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quarta-feira, 21 de setembro de 2016

Consulta Pública sobre o Plano Estadual de Enfrentamento da Violência Sexual contra Crianças e Adolescentes - Amazonas


O Conselho Estadual de Crianças e Adolescentes do Amazonas  (Cedca), vinculado à Secretaria de Justiça, Direitos Humanos e Cidadania ( Sejusc ), disponibiliza à população por meio de Consulta Pública,  o Plano Estadual de Direitos Humanos de Crianças e Adolescentes. A consulta ficará disponível em um prazo de 40 dias a partir da data de publicação (22/08/2016).


Sugestões de alterações, supressões, inclusões e outros devem ser enviados ao e-mail  cedca@seas.am.gov.br com o título “Consulta Pública/Plano Estadual”.

Plano Estadual de Enfrentamento a Violência Sexual de Crianças e Adolescentes

Reunião do Comitê de Enfrentamento ao Tráfico de Pessoas - Formação e Intervenção Social

Avaliamos as ações da Campanha Coração Azul e projetamos outros processos e atividades para a continuidade da luta contra o tráfico de pessoas. A Rede Um Grito pela Vida se reuniu com os parceiros para organizar o Momento Formativo e a Ação de Intervenção Social que realizaremos no dia 23 de setembro, Dia Internacional de Enfrentamento ao Tráfico de Mulheres e Crianças para fins de Exploração Sexual.


III Seminário da Rede da Tríplice Fronteira



O III Seminário da Rede da Tríplice Fronteira foi realizado em setembro e teve como tema os "Procedimentos a serem tomados diante de situações ou indícios de tráfico de pessoas". 


Foram discutidas as situações que cada país pode encontrar, quais os órgãos competentes e encaminhamentos a serem tomados em cada um dos países da Tríplice Fronteira.






Seminário de Capacitação - Tecendo Redes de Vida no Enfrentamento ao Tráfico de Pessoas/México

A Rede Um Grito pela Vida está presente no Seminário de Capacitação com a VRC do México. Seguimos com o aprofundamento sobre as formas de enfrentamento, desde a prevenção até a atenção às vítimas. Muitas situações e experiências significativas e desafiadoras foram apresentadas. O grupo sente-se a cada dia mais envolvido e disposto a assumir esta missão em rede, como espaço de profecia para a vida Consagrada em nossos dias. (Ir. Eurides Alves de Oliveira - Coordenadora da Rede Um Grito pela Vida)




23 de setembro - Oração e Reflexão para fortalecer a luta contra o tráfico de mulheres e crianças

Aproxima-se  a data de 23 de setembro, dia de luta contra o Tráfico de Mulheres e Crianças para fins de Exploração Sexual. A Rede Um Grito pela Vida sempre se mobiliza com atividades planejadas que marcam este dia/semana, utilizando criativas ações de sensibilização, formação e intervenção social.

Além das ações, este é também um dias para rezarmos em comunidades e grupos pelas pessoas traficadas e pelas organizações que batalham contra este crime.

A Comissão Trata CLAR, através da Rede Kawsay, organizou uma proposta de oração compartilhamos em nosso blog como um subsídio de oração e reflexão que poderá também ser enviado a outros grupos. Unam suas orações em prol desta causa!

Ir. Eurides Alves
Coordenação da Rede

PROPOSTA DE ORAÇÃO TRATA CLAR

Contexto

O Tráfico  de Pessoas é um delito que atenta contra os Direitos Humanos, pois viola e  degrada a essência da pessoa: sua vida, liberdade, integridade e dignidade.

O Tráfico de Pessoas para fins de exploração sexual afeta, sobretudo a  infância e a juventude. Segundo a Organização Internacional para as Migrações – OIM, há dois milhões e meio de crianças e adolescentes/jovens  vítimas deste crime  no mundo,  cujo modo de operar  é majoritariamente pela Internet, mas também por outros meios, como  ofertas  de trabalhos fáceis, a viagem dos sonhos, relacionamentos afetivos (...) ou ainda por meio de ameaças, sequestro ou rapto.

Além da exploração sexual as pessoas são também traficadas para fins de trabalho escravo, tráfico de órgãos, adoção irregular, casamento servil, mendicância e para atividades criminosas ilegais como drogas.

Conforme o  artigo 3º do Protocolo das Nações Unidas para prevenir, reprimir e sancionar o trafico  de pessoas, especialmente de mulheres e crianças, como complementa a Convenção das Nações Unidas contra a Delinquência Organizada Transnacional.
É bem difícil quantificar a escala mundial do tráfico de pessoas, fala-se que anualmente umas 800 mil  pesssoas são traficadas  através das fronteiras internacionais dezenas de  milhares de outras   são também traficadas  dentro das  fronteiras de seus próprios países.
A demanda de mão de obra barata, de serviços sexuais e de certas atividades ilícitas  são as causas originarias do trafico  de pessoas. A falta de oportunidades e recursos econômicos, entre outros, são fatores que contribuem para a esta realidade. (https://www.iom.int/es/lucha-contra-la-trata-de-personas).
As  instituições que trabalham pela erradicação do  tráfico de pesosas, com entendem  que é necesario que este día se converta em uma  data de referencia para toda a sociedade.
É um dia para a reflexão e  empenho no enfrentamnto desta realidade criminosa, que se configura  a  escravidäo moderna  de nossos días.
O Convite é para todas as comunidades a permanecerem unidas em ORACÄO, rezar pela defesa da vida e dos direitos das pessoas afetadas pelo tráfico de pessoas, com fins de exploração laboral e sexual. Bem como, entrar em comunhão com as pessoas que estão sendo torturadas nesta forma de escravidão.

Neste dia, vamos acender a esperança na promessa de Jesus: de que uma nova vida é possível.

 Se necessita pessoas capazes de viver em solidariedade e justiça este compromisso, a maneira de Jesus que veio para “anunciar a libertação aos cativos… e pôr em liberdade os oprimidos…” (cf Lc 4,18)

quinta-feira, 15 de setembro de 2016

Núcleo de Rio Branco articula parcerias e sensibiliza nas fronteiras de Peru, Bolívia e Brasil

O núcleo da Rede Um Grito pela Vida de Rio Branco – AC vem desenvolvendo algumas atividades de articulação, sensibilização e informação nas fronteiras Brasiléia (Acre) / Cobija (Bolívia), Assis Brasil (Acre) e Iñapari (Peru), com o objetivo de enfrentar o Tráfico de Pessoas e no futuro vir a criar  núcleos naquelas realidades. 

No dia 09 de setembro (2016), realizamos uma reunião com representantes da Bolívia e Brasileia, com o objetivo de apresentar a Rede um Grito pela Vida e conversar a respeito do tráfico de pessoas através dessa fronteira. O grupo achou boa a proposta e definimos que o próximo encontro será em outubro.

Brasileia
Já no sábado, dia 10 de setembro, realizamos um encontro da Rede com pessoas do Brasil (Assis Brasil) e Peru (Iñapari), que foi organizado pelo grupo do Peru. Fomos enriquecidos pelo trabalho que vem sendo realizado neste país, assim como também compartilhamos inquietações e experiências. Tivemos a oportunidade de ir ao “Assentamento Novo Iñapari” e compartilhamos com eles os dois anos de vivências em que estão neste local e as reivindicações e lutas por melhoria de vida. Finalizamos o encontro dialogando a respeito dos passos que foram dados desde a nossa primeira reunião em junho deste ano.

Rede em Iñapari
No dia 11 de setembro, foi oferecida a possibilidade de apresentar a Rede e o trabalho que estamos realizando ao final da Celebração Eucarística na paróquia Nossa Senhora do Perpétuo Socorro (Assis Brasil). O Pároco, membro da Rede, introduziu este momento fazendo memória à resposta da paróquia ao desafio migratório dos haitianos e senegaleses, salientando que essa não é mais a situação que clama na fronteira, porém, uma outra realidade eleva sua voz e é preciso ouvi-la.
Paróquia Nossa Senhora do Perpétuo Socorro (Assis Brasil)

Tri Fronteira


Tri Fronteira
Já no dia 12 de setembro, participamos do I Encontro Tríplice Fronteira realizado pelo “Centro de Emergencia Mujer” de la sub prefectura de Tahuamano. Participaram diversas instituições governamentais do Peru, a veeduria ciudaduna de Puerto Maldonado, a pastoral da mobilidade humana de La Paz (Bolívia); representantes da paróquia de Cobija e a Rede Um Grito pela Vida de Rio Branco e Assis Brasil.

Neste  encontro foi exposta a situação do tráfico de pessoas no Peru, o caminho que eles vem realizando neste combate e o desafio que enfrentam diante de uma sentença tomada por um juiz de Lima liberando o traficante da penalização do crime. Em seguida, as diversas instituições e pastorais presentes compartilharam as ações que vêm realizando.

Finalizamos o encontro escrevendo uma carta de pronunciamento diante do caso acontecido nestes dias no Peru, assim como uma carta repúdio. Também decidimos criar um grupo no WhatsApp com os membros deste encontro para realizar nossas ações de forma articulada.

Foi um encontro rico de partilhas, aprendizados, estímulos e decisões. Acreditamos que um outro mundo é possível com a colaboração de tod@s.


                                   Irmãs Ana Belén Verissimo, 
Isabel do Rocio Kuss e Teresinha Scapin
Núcleo dda Rede Rio Branco


sexta-feira, 26 de agosto de 2016

Núcleo da Rede do Rio de Janeiro teve intensa participação na campanha de sensibilização nas Olimpíadas, em parceria com a Pastoral do Migrante

No dia 25 de julho, o Núcleo Rio de Janeiro da Rede Um Grito pela Vida, juntamente com o Comitê e o Núcleo Estadual, participou do lançamento da campanha “Giftbox” no Aeroporto Galeão do RJ, espaço de muita circulação de atletas, de delegações internacionais e de um intenso turismo do mundo inteiro. A caixa Giftbox – Brasil permaneceu no local até o dia 30. No dia 26 de julho, foi lançada nas redes sociais a mesma campanha, fortalecida com um excelente material visual.

No dia 27, o Núcleo esteve em um encontro entre o Governo do México e o Governo Brasileiro, que cuida do tema do Tráfico de Pessoas e Trabalho Escravo. Foi realizada uma boa parceria entre os Governos e um excelente intercâmbio de materiais visuais para a conscientização e prevenção sobre essa séria problemática.

Representantes dos Governos do Brasil e México – Palácio das Laranjeiras
No dia 28 de julho, foram lançadas vinhetas de rádio nas redes sociais e no dia 29 foi realizada a iluminação azul do Cristo e de outros monumentos na cidade, abrindo espaço para a Campanha “Coração Azul” da ONU, assumida também pelo Brasil.

No dia 1º de Agosto de 2016, estivemos na Vigília da Dignidade, na Cinelândia – RJ, com nosso banner e a cartilha “Na Trilha de Maria – Armadilhas invisíveis”. Por cerca de três horas, entregamos a cartilha e conversamos com as pessoas. Nossa presença chamou a atenção e despertou o interesse das pessoas, inclusive do canal de TV TELESUR, que gravou uma entrevista sobre nosso trabalho.


No dia 05 de agosto, em parceria com o Comitê Estadual, o Núcleo Rio inaugurou a caixa “Giftbox” na Cinelândia, reforçando o espaço de consciência e de prevenção ao tráfico de pessoas.  Estava presente a ONG Internacional “27 MILLION”, com óculos virtuais nos quais estavam gravadas cinco histórias reais de pessoas traficadas, em cinco idiomas diferentes. 

A rádio Nacional e a rádio AM 1440 entrevistaram pessoas do Núcleo e muita gente que conversou com o nosso pessoal levou materiais como fitinhas de pulso, leque informativo, folder, cartazes, camisetas e adesivos para se informar, divulgar e ajudar a sensibilizar sobre o tema.
  
Representantes do Núcleo – Rio durante a campanha- Cinelândia

No período da tarde, a equipe foi para a Praia de Copacabana na manifestação do povo pelo “Fora Temer”, realizada em frente ao Palace Hotel Copacabana. Em seguida, acompanhamos a passeata por mais de três quilômetros, conversando e distribuindo material da Campanha Jogue a Favor da Vida. Foi um dia realmente cheio e significativo para o Núcleo Rio.

Estivemos também partilhando material com a ONG Internacional “Gerando Vida”, no Bairro São Cristovão; além de outras organizações nacionais com o mesmo objetivo. 

Praia de Copacabana divulgando a Campanha Um Grito pela Vida

No dia 09 de agosto, tivemos a reunião mensal na sede da CRB para uma avaliação e programação de futuras atividades. Depois de um momento de mística e reflexão, sentimos a necessidade de termos um lugar de referência diante de tantos pedidos que tivemos durante a campanha de prevenção. Decidimos enviar um pedido à coordenação da CRB Regional para vermos, juntos, como viabilizar esta necessidade. Vamos criar um e-mail e um grupo no whatsapp para a comunicação.



Equipe do Núcleo na sua maioria jovens na Cinelândia na campanha junto a caixa giftbox do Comitê Estadual.
Conforme anunciado pela imprensa, já foram desmascaradas duas máfias do tráfico de Pessoas no Brasil nestes últimos meses: uma no Rio e outra em Manaus. Creio que todo o trabalho de denúncia, prevenção e de conscientização com as várias parcerias está dando resultados positivos.

Na reunião do núcleo, realizada no mesmo dia, fizemos uma avaliação e decidimos por mais duas atividades públicas de prevenção no Largo da Carioca, dia 19, e na Feira Nordestina São Cristovão.

Equipe jovem na Campanha
Pe. Mario Geremia
Rede - Núcloe Rio de Janeiro



quarta-feira, 24 de agosto de 2016

Profecia Coletiva - VRC tecendo Redes de Vida e Libertação no Enfrentamento ao Tráfico de Pessoas

Por Irmã Eurides Alves de Oliveira[1]


“Enfrentar o tráfico de pessoas é assumir a ‘causa de Deus’. (...) É ser uma carta de Cristo para o mundo (2cor 3,3), é ser movida/o pelo Espírito da liberdade, pois onde está o Espírito do Senhor, aí está a liberdade[2].

1. Introdução

          Fazer  memória agradecida do passado, acolher e viver o presente com paixão e realismo  e abraçar o futuro com esperança militante, em profecia coletiva, tecendo redes de vida e libertação tem sido a motivação e o empenho  de muitas religiosas e religiosos nos últimos tempos e, em particular, neste ano da vida Consagrada.
          Animada pelo espírito pós conciliar de “volta às fontes”, assumindo em fidelidade criativa o seguimento de Jesus de Nazaré, a partir das periferias e fronteiras existenciais, sociais e  culturais, a VRC  tem nas ultimas décadas descoberto na missão em rede um meio privilegiado para viver sua missão profética, respondendo aos apelos do  Deus da vida, presente  nos gritos dos sujeitos emergentes, nos cenários de velhas e novas pobrezas deste tempo hodierno.
         A intenção deste texto não é de fazer uma  abordagem teórica sobre a profecia da VRC e/ou do trabalho em rede, mas tecer algumas considerações sobre o tema e compartilhar alguns pressupostos, aprendizados e convicções que a prática da missão em rede no enfrentamento ao tráfico de pessoas tem nos oferecido, almejando que as mesmas possam ser fios de vida e libertação, que deem novos significados a nossa Consagração/Missão  ampliando as possibilidades, opções, no horizonte da  profecia que nos é legada.
          Seguindo a metodologia do Ver, Julgar, Agir, parto de algumas considerações sobre o tecido social de onde surgem os fios-clamores, que nos interpelam e provocam a unir forças e atuar em redes de solidariedade e profecia; a seguir faço  uma breve fundamentação sobre redes e sua força de profecia coletiva para a VRC; e por fim compartilho algo sobre a missão da  Rede Um Grito pela Vida, no intuito de continuar sensibilizando-nos para esta causa e, quem sabe, servir de luz para o surgimento de outras redes da VRC em respostas aos desafios missionários de nosso tempo.

Queremos ver os Direitos Humanos vencerem!


sexta-feira, 19 de agosto de 2016

COMUNIDADES EDUCATIVAS EM ALERTA PARA O TEMA TRÁFICO DE PESSOAS NAS OLIMPÍADAS


Com determinação e entusiasmo estamos dando continuidade ao Planejamento das ações e atividades durante a Campanha “Jogue a favor da vida”.

Por meio das sementes já lançadas em 2015 nas Unidades do Serviço Social Nossa Senhora do Parto, no Tabor de São Gonçalo (Zona Leste), neste ano realizamos, no dia 10 de agosto, duas oficinas sobre prevenção ao Tráfico de Pessoas, alertando para a questão do tráfico durante o Megaevento das Olimpíadas. Participaram 120 pessoas, sendo a maiorias de jovens.

A troca de saberes e o debate do tema foram muito produtivos. A Rede foi convidada para ampliar esta tarefa em outras unidades.

Vale salientar que a oficina concluiu-se com a colocação de uns dos participantes: O tráfico de pessoas não está longe. O temos em volta de nossas casas”.(sic)

E também se saiu deste espaço de debate e reflexão, sentindo o impacto, que tem a ver com a realidade estarrecedora das chamadas bonecas sexuais humanas, trazida por duas adolescentes. Neste momento refletiu-se sobre o modelo pornográfico imposto pelo capitalismo neoliberal, em função dos milionários, chegando ao topo máximo da desumanização, que tornam “bonecas sexuais humanas” as crianças empobrecidas. Nesse sentido, se confirma o que autor argentino Edgardo Buscáglia diz no seu último livro: tráfico de pessoas, que é um dos grandes negócios do crime organizado transnacional, é um crime contra a humanidade. Nós temos uma situação em que essas redes criminosas cometem crimes contra a humanidade em todos os lugares.” E das maneiras mais sofisticadas e aberrantes, violando direitos das pessoas e ceifando suas vidas inescrupulosamente.


No dia 16 de agosto, se iniciaram as atividades na Escola Kennedy (Escola Pública), localizada na Vila Formosa (Zona Leste). Começamos com os grupos de professores/as da manhã e da tarde, conforme a uma decisão conjunta da Rede Um Grito pela Vida e da Diretoria da Escola: dar início a essa ação de sensibilização sobre a realidade do Tráfico de Pessoas primeiro com os/as professores/as e depois com os alunos/as.

É importante ressaltar que esta escola abriu suas portas em uma votação por unanimidade dos diferentes segmentos do Conselho de Escolas, abrangendo a totalidade da comunidade educativa.

Com a primeira turma trabalhou-se o tema: Contradições e divergências do tráfico de pessoas, com a Drª. Cláudia Luna, parceira da Rede. Ir. Manuela (articuladora), ministrou a atividade com o segundo grupo. 

No dia 23 de agosto, daremos continuidade a esta atividade com outro grupo da tarde e da noite. No turno da noite a Rede vai contar com outro parceiro, Dr. Juliano Lobão, que já trabalhou no Comitê Estadual de Enfrentamento ao Tráfico de Pessoas.



Redimensionaram-se os saberes dos/as participantes e se enfatizou o papel dos/as multiplicadores/as, num processo educativo que inclui as potenciais e capacidades de cada pessoa que compõe esta comunidade educativa. Foram convidados/as a serem comunidades educativas em alerta e sendo também alerta para alunos/as diante da aviltante realidade do tráfico humano.



Ir. Manuela Rodríguez Piñeres (OSR)  
Rede - Núcleo São Paulo

Rede engajada com a JPIC


A Rede um Grito pela Vida participa da Rede JIPC - Justiça, Paz e Integridade da Criação. Fazem parte deste grupo: Argentina; Uruguai, Paraguai e Brasil, com o objetivo de preparar o próximo encontro, que será realizado em 2018.

Ir. Anajar Silva
Equipe de Coordenação da Rede

quinta-feira, 18 de agosto de 2016

Por dentro da ONU - Rede Um Grito pela Vida conectada aos objetivos, metas e desafios da Organização das Nações Unidas


A Rede Um Grito pela Vida, Núcleo de Rio Branco/AC, em parceria com a Faculdade da Amazônia Ocidental (FAAO), ofereceram aos acadêmicos dos Cursos de Direito, Psicologia, Serviço Social e Contabilidade a oportunidade de participarem da Palestra com Irmã Margareth Mayce, Dominicana e representante da sociedade civil na ONU. Cerca de 400 alunos e professores, com muita atenção e disciplina, participaram da Palestra Organização da ONU: Objetivos, Metas e Desafios.

Os principais objetivos da ONU são:

  •   Manter a paz internacional;
  •   Garantir os Direitos Humanos;
  •   Promover o desenvolvimento socioeconômico das nações;
  •   Incentivar a autonomia das etnias dependentes;
  •   Tornar mais fortes os laços entre os países soberanos.

Metas da ONU para 2030

  • Acabar com a pobreza em todas as suas formas, em todos os lugares
  • Acabar com a fome, alcançar a segurança alimentar e melhoria da nutrição e promover a agricultura sustentável
  • Assegurar uma vida saudável e promover o bem-estar para todos, em todas as idades
  • Assegurar a educação inclusiva e equitativa e de qualidade, e promover oportunidades de aprendizagem ao longo da vida para todos
  • Alcançar a igualdade de gênero e empoderar todas as mulheres e meninas
  • Assegurar a disponibilidade e gestão sustentável da água e saneamento para todos
  • Assegurar o acesso confiável, sustentável, moderno e a preço acessível à energia para todos
  • Promover o crescimento econômico sustentado, inclusivo e sustentável, emprego pleno e produtivo e trabalho decente para todos
  • Construir infraestruturas resilientes, promover a industrialização inclusiva e sustentável e fomentar a inovação
  • Reduzir a desigualdade dentro dos países e entre eles
  • Tornar as cidades e os assentamentos humanos inclusivos, seguros, resilientes e sustentáveis
  • Assegurar padrões de produção e de consumo sustentáveis
  • Tomar medidas urgentes para combater a mudança do clima e seus impactos
  • Conservação e uso sustentável dos oceanos, dos mares e dos recursos marinhos para o desenvolvimento sustentável
  • Proteger, recuperar e promover o uso sustentável dos ecossistemas terrestres, gerir de forma sustentável as florestas, combater a desertificação, deter e reverter a degradação da terra e deter a perda de biodiversidade
  • Promover sociedades pacíficas e inclusivas para o desenvolvimento sustentável, proporcionar o acesso à justiça para todos e construir instituições eficazes, responsáveis e inclusivas em todos os níveis
  • Fortalecer os meios de implementação e revitalizar a parceria global para o desenvolvimento sustentável.

Desafios da ONU

  • Erradicar a pobreza extrema;
  • Erradicar a fome;
  • Garantir acesso a saúde e bem estar;
  • Garantir acesso à educação de qualidade;
  • Igualdade entre os gêneros;
  • Disponibilizar água limpa e saneamento básico para todos;
  • Disponibilizar acesso a energia limpa para todos;
  • Possibilitar crescimento econômico e garantir emprego a todos;
  • Promover a industrialização, inovação e infraestrutura não só para ganhar dinheiro, mas para tornar as vidas melhores;
  • Redução das desigualdades;
  • Promover cidades e comunidades sustentáveis;
  • Promover produção e consumo sustentáveis;
  • Reduzir as mudanças climáticas;
  • Restaurar e proteger a vida marítima;
  • Restaurar e proteger os ecossistemas terrestres;
  • Promover a paz e a justiça;
  • Promover parcerias para alcançar as metas estabelecidas.

Irmã Isabel do Rocio Kuss – CF

Articuladora da Rede / Rio Branco


REDE PARTICIPA DO II CONGRESSO INTERNACIONAL DE ENFRENTRAMENTO AO TRÁFICO HUMANO

Cerca de 140 pessoas vindas dos municípios de Assis Brasil, Epitaciolândia, Brasiléia, Senador Guiomard e Tarauacá (AC); Porto Velho (RO);  Cobija, La Paz e Riberalta (Bolívia); Iñapari, Ibéria e Porto Maldonado (Peru) acolheram o convite e participaram do II CONGRESSO INTERNACIONAL DE ENFRENTRAMENTO AO TRÁFICO HUMANO, que aconteceu dos dias 10 a 12 de agosto de 2016, em Rio Branco/AC. Dentre as/os convidados, se fizeram presentes diversas autoridades civis e religiosas dos três países, tais como: Bispo de Riberalta (Bolívia), Sub Prefecta do Departamento Tahuamano; Red Kauzai (Peru), Núcleo da Rede Um Grito pela Vida de Porto Velho; Comitê Estadual de Enfrentamento ao Tráfico de Pessoas (Acre); Polícia Federal, Polícia Civil e muitas secretarias estaduais e municipais com afinidade ao tema, diversos Padres e Seminaristas maiores da Diocese de Rio Branco e um número significativo de Religiosas do núcleo de Rio Branco.

O II Congresso teve por objetivo consolidar o trabalho desenvolvido pela Rede “Um Grito pela Vida” na prevenção e incidência política em relação ao Tráfico de Pessoas. Durante o encontro os temas discutidos foram: os “Direitos da Mulher também são Direitos Humanos”; “Empoderamento da Mulher e Sustentabilidade”, palestras proferidas por Irmã Margareth Mayce, Dominicana, representante da Sociedade Civil na Organização das Nações Unidas – ONU. O tema “Quem é esta Mulher” foi desenvolvido por Alieth Gadelha, escrivã da Polícia Federal do Estado do Acre.

No primeiro dia, Irmã Margareth abordou o tema: “Direito das Mulheres também são Direitos Humanos”.

É importante ter presente que os direitos humanos são resultado de lutas e embates políticos e estão sujeitos a avanços e retrocessos. Observa-se, ao longo da história, e ainda hoje, que determinadas classes e grupos sociais tem sido relegados a cidadãos de segunda categoria com menor acesso aos direitos vigentes naquela sociedade, seja em seu aspecto normativo, seja em seu exercício. Direitos são conquistados e esta conquista tem percorrido um caminho cheio de idas e vindas, avanços e recuos. Através da ação política da sociedade civil, o conceito de direitos humanos vem sendo ampliado, incorporando questões ligadas a gênero, raça e etnia, meio ambiente, violência doméstica, reprodução e sexualidade.  Os direitos civis, políticos e sociais também vem sendo reformulados, incorporando novas dimensões.


Em 1995 aconteceu em Pequin a quarta Conferência Mundial sobre as Mulheres. E a transformação fundamental foi o reconhecimento da necessidade de mudar o foco da mulher para o conceito de gênero, reconhecendo que toda a estrutura da sociedade, e todas as relações entre homens e mulheres dentro dela, tiveram que ser reavaliados. Só por essa fundamental reestruturação da sociedade e suas instituições poderiam as mulheres ter plenos poderes para tomar o seu lugar de direito como parceiros iguais aos dos homens em todos os aspectos da vida. Essa mudança representou uma reafirmação de que os direitos das mulheres são direitos humanos e que a igualdade de gênero era uma questão de interesse universal, beneficiando a todos.”

“Enquanto as mulheres e meninas não puderem desfrutar de seus direitos, todas nós sofremos e o REINO DE DEUS não acontece” (Margareth).

sábado, 13 de agosto de 2016

Rede Um Grito Pela Vida de Curitiba e Jocum em ação na Semana do Coração Azul

A Rede Um Grito Pela Vida – Núcleo de Curitiba, juntamente com os jovens evangélicos da JOCUM (Jovens Com Uma Missão), participaram ativamente da Semana Coração Azul contra o Tráfico de Pessoas, promovida pelo NETP/PR, na região metropolitana de Curitiba. Durante esta semana de mobilização, que teve início no dia 25 de julho, Pe. Cláudio Ambrozio, Scalabriniano. e Ir. Salete Inês Arcari, Salvatoriana, foram empossados como membros do Comitê Estadual do Paraná Contra o Tráfico de Pessoas (TP)


Importantes atividades de impacto público promovidas pelo NETP/PR puderam contar com o apoio da Rede e da JOCUM, sejam elas no Aeroporto Intencional de Curitiba, nos presídios femininos do Estado do Paraná (localizados no município de Piraquara), no calçadão da região central da capital, conhecido como “Boca Maldita” (local de grande fluxo de curitibanos e visitantes) etc.



Diversos prédios públicos e religiosos foram iluminados de azul no Estado, dentre eles a Catedral de Maringá-PR. Merece também destaque o apoio da imprensa local, seja da RPC, filiada da Rede Globo que cobriu boa parte dos eventos, assim como a TV E-Paraná, além das rádios Santa Felicidade e Paraná.


O objetivo sempre é alertar a população sobre os perigos do TP, pratica criminosa que rouba sonhos e escraviza pessoas para explorá-las como se fossem mercadorias, em benefício de um grupo de criminosos inescrupulosos que atenta contra a dignidade da pessoa humana.

Frei Luiz Carlos Batista
Rede Um Grito pela Vida - Núcleo de Curitiba

sexta-feira, 5 de agosto de 2016

Nas olimpíadas, jogamos a favor da vida!

O esporte nos estimula e deve ser valorizado. Torcemos pelos nossos atletas e queremos que nosso país tenha mais oportunidades. Mas, nosso foco é a prevenção e alerta contra o tráfico de pessoas e exploração sexual. E em situações de megaeventos como as Olimpíadas, temos que reforçar nosso time. Que as nossas ações, junto a tantas outras iniciativas que estao acontecendo, contribuam para minimizar o risco de violações de direitos. Vamos torcer pela paz, pelo esporte e pela conscientização!



As Olimpíadas, o outro lado

Por Marcelo Barros

A partir dessa 6ª feira, 05 de agosto, começarão no Rio de Janeiro os XXXI Jogos Olímpicos. Com o tema geral "Viva sua paixão", 10.500 atletas, vindos de 206 países vão concorrer a 28 modalidades olímpicas, com a inclusão de rúgbi de sete e do golfe. A audiência estimada é de 4, 5 bilhões de pessoas, mais da metade da população do planeta Terra. É a primeira vez que o Brasil, mais precisamente a cidade do Rio de Janeiro, sedia um evento como esse. Por tudo isso, o Brasil está em festa e o nosso povo mais uma vez dará ao mundo o testemunho de ser um povo hospitaleiro e carinhoso com todos os irmãos e irmãs que nos visitam. 

Como a imensa maioria dos /as atletas que concorrem às provas é de jovens, durante esses dias, em um mundo social e politicamente dominados por uma elite de pessoas mais velhas, nós veremos um grande protagonismo da juventude. Assim, as Olimpíadas chegam a ser como um sinal profético de um mundo no qual a juventude tem um protagonismo maior e decisivo. 

É claro que, para chegar a competir em uma prova de Olimpíadas, todos os atletas que vêm ao Rio de Janeiro querem ganhar e os desafios são muito altos. No entanto, os desafios maiores dessas Olimpíadas não estão exatamente dentro dos campos e arenas dos esportes. Para se apresentar nas Olimpíadas, os jovens fizeram esforços imensos, tanto econômicos, como humanos. Do mesmo modo, por trás desse belo espetáculo de paz e de confraternização que o mundo inteiro assistirá, é bom que saibamos: houve muitos sofrimentos e uma imensa quantidade de problemas não resolvidos. 

Mesmo se as Olimpíadas têm como vocação mostrar um mundo de fraternidade e de paz, elas ainda são organizadas dentro de um modelo social e político que expressa o mundo atual, organizado de forma injusta e excludente. Em um país no qual o atual governo provisório anunciou o corte de quase 100 bilhões de dólares de reais em gastos e tocando fortemente nos programas sociais, na educação e na saúde, não dá para compreender o gasto de bilhões de dólares com um evento que dura duas semanas e que se sustenta sob uma forte exclusão social. Basta lembrar que com ingressos para os jogos que chegam a custar R$1.200 reais, quantos pobres poderão participar desses jogos, mesmo como simples espectadores? O que dizer às milhares de famílias pobres, expulsas do seu lar e do único terreno que possuíam, para que se construísse a Vila Olímpica que funcionará por menos de um mês? 

A uma sociedade internacional que fala em confraternização e unidade, onde estarão os pobres nessas Olimpíadas? Vendendo algum salgadinho e limpando as cadeiras dos estádios, se os organizadores permitirem. Além disso, todos os grandes jornais publicam que os gastos e contas dessas Olimpíadas não são transparentes e isso sempre se presta às piores perspectivas de mau uso do dinheiro público. 

Por tudo isso, os maiores e mais profundos desafios dessas Olimpíadas não estão nas modalidades esportivas às quais os atletas de tantos países concorrerão. O maior desafio é a corrida contra o tempo e que essas Olimpíadas deixem uma mensagem de que a humanidade precisa mudar o seu caminho social e político. 

Quando, em 2013, durante o Encontro Mundial da Juventude, o papa Francisco visitou a comunidade de Manguinhos, na zona norte do Rio de Janeiro, um dos jovens que discursou para o papa declarou claramente: "Estão escondendo do senhor o que nós vivemos aqui". Por isso, o papa pediu aos governantes que não maquiassem a realidade para torná-la bonita para os que vêm de fora, enquanto a população local sofre horrores para sobreviver. Essa maquiagem continua sendo a operação normal para apresentar o país aos turistas que vêm de fora. É mais um desafio superar esse modo de agir e, de fato, ter uma vontade política de transformar a realidade sofrida dos pobres e não apenas disfarçá-la. 

O maior desafio dos jogos é revelar ao mundo que os jogos olímpicos só serão verdadeiramente instrumentos de comunhão fraterna entre toda a humanidade se partirem da justiça. A humanidade só será uma só se os mais fracos e carentes forem vistos como pessoas, sujeitos de dignidade humana e, em primeiro lugar, merecedoras dos investimentos sociais antes de qualquer jogo passageiro.


quinta-feira, 4 de agosto de 2016

PARTICIPAÇÃO DA REDE NO I SIMPÓSIO ESTADUAL DE ENFRENTAMENTO AO TRÁFICO DE PESSOAS EM SÃO PAULO


No contexto da Semana Nacional do Enfrentamento ao Tráfico de Pessoas, participamos do I Simpósio Estadual de Enfrentamento ao Tráfico de Pessoas. O evento aconteceu no dia 29 de Julho de 2016, no auditório da Associação de Advogados/as de São Paulo (AASP). Aproximadamente 250 pessoas, representantes de diferentes entidades, tanto do Poder Público como da Sociedade Civil, estiveram presentes.
Abertura do simpósio:
“Nesta crise socioeconômica e política atual, sempre aparecem abutres que querem usufruir e se aproveitar. Mas este Simpósio é uma frente de resistência diante destes abutres que roubam a humanidade de outras pessoas, perpetrando o tráfico de pessoas”.

As irmãs Alice Duarte (ICM) e 

Ir. Manuela Rodríguez Piñeres (OSR)
do Núcleo de São Paulo representaram 
a Rede.
Foram abordados temas de grande interesse para o avanço da reflexão e, sobretudo, para buscar vias de solução aos desafios permanentes da realidade do Tráfico de Pessoas que cresce vertiginosamente; um crime que vem desumanizando grupos que se tornam mais vulneráveis, particularmente quando acontecem megaeventos como os Jogos Olímpicos que já estão batendo em nossas portas.

Os temas focaram-se nos avanços legislativos para o enfrentamento do Tráfico de pessoas e a erradicação do trabalho escravo Lei Bezerra ( Lei Estadual nº 14.946/2013). A análise dos desafios e perspectivas desta realidade no Brasil, com ênfase especial nas políticas públicas. Também foi citada a responsabilidade em cadeia que tem toda a cidadania e instituições, além da experiência do sistema judiciário nos crimes de Tráfico de Pessoas. 

A metodologia centrou-se fundamentalmente em exposição, mas foi complementada com experiências de pessoas do Poder público e da Sociedade Civil que enfrentam diariamente as dificuldades ao não encontrarem respostas a situações concretas de pessoas atendidas, pela falta de estrutura, tanto na linha da assistência como da punição. E também porque as políticas públicas implementadas, apesar de serem um grande avanço para o país, deixam muito a desejar, já que não garantem os direitos das pessoas em situação de tráfico humano. Legislações e políticas públicas precisam ir de mãos dadas para poder dar passos sólidos e firmes que diminuam gradativamente a violação dos direitos e a desumanização a que são condenados inúmeros seres humanos por causa do crescimento das redes criminosas.

O Poder Público e a cidadania em geral têm que parar de serem omissos/as frente esta realidade gritante e desafiadora. 

Um Simpósio desta dimensão, só pode ser de verdade uma frente de resistência quando assumir compromissos e ações concretas para avaliar a curto, meio e longo prazo, que levem a transformar a realidade das pessoas traficadas e das entidades que estão trabalhando para isso acontecer.


Ir. Manuela Rodríguez Piñeres(OSR)
Rede Um Grito pela Vida- Núcleo SP