sexta-feira, 7 de fevereiro de 2020

História de Santa Josefina Bakhita


Santa Josefina Bakhita nasceu no Sudão, em 1869 e viveu a dureza da escravidão. Bakhita significa “afortunada” mas não foi o nome dado a ela pelos pais e por uma das pessoas que, certa vez, a comprou.

Por intermédio de um cônsul italiano que a comprou, ela foi entregue a uma família amiga deste de Veneza. Ali, ela tornou-se amiga e também babá da filha mais nova deles que estava para nascer.

Em meio aos sofrimentos e a uma memória toda marcada pela dor e pelos medos, ela foi visitada pelo amor de Deus. Porque essa família de Veneza teve de voltar para a África, em vista de negócios, tanto a filha pequena quanto a babá foram entregues aos cuidados de irmãs religiosas de Santa Madalena de Canossa. Ali, Santa Bakhita conheceu o Evangelho; conhecendo a pessoa de Jesus, foi se apaixonando cada vez mais por Ele.

Com 21 anos, recebeu a graça do sacramento do batismo. Livremente, ela O acolheu e foi crescendo na vida de oração, experimentando o amor de Deus e se abrindo à ação do Espírito Santo.

Quando aqueles amigos voltaram para pegar Bakhita e a criança, foi o momento em que ela expressou o seu desejo de permanecer no local, porque queria ser religiosa. Passado o tempo de formação, recebeu a graça de ser acolhida como religiosa. Isso foi sinal de Deus para as irmãs e para o povo que rodeava aquela região.

Santa Josefina Bakhita, sempre com o sorriso nos lábios, foi uma mulher de trabalho. Exerceu várias atividades na congregação. Como porteira e bordadeira, ela serviu a Deus por intermédio dos irmãos. Carinhosamente, ela chamava a Deus como seu patrão, “o meu Patrão”, ela dizia.

Conhecida por muitos pela alegria e pela paz que comunicava, ela, com o passar dos anos, foi acometida por uma grave enfermidade. Sofreu por muito tempo, mas na sua devoção a Santíssima Virgem, na sua vida de oração, sacramental, de entrega total ao Senhor, ela pôde se deixar trabalhar por Deus, seu verdadeiro libertador. Ela partiu para a glória e foi canonizada pelo Papa João Paulo II no ano 2000.

Oração:

Ó Santa Josefina Bakhita, que, desde menina, foste enriquecida por Deus com tantos dons e a Ele correspondeste com todo o amor, olha por nós.
Intercede junto ao Senhor para que cresçamos no Seu amor e no amor a todas as criaturas humanas, sem distinção de idade, de raça, de cor ou de situação social.
Que pratiquemos sempre, como tu, as virtudes da fé, da esperança, da caridade, da humildade, da castidade e da obediência. Pede, agora, ao Pai do Céu, oh Bakhita, as graças que mais preciso, especialmente (pedido).
Amém.

MISSA PELO DIA MUNDIAL DE ORAÇÃO E REFLEXÃO CONTRA O TRÁFICO DE PESSOAS





Porto Alegre vai participar da Jornada Mundial de Oração e Reflexão contra o Tráfico de Pessoas. O evento é convocação do Papa Francisco para a Igreja Católica. Na capital gaúcha, será celebrada uma Missa na sexta-feira (07), às 16h, na Igreja do Rosário, presidida por Dom Adilson Busin, bispo integrante da Comissão Episcopal Pastoral Especial para o Enfrentamento ao Tráfico Humano da Conferência Nacional dos Bispos do Brasil.

A jornada de Porto Alegre é organizada pela Rede Um Grito pela Vida, da Conferência dos Religiosos do Brasil. O grupo reúne diversas congregações religiosas e grupos sociais que defendem a causa da erradicação do Tráfico. Além disso, conta com o apoio do regional gaúcho da CNBB. O objetivo é o de rezar, conscientizar e pedir políticas públicas para a erradicação desse crime que o Papa chamou de “fenômeno global” e “chaga vergonhosa”.




De acordo a Irmã Maria Bernardete Macarini, religiosa da Congregação das Irmãs do Imaculado Coração de Maria e secretária nacional da Rede Um Grito Pela Vida, a jornada celebra a memória de Santa Josefina Bakhita (1869-1947), sudanesa, primeira santa da África, canonizada no ano 2000. Em vida, Bakhita foi traficada para fins de trabalho doméstico.

“Santa Bakhita também foi escrava, vendida e que sofreu na pele a dor do tráfico humano, da exploração e da violência. Ela, quando adulta, se tornou religiosa. O Papa Francisco instituiu o dia 08 de fevereiro como dia mundial de oração contra o tráfico de pessoas em homenagem a ela, que também é a padroeira das vítimas desse tipo de crime” disse a secretária nacional.

Irmã Bernardete afirma que este é um crime muito presente na sociedade. As vítimas, de crianças a adultos, em sua maioria, são pessoas pobres, especialmente adolescentes e mulheres. Atraídas por proposta de emprego e ganhos volumosos, acabam sendo abusadas ou exploradas sexualmente. O tráfico humano também acontece para fins de trabalho doméstico, trabalho escravo no campo ou na cidade, tráfico de drogas, adoção ilegal e venda de órgãos.

A religiosa aponta que há rotas 28 rotas de tráfico humano no Rio Grande do Sul, sobretudo na região de fronteira, porém, este dado é extraoficial. Não há estatísticas oficiais sobre o número de rotas, vítimas e encaminhamento por parte do estado, que possui em sua estrutura o Núcleo de Enfrentamento ao Tráfico de Pessoas, o NETP/RS.

“O trabalho da Rede Um Grito Pela Vida é o de conscientização, de mobilização e prevenção. No momento em que identificamos alguns casos, o caminho é repassar para o NEPT, que é quem tem autoridade para tal. Entretanto, com as sucessivas mudanças de governo, estamos sempre refazendo as ações, o que dificulta o trabalho de identificar as rotas com precisão e de encaminhar as pessoas.” pontuou.

Irmã Bernardete afirmou ainda que a conscientização da sociedade ainda é o melhor caminho para erradicar o tráfico:

“Como afirma o propósito da jornada, somos chamados a acender uma luz contra o tráfico de pessoas e permanecer em vigília constante” concluiu.

terça-feira, 4 de fevereiro de 2020

Semana Santa Josefina Bakhita e Dia Mundial de Oração e Reflexão contra o Tráfico de Pessoas

De 03 a 08 de fevereiro, vivemos a Semana Santa Josefina Bakhita e do Dia Mundial de Oração e Reflexão contra o Tráfico de Pessoas. Esta é uma oportunidade para reafirmar aquilo que temos como motivação: “Juntos contra o Tráfico de Pessoas”. Confira a mensagem da coordenação nacional da Rede Um Grito Pela Vida.




sexta-feira, 31 de janeiro de 2020

Prelazia de Itacoatiara/AM no dia 28/01/2020

A Rede um Grito pela Vida da Prelazia de Itacoatiara/AM no dia 28/01/2020 realizou um Ato Público para celebrar o dia Nacional de Combate ao Trabalho Escravo.

1º Momento - Ato feito na Avenida Parque - Tivemos o grande apoio de nosso Bispo Dom Ionilton, também da CPT, Casa Maria, UBM, e Caritas local

 2º Momento - Roda de conversa entre um grupo interessado no assunto. Encerramos com um lanche de partilha.


Irmã Rose Bertoldo recebe reconhecimento internacional





A instituição Catholic Church Reform International´s, uma rede global com mais de uma centena de grupos presente em 65 países, tem sua sede nos Estados Unidos. Reconhecida pelo seu trabalho incansável na luta pela reforma a Irmã Rose Bertoldo está  especialmente no enfrentamento ao tráfico de pessoas e na equidade de gênero e na Igreja Católica.

Seguindo a doutrina do Concilio Vaticano II, que tem sido retomada pelo Papa Francisco, a instituição pretende fazer realidade um novo jeito de ser Igreja, uma dimensão cada vez mais necessária diante da situação atual que a sociedade e a Igreja católica está vivendo, com constantes ataques de grupos que pretendem retomar o modo pre-conciliar.

Desde o trabalho em rede, que tem como fundamento a interação e colaboração dos diferentes grupos e pessoas que fazem parte da organização, pretende fazer realidade uma Igreja que tenha como base o amor e não as leis, sempre em interação com o mundo, que deve ser melhor para todos e todas.

Katia Bond, integrante  da Rede Catholic Church Reform International´s, entregou na noite do dia 23 de janeiro em João Pessoa a placa onde confere em nível mundial o premio em segundo lugar a Ir. Rose Bertoldo, como reconhecimento do seu trabalho.

A religiosa da Congregação da Irmãs do Imaculado Coração de Maria, que trabalha na Amazônia desde fevereiro de 2012, foi uma das auditoras na assembleia sinodal do Sínodo para Amazônia, que aconteceu em Roma, de 6 a 27 de 2019. Esse sínodo tem sido considerado por muitos como um momento de grande importância dentro do processo de reforma eclesial. De fato, as vozes das mulheres e dos indígenas foram avaliadas como elemento fundamental nos debates desenvolvidos ao longo do processo sinodal.

O enfrentamento ao tráfico de pessoas, uma dimensão presente na reflexão sinodal, recolhida no Documento Final do Sínodo para a Amazônia, é uma das grandes problemáticas presentes na Pan-Amazônia, uma das muitas chagas que ferem os povos da região, especialmente os coletivos mais vulneráveis, dentre eles as mulheres e as crianças. O trabalho desenvolvido pela Rede um Grito pela Vida, da qual Rose Bertoldo faz parte, tem sido um forte impulso na conscientização e combate, também dentro da Igreja católica.

Segundo Irmã Rose Bertoldo, “ é com muita gratidão que recebi esta premiação, um reconhecimento pelo trabalho que a Rede Um Grito pela Vida vem realizando ao longo destes anos, especialmente em todo o processo de preparação para a assembleia sinodal na Igreja da Amazônia, muitos passos significativos temos dados no cuidado com a vida, um longo processo de articulação e formação de lideranças em muitos espaços eclesiais, o que tem contribuído para que a Igreja assuma como missão  a defesa da vida das pessoas que são vitimas do abuso, exploração sexual e o tráfico de pessoas.”

Luis Miguel Modino