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sábado, 4 de agosto de 2018

Semana Coração Azul leva a sociedade do Amazonas a refletir sobre o Tráfico de Pessoas

O Teatro Amazonas tem servido como marco para dar visibilidade à realidade do tráfico de pessoas, e assim encerrar na cidade de Manaus a Semana Coração Azul. Uma peça de teatro feita pelos jovens do Projeto Oséias, assim como a abordagem às pessoas que passavam em torno e que se mostraram muito receptivas, possibilitando um diálogo e informação, foram as atividades desenvolvidas pelas instituições presentes. 

No dia 30 de julho é o Dia Mundial de Enfrentamento ao Tráfico de Pessoas, instituído pela Assembléia Geral da ONU para marcar a data de aprovação do plano global de combate ao tráfico de pessoas. Com esse motivo, na semana em torno a essa data é celebrada a Campanha Coração Azul, com o propósito de sensibilizar para despertar a sociedade em relação às vítimas e encoraja-la a participar do enfrentamento ao tráfico de pessoas. 

A Campanha, que acontece em vários países do mundo, foi assumida no Brasil pelo Ministério da Justiça no ano de 2013. Cada ano vem crescendo o número de instituições, grupos e estados que assumem esta campanha para dar visibilidade ao tráfico de pessoas. No Amazonas, um dos estados onde o tráfico de pessoas é maior em todo o Brasil, a campanha foi coordenada pela Secretaria de Cidadania e Direitos Humanos do Amazonas – SEJUSC, em parceria com a Secretaria de Estadual de Educação – SEDUC, a Secretaria Municipal de Educação – SEMED, o Projeto Oséias e a Rede Um Grito pela Vida.

Como conta Ir. Roselei Bertoldo, da Rede Um Grito Pela Vida de Manaus, “durante essa semana aconteceram diversas atividades, como o processo de sensibilização e prevenção junto a cinco escolas, uma abordagem numa casa abrigo com os povos indígenas Warau e os migrantes venezuelanos que ali moram, onde a gente conseguiu sensibilizar, informar e alertar as pessoas sobre esse crime, principalmente o tráfico de pessoas para o fim de exploração sexual, trabalho escravo e adoção irregular, também o desaparecimento de crianças, que na cidade de Manaus é elevado”. 

Junto com isso, Roselei Bertoldo, reconhece a importância da campanha como instrumento para “alertar não só essas pessoas, com as quais a gente teve o contato direto, mas também a sociedade em geral, para estar atenta, informada e sobretudo fazer a denúncia dos casos de tráfico de pessoas na nossa região”. Ela destaca que “esse é um compromisso, somamos com o poder público na certeza de que é importante que todos façam a sua parte”. Nesse sentido, representante da Rede um Grito pela Vida, tem destacado que no encerramento da campanha “recebemos duas situações de exploração sexual, a qual orientamos para os encaminhamentos e o atendimento”.

A importância do trabalho em comum entre as diferentes Igrejas e a sociedade civil, está, segundo Ir. Valmi Bohn, que faz parte da Coordenação Nacional da Rede um Grito pela Vida, no fato de que “hoje o tráfico de pessoas é um problema social enorme, que acho que não tem solução, mas aquilo que a gente consegue fazer para prevenir é importante, e sozinhos a gente não consegue fazer nada. Precisa entre Igreja, instituições governamentais e sociedade civil para unir forças e poder atingir o máximo de pessoas possíveis nessa prevenção, principalmente dos jovens e as crianças que são as maiores vítimas dentro das grandes vulnerabilidades sociais que nós vivemos hoje”.

Em referencia à tomada de consciência por parte da sociedade, Valmi Bohn ressalta que “me parece que ainda falta bastante, um caminho bem longo, para as pessoas, a sociedade se conscientizar do grande perigo que os filhos, netos correm diante da grande invisibilidade do tráfico de pessoas, que é um mal social que está aí, um crime hediondo e que precisa mais ser sempre colocado em pauta para discussões para a sociedade civil tomar consciência e principalmente pais e mães tomarem consciência de que os filhos deles, de uma forma ou de outra, correm grande perigo, correm risco, e eles têm que ter essa consciência de prevenção para poderem ver elementos e aspectos que possam ajuda-los a se precaver diante desse crime”.




terça-feira, 19 de junho de 2018

APRENDER A SER: ONDE A VIDA GRITA, A REDE SE FAZ PRESENTE!

Neste Porto de esperança e luta, que segue o rítio das águas e se compromete com a vida, A Rede se fez presente dizendo NÃO ao Trafico de Pessoas em PORTO VELHO.
Esta presença marcante de jovens, adultos crianças,  religiosas aconteceu no Projeto de Inclusão Social Aprender a Ser, realizado na comunidade São Francisco de Assis - Vila Princesa, porque APRENDER A DIZER NÃO AO TRAFICO DE PESSOA É NOSSO COMPROMISSO.























Esse é o objetivo do projeto Aprender a Ser :contribuir com a comunidade para que possa dar passos na integração de crianças, jovens e adultos, fortalecendo a esperança de que são capazes de lutar por melhor qualidade de vida com vistas a tornar a Vila Princesa um local onde se vive feliz primando pela inclusão social e o cuidado com o ambiente.
Nossa gratidão a todas as religiosas e leigas envolvidas nesta atividade de prevenção e proteção à vida.Que um Grito pela Vida seja sempre a nossa bandeira. APRENDER A SER, para melhor proteger e cuidar da Vida;esta é missão da REDE UM GRITO PELA VIDA!


























terça-feira, 12 de junho de 2018

A violência contra a mulher e o tráfico humano: desafios e consequências.



O encontro de formação da Rede um Grito pela Vida em Belo Horizonte com as temáticas: A violência contra a mulher e o tráfico humano: desafios e consequências, mostrou que a violência contra a mulher e o trafico de pessoas é um GRITO PELA VIDA, onde ela se encontra mais fragilizada e ameaçada.





A iniciativa dos núcleos de São Paulo e Belo Horizonte, mais uma vez mostrou o compromisso de religiosas, religiosos, leigas e leigos, que na fidelidade ao clamor do Evangelho, no horizonte belo deste movimento a favor da vida e de enfrentando ao tráfico humano fortaleceram sua caminhada. 


A Luz e as pequenas luzes, mais uma vez, brilham e iluminam no meio da escuridão. Uma luz pequena, mas significativa na vida de tantas pessoas, mulheres, crianças, meninas e meninos... que vivem em situação de violência. Assim é a REDE: com suas pequenas luzes, que a participação de cada um e cada uma no combate a esta forma terrível de escravidão moderna. A Ir. Belén, coordenadora nacional,  abordou de forma breve e concisa a trajetória da Rede um Grito pela Vida nos seus 10 anos de existência, assim como o crescimento desta no pais e os desafios que enfrentam no momento presente.

O FEMINICÍDIO  e a condição de ser MULHER



A continuação, duas advogadas populares: Thais Firmato e Mariana Maciel, membros do coletivo Margarida Alves, conduziram com dinâmicas e dados atais o feminicídio no país. Ambas destacaram como o feminicídio está intimamente ligado à condição de ser mulher. O mapa da violência recentemente publicado revela um aumento do 40% de situações de violência contra a mulher.
Ir. M. Helena Morra,  iniciou a temática de Educação, Direitos Humanos e tráfico de pessoas, ilustrando a temática à partir de uma análise da trajetória de 6 mulheres traficadas. Somos religiosas, religiosos, leigos e leigas comprometidos com a vida, somos pequenos "focos de luz" a iluminar o caminho daqueles e daquelas que, devido a crueldade do coração de alguns seres humanos, são vistos como mercadoria, e a VIDA não é uma mercadoria, a VIDA é um DOM SAGRADO DE DEUS! 


























Parabéns aos Núcleos de São Paulo e Belo Horizonte por mais este trabalho de formação e partilha de vida.


sábado, 31 de março de 2018

Corações unidos na luta contra o Tráfico de Pessoas!



"A força que hoje faz brotar a vida habita em nós pela sua graça. É ele quem nos convida pra trabalhar, o amor repartir e as forças juntar".


Em Parintins brota mais uma força de VIDA E ESPERANÇA: nasce mais um  núcleo da Rede Um Grito Pela Vida!

Nosso coração se tornou VERMELHO, AZUL e de todas as cores: em PARINTINS-AM, nasce mais um núcleo da Rede um Grito pela Vida, fruto da articulação Caritas Norte I e Rede Um Grito Pela Vida de Manaus.

Diante da realidade cruel de abuso, exploração sexual e tráfico de pessoas, a Vida Religiosa, os leigos e leigas de Parintins, sentem o apelo e necessidade de formarem uma equipe, para um trabalho de formação permanente e luta contra o trafico de pessoas porque nosso compromisso será sempre o de JOGAR a FAVOR DA VIDA!




Parabéns Núcleo de Parintins!

terça-feira, 13 de março de 2018

Rede Um Grito pela Vida presente no Fórum Social Mundial 2018

Numa construção coletiva, alegre e esperançosa, a Rede Um Grito pela Vida já está credenciada e organizada no seu estande de sensibilização presente no Fórum Social Mundial 2018, onde acontecerá também a distribuição de material informativo sobre o tráfico de pessoas.

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Comisión contra la Trata de la Conferencia Episcopal Brasileña constata la dramática situación de los inmigrantes venezolanos

La situación por la que pasan los inmigrantes venezolanos dispersados en el estado de Roraima es dramática, de auténtica calamidad. Esa es la conclusión a la que han llegado los miembros de la Comisión Episcopal Pastoral Especial para el Enfrentamiento a la Trata de Personas, CEPEETH, por sus siglas en portugués, después de una misión en la región de 28 de febrero a 4 de marzo, encabezados por su presidente, Monseñor Enemesio Lazzaris, y otro de los obispos que forman parte de la Comisión, Monseñor Adilson Busin, a los que se han unido el obispo local, Monseñor Mario Antonio da Silva y su homólogo del otro lado de la frontera, Monseñor Felipe González, obispo del Vicariato Apostólico de Caroní, que tiene su sede en Santa Elena de Uairén.
El objetivo de la visita ha sido encontrar propuestas sobre las contribuciones que la Iglesia brasileña puede llevar a cabo, buscando una mayor incidencia, asistencia y denuncia, después de conocer la situación por la que pasan los inmigrantes venezolanos, a partir del diálogo con diferentes organizaciones de la sociedad civil y de las Iglesias que les están atendiendo, así como desde una presencia solidaria junto a los propios inmigrantes.

Las ciudades de Pacaraima y Boa Vista concentran la mayor parte de los venezolanos, que en un número de unos 1.200, según datos de la Policía Federal brasileña, encargada del control de entradas y salidas del país, atraviesan cada día la frontera entre los dos países. La mayoría se hacinan en albergues improvisados, que en muchos casos poco se diferencian de los campos de refugiados presentes en tantos lugares del planeta. Otros muchos deambulan por las calles o son encontrados caminando, bajo un sol de 40 grados, a lo largo de los 200 kilómetros de la carretera que separa las dos ciudades, lo que les convierten en fáciles víctimas de todo tipo de explotación.
En Pacaraima la atención de los inmigrantes corre a cargo de una fraternidad ecuménica, junto con la parroquia local, donde es párroco el misionero español Jesús López Fernández de Bobadilla, y en cuya casa parroquial se sirven diariamente más de 800 desayunos, para muchos el único alimento que se llevan a la boca a lo largo del día. El centro de acogida de la ciudad reúne a los indígenas Warao, que actualmente son más de 500, en un local pensado inicialmente para 200.



El encuentro ha servido para constatar algunos desafíos que la situación está provocando. Desde la comisión se reconoce que es necesaria una mayor articulación entre las diferentes instancias para mejorar el atendimiento a los inmigrantes, llevado a cabo de forma muy precaria desde que llegan a la frontera, pagando precios muy elevados por los alimentos o por el transporte hasta la capital.
Junto con eso, los centros de acogida soportan un número muy por encima de su capacidad en condiciones de lo más precario, la policía y el ejército llevan a cabo abusos de autoridad, parte de la población local rechaza a los venezolanos, a los que se acusa de cualquier episodio de violencia, se constata la existencia de trata de personas, tráfico de drogas y armas, explotación sexual de niños y adolescentes.

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Redes contra la trata de la CLAR

(Luis Miguel Modino) - La vida religiosa latinoamericana ha asumido la lucha contra la trata de personas como una de sus principales banderas, algo en lo que cuenta con el total apoyo del Papa Francisco, siempre situado al lado de las víctimas. Fruto de esa misión en común, el grupo Trata-CLAR se ha reunido de 20 a 22 de febrero, para estudiar la realidad de los diferentes países del continente en lo que hace referencia a esa lacra social y encontrar caminos que permitan avanzar en ese combate.
La reunión ha tenido lugar en Bogotá, Colombia, y en ella se han hecho presentes representantes de las redes Kausay Cono Sur, Kausay Perú, Ramá de América Central, Raamin de México, Red contra la Trata de la República Dominica, un Grito por la Vida de Brasil y Tamar de Colombia, junto con representantes del Secretariado de la CLAR, Conferencia Caribeña y Latinoamericana de Religiosas/os.
Las representantes han constatado que se está llevando a cabo una apuesta por la prevención, en un trabajo que se está desarrollando con personas de todas las edades, desde niños a adultos, a través de actividades que están ayudando a tener cada día más conciencia sobre lo que es y como se presenta la trata, una realidad que afecta de un modo tan cruel a la sociedad latinoamericana. Estas acciones están ayudando a la gente a protegerse, cuidar unos de otros y llevar a cabo las denuncias.
En una sociedad en la que poco a poco se está dando un retroceso en los derechos adquiridos y en la condena de la trata de personas y del tráfico de drogas, también se están llevando a cabo una serie de luchas que puedan tener una incidencia política y así cobrar a las autoridades un mayor compromiso en la defensa de las víctimas. Al mismo tiempo, las redes denuncian la situación de anomía y corrupción generalizada que se ha instalado en la sociedad latinoamericana, a lo que se une un alto índice de violencia, que se traduce en feminicidios, secuestros, sobre todo de niños, algo muy común en Colombia, situación que se repite en otros países.
Otro aspecto que es constatado por las redes contra la trata es el problema dela emigración, especialmente de los venezolanos, que están llegando masivamente a todos los países, especialmente Brasil y Colombia. Junto con ello, la situación de México y las políticas xenófobas de Trump. En general, la sociedad latinoamericana vive una situación de dolor, retroceso, preocupación, aprensión ante la pérdida de derechos democráticos.
Como reconoce la representante de la Red un Grito por la Vida, Eurides Alves de Oliveira, se trata de "un escenario desalentador, donde se percibe que la exclusión crece, que la violencia se agudiza, que los derechos están cada vez siendo más violados y las garantías son negadas, con políticas públicas ineficientes".
A partir de ahí, las redes contra la trata, desde la fe y de la Palabra de Dios, han querido descubrir los nuevos desafíos, entre los que se destaca la dificultad para llevar a cabo una incidencia política en una sociedad en crisis, donde el tráfico en sus diversas modalidades sólo aumenta; la necesidad de intervenir y acoger solidariamente a los emigrantes, que ayude a humanizar, superar prejuicios, exigiendo a los gobiernos de cada país que se dispense a esas personas un trato humano; otro desafío es la situación de las mujeres, el alto índice de feminicidios, violaciones, explotación sexual y prostitución forzada. Las participantes del encuentro también han denunciado el miedo de las Iglesias a abordar estas problemáticas, inclusive la llamada ideología de género.
Junto con estos desafíos externos, están aquellos que se pueden considerar internos y que hacen referencia a la falta de recursos para el trabajo de las redes, así como dificultades en la comunicación y articulación de las diferentes acciones, que muchas veces se llevan a cabo de forma aislada, siendo necesario entrelazar las fuerzas, juntar energías y movilizarse conjuntamente en torno de esa problemática.
El ejemplo de las parteras Séfora y Fua, desobedientes y valientes, sostenidas por la fe en el Dios de la Vida, que no aprueba los mecanismos de muerte del sistema opresor, sirve a las redes contra la trata para encontrar hoy medios y caminos para salvar la vida, constatando que su misión en el enfrentamiento de la trata es una causa que nace de Dios. Por eso es necesaria audacia, profecía, radicalidad en las posiciones, creatividad en las estrategias, tejiendo redes entre ellas y con la sociedad civil, articulando las fuerzas para hacer presión a los órganos públicos, sin recular ni perder la esperanza ante la situación actual, siendo conscientes que son enviadas y sostenidas por Dios.
Conocer la realidad local, ha ayudado a las partipantes del encuentro a descubrir que "el origen de la trata y de las diferentes modalidades del tráfico está en la desigualdad social", según Eurides Alves de Oliveira. Esta es una realidad que se hace presente en las periferias de Bogotá, como de muchas ciudades latinoamericanas, lo que se traduce en falta de un lugar donde vivir con mínimas condiciones, de trabajo, de educación... Por eso, según la religiosa brasileña, "nuestra lucha será en vano sin un cambio del sistema, de esa economía excluyente, que mata, como dice el Papa Francisco, que genera, sustenta y promueve las formas de explotación y de violencia".

segunda-feira, 12 de março de 2018

Comissão da CNBB divulga Carta aberta à sociedade após missão na fronteira Brasil-Venezuela

Por Jucelene Rocha

A Venezuela enfrenta uma violenta crise política, econômica e social que avança e se configura como uma grande crise humanitária, já comparada em números e forma com a crise humanitária da Síria.  O êxodo dos venezuelanos afeta diretamente o Brasil, de maneira especial dois estados: Amazonas e Roraima, mas também a Colômbia.

Pela proximidade das fronteiras, os imigrantes e refugiados entram no Brasil pelo município de Pacaraima, em Roraima, cuja população local não ultrapassa os 12 mil habitantes. De lá, a maioria segue para Boa Vista, a menor capital em número populacional do Brasil.

Fome, famílias e mulheres grávidas vivendo nas ruas, desnutrição, crianças fora da escola, insalubridade nos abrigos, e xenofobia, esta é a condição dos imigrantes e refugiados que estão vivendo precariamente no norte do país.

As necessidades básicas dos imigrantes que atravessam a fronteira diariamente vão desde alimentação, medicamentos e abrigo, até o acesso aos procedimentos burocráticos necessários para obter documentos provisórios. Em Boa Vista, eles formam longas filas em frente à sede da Polícia Federal para pedir o status de refugiados e conseguirem os documentos para trabalhar regular no Brasil.

Atenta a essas realidades, a Comissão Episcopal Pastoral Especial para o Enfrentamento ao Tráfico Humano (CEPEETH) da Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB), realizou entre os dias 01 a 04 de março de 2018, nas cidades de Boa Vista e Pacaraima (RR), a missão “Fronteiras Brasil/Venezuela” da qual  participaram o bispo da diocese de Balsas (MA) e presidente da CEPEETH, dom Enemésio Lazzaris, o bispo auxiliar da arquidiocese de Porto Alegre (RS) e membro da CEPEETH,  dom Adilson Pedro Busin,  o assessor da CEPEETH frei Olavio Dotto e a secretária, irmã Claudina Scapini. Também fizeram parte da comitiva os colaboradores nomeados pela CNBB, representantes da Comissão Justiça e Paz-Regional Norte 2 da CNBB; Secretário Executivo do Regional Norte 1 da CNBB; Setor Mobilidade Humana da CNBB; Comissão Pastoral da Terra(CPT); Instituto Migrações e Direitos Humanos (IMDH); Pastoral da Mulher Marginalizada (PMM); Cáritas Brasileira; Rede Um Grito pela Vida da Conferência dos Religiosos do Brasil (CRB); Pastoral dos Migrantes (SPM); Pastoral do Menor e Rede Eclesial Pan-Amazônica (Repam-Brasil).

Na carta divulgada, o grupo fala da situação dos imigrantes venezuelanos que neste momento precisam de tudo, desde itens básicos de alimentação, higiene e saúde, até emprego e condições dignas de abrigamento ou moradia: “Esse cenário tão desolador nos interpela para ações e posicionamentos pessoais e coletivos de acolhida, solidariedade e incidência política de forma articulada em âmbito local, estadual e nacional. Por isso, em nome da CEPEETH fazemos um veemente apelo às igrejas e à sociedade a uma maior solicitude para com estes nossos irmãos e irmãs imigrantes e refugiados”. Diz um trecho da Carta, que também aponta para iniciativas coletivas ou individuais.

Leia na íntegra a Carta divulgada após a missão:

Boa Vista – Roraima, 04 de março de 2018

Carta à sociedade Brasileira 


“Eu vi a opressão de meu povo, ouvi o grito de aflição diante dos opressores e tomei conhecimento de seus sofrimentos” (Ex 3,7-8).

Nós, integrantes da Comissão Episcopal Pastoral Especial para o Enfrentamento ao Tráfico Humano (CEPEETH) da Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB), realizamos entre os dias 01 a 04 de março de 2018, nas cidades de Boa Vista e Pacaraima (RR), a missão “Fronteiras Brasil/Venezuela”. A mesma teve como objetivo conhecer in loco a situação que envolve a imigração atual na fronteira entre o Brasil e a Venezuela, em especial para verificar a ocorrência do tráfico humano e ser presença solidária e profética.

Foram realizadas visitas na fronteira Brasil/Venezuela, nos abrigos dos indígenas Warao em Pacaraima e Pintolândia, e Tancredo Neves em Boa Vista, abrigo para os venezuelanos; audiências com a Policia Federal e com a Governadora do Estado; reuniões com os bispos de Roraima, dom Mário Antônio Silva e o bispo de Santa Elena de Uiarén-Venezuela, dom Felipe González González e com o Pároco da Igreja Sagrado Coração de Jesus em Pacaraima, padre Jesús López Fernández; com as Pastorais Sociais, o Comitê Estadual de Enfrentamento a Exploração Sexual e Tráfico de Pessoas, o Alto Comissariado das Nações Unidas para os Refugiados (ACNUR), Fundo de População das Nações Unidas (UNFPA) e outras organizações da Sociedade Civil. Infelizmente não conseguimos diálogo com a prefeita do município de Boa Vista.

quinta-feira, 8 de fevereiro de 2018

UM JARDIM DE SONHOS - VIA SACRA DO TRÁFICO HUMANO



O Tráfico de Pessoas é a ação de captar, transportar, trasladar, acolher ou receber pessoas, recorrendo à ameaça ou ao uso da força ou outras formas de coerção, ao sequestro, à fraude, ao engano, ao abuso de poder ou de uma situação de vulnerabilidade ou à concessão ou recebimento de pagamentos ou benefícios para obter o consentimento de uma pessoa que tenha autoridade sobre outra com fins de exploração que inclui, mas não se limitam, à exploração da prostituição, da prostituição alheia ou outras formas de exploração sexual, os trabalhos forçados, a escravidão ou suas práticas análogas, a escravidão ou a extração de órgãos. (ONU: Oficina contra a Droga e o Crime).

Introdução 

PRIMEIRA PORTA: O beijo traidor

Getsêmani literalmente significa “prensa de óleo”. É possível que o simbolismo do nome deste lugar tenha muito que ver com o fato que Jesus foi ungido e fortalecido para enfrentar esta etapa de sua missão. 

 Getsêmani é um lugar onde se entra em contato com a natureza, um refúgio de tranquilidade, um lugar para reunir-se com os amigos e familiares, onde as imaginações fluem e os sonhos são criados. Hoje, para nós, assim como para Jesus quando ali foi orar, este jardim se converte num lugar de TRAIÇÃO. 

Ao entrar neste jardim de árvores, portas e janelas, você vai caminhar junto às vítimas do tráfico humano, junto a pessoas que sobreviveram, e junto aquelas e aqueles que trabalham para que outras e outros também possam sobreviver. Jesus caminha com cada uma dessas pessoas, e aqui neste Getsêmani, faz um convite a você para ser ungida e ungido a fim de unir-se aos esforços de carregar a cruz do Calvário à Ressurreição.

As pessoas que caem nas armadilhas do Tráfico Humano, não o fazem por escolha pessoal. A verdade é que o tráfico de pessoas é uma escravidão moderna. Os convites enganadores e os sequestros flagrantes que acontecem, conduzem a um caminho de dor – a uma trilha que inicia com o beijo de um traidor.

Venderam-me por um fim de semana, enganada e zombada. 30 moedas de prata foi meu preço. Ainda hoje se pode comprar a vida inocente de uma pessoa.

Então, um dos Doze, chamado Judas Iscariotes, dirigiu-se aos chefes dos sacerdotes e lhes perguntou: "O que me darão se eu o entregar a vocês? " E eles lhe fixaram o preço: trinta moedas de prata. Desse momento em diante Judas passou a procurar uma oportunidade para entregá-lo. E o que o traía tinha-lhes dado um sinal, dizendo: O que eu beijar é esse; prendei-o. (Mt. 26,14-16;48). 



PROMESSAS DE FORTUNA E SUCESSO: Uma porta de duas faces. 


As pessoas caem em situações do tráfico humano à força. Nunca é uma escolha. A porta que atravessam é bela e atrativa, seduzindo-lhes com promessas de emprego, êxito financeiro e muitos outros sonhos mas, somente para descobrir que atrás dessa porta existem cadeados que não permitem saída.

As promessas falsas de fortuna e sucesso, de enviar remessas de dinheiro aos pais no país de origem, o pensamento sedutor de “serei modelo e minha família vai a ficar orgulhosa de mim” são algumas das muitas armadilhas e confusões.

1. Condenado à morte: “Quando amanheceu, todos os chefes dos sacerdotes e os anciãos dos judeus puseram-se de acordo num plano para matar a Jesus. Levaram-no amarrado e o entregaram a Pilatos, o governador romano. Quando Pilatos viu que não conseguia nada, mas os gritos do povo eram cada vez maiores, mandou trazer água e lavou as mãos diante de todos, dizendo: - Eu não sou responsável da morte deste homem; é coisa de vocês. Todos responderam: Nós e nossos filhos nos fazemos responsáveis de sua morte! Então, Pilatos deixou livre a Barrabás: depois mandou açoitar Jesus e o entregou para que o crucificassem”. (Mt 27, 1-2;24-26)


Quando era jovem, Ana tinha um trabalho no centro comercial de Westfield. Um dia entrou uma mulher muito elegante e começaram a conversar. Em poucos minutos, ela lhe ofereceu um trabalho com um salário melhor. Convidou-a para almoçar a fim de “conversar” sobre os detalhes. Ana aceitou e novamente se viram durante seu intervalo. A oferta foi fascinante e atrativa: um melhor trabalho com um bom salário! Lamentavelmente essa oferta resultou ver-se obrigada a ser uma escrava sexual em Las Vegas, NV. Graças a Deus, Ana escapou depois de três semanas. Escondeu-se em um closet por três dias com muito medo de que fosse descoberta.

Acenda a sua luz de esperança e liberdade!

Jornada de Oração e Reflexão contra o tráfico de pessoas 2018.

Oração de compromisso:

"No hoje de nossa história, enquanto os fluxos migratórios estão aumentando, confirmamos a nossa fé no Deus da vida, exprimindo a nossa preocupação através da nossa oração:

Quando ouvimos falar de crianças, homens e mulheres enganados e levados a lugares desconhecidos com o escopo de exploração sexual, trabalho forçado e venda de órgãos, os nossos corações se indignam e o nosso espírito sofre, porque a dignidade e os direitos deles são pisoteados com ameaças, mentiras e violência.
Ó Deus, ajudai-nos a contrastar com as nossas escolhas de vida toda forma de escravidão. Nós, juntamente com Santa Bakhita, vos pedimos para que o tráfico de pessoas tenha um fim. Dai-nos sabedoria e coragem para tornar-nos próximos de todos aqueles que foram feridos no corpo, no coração e no espírito, de tal modo que possamos realizar a vossa promessa de vida e de amor terno e infinito por estes nossos irmãos e irmãs explorados.
Tocai o coração de quem é responsável por este grave crime e sustentai o nosso compromisso pela liberdade, dom vosso para todos os vossos filhos e filhas. Amém."



quarta-feira, 7 de fevereiro de 2018

Vigília de oração e reflexão contra o tráfico de pessoas 2018

O tema do Dia Mundial de Oração e Reflexão contra o tráfico humano de 2018 focaliza o drama do tráfico de pessoas entre as populações itinerantes: os migrantes, os refugiados e os banidos. Somos convidados a acender uma luz para estes nossos irmãos e irmãs

Tráfico de pessoas e contrabando de migrantes são duas realidades diversas que sempre se entrelaçam entre si. A violência e a exploração sofridas pelos migrantes que se põem em viagem sem ter um visto de entrada em outro país são frequentemente identificáveis como tráfico de pessoas. A vulnerabilidade causada por seu estado torna-os presa fácil da exploração sexual e trabalhista. Com frequência, migrantes e refugiados são constrangidos a trabalhar por muitas horas ao dia, ganhando pouquíssimo dinheiro, obrigados a estas condições para pagar o débito contraído. O custo do débito aumenta de acordo com a vontade dos traficantes, e são muitos os que sofrem ameaças e extorsões, quando não podem pagar. Muitos migrantes desaparecem durante o trajeto, vítimas do tráfico de órgãos. No mundo globalizado, os fluxos migratórios aumentaram; a isto se contrapõem políticas migratórias sempre mais restritivas por parte de muitos países. 

Esta situação favorece a vulnerabilidade das populações migrantes, que se tornaram, em todo o mundo, um grupo de alto risco para o tráfico de pessoas, seja durante o transporte, nos países de trânsito, seja chegados ao destino. 

A edição 2018 do Dia Mundial de Oração e Reflexão contra o tráfico humano permite-nos acompanhar, com a oração e o nosso compromisso, os trabalhos das Nações Unidas para o Global Migration Compact, um instrumento internacional com o qual os Chefes de Estado e dos Governos de todos os países-membros das Nações Unidas colocam no centro da sua agenda política o tema dos migrantes e dos refugiados, reconhecendo a necessidade de uma abordagem comum e coordenada da questão migratória. O tráfico de pessoas é um dos temas centrais deste debate. 

Acendamos, nos nossos corações e com as nossas vidas, uma luz de acolhimento, de esperança e de encontro. Juntos, acendamos uma luz para a liberdade, contra toda forma de escravidão.

Baixe o Guia para a Vigília:

quinta-feira, 1 de fevereiro de 2018

NOTA DE REPÚDIO E SOLIDARIEDADE - Fórum Permanente das Mulheres de Manaus

Acredito na beleza das almas que existe dentro e fora das pessoas. Acredito que a maldade seja passageira e que o ódio seja o inicio do amor escondido dentro das almas. (F. Júnior/2018). 


O Fórum Permanente das Mulheres de Manaus, desde de 2006, vem provocando a sociedade das mulheres e dos homens, promotoras e promotores da paz e dos direitos, a assumir a missão de lutar pelos direitos humanos das pessoas. E nós, do Fórum Permanente das Mulheres de Manaus, assumimos a incumbência de juntas, lutarmos em favor, de uma sociedade, que não seja patriarcal, capitalista, machista, sexista, transfóbica, racista, lesbofóbica e cheia de ódio. 

Acreditamos que as mulheres podem viver sem violência, em uma sociedade justa, que respeite as identidades de gênero, que respeite a diversidade religiosa, que respeite a vida das mulheres. 

A violência contra mulheres vem tornando-se, a cada dia, uma das maiores mazelas sócias, no Brasil e no estado do Amazonas. Todos os dias surge um novo caso de violência física, sexual, psicológica, patrimonial, racial, até chegar ao feminicídio. Muitos casos são registrados e outros são desencorajados pela burocracia do Estado brasileiro, que acaba dificultando o acesso ao exercício pleno do direito. Sabemos que a violência existe em todas as camadas da sociedade. Também sabemos que a mesma não pode ser silenciada. 

As mulheres violentadas não podem se deixar silenciar. Seus gritos de dor, de indignação e de denúncia devem ecoar por todos os espaços. 

Assim, nós do Fórum Permanente das Mulheres de Manaus, manifestamos REPÚDIO acerca dos inúmeros casos de violência contra mulheres no estado do Amazonas/Manaus. Repudiamos o caso de violência física que sofreu a instrutora de informática, militante dos direitos humanos das mulheres, Mary Lúcia, que foi covardemente agredida na tarde do dia 29 de janeiro, em frente a sua casa no bairro Colônia Terra Nova, Zona Norte de Manaus, por volta das 16h30min, por um vizinho. Mary Lúcia registrou a ocorrência na Delegacia de Combate a Crimes Contra a Mulher (DECCM), afirmando que o agressor é seu vizinho, um lutador de artes marciais e que o crime foi cometido por homofobia (homofobia corresponde a uma série de atitudes e sentimentos negativos em relação a gays, lésbicas, bissexuais e também em relação a transgêneros e pessoas transexuais. Tais sentimentos podem ser: aversão, antipatia, desprezo, raiva inexplicável e engloba preconceito, discriminação e abuso). O autor lesbofóbico, no ano de 2014, agrediu a vitima e foi condenado, segundo os autos do processo nº 0609400-68,2014,8.04.0015. 

No ano de 2014, segundos dados do Ministério dos Direitos Humanos/ Secretaria Especial de Direitos humanos/ Diretoria de Promoção dos Direitos de Lésbicas, Gays, Bissexuais, Travestis e Transexuais (DPLGBT), 14,29% das mulheres lésbicas foram agredidas por vizinhos e vizinhas, 31,68% das mulheres lésbicas agredidas no Brasil, o suspeito era vizinho. 36,36% das agressões foram cometidas em vias públicas. 

Ser lésbica é um direito, uma orientação e uma identidade sexual. Portanto, é fundamental e urgente que sejam garantidos os direitos e a cidadania lésbica. Mary Lúcia foi espancada, humilhada, ferida no corpo e alma. 

Ao ser socorrida por outras e outros vizinhos/as, que sensibilizados/as, usaram seus corpos como correntes humanas para proteger, acalentar e fortalecer a vítima. 

Mary viu que não estava sozinha, que a solidariedade existia. Com isso, teve erguida sua força, a sede por justiça, teve erguida a dor que não era apenas sua. A dor de muitas Mary, Joanas, Tonhas, Marias, Ana, Tiana, Aga, Doras e tantas outras que no silêncio vibram com a coragem de Mary Lúcia, em dizer: Basta de violência. 

Nós mulheres de luta e que lutam, esperamos que a justiça abra os olhos! 


Assim, prestamos nossa SOLIDARIEDADE, unimos nossa força a tua força, a tua garra de guerreira amazônida. Iremos juntas vencer o ódio, discriminação, preconceito, machismo, sexismo e a lesbofobia. 

O fim da violência contra as mulheres e a emancipação feminina são pressupostos para a construção de uma sociedade mais justa. 

Assinam a nota de repudio e solidariedade, 
  • Associação de Artesãos Indígenas de Manaus Amazônia Viva – AAIMAV; 
  • Associação de Travestis,Transexuais e Transgêneros do Amazonas -ASSOTRAM; 
  • Articulação de Mulheres Homoafetivas Aliados e Aliadas do Amazonas – ALMAZ;
  • Associação das Donas de Casa do Estado do Amazonas – ADCEAAM; 
  • Associação Amazonense de Mulheres Independentes pela Livre Expressão Sexual- AAMILES; 
  • Associação de Grupos Alternativos de Geração de Renda de Manaus – ASSGAGER; 
  • Associação Nossa Senhora da Conceição; 
  • Centro de Defesa da Mulher; 
  • Centro de Integração Amigas da Mama – CIAM; 
  • Coletivo Difusão; 
  • Coletivo Hip Hop Feminino; 
  • Conselho Estadual dos Direitos da Mulher - CEDIM; 
  • Conselho Regional de Serviço Social 15a Região (CRESS AM/RR); 
  • Comissão Pastoral da Terra – CPT; Coletivo OcupaMinaArt; 
  • Coletivo Mariam; 
  • Espaço Feminista Uri hi; 
  • Fórum Permanente dos Afro-descendentes do Amazonas; 
  • Frente Nacional de Mulheres no Hiphop; 
  • Fórum Afroamerindias e Caribenhas; 
  • Guerreiras Amazônicas em Movimento - GAM; 
  • Grupo de Estudos e Observatório Social: Gênero, Política, Poder – GEPOS;
  • Instituto Equit – Gênero, Economia e Cidadania Global; 
  • Instituto Cultural Afro Mutalembê; 
  • Movimento de Mulheres Camponesas – MMC; 
  • Movimento Feminista Maria sem Vergonha; 
  • Movimento Comunitario Vida e Esperança - MCVE Movimento de Mulheres Solidaria do Amazonas – MUSAS; 
  • Movimento de Mulheres Negras da Floresta – DANDARA; 
  • Movimento de Mulheres Orquídea; Macha Mundial das Mulheres – Núcleo Amazonas; 
  • Manifesta LGBT+; 
  • Núcleo Lélia Gonzalez; 
  • Pastoral Operaria -PO; 
  • Promotoras Legais Populares de Careiro Rede Grito pela Vida; 
  • União Brasileira de Mulheres – UBM





FÓRUM PERMANENTE DAS MULHERES DE MANAUS 
Manaus – AM – Brasil Fone: (5592) 992044578/ 991542836/993261943/991852888/981867526 
E-mail: fpmdemanaus@yahoo.com.br 
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Apoio: Instituto Equit 
Filiada: Articulação de Mulheres Brasileira – AMB