciativa brasileira que integra a instância mundial da Vida Religiosa Consagrada chamada Talitha Kum, que está presente em mais de 70 países.
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CRB Regional Bahia e Sergipe em reunião online
Mesmo em distanciamento social, o trabalho da Rede Um Grito Pela Vida – Regional Bahia e Segipe não para. Nesta sexta-feira, 09 de abril, Irmãs e leigas participaram de reunião online com os núcleos de Salvador e Aracajú. Na pauta, reflexões sobre a missão, compromisso e o planejamento das ações.
“Num reencontro, mesmo online, um momento único de descontração, encanto e esperança retratado nos olhos cada uma. A luta continua companheiras!” diz mensagem do grupo.
terça-feira, 30 de março de 2021
Celebrando a vida e missão da Rede Um Grito Pela Vida
Celebrando a vida e missão da Rede Um Grito Pela Vida, o núcleo de Porto Alegre/RS transformou um poema em uma bela homenagem em vídeo.
sábado, 20 de março de 2021
O autocuidado foi tema de encontro virtual da Rede Um Grito pela Vida – Região Nordeste
Uma tarde leve, com reflexões esperançosas, de encontro consigo e de vivência da fraternidade – assim pode ser definida a formação promovida pela Rede Um Grito Pela Vida – Região Nordeste, realizada neste sábado, 20 de março.
O encontro, realizado na modalidade virtual, reuniu cerca de 70 pessoas entre religiosas, religiosos, leigas e leigos do nordeste brasileiro e de outros Estados como Minas Gerais, Amazonas e Distrito Federal. O tema, “o autocuidado como fonte de motivação para cuidar do outro”, foi dinamizado por Livania Maria Silva Guimarães, psicóloga clínica e escolar.
Já no início da reunião, os participantes expressaram os sentimentos que traziam consigo. A partir desse ponto, a palestrante abordou o conceito de saúde e de doença, das emoções e da integralidade do ser humano: “Somos seres uno: espiritual, subjetivo, social e físico. O todo afeta as partes, e as partes afeta o todo” disse.
Livania conduziu a todo/as é rememorar experiência emocionais de amor, medo e suas frequências vibratórias. Também evidenciou o cuidado através da corporeidade e apontou ainda os pilares para uma saúde e autoestima melhores. Também foi oportunizada a partilha entre os participantes em grupos menores e, depois, no grande grupo: “Vamos deixar uma posteridade mais saudável. Somos criação e criaturas de Deus para a saúde. Amemo-nos mais!” disse.
Na avaliação da coordenação regional, o encontro atingiu o objetivo: “avalio como positivo tendo em vista o número de participantes, a partilha e a dinâmica aplicada no encontro”, disse Creuza Celestina, coordenadora da Rede Um Grito Pela Vida – núcleo de João Pessoa.
Irmã Sirleide Cabral, osf, referencial da Rede na região Nordeste, disse que o encontro foi positivo, sobretudo porque também acolheu participantes de outros regionais do Brasil: “avalio como muito positiva a nossa formação. Conseguimos alcançar o nosso objetivo. Tenho recebido retorno de agradecimento e de que o nosso encontro foi muito feliz. Nós estávamos realmente precisando. A Livania respondeu ao nosso objetivo que foi o de cuidar de quem cuida, ou seja, animar e fortalecer cada agente da Rede Um Grito Pela Vida na missão de enfrentamento ao tráfico humano” disse.
segunda-feira, 15 de março de 2021
Regional promove formação sobre o auto cuidado
Anote na agenda – um momento para cuidar de quem cuida. A Rede Um Grito Pela Vida - Região Nordeste promove no sábado (20) uma formação virtual com o tema “o auto cuidado como fonte de motivação para cuidar do outro”. O encontro formativo será realizado na plataforma zoom, conforme ID e senha do cartaz abaixo. Participe!
Núcleo de Porto Alegre
domingo, 14 de março de 2021
sexta-feira, 12 de março de 2021
Comissão da CNBB lança Carta Pastoral com pedido de medidas de combate ao tráfico de pessoas agravado na pandemia
A Comissão Episcopal Pastoral Especial para o Enfrentamento ao Tráfico Humano da Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB), e demais entidades que compõem o Fórum Ampliado, divulgaram nesta quinta-feira, 11 de março, uma Carta Pastoral na qual interpelam a Igreja no Brasil, governos e a sociedade brasileira sobre pontos que envolvem a realidade do tráfico de pessoas, agravado pelo pandemia da covid-19.
Integram o Fórum Ampliado de Combate ao Tráfico de Pessoas ligado à Comissão da CNBB a Cáritas Brasileira, a Comissão Brasileira de Justiça e Paz, a Comissão Episcopal Pastoral para a Juventude da CNBB, o Instituto de Migrações e Direitos Humanos, a Pastoral da Mulher Marginalizada, a Pastoral Carcerária e o Serviço Pastoral dos Migrantes.
No documento, as organizações afirmam que “o tráfico humano é uma realidade que atinge prioritariamente as pessoas mais vulneráveis da sociedade: mulheres, juventudes, trabalhadores e trabalhadoras, idosos e idosas, pessoas com deficiências e crianças e adolescentes. Estas, aponta a carta, respondem por 30% de todos os indivíduos traficados segundo a Organizações Mundial das Nações Unidas (ONU).
Leia a íntegra da carta
Brasília, 11 de março de 2021.
CEEPETH – Nº. 0065/21
CARTA PASTORAL
A Comissão Episcopal Pastoral Especial para o Enfrentamento ao Tráfico Humano da Conferência Nacional dos Bispos do Brasil-CNBB e demais entidades que compõe o Fórum Ampliado1, diante da realidade do Tráfico Humano, agravado pela pandemia, posiciona-se e interpela a sociedade sobre os seguintes elementos:
1. O tráfico humano é uma realidade que atinge prioritariamente as pessoas mais vulneráveis da sociedade: mulheres, juventudes, trabalhadores/as, idosos/as, pessoas com deficiências, ou seja, os mais desprovidos economicamente, especialmente às crianças e adolescentes, que segundo levantamento da Organização das Nações Unidas-ONU representam 30% de todos os indivíduos traficados.
2. A pandemia do COVID-19 está colocando o Brasil e o restante do mundo sob enorme atenção e preocupação. Exacerbou e trouxe à tona as escandalosas desigualdades econômicas e sociais sistêmicas que estão entre as principais causas do tráfico humano: o desemprego, a pobreza, a fome, o corte de gastos das políticas públicas, dentre elas, as de enfrentamento as formas de tráfico de pessoas.
3. Neste contexto de isolamento social, os aliciadores/as criaram novos modelos de negócios ao ‘novo normal’, especialmente por meio das modernas tecnologias de comunicação. Um exemplo é o aliciamento dos cidadãos venezuelanos que moram no Brasil e aqueles que ainda estão na Venezuela por meio de anúncios on-line e plataformas de mídias sociais para trabalhos em cidades populosas, ficando altamente vulneráveis ao tráfico para fins de exploração sexual e trabalho escravo.
4. As fronteiras fechadas por conta da pandemia têm acirrado conflitos entre polícia e imigrantes. É preocupante ainda a situação dos imigrantes que recentemente estavam acampados na fronteira do Acre com o Peru. É evidente, pois a importância de continuar tratando com respeito os imigrantes que chegam ao Brasil, e dar-lhes condições dignas de acolhida, assistência e inserção.
5. O mesmo princípio vale para os brasileiros/as em situação de migração interna em busca de trabalho e melhores condições de vida. As recentes ocorrências flagradas de escravidão de norte a sul do país, abrangem setores econômicos diversificados: pecuária, lavouras (especialmente café e cebola), carvoaria, mineração, confecção, construção civil e outros serviços diversos.
6. Diante dessa realidade do tráfico humano, queremos solicitar que as autoridades brasileiras do campo político e eclesial se comprometam a:
• Criar mecanismos para o trabalho articulado das organizações governamentais e da sociedade civil para fortalecer e/ou aprimorar os instrumentos legais adequados às diretrizes internacionais e capazes de dotar os agentes públicos de ferramentas, adaptando respostas para impedir que traficantes de pessoas e aliciadores ajam impunemente durante a pandemia.
• Que as diferentes instancias eclesiais assumam com prioridade o enfrentamento a estes crimes contra a vida humana: realizando formação com as lideranças, subsidiando-as com materiais apropriados de formação, especialmente o guia “Orientações Pastorais Sobre o Tráfico de Pessoas, das Edições CNBB”.
• E para reduzir as desigualdades sociais que lançam as pessoas na roda viva do tráfico de pessoas, interpelamos a todos/as: igreja e sociedade para um empenho coletivo pela vacina já para todos/as, Auxilio Emergencial até o fim da pandemia e um posicionamento claro e firme de denúncia às praticas genocidas do atual governo.
Que Jesus Cristo, aquele que habitou o coração de Santa Josefina Bakhita, escravizada que testemunhou a esperança, nos anime e nos fortaleça para um esforço comum de coragem, paciência e perseverança na luta contra todas as formas modernas de escravidão.
+ Evaristo Pascoal Spengler
Bispo de Marajó/PA
Presidente da Comissão Episcopal Pastoral Especial para o Enfrentamento ao Tráfico Humano
Dom Adilson Pedro Busin, cs
Bispo Auxiliar de Porto Alegre/RS
Dom José Ionilton Lisboa de Oliveira
Bispo de Itacoatiara/AM
Dom José Luiz Ferreira Sales
Bispo de Pesqueira/PE
1 Cáritas Brasileira; Comissão Brasileira de Justiça e Paz; Comissão Episcopal Pastoral para a Juventude; Instituto de Migrações e Direitos Humanos; Pastoral da Mulher Marginalizada, Pastoral Carcerária e Serviço Pastoral dos Migrantes.
SE/Sul Quadra 801 Conj. B / CEP 70200-014 - Brasília - DF – Brasil Fone:(61) 2103 8300 / 2103 8200 / 98173 5967 / 98173 5958 E-mail: traficohumano@cnbb.org.br Site: www.cnbb.org.br
quarta-feira, 10 de março de 2021
Missa recordou o 7º dia da morte de Dom Sérgio Castriani
Manaus/AM - Foi realizada na terça-feira, 09 de março, a missa pelo 7º Dia da morte de Dom Sérgio Eduardo Castriani, arcebispo emérito de Manaus. Na celebração, presidia pelo arcebispo Leonardo Ulrich Steiner, Irmã Roselei Bertoldo, icm, em nome da Rede Um Grito pela Vida leu a seguinte mensagem:
Querido e amado Dom Sérgio
Já se encontra nos braços e abraços de Deus! Enquanto Vida Religiosa Consagrada, rendemos graças a Trindade Santa pela sua vida doada no chão da Amazônia, onde fizeste tua morada, deixastes marcas profunda em cada uma, em cada um de nós, sendo testemunho de um homem simples, cuidadoso com as pessoas, preocupado com os diversos grupos, dando atenção a cada realidade.
Tua Vida de Pastor, de religioso, é um testemunho para todas aquelas e aqueles que abraçam a consagração como vocação e entrega de vida na missão. Foi a missão o que marcou profundamente tua vida, uma missão que o levou a ser verdadeiro testemunho de Igreja em saída, presença misericordiosa nos lugares mais distantes e no meio aos vulneráveis.
Gratidão por estar tão presente na vida da gente! Enquanto Rede Um Grito Pela Vida, sempre nos deu muita força. Lembro que, a cada ano, quando entregávamos o relatório final de atividades da Rede, o senhor o lia com muito carinho. Sempre nos animava e dizia: esse trabalho é a profecia da Vida Religiosa Consagrada, e de Leigas que assumem o cuidado da vida, arriscando suas próprias vidas.
GRATIDÃO Dom Sérgio Eduardo Castriani por toda acolhida! Deixastes marcas profundas, lembranças de uma vida dedicada e sensível às causas sociais, de profunda vivência do Evangelho encarnado na vida.
Gratidão pelo teu SIM, pela tua vida doada e ENCARNDA neste chão sagrado da Amazônia, que pelo seu testemunho nos ensinou a amar, a descobrir nEle e nos seus povos a presença do Deus Encarnado.
Ir. Roselei Bertoldo – Rede Um Grito Pela Vida.
terça-feira, 9 de março de 2021
Campanha Continental da Igreja Católica latinoamericana contra o tráfico
❗❗ MULHERES NÃO SÃO MERCADORIAS. BASTA DE TRÁFICO DE MULHERES ❗❗
Estamos diante de várias violências que se agravam com a pandemia de Covid-19. Mulheres continuam migrando forçadamente em busca de melhores condições de vida para suas famílias e são as maiores vitimas do tráfico humano. No compromisso de proteger as mulheres vítimas, reafirmamos o acompanhamento às sobreviventes das diversas violências. A Comissão Episcopal Pastoral Especial para o Enfrentamento ao tráfico Humano; a Cáritas Brasileira; a Comissão Brasileira de Justiça e Paz; a Comissão Episcopal Pastoral para a Juventude; o Instituto de Migrações e Direitos Humanos; a Pastoral da Mulher Marginalizada e a Pastoral Carcerária somam força à Campanha Continental da Igreja Católica latinoamericana contra o tráfico de pessoas e se comprometem na defesa da vida das mulheres.
🔗 Saiba mais sobre a campanha: https://www.facebook.com/LAContraLaTrata
Manaus: Rede de apoio e proteção às mulheres
O Dia Internacional da Mulher também é uma oportunidade para falar de um dos mais graves problemas que afetam a vida das mulheres – a violência doméstica.
O que fazer para combater essa realidade? Reportagem da Band Manaus destacou as forças da sociedade que compõem a rede de apoio e proteção às mulheres em situação de violência.
A matéria apontou o trabalho da Rede Um Grito Pela Vida. Irmã Rose Bertoldo, icm, foi entrevistada e destacou que a violência do tráfico de pessoas atinge mulheres em situação de migração. A religiosa denunciou a diminuição no atendimento dos casos neste tempo de pandemia. Assista!
Pelo fim da violência contra as mulheres | Rede Um Grito Pela Vida
Assista ao vídeo!
domingo, 7 de março de 2021
Mensagem da coordenação nacional - Dia Internacional da Mulher
O Dia da Mulher é comemorado anualmente em 8 de março. Este dia é uma celebração de conquistas sociais, políticas e econômicas das mulheres ao longo dos anos e em diversos países.
Essa data surgiu a partir da luta das mulheres por melhores condições de vida e trabalho, começou a partir do final do século XIX, principalmente na Europa e nos Estados Unidos. As jornadas de trabalho de 15 horas diárias, os baixos salários e a discriminação de gênero eram alguns dos pontos debatidos pelas manifestantes da época.De acordo com registros históricos, o primeiro Dia da Mulher foi celebrado nos Estados Unidos, em maio de 1908, onde mais de 1.500 mulheres se uniram em prol da igualdade política e econômica no país.
Em agosto de 1910, a jornalista e política feminista Clara Zetkin propôs a realização anual de uma jornada pela igualdade de direitos das mulheres, sem uma data específica.
Vários acontecimentos levaram à criação de um dia especial para as mulheres. Um deles foi o incêndio numa fábrica de camisas em Nova York, ocorrido em 25 de março de 1911, que mataria 146 pessoas, sendo entre elas, 129 mulheres. O número de vítimas se explica pelas péssimas condições de trabalho e porque uma porta estava fechada para impedir a fuga das trabalhadoras.
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| Mulheres foram mortas no incêndio da fábrica |
A manifestação, que contou com mais de 90 mil russas, ficou conhecida como "Pão e Paz", sendo este o marco oficial para a escolha do Dia Internacional da Mulher no 8 de março, data que somente foi oficializada em 1921.
Após este conflito, e com as transformações trazidas com a Segunda Revolução Industrial, as fábricas incorporaram as mulheres como mão de obra barata. No entanto, devido às condições insalubres de trabalho, os protestos eram frequentes. Também nas primeiras décadas do século, as mulheres começam a lutar pelo direito ao voto e à participação política.Apesar disso, por muito tempo, a data foi esquecida e acabou sendo recuperada somente com o movimento feminista nos anos 60. A Organização das Nações Unidas, por exemplo, somente reconheceu o Dia Internacional da Mulher em 1975.
Atualmente, além do caráter festivo e comemorativo, o Dia Internacional da Mulher ainda continua servindo como conscientização para evitar as desigualdades de gênero em todas as sociedades.
Muitas mulheres na busca pela realização de seus sonhos faz com que apostem tudo o que têm em busca de melhores condições de vida. Nos tempos atuais, a mulher continua muito marginalizada em alguns setores da sociedade. Infelizmente a desigualdade e falta de direitos ainda é gritante. Por isso as mulheres vão pra rua, vão a luta para conquistar sempre mais seu espaço e serem independentes.
Em meio a pandemia sabe-se que muitas sofrem abusos e violências dentro de sua casa e muitas vezes por seu companheiro ou alguém da família. Com isso buscam outras soluções e, devido a essa vulnerabilidade, se tornam vítimas fáceis do tráfico de pessoas. Muitas delas atraídas por promessas de emprego fora do país (mesmo com as fronteiras fechadas por causa da pandemia), ou em outro estado. As propostas de dinheiro fácil, com salário em dólar e vida de luxo, são escravizadas ou até perdem a vida.
Neste dia 8 de Março, toda mulher – menina, adolescente, jovem ou adulta é convocada a fazer um momento de silencio por tantas mulheres que sofrem com a exploração imposta pelos homens ou pela sociedade.
Nós Mulheres da Rede Um grito pela vida, nos unimos a todas as mulheres vítimas de diversas violências, e convidamos a cada uma a não desistir de seus sonhos.
PARABÉNS neste dia 8 de Março, a todas as mulheres que lutam pela vida e por dias melhores. Estamos juntas nesta luta.
Irmã Valmí Bohn – IDP
Coordenadora Nacional
Rede Um Grito Pela Vida
quinta-feira, 4 de março de 2021
Nota de pesar e solidariedade - Dom Sergio Eduardo Castriani
Com profundo pesar, a Rede Um Grito Pela Vida, através de sua coordenação nacional, recebeu a notícia de falecimento de Dom Sergio Eduardo Castriani, C.S.Sp. arcebispo emérito de Manaus (AM), ocorrido na noite desta quarta-feira, 03 de março.
Dom Sérgio foi um grande missionário que viveu o projeto de Jesus no chão sagrado da Amazônia e em todos os espaços onde se fez presente. Foi um pastor zeloso, homem de grande misericórdia e sensível às dores do povo.
A causa do enfrentamento ao tráfico humano sempre esteve presente em seu coração de pai, por isso, sempre incentivou a missão da Rede Um Grito Pela Vida em Manaus e em todo o Norte brasileiro. Sempre tinha uma palavra de ânimo, de entusiasmo e coragem. Era conhecedor dessa triste realidade que assola as mulheres e s crianças da Amazônia. Diante dessa realidade nunca hesitou em ser presença afetiva e efetiva na missão da Rede.
03de março de 2021.
quarta-feira, 3 de março de 2021
Live debaterá enfrentamento ao tráfico humano e exploração sexual - missão de todos nós
“Enfrentar o Tráfico Humano e a Exploração sexual: É missão de todos nós.” – este é o tema da live formativa que será promovida no próximo dia 10 de março, às 19h30min.
O evento virtual é promovido pelas alunas do Curso de Formação de Lideranças Comunitárias e Sociais, da Universidade do Extremo Sul Catarinense, a Unesc, e será transmitido via Youtube (link abaixo).
Participam do evento: Elvy Monzat Arraga, jornalista e secretário executivo da REPAM; Irmã Rose Bertoldo, ICM, integrante da REPAM e da Rede Um Grito Pela Vida; Ir. Marie Henriqueta, NCM, referência no combate à exploração sexual de crianças e adolescentes no Pará; e a presença cultural do cantor e compositor Zé Vicente.
A live é apoiada pela Conferência dos Religiosos (as) do Brasil, a CRB, pela Rede Um Grito Pela Vida e a Pastoral da Criança.
terça-feira, 2 de março de 2021
sexta-feira, 19 de fevereiro de 2021
Núcleo de Curitiba promove encontro online
Os membros da Rede Um Grito pela Vida, núcleo de Curitiba/PR, participaram de encontro virtual na quinta-feira, 18 de fevereiro.
O encontro recordou e avaliou as ações realizadas no dia 08 de fevereiro, Dia de Santa Bakhita e Dia Mundial Contra o Tráfico de Pessoas. Além disso, também foi feita um momento de formação:
“Tivemos momento estudos sobre os números da Encíclica Fratelli Tutti que falam do tráfico de pessoas e das migrações” disse o Fr. Luiz Carlos Batista.
Ainda na ocasião, os membros planejaram as atividades para o ano de 2021.
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Envie sua notícia: comunicargpv@gmail.com
Irmãs da Providência de GAP participam do Dia Mundial contra o Tráfico de Pessoas
Seja na oração comunitária ou nas comunidades eclesiais, na Bahia, a Congregação das Irmãs da Providência de GAP celebrou o compromisso da luta contra o tráfico humano.
Por ocasião do dia 08 de fevereiro, Dia Mundial de oração e reflexão contra o tráfico de pessoas, as religiosas levaram a mensagem de uma economia sem tráfico humano.
Na missa e na comunidade religiosa, as Irmãs refletiram e rezaram pelo fim dessa modalidade de crime, acendendo uma luz pelo fim do sofrimento e exploração de tantas vítimas.
Prelazia de Itacoatiara reza pelo fim do tráfico humano
“ Eu acendo uma luz contra o Tráfico de pessoas”!
Aos 08 de fevereiro, Dia Mundial de Oração e Reflexão Contra o Tráfico de Pessoas, A Prelazia de Itacoatiara, no Amazonas, em comunhão com a Rede Um Grito Pela Vida e toda a Igreja, em memoria a Santa Bakita, padroeira das pessoas traficadas e escravizadas, realizou-se dois momentos de oração e reflexão.
Às 16 horas, Dom José Ionilton Lisboa de Oliveira, bispo prelado, convidou alguns membros das Caritas e da campanha Puxirum pela vida para participarem de um momento orante, dando início com a História de Santa Bakita. Em seguida cada membro acendia uma vela contra o tráfico de pessoas, em dois coros, rezou-se o Pai nosso pelas crianças vítimas de abuso e exploração sexual. Logo após, concluiu-se com a melodia do hino da rede, refletindo em silêncio cada estrofe do canto e a benção do Bispo.
Às 19 horas, alguns membros da coordenação da rede (Rosa, Ana, André) fez uma live com a participação da Irmã Joemia em chamada de vídeo. Lembrando que outros membros da equipe rezaram e acenderam suas velas participando em casa. Foi realizado um momento de celebração, iniciando com o hino da rede, uma introdução a história de Santa Bakita, em seguida, acendeu-se as velas e refletia-se sobre o tema: Tráfico de pessoas e economia sem tráfico. Após a reflexão, rezamos o Pai Nosso e foram feitos alguns intensões pelas crianças que foram traficadas, e todas as pessoas em situação de tráfico.
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Por: Ir. Joemia Santos da Purificação
Irmãs Negras Agostianianas na luta contra o tráfico humano
Compartilhamos as fotos enviadas pela Congregação das Irmãs Negras Agostinianas, de Salvador/BA, que promoveu um momento orante em comunhão com Dia Mundial de Oração Contra Tráfico de Pessoas. A Congregação está comprometida com a defesa e promoção da vida, especialmente a causa das vidas ameaçadas pelo tráfico humano.


































