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segunda-feira, 27 de março de 2017

Gratidão a todas as pessoas que fortalecem a nossa Rede

PREVENÇÃO AO TRÁFICO DE PESSOAS EM SÃO JOSÉ DOS PINHAIS/PR - INFORMAÇÃO E CONSCIENTIZAÇÃO PARA PAIS DAS CRIANÇAS DA CATEQUESE NA PARÓQUIA SANTO ANTONIO

No dia 18 de março, o núcleo de articulação da Rede Um Grito pela Vida de Curitiba (Regional Sul), realizou uma palestra de orientação sobre a prevenção ao tráfico de pessoas



A palestra foi ministrada pela articuladora Ir. Salete Arcari, no salão de catequese da Matriz da Paróquia Santo Antônio, localizada na Colônia Rio Grande, em São José dos Pinhais/Paraná. 

Estiveram presentes 127 pais das crianças que estão na catequese da eucaristia e algumas das crianças que se juntaram ao grupo após os ensinamentos do dia. 

Mais uma vez a Rede um Grito pela Vida se fez presente nesta missão. Estamos cientes que em nossa comunidade esta desgraça  se aproximou (tráfico de pessoas). Sentimos a nescessidade de reunir os pais das crianças e deixar um alerta, concientizar sobre o tráfico de pessoas e, principalmente, trazer a situação das crianças e adolescentes traficados, aprofundando no tema do tráfico para a exploração sexual.

Foi uma manhã de muita informação e debate sobre como dialogar com os filhos. Percebemos que  muitos pais estão preocupados e que ficaram ainda mais alertas com as informações passadas e uma frase que foi muito focada: “lance um olhar diferente para fora da porta da sua cozinha, preste atenção”, deixando claro que os pais devem ser os melhores amigos e orientá-los.

Também tivemos a oportunidade de falar sobre o trabalho  que a Rede realiza. Diante destas colocações, a coordenadora da catequese solicitou que seja trabalhado este tema com as catequistas e catequisandos de toda a paróquia.

Nós aceitamos o desafio e louvamos a Deus por mais pessoas estarem cientes e dispostas a colaborar nesta missão.

Núcleo - Regional Sul



sábado, 18 de março de 2017

DIA INTERNACIONAL DAS MULHERES TRAZ REIVINDICAÇÕES POR DIREITOS E INDIGNAÇÃO DIANTE DO CENÁRIO DE INJUSTIÇA SOCIAL NO BRASIL


Celebramos o dia das mulheres agregando a luta por direitos e nos manifestando contra as injustiças sociais vividas no Brasil atual. Nós, mulheres, como grande parte do povo brasileiro, estamos indignadas com este governo que prioriza os interesses do sistema capitalista neoliberal e dele próprio e, em consequência, se propõe a retirar arbitrariamente os direitos de cidadãos e cidadãs brasileiros/as, conquistados e consagrados pela Constituição do país.

Com este objetivo de reivindicação dos direitos, sobretudo, da aposentadoria, inúmeras pessoas e organizações fizeram manifestações em diferentes pontos da grande São Paulo visando derrubar a PEC 287, que tem uma proposta de reforma previdenciária em favor dos interesses políticos e econômicos; por exemplo, em favor do empresariado aliado do atual Governo Temer.


A Rede um Grito pela Vida também esteve presente somando-se a esta luta por direitos que afeta particularmente a nós mulheres. Marcaram presença: Ir. Eliane Matos (Congregação da Divina Vontade) e Ir. Manuela Rodríguez Piñeres das Oblatas do Santíssimo Redentor (OSR). Nos manifestamos com alguns gritos de guerra: 

A aposentadoria fica, Temer vai”. Este grito, entre outros, ecoou ainda mais alto, somando com grupos parceiros como o Projeto Antonia, das Irmãs Oblatas do Santíssimo Redentor, e a Pastoral da Mulher Marginalizada.

A concentração iniciou-se às 14 horas, na Praça da Sé, em frente à Catedral. A Praça foi se enchendo gradativamente com grupos, organizações e pessoas das mais diversas partes, ressaltando a cor lilás que nos traz a memória do tecido que estavam costurando as mulheres que foram queimadas em uma fábrica de tecidos da Nova Iorque, no ano 1911. As mortes ocorreram em função das precárias condições de segurança no local. Como reação, o fato trágico provocou várias mudanças nas leis trabalhistas e de segurança de trabalho, gerando melhores condições para as trabalhadoras norte-americanas.

No dia 08, iniciou-se em São Paulo e em todo o Brasil, uma série de protestos e manifestações contra propostas antidemocráticas, de um governo que quer soterrar os diretos trabalhistas e previdenciários de cidadãos e cidadãs do Brasil. Propostas bem contrárias às melhores condições laborais, conseguidas por as trabalhadoras norte-americanas nessa época dos 1911.

Dando continuidade às manifestações do povo, iniciadas o dia 15 de março, também houve uma greve geral com impacto contundente, embora as mídias, que servem ao sistema capitalista e a estes governantes que o reproduzem, não mostraram a magnitude e as dimensões que teve esta mobilização.

Vamos em frente nesta luta que não pode parar. E caminhemos sem deter os nossos passos, “de esperança em esperança”, acreditando firmemente que o nosso horizonte, são os “céus novos e a terra nova”, neste compromisso de enfrentar o tráfico de pessoas e gritar, sempre que for necessário, pela vida ameaçada de tantos seres humanos do Brasil e de todo o planeta terra.

Ir. Manuela Rodríguez Piñeres (OSR) 
Rede Um grito pela Vida - Núcleo SP



Registramos nosso grito no Dia Internacional da Mulher

Caminhada do Núcleo Salvador - Bahia /Sergipe  





Marcha das Mulheres em Manaus





REDE CONTRA A REFORMA DA PREVIDÊNCIA SOCIAL

O NOSSO GRITO ECOA POR JUSTIÇA,
POIS LUTAR PELA VIDA É NOSSO
COMPROMISSO.

Rede Um Grito Pela Vida marcou presença na manifestação do dia 15 de março, somando seu grito contra a reforma da previdência.






Enviado por Ir. Iraci - Núcleo Salvador - Bahia /Sergipe


Presidência da CRB posiciona-se contra a Reforma da Previdência

Brasília, DF, 08 de março de 2017

“Felizes sois vós quando vos insultam e perseguem e mentindo dizem contra vós toda espécie de mal por minha causa. Alegrai-vos e regozijai-vos”. (Mt 5,11)

Queridas Religiosas e Queridos religiosos!

É em nome pessoal e em nome da CRB Nacional, que representa mais de 35 mil religiosos e religiosas, que lhes escrevo. Faço-o com o coração entristecido por, mais uma vez, ver os interesses de poucos solaparem os direitos de muitos, especialmente das crianças e jovens mais pobres e vulneráveis. Literalmente querem nos tirar as migalhas.

Pessoas com passado não muito transparente se sentem no direito de legislar e de impor suas ideias, valendo-se do cargo que ocupam como representantes do povo. Como cristãos e como religiosos devemos aguçar o nosso senso crítico para não legitimar posições assumidas que vão contra o Evangelho e os direitos dos mais pobres.

Nos próximos dias estará sendo discutida, e talvez votada, por nosso parlamento, a Reforma da Previdência, na qual o Governo Federal busca alterar a Constituição Federal por meio de uma Proposta de Emenda à Constituição (PEC) n° 287/2016. Além de outros absurdos, no bojo dessa reforma, nossos representantes querem extinguir o direito à Filantropia a que muitas instituições beneficentes e de caridade tem direito. Trata-se de um dos efeitos colaterais de contornos imprevisíveis que tal emenda produzirá contra os pobres dessa nação no presente e no futuro.

O deputado federal Arthur Maia (PPS-BA), relator da proposta, tem se pronunciado categoricamente contra as desonerações fiscais em favor de alguns setores da sociedade, em especial das instituições filantrópicas. Chegou ao ponto de apelar à difamação pública dessas instituições centenárias, imputando-lhe adjetivos como: “pilantropia”, “pouca vergonha” e “aberração” no infeliz intuito de desqualificar a imunidade tributária das entidades beneficentes e de assistência social. É triste ver nas redes sociais anúncios do PMDB afirmando: “Se a reforma da previdência não sair – Adeus Bolsa Família – Adeus FIES ...”. Uma campanha bem ao estilo autoritário e segundo a ética de quem a patrocina e, quem sabe, a financia.

O cronograma de tramitação dessa matéria no Congresso Nacional é extremamente curto. Já nos próximos dias, por volta do dia 22/03/2017, deverá ser votada na Plenária da Câmara. O atual domínio da bancada do Governo certamente garantirá a aprovação sem o menor esforço, pouco se lixando com as consequências de tal decisão. O que importa é arrecadar mais impostos.

A única forma de mudarmos esse triste panorama é o engajamento de todos: lideranças, religiosos/as, colaboradores, atendidos das nossas unidades sociais, escolas e universidades, hospitais, centros de atendimentos. Ou nós nos mobilizamos e defendemos o direito das nossas instituições e dos pobres, ou mais uma vez pagaremos a conta dos desmandos palacianos.

Permitam-me oferecer-vos alguns dados e ilustrações para melhor compreensão da gravidade do assunto:

Pesquisa do Fórum Nacional das Instituições Filantrópicas - FONIF, realizada a partir de dados oficiais fornecidos pela própria Administração Pública, revela que as entidades imunes proporcionam um retorno social da ordem de 5,92 x 1. Isto é, para cada R$ 1,00 não cobrado em tributos, R$ 5,92 são convertidos em benefício da população, na forma de serviços, empregos, infraestrutura, qualidade de vida e conhecimento. Ou seja: se o governo tirar a filantropia das instituições que prestam esses serviços, ele terá que arcar com a assistência a essas pessoas, gastando 5,92 vezes mais do que arrecada para dar o atendimento necessário. Como percebemos, essa decisão é pouco inteligente e incidirá diretamente na queda ou desqualificação do atendimento dos mais necessitados.

As isenções das entidades filantrópicas correspondem a apenas 3% da arrecadação total da Previdência Social, de modo que a suspensão de tal isenção não vai solucionar o problema. A devolução do dinheiro desviado no “propinoduto” daria muito mais resultado financeiro do que terminar com as filantrópicas.

Caso as entidades filantrópicas percam esse incentivo, centenas ou milhares de escolas, hospitais, universidades, centros sociais, centros de atendimentos a vulneráveis pertencentes a estas instituições deverão fechar as portas. Milhões de pessoas serão privadas de atendimento digno e humanitário nas unidades atendidas pelas filantrópicas e passarão para a rede pública, já incapaz de oferecer ao nosso povo o mínimo em saúde e educação.

A consequência de curto prazo, será o aumento de crianças e adolescentes vivendo na rua, com muita possibilidade de futuramente assaltarem os que hoje lhe negam um tratamento digno. E então, a economia feita hoje, será insuficiente para construir prisões para abrigar os infratores produzidos pelo abandono produzido por tal decisão. Uma pena que a maioria dos nossos políticos não consigam ver além da próxima eleição.

Irmãos e Irmãs, precisamos mobilizar as nossas instituições! Precisamos defender os nossos direitos e os direitos dos pobres e vulneráveis! Não se trata de luta ideológica, mas de posicionamento evangélico.

Como ação prática, sugiro que enviem centenas, milhares, milhões de e-mails, aos deputados e senadores. Usemos as redes sociais para denunciar mais esse abuso de poder econômico e político de poucos que marginaliza quem trabalhou com seriedade durante séculos em favor dos necessitados. Participemos de manifestações públicas com esse objetivo. Alertemos os nossos atendidos, alunos, enfermos, sobre esse perigo e peçamos a eles que se manifestem nas redes sociais contra esse “assalto” a dignidade das instituições e das pessoas. Não poupemos nenhum esforço no sentido de esclarecer e de influir na decisão dos nossos representantes em Brasília.

Termino pedindo a todos os religiosos e religiosas, especialmente aos anciãos, aos enfermos e aos de clausura, que rezem fervorosamente a Deus, para que o Espírito Santo ilumine as mentes e os corações dos que devem decidir nosso futuro. Se Deus ouviu o clamor de Israel quando o Faraó escravizou o seu povo, certamente nos ouvirá também. Ele é Pai e Mãe e cuidará de nós e dos pobres do mundo. Recordo o Evangelho: “Existem certos demônios que só são expulsos mediante muita oração” (Mt 17,21). Quem sabe, estejamos diante de um deles.

Que o Deus bondoso tenha para nosso país olhos de misericórdia e nos conduza pelos caminhos da justiça e da fraternidade. Que a Virgem de Aparecida nos proteja e nos abençoe.

Em união de preces,

IR. MARIA INÊS VIEIRA RIBEIRO

Presidente da CRB Nacional



CONFERÊNCIA DOS RELIGIOSOS DO BRASIL

SDS Bloco H nº 26 Sala 507 Edifício Venâncio II
CEP: 70393-900 - Brasília – DF

Tel.: (61) 3226-5540





terça-feira, 14 de março de 2017

MULHERES, MÍDIAS E ECOLOGIA: UM DEBATE NECESSÁRIO

No dia 04-03-2017, no contexto das celebrações do dia Internacional das Mulheres, aconteceu no Centro de Pastoral São José (Belém) - São Paulo, a oficina: “Mulheres, Mídias e Ecologia, um debate necessário”, com a assessoria das profissionais Adriana Brito e Isabela Vieira, do SEFRAS - SERVIÇO FRANCISCANO DE SOLIDARIEDADE (SEFRAS) - área das mulheres. 

É tão necessário esse debate que, por iniciativa da Rede um Grito pela Vida, Núcleo SP, em parceria com Justiça e Paz e Integridade da Criação (JUPIC), se concretizou esta oficina com a presença de 35 mulheres e dois homens. É bom salientar que, embora o número de participantes não fosse proporcional à população desta metrópole, o que se resgata é a qualidade do debate e do compromisso de quem tomara a decisão de participar.




As assessoras fizeram uma pertinente contextualização quanto à maneira como acontece a exploração dos corpos das mulheres. A seguir alguns destaques:

- Com a dupla ou tripla jornada de trabalho;
·      - Com o menor salário que os homens, no entanto, fazendo o mesmo trabalho;
·      - Igual idade a dos homens para se aposentar, como propõe a PEC 287, da autoria do governo Temer;
·  - A utilização dos corpos das mulheres para consumir. Esses corpos são  transformados em uma mercadoria. Isto está alicerçado nas diretrizes  econômicas e políticas do capitalismo neoliberal sobre o qual as assessoras fizeram uma crítica contundente, pois, ele lucra com as relações humanas e torna-se agressor e destrutor não só das vidas humanas, senão da natureza. Salientaram que é preciso nos colocarmos como mulheres com maior forca e resistência no dia a dia para frear esta devastação que cresce assustadoramente.

quarta-feira, 8 de março de 2017

Dia Internacional da Mulher - Gritamos por Justiça!

#8demarço - A luta continua contra a violência, contra a opressão, por mais oportunidades, por uma vida digna, com garantia de direitos. Nosso grito se unifica e clama por justiça. #niunamenos



segunda-feira, 6 de março de 2017

Neste mês comemoraremos 10 anos da Rede Um Grito pela Vida!


Rumo ao #30demarço - 10 ANOS DE REDE

MISSÃO, COMPROMISSO, FÉ E AÇÃO SOCIAL


"Celebrar 10 anos de compromisso no enfrentamento ao tráfico de pessoas, como Rede, é um tempo de graça, reconhecimento, memória e reafirmação do compromisso com a dignidade e vida das pessoas exploradas e traficadas em nosso país. Tempo também de recordar o caminho percorrido, avaliar e projetar a continuidade da luta com maior determinação e empenho." (Ir. Eurides Alves de Oliveira - Coordenadora da Rede)


Calendário Comemorativo de 10 Anos da Rede Um Grito pela Vida

Mockup graphicgoogle.com

Clique aqui e acesse o Calendário Comemorativo de 10 Anos da Rede Um Grito pela Vida!



quinta-feira, 23 de fevereiro de 2017

Por um carnaval sem exploração!

Fique de olho e denuncie casos suspeitos de exploração sexual, trabalho infantil, negligência, tráfico, aliciamento, dentre outros.

#carnavalsemabuso #disque100 #carnavalsemviolência#respeitar #proteger #garantir





Campanha alerta para proteção de crianças e adolescentes no carnaval

Ação divulga os principais canais de denúncia: Disque 100 e o aplicativo Proteja Brasil. Objetivo é conscientizar população a denunciar situação de violação de direitos, violência sexual, trabalho infantil e uso de álcool e drogas

Brasília, 22/2/17 – Em períodos de festas populares como o carnaval, aumentam os riscos para situações de violência contra crianças e adolescentes, que ficam mais vulneráveis em grandes aglomerações. Para sensibilizar e alertar a sociedade, a Secretaria Nacional dos Direitos da Criança e do Adolescente (SNDCA) – antiga subpasta do Ministério da Justiça e Cidadania – lançou a Campanha Nacional de Proteção a Crianças e Adolescentes no Carnaval. Com o tema Respeitar, Proteger, Garantir – todos juntos pelos direitos da criança e do adolescente, a ação divulga os principais canais de denúncia: Disque 100 (Disque Direitos Humanos) e o aplicativo Proteja Brasil. A iniciativa conta com a parceria do Ministério do Turismo, Infraero, Frente Nacional dos Prefeitos, União Europeia e Childhood Brasil.




Rede participa de audiência com o Procurador Geral do Ministério Público do Estado do Amazonas


A Rede Um Grito pela Vida, em parceria com a Frente Parlamentar contra a Violência Sexual de Crianças e Adolescentes - FRENPAC e o Comitê Estadual de Enfrentamento a Violência e Exploração Sexual de Crianças e Adolescentes, do qual a Rede Um Grito Pela Vida faz parte, junto com outras organizações de proteção e defesa dos direitos da infância, realizou no dia 12/02/2017 uma audiência com o Procurador Geral do Ministério Público do Estado do Amazonas, Dr. Pedro Bezerra Filho.


Nesta oportunidade, a Rede apresentou como proposta a criação de uma comissão de monitoramento dos casos de abuso e exploração sexual no Estado e a criação de um programa de proteção como forma de garantir e defender as vítimas e testemunhas e, deste modo, dar-lhes condições de denunciar. 

O procurador acolheu com interesse e se comprometeu a dar encaminhamento às propostas de forma processual.



Enviado por Sandra Regina Loyo Penha
Articuladora da Rede



quinta-feira, 16 de fevereiro de 2017

10 anos de Rede - Sensibilização contra o tráfico de pessoas - Confira a entrevista para o Portal A12

A 'Rede Um Grito Pela Vida' comemora em 2017 os seus 10 anos de existência. Iniciativa da Conferência dos Religiosos e Religiosas do Brasil este organismo atua contra o tráfico de pessoas na prevenção, atenção às vítimas e incidência politica através de diversas atividades. Para celebrar a sua ação ao longo dessa primeira década, o organismo prepara uma série de ações durante todo o ano. 
Irmã Eurides Alves de Oliveira, coordenadora nacional da 'Rede Um Grito Pela Vida', em entrevista ao A12.com fala da comemoração e destaca pontos importantes da atuação evangelizadora e profética da Rede diante da realidade desumanizante do tráfico de pessoas. 
Atualmente, o tráfico de pessoas atinge 45,8 milhões de pessoas em todo o mundo, sendo compreendido por meio de seis modalidades: exploração sexual, trabalho escravo, venda de órgãos, servidão domestica, mendicância e tráfico para atividades ilícitas. Entre essas realidades, a Rede atua mais incisivamente no tráfico para fins de exploração sexual, com especial atenção às mulheres, crianças, adolescentes e juventudes, por ser a modalidade e público de maior incidência. 
A Rede foi criada em 30 de março de 2007 com o apoio de 28 religiosas que depois de um curso se viram impelidas a lutar contra essa chaga social que vitima principalmente jovens mulheres e crianças. Atualmente, este trabalho conta com a colaboração de mais de 300 religiosos e religiosas de diversas congregações. 

Hoje, divulgamos a primeira parte da longa e especial entrevista concedida pela Irmã Eurides. Ao longo da semana, outros temas serão apresentados pela religiosa, como, por exemplo: as conquistas da Rede, as realidades que mais desafiam sua missão e uma análise realista sobre os retrocessos das políticas nacionais voltadas para essa realidade. 
Nessa primeira parte, a coordenadora destaca a motivação da Rede para a comemoração e elenca as ações que serão desenvolvidas pela Rede. 
A12 - Em 2017 a 'Rede Um Grito Pela Vida' vai comemorar 10 anos de existência. Celebrar essa primeira década faz recordar as inúmeras ações que a Rede já empreendeu na luta pela vida e contra o tráfico de pessoas? 
Foto de: icm-sec.org.br. 
Irmã Eurides
Irmã Eurides | Rede ganhou visibilidade e 
força místico-profética de conscientização, 
articulação e mobilização em 
âmbito nacional e internacional
Irmã Eurides - A Rede um Grito Pela Vida celebra em março de 2017, 10 anos de compromisso no enfrentamento ao tráfico de pessoas. Temos uma década de história bonita e significativa, tecida por muitas mãos para celebrar. Um caminho, uma caminhada de possibilidades, desafios e esperanças para recordar, celebrar e projetar...
Celebrar 10 anos de compromisso no enfrentamento ao tráfico de pessoas, como Rede é um tempo de graça, reconhecimento, memória e reafirmação do compromisso com dignidade e vida das pessoas exploradas e traficadas em nosso país. Tempo também de recordar o caminho percorrido, avaliar e projetar a continuidade da luta com maior determinação e empenho.
Recordamos que no dia 30 de março de 2007, a Rede teve início com um grupo de 28 religiosas de 20 Congregações, vindas de diversas regiões do País. Essas religiosas, ao concluirem o curso de formação sobre tráfico de pessoas organizado pela Conferência dos Religiosos do Brasil (CRB), por solicitação da União Internacional das Superioras Gerais (UISG) que em sua Plenária Internacional, sentiram-se indignadas e sensibilizadas com a crueldade, amplitude e gravidade da realidade do tráfico no mundo e no país. Essas religiosas, sentiram neste drama de milhares de pessoas um desafio, um clamor. Sentiram um apelo de Deus que precisava ser acolhido e enfrentado de forma conjunta. E para esta finalidade criaram a Rede um Grito pela Vida.          
Assim nasceu a 'Rede Um grito Pela Vida', como uma pequena semente de missão em rede no enfrentamento ao tráfico de pessoas. Semente que ao longo destes 10 anos foi regada com ‘muita reza e muita luta’, cresceu e se espalhou pelo Brasil, como expressão Evangélico-Politica de solidariedade e cidadania. Ganhou visibilidade e força místico-profética de conscientização, articulação e mobilização em âmbito nacional e internacional. 
A12 - Como a Rede vai celebrar esse aniversário?
Irmã Eurides - Vamos celebrar com gratidão e alegria e renovado compromisso esta década de missão no enfrentamento ao tráfico de pessoas. 
Leia a entrevista completa para o Portal A12.com nos links abaixo:

 2ª parte da entrevista: 

Combate ao tráfico de pessoas enfrenta “grandes retrocessos”, afirma religiosa


3ª parte da entrevista: 

terça-feira, 14 de fevereiro de 2017

Rede Um Grito pela Vida na Jornada Mundial de Oração e Reflexão contra o Tráfico de Pessoas

A Rede Um Grito Pela Vida, núcleo Manaus, se fez presente acendendo luzes contra o tráfico de pessoas,em diversos lugares da cidade: Comunidade São Mateus na Zona Leste, Comunidades Religiosas - Irmãs do Imaculado Coração de Maria e Irmãs Lourdinas (por ocasião das celebrações da festa da padroeira); Paróquia de São Raimundo, Comunidade N. Sra. de Fátima - Área Missionária São Paulo Apóstolo na zona norte, Curso de teologia ITEPES, Comitê Estadual de Enfrentamento ao Tráfico de Pessoas, Reunião Mensal da Rede, Curso de Teologia Pastoral no Dom Bosco na zona leste, Paróquia N. Sra. de Nazaré em Manacapuru, Paróquia São Geraldo no Encontro com migrantes haitianos e venezuelanos, encontro das Leigas ALMABER de Manaus e no Curso de Realidade Amazônica no ITEPES.

O programa para 2017 introduziu um novo elemento. Além da proposta Oração e Reflexão, nos convidou e continua convidando a focar um aspecto especifico do vasto e complexo mundo do tráfico de seres humanos: o tráfico de meninos, meninas e adolescentes. São crianças, não escravas/os!#saocriancasnaoescravas



Semana intensa de Oração e Reflexão na 
Jornada Mundial de Oração e Reflexão contra o Tráfico de Pessoas











Rede em missão e partilha - Realidade Amazônica

No dia 11 de fevereiro de 2017, a Rede Um Grito Pela Vida esteve presente junto ao grupo de missionárias e missionários que fazem o curso sobre realidade amazônica. Foi uma manhã de partilha da missão e sobre a realidade do tráfico de pessoas no regional Norte I.

    Acendendo luzes contra o tráfico de pessoas.


Formação e troca de saberes com o Projeto Criança Migrante – NOVO NINHO

 

A ASBRAD (Associação Brasileira de Defesa da Mulher, infância e da Juventude), entre seus projetos têm o denominado ‘Criança Migrante – Novo Ninho”. O objetivo do projeto é garantir os direitos das crianças e adolescentes migrantes no Brasil, especialmente o que têm histórico de violência e exploração sexual.

Foco: capacitar os profissionais que trabalham com as crianças e adolescentes migrantes. A capacitação normalmente é realizada em cursos de curta duração, aborda técnicas de atendimento e definição de fluxos locais para a recepção e encaminhamento dessas violações de direitos.

O “Criança Migrante – Novo Ninho” atua em municípios com alto fluxo de atividade migratória e imigratória em Assis Brasil (AC), Foz do Iguaçu (PR) e São Paulo (SP).

A capacitação, diálogo com troca de saberes, conhecimento, experiências para fortalecer e construir uma caminhada conjunta de Diretrizes de Atendimento Humanizado às Crianças  e Adolescentes  no contexto  da Migração  nas Fronteiras  aconteceu em Assis Brasil,  nos dias 31 de janeiro e 01 de fevereiro de 2017.

O Núcleo (em gestação), da Rede Um Grito pela Vida de Assis Brasil esteve presente nos dias de formação e troca de saberes.




 Núcleo de Rio Branco /AC


quarta-feira, 1 de fevereiro de 2017

NOTA PÚBLICA DE REPÚDIO À DECISÃO DO JUIZ LUIS CARLOS HONÓRIO DE VALOIS COELHO, DO TRIBUNAL DE JUSTIÇA E DO MINISTÉRIO PÚBLICO DO ESTADO DO AMAZONAS

O conselho do Movimento Nacional de Direitos Humanos do Amazonas, com base nas atribuições deste Organismo não governamental voltado aos direitos humanos e em parceria ao Comitê Nacional de Enfrentamento à Violência Sexual contra Criança e Adolescente e outras instituições de atendimento e defesa dos direitos da criança e adolescentes, que tem como competência avaliar, acompanhar e subsidiar a execução do Plano Nacional de Enfrentamento à Violência Sexual contra Criança e Adolescente. Vem manifestar REPÚDIO à decisão do Juiz da Vara de Execuções Penais (VEP), Luís Carlos Valois, com a manifestação favorável do Ministério Público.

Na decisão, o magistrado cita que o ex-prefeito de Coari tem bom comportamento carcerário e atende os requisitos do Decreto Presidencial nº 8.940/2016, que trata do indulto presidencial. A aplicação do indulto que extingue a pena de Adail Pinheiro referente ao crime de exploração sexual de crianças e adolescentes, os quais eram sustentados com recursos públicos e sob proteção da máquina administrativa e de segmentos do Judiciário, conforme divulgações na mídia nacional.

A exploração sexual é crime previsto no Código Penal e no Estatuto da Criança e do Adolescente (ECA), imputável ao próprio agressor, ao aliciador, ao intermediário que se beneficia comercialmente do abuso.

Neste cenário de contradições e violências, entendemos que as crianças e adolescentes – vítimas dos crimes praticados por Adail Pinheiro – mais uma vez, tem seus direitos violados e, portanto estão sendo revitimizadas pelo Estado do Amazonas. Por esta razão, o MNDH/AM e as demais Instituições repudia de forma intransigente a decisão do Magistrado e do Promotor de Justiça. E requeremos ao Conselho Nacional de Justiça e ao Conselho Nacional dos Promotores Públicos que se posicione a respeito da referida decisão, estabelecendo as medidas legais cabíveis em relação ao magistrado e ao promotor, a fim de assegurar o respeito integral aos Direitos Humanos e o fortalecimento da democracia e justiça social. 

Nosso compromisso de valorizar a pluralidade das vozes e de democratizar os espaços da mídia nos mobiliza a publicar esta nota. Esperamos que as autoridades, através de suas assessorias, tomem conhecimento do documento.

AOS QUE ERGUEM A CLAVA FORTE DA JUSTIÇA”

A lógica patriarcal, sustentáculo das perversidades do sistema capitalista, não tem fronteiras: sobrepõe-se aos direitos civis e políticos dos povos e nações, transgredindo, assim, à ética universal dos seres humanos.

Apesar das perseverantes lutas através dos tempos e dos avanços por Igualdade, Autonomia, Liberdade, Solidariedade, Justiça e Paz, as instituições de atendimento e defesa dos Direitos Humanos a Criança e ao Adolescente ainda se impõem muitos desafios ao enfrentamento a discriminações, explorações, abusos, enfim, violências de várias ordens.

E, assim, reafirmamos nossos propósitos e compromissos.

Movimento Nacional de Direitos Humanos – MNDH- AM/RR
Comitê Nacional e Estadual de Enfrentamento à Violência Sexual contra Criança e Adolescente – CEVSCA/AM
Rede ECPAT Brasil
Casa Mamãe Margarida
Conselho Regional de Serviço Social – CRSS/AM
Frente Parlamentar de Enfrentamento à Violência Sexual contra Criança e Adolescente - FRENPAC
Rede um Grito Pela Vida - Amazonas
Fórum Permanente de Mulheres de Manaus
Associação das Donas de Casa do Estado do Amazonas – ADCEA
Conselho Estadual dos Direitos de Crianças e Adolescentes
Conselho Municipal de Direitos de Crianças e Adolescentes
Fórum de Saúde Mental