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quarta-feira, 27 de julho de 2016

Núcleo da Rede Um Grito pela Vida de Manaus integra ações da Semana de Enfrentamento ao Tráfico de Pessoas - Confira as atividades!

O Núcleo de Manaus da Rede Um Grito Pela Vida integra as ações de prevenção ao tráfico de pessoas na Semana do 30 de julho, promovida pela ONU.






No dia 21 de julho participamos da divulgação da campanha por meio do Centro de Mídia da Secretaria de Educação, com a representação de Ir. Santina. Já no dia 22 de julho, estivemos presentes no Seminário Políticas Públicas para Crianças e Adolescente, no bairro Monte das Oliveiras, com a representação de Sandra. 

Confira as próximas atividades que contarão com a nossa participação nesta Semana de Enfrentamento que destaca o Dia Mundial contra o tráfico de pessoas.

27/07

Das 14h às 17h: formação sobre abuso e exploração sexual – Rede Um Grito Pela Vida – CRB.

26 e 27/07: sensibilização na Escola Cacau Pereira.

Dia 28/07

Das 9h às 12h - Auditório da SEJUSC: reunião com o Comitê de Enfrentamento ao tráfico de pessoas e responsáveis pelos postos de atendimento ao migrante. (Rose e Eurides)

Das 15h às 17h - Auditório da SEJUSC:
- Solenidade de abertura da campanha.
- Palestra com Membro do Comitê Nacional de enfrentamento ao TP. A Rede Um Grito pela Vida estará representada pela Ir. Rose Bertoldo e Ir. Eurides Alves.

Às 18h: iluminação azul dos prédios  históricos da cidade.

Dia 29/07 

Atividades nas escolas.
- Ir. Gabrielle, Rosangela e Socorrinha estarão presentes, na parte da manhã, no bairro do Puraquequara.
- Berenice Martins (Rose) marcará presença pela Rede no Bairro Mauazinho. 
- Na escola Escola CETI: Eliza Bessa (Paulina, Rosineuda e Ananda) - Bola do produtor.

Dia 30/07  

Panfletagem na Ponte do Rio Negro
Cotaremos com as equipes:
Jovens da Pastoral da Criança (articulação de Ray)
Barreira Policial, BR, Jovens de Santa Etelvina (articulação de Patrícia), Porto da Ceasa ((articulação de Elineuza, Socorrinha e Anajar).

29 a 31/07 

- Seminário Laudato Si.
- Participação e formação sobre o tráfico de pessoas com a pastoral da criança.

Mais informações:
 (92) 3234 3160 / 99209085

domingo, 13 de dezembro de 2015

Rede Um Grito Pela Vida participa de seminário sobre Trabalho Escravo em Manaus.

Nos dia 10 e 11 de dezembro aconteceu o Seminário Trabalho Escravo no Amazonas: estratégias para o enfrentamento, promovido pelo Ministério Público do Trabalho, foi um seminário muito rico, com mesas de debate sobre a realidade do trabalho escravo no amazonas, foi possível ter maior visibilidade deste crime e como acontece na região o trabalho escravo. Detre as mesa de debate destacamos: perspectivas de com combate ao trabalho escravo no Amazonas. Perspectivas e desafios no combate os TE em atividades extrativistas. A Rede Um Grito Pela Vida, reafirma a parceria e o trabalho em rede no combate a tantas formas de gradação da vida junto aos povos da amazônia. 



segunda-feira, 12 de outubro de 2015

I CONGRESSO INTERNACIONAL DE ENFRENTAMENTO AO TRÁFICO DE PESSOAS - RIO BRANCO - AC


I CONGRESO INTERNACIONAL CONTRA LA TRATA DE PERSONAS – RIO BRANCO – AC

A Rede Um Grito pela Vida e a Faculdade Diocesana São José realizaram, nos dias 09 -12 de outubro de 2015, o I Congresso Internacional de enfrentamento ao Tráfico de Pessoas. 




O objetivo deste era sensibilizar e informar sobre a prática de exploração e violação de direitos, assim como partilhar ações que já vem sendo realizadas nos nossos lugares de origem: Peru, Bolívia e Brasil.


Na sexta feira a noite foi realizada a abertura do evento, para o qual se fizeram presentes Dom Joaquín Pertiñez, bispo da diocese de Rio Branco, a coordenadora nacional da Rede um grito pela vida Irmã Eurides Alves de Oliveira, o Consul de Bolívia, o Ministério Público e diversos representantes dos governos estadual e municipal. Inicialmente tivemos uma apresentação de teatro: “Eu não sou mercadoria”. A palestra de abertura foi “A dignidade humana”, realizada pelo bispo da diocese. A seguir a Ir. Eurides Oliveira apresentou a Rede  

Um Grito pela Vida e a desafiante missão que é realizada


No sábado, após a mística, a Dra. Tereza Cruz – UFAC – nos ajudou a refletir sobre a mulher acreana e sua história. A seguir, o Sr. Fabio Fabricio Pereira da Cruz, membro do Comité Estadual de Enfrentamento ao Tráfico de Pessoas, apresentou os conceitos básicos de tráfico de pessoas, assim como os dados registrados a nível do estado do Acre. Na parte da tarde, o Sr. Crispim, membro da Rede compartilhou a sua experiência e seu olhar sobre a realidade de migração dos Haitianos e senegaleses que entram no Brasil pela fronteira Peru/Acre. Na continuidade  assistimos o documentário brasileiro “Cinderelas, lobos e um príncipe encantado”, a partir do qual realizamos um denso e profundo debate. Finalizamos nossos trabalhos da tarde com “o Tratado de Palermo”, apresentado pela Dra. Nazaré, do Ministério Público.

O domingo foi reservado para a partilha de experiências nos lugares de origem

Iniciamos com a Eucaristia e depois os núcleos de Porto Velho, Manaus e Rio Branco compartilharam suas experiências e desafios. Também os representantes do Peru, da organização chsalternativo, expuseram a sua maneira de trabalhar no enfrentamento do tráfico de pessoas, assim como suas conquistas e desafios. Finalmente concluímos acolhendo a luz de cristo como aquele que ilumina o nosso compromisso de enfrentamento ao Tráfico.

O tema abordado é imensamente desafiante. O seminário evidenciou mais uma vez a gravidade e grande incidência desta realidade no estado, nos países.  No entanto, experimentamos uma grande esperança ao constatar o crescimento do número de pessoas sensibilizadas que contribuem e/ou estão dispostos a colaborar com atitudes concretas diante deste problema social através de ações que promovem e defendem a vida.
 












A luta continua,  Enfrentar o tráfico de pessoas é nosso Compromisso!

segunda-feira, 5 de outubro de 2015

JUVENTUDE COM DIREITO A SABER, A SONHAR E A TER UMA VIDA MELHOR


“A Juventude precisa saber” é o nome do Projeto nas Escolas e Organizações Sociais a se realizar em diferentes regiões da Cidade de São Paulo. A primeira experiência começa a se efetivar em São Mateus (Zona Leste) e visa sensibilizar a Juventude para a  prevenção ao tráfico de Pessoas.




O Projeto foi pensado e rascunhado a partir da avaliação do evento pelo dia 23 de setembro do ano 2014, ocasião em que se constatou que o núcleo da Rede Um grito pela Vida- SP mais do que fazer ações pontuais, precisava focar em ações importantes e que é considerassem processos com inicio, meio, conclusões, recomeços e renovações. Como o Núcleo SP conta, dentre suas parcerias mais sólidas, com o Centro Social Nossa Senhora do Bom Parto - Bompar, e a participação ativa na Rede do leigo Gilson, com o apoio respaldo da entidade, tem contribuído para a gestação deste projeto que abre novas janelas de vida e esperança para a juventude destas áreas geográficas.

Durante este ano continuou-se a aprofundar o Projeto em algumas das reuniões do Núcleo a fim de que o mesmo passasse da letra para a concretização. E assim foram se dando vÁrios passos para estabelecer a articulação com as escolas e as Unidades do Bompar.

Depois deste trabalho de articulação se escolheu uma das Unidades Socioeducativas do Bompar, o Tabor, localizado no bairro Jardim São Gonçalo. No Tabor o Projeto foi lançado a partir de uma Roda de conversa prévia com jovens que se dispuseram voluntariamente a participar. A mesma concretizou-se no dia 28/09 das 9h as 11h30 min, com o intuito de preparar o seminário agendado para o dia 30 de setembro. Participaram 27 jovens. Foi apresentado o Projeto e trabalhado o tema de tráfico de pessoas a partir dos saberes, dos sonhos de cada participante e com o debate de um vídeo.

Antes de encerrar atividade, já que os/as jovens ficaram empolgados/as, se fez a proposta de se tornarem multiplicadores/as, sensibilizando a outros/as jovens sobre a realidade do tráfico de pessoas, através da arte. Aderiram à proposta formando grupos de artes plásticas, dança, teatro, literatura, música e esportes. A proposta é que no seminário, onde participarão mais jovens, os novos possam inserir-se nestes grupos artísticos. Os jovens da Roda terão a importante missão de realizarem a acolhida do Seminário e, já por dentro da proposta, realizar o convite à ação artística e motivar o grupo novo.

No evento do seminário, contaremos com a assessoria de Claudia Patrícia Luna e com outros/as e outras jovens que contribuirão com música e experiencias de sua caminhada juvenil em outros grupos ou organizações.

 O seminário se fez realidade

O seminário aconteceu o dia planejado com a participação de 230 pessoas aproximadamente, na sua maioria jovem, na unidade sócio educativa Tabor nomeada acima.

Iniciou-se com a acolhida e inscrições feitas pelo grupo da roda de conversa de segunda feira. Logo após das inscrições e café da manhã, abriu-se o evento com um momento de mística tendo como motivação, o Pai Nosso dos Mártires. A seguir Ir. Manuela Rodríguez (OSR) Núcleo da Rede Um Grito pela Vida.  – SP, fez uma saudação às pessoas presentes e apresentou a Rede. Gilson repassou a origem do projeto “A juventude precisa saber”.

A continuação foi apresentada a parceria da rede no Núcleo SP, Claudia Patrícia Luna, do Movimento Nacional contra o Tráfico de Pessoas (MTP) e do grupo “Elas por Elas”. Claudia se apresentou para os/as jovens partindo de sua realidade cotidiana e simpatizando com eles/as: “Quem são do fank, quem são do pagode...” e todas/os ficaram bem empolgados/as, expressando sua alegria e sintonizando com ela.













Para motivar ainda mais, foi colocado o documentário “Desperte para esta realidade” da Campanha Coração Azul.

Retomando alguns aspectos que saíram no documentário e, sobretudo, partindo da realidade juvenil atual, Claudia começou a desenvolver sua palestra fazendo questão dos sonhos que as/os jovens tem e do desejo de uma vida melhor. Frisou como os/as aliciadores/as se apropriam desses sonhos para levar uma proposta enganosa, mas com aparência de um paraíso na terra. Foi avançando na reflexão junto com o grupo, destacando que o tráfico é um comércio de vidas. Que a Lei da Redução da Maioridade Penal pode ser uma grande oportunidade para que as redes de tráfico de pessoas  explorem jovens, tanto homens como mulheres. Atrelado ao tema dessa Lei salientou que, se fossem garantidos os direitos a: saúde, educação, lazer, trabalho, cultura, entre outros, não haveria entrada para os/as traficantes de seres humanos. Precisa-se fazer acontecer as Políticas Públicas.

terça-feira, 1 de setembro de 2015

Tráfico de Pessoas e relações de gênero é tema de encontro da Vida Consagrada, em Brasília

ESCRITO POR CRB COMUNICAÇÃO LIGADO . PUBLICADO EM DESTAQUE

Por Rosinha Martins|29.08.2015| Cerca de 60 religiosas e religiosos advindos de todas as regiões do Brasil, se encontram reunidos em Brasília para o VII encontro nacional da Rede Um Grito pela Vida, rede nacional de prevenção ao Tráfico de Pessoas.
O evento, que acontece no Instituto São Boaventura dos Franciscanos Conventuais, em Brasília, reúne religiosas e religiosos dos 23 núcleos da Rede para debater o tema relação de gênero no enfrentamento do Tráfico de Pessoas para qualificar e ampliar a atuação profética e solidária dos núcleos na abordagem das causas geradoras Tráfico Humano.
“Queremos aprofundar e crescer a consciência do sentido de pertença à Rede Um Grito Pela Vida, fortalecendo a nossa identidade e compromisso, como também, estudar e analisar as relações de gênero como uma das causas estruturais do Tráfico de Pessoas e ainda, realizar o processo eletivo da articulação nacional”, afirma a coordenadora nacional da Rede, a religiosa da congregação do Imaculado Coração de Maria, Irmã Eurides Alves de Oliveira.
A religiosa da Congregação das Irmãs Clariassas Franciscanas, Rosa Maria da Silva Ferreira  disse fazer parte da Rede de prevenção ao Tráfico por que, como indígena,  se sente sensível à realidade do Tráfico que envolve as comunidades indígenas no Amazonas, especificamente no Pará e em Manaus.  “Meninas indígenas tem desaparecido de suas tribos, em Manaus, por tráfico para fins de exploração sexual, uma vez que a capital é  fronteira com a Venezuela. Sempre gostei de trabalhar com menores em situação de risco e me chama a atenção esta questão do Tráfico, e me identifico muito com este trabalho de prevenção”, disse.
Rosa informou também que no  Pará, área de sua atuação, o Tráfico acontece constantemente nas populações ribeirinhas. “O nosso trabalho de prevenção se dá nas escolas, nas praças e na formação para professores”.
“O trabalho de prevenção é muito importante por ser uma questão mundial”,afirmou a Irmã da Congregação das Irmãs de Jesus Crucificado, Maria Raimunda. “Em Brasília nós atuamos junto ao núcleo de enfrentamento de Tráfico do Ministério da Justiça, para somar forças. Realizamos em julho a semana de conscientização sobre Tráfico, em vista da prevenção. É uma parceira que está dando visibilidade e reconhecimento ao trabalho da Rede Um Grito pela Vida”. A ideia, acrescentou, “é formar uma rede de enfrentamento com instituições governamentais e não governamentais no DF”.
Na capital federal o Tráfico de Pessoas se dá, também, por meio das redes hoteleiras.  Outros casos, como ofertas de trabalho fora do país, também são comuns. “Estou acompanhando um caso de uma jovem brasiliense que está desaparecida após aceitar oferta de trabalho no exterior”.
Ainda de acordo com Irmã Raimunda, pessoas especiais, como surdos-mudos são vítimas do tráfico de pessoas no DF. Uma surda-muda contou para a mãe haver recebido uma proposta de trabalho em São Paulo. Interrogando-a,  a mãe descobriu que ela se encontrava com o aliciado em um hotel da cidade.
Dados comprovam que em todas as regiões do Brasil existe uma rota do Tráfico de Pessoas. No sul do Brasil a tendência é levar as garotas para as regiões de construção de usinas, no norte. Isso se deve, segundo o religioso scalabriniano que faz parte da Rede no Paraná, padre Cláudio Ambrósio, ao fato de que as paranaenses são vistas como belas, loiras, portanto presa fácil para a exploração.
Padre Cláudio relatou que sua paixão pelo trabalho de prevenção nasceu quando trabalhava no CELAM e na CNBB no setor de Mobilidade Humana. “Organizamos em nível nacional dois seminários sobre o tema, e paralelamente a isso nasceu na CRB a Rede Um Grito pela Vida,  quando comecei a participar e a conhecer experiências de pessoas traficadas”, relatou.
A Rede Um Grito pela Vida, é formada na maioria dos núcleos por mulheres consagradas. No Paraná, a rede nasceu a mais ou menos um ano partir de um religioso agostiniano e outro scalabriniano que se uniram para dar forma à rede na região. “Hoje somos um grupo de dez  religiosos e religiosas que formamos a Rede um Grito pela Vida no Paraná”, explicou padre Cláudio, cs.
Para padre Cláudio a  migração tem uma relação muito grande com o Tráfico por dois motivos. Primeiro porque fragiliza a pessoa, principalmente os indocumentados. Segundo porque os traficantes utilizam as mesmas rotas de migrantes para traficar as pessoas.
Padre Cláudio ressaltou, ainda, o fato de que o Tráfico faz parte do cotidiano e a sociedade não está atenta para isso. “Numa paróquia que trabalhava os fiéis me chamaram a atenção para uma Kombi que circulava nas vizinhanças da paróquia todos os dias levando e trazendo crianças da periferia para o centro. Descobrimos que eram crianças que  vinham trabalhar como medicantes e no fim do dia deveriam entregar cinquenta reais aos aliciadores. O que ganhavam a mais pertencia a elas. E se não conseguissem nada, sofriam algum tipo de castigo. Por trás de uma criança ou de uma pessoa especial que pede esmola, pode ter um traficante", advertiu.
Em mensagem por ocasião do encontro Latino-americano sobre o Tráfico de Pessoas, as coordenadoras das redes lationoamericanas de prevenção ao Tráfico, da Vida Consagrada, destacaram a importância de os religiosos e religiosas se incentivarem e se animarem para um compromisso cada vez  maior com  esta causa. “No Ano da Vida Consagrada, sentimos que precisamos intensificar a profecia através do anúncio da Boa Notícia e da denúncia de tudo aquilo que fere a dignidade das pessoas  e a violação dos seus direitos”, diz trecho da mensagem.
O tema das relações de gênero e tráfico de pessoas está sendo aprofundado durante todo o dia deste sábado, 29, pela socióloga, Jaqueline Leite. Para a assessora o tráfico tem muita ligação com as relações de gênero, no caso do Brasil, devido ao contexto no qual foram educadas as meninas brasileiras. Um contexto machista e patriarcal. “Nós fomos educadas para dentro do lar, para sermos donas de casa, obedientes ao marido, o que nos faz ser vistas como sexo frágil e mais vulnerável a crimes como o tráfico de pessoas”, acenou.
O VII encontro da Rede Um Grito pela Vida segue até o domingo, 30, quando a entidade apresentará a nova coordenação nacional.

segunda-feira, 10 de agosto de 2015

CURITIBA/PR EM AÇÃO NA SEMANA NACIONAL DE MOBILIZAÇÃO – Campanha Coração Azul


A Rede Um Grito pela Vida - Núcleo Curitiba - participou de uma intensa programação na SEMANA NACIONAL DE MOBILIZAÇÃO em prol da Campanha Coração Azul.

De 27 de julho a 1º de agosto de 2015, ações de sensibilização foram realizadas em conjunto com outras instituições. 


O lançamento da campanha ocorreu na Paróquia Bom Jesus dos Perdões, com a presença de Frei Alexandre. Em seguida, uma Blitz após a missa contou com a atuação de participantes do NETP/PR (Núcleo de Enfrentamento ao Tráfico de Pessoas)  e da Rede Um Grito Pela Vida. 

Durante a semana, também houve divulgação da “Campanha Coração Azul” em alguns cursos/turmas do SEST/SENAT, SENAI, SESC, SENAC, com uma breve fala de conscientização aos estudantes. NETP/PR e ViraVida apoiaram e encaminharam esta importante ação. 

Além da Bliz pós-missa, aconteceu a Blitz na Rodoferroviária de Curitiba, com mais engajamento ainda. Estiveram presentes participantes so NETP/PR, ViraVida, JOCUM,  Rede Um Grito Pela Vida e Centro de Defesa Dom Hélder Câmara.

Para finalizar a semana, mais formação e ações de impacto! 

No dia 30 de julho realizou-se um seminário em parceria com o Centro de Defesa Dom Hélder Câmara e no dia 31, mais uma Blitz que aconteceu no Aeroporto Internacional Afonso Pena. 

As intervenções somam mais participação e novos olhares, o despertar para a realidade do Tráfico de Pessoas. 






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Posted by Jogue a favor da Vida on Segunda, 10 de agosto de 2015

sexta-feira, 15 de maio de 2015

Rede Um Grito Pela Vida/Roraima - Seminário Gênero e Sexualidades em Debate

O Núcleo da Rede Um Grito pela Vida de Manaus, AM, através das Irmãs Roselei Bertoldo, Eurides oliveira e Valmi Bohn, participou nos dias 11 e 12.04, do I seminário Gênero e Sexualidades em debate: Educação, religiosidades e Direitos Humanos. O Evento foi promovido pelo grupo de Estudos de Gênero, sexualidades e interseccionalidades da UFAM (Universidade Federal do Amazonas:, Contou com a participação do NIGS - núcleo de estudos de Gênero e sexualidades de Santa catarina e de várias lideranças, militantes das causas que envolvem a temática no Estado. A reflexão foi ampla, diversificada, densa e complexa, desafiando-nos ao aprofundamento e abertura aos novos paradigmas e realidades que envolvem os novos sujeitos, identidades, relações e direitos na sociedade contemporânea, no que tange as questões de Gênero, cidadania e direitos.

quarta-feira, 22 de abril de 2015

Abertas as inscrições para seminário sobre trabalho decente no Ceará

Já estão abertas as inscrições para o seminário "Do conceito às ações: estratégias para a garantia do Trabalho Decente no Ceará" que acontecerá dia 30 de abril no auditório João Frederico Gomes, na Assembleia Legislativa do Estado do Ceará.

O evento é uma iniciativa do Ministério Público do Trabalho no Ceará (MPT-CE) e debaterá os maiores desafios para a garantia do trabalho decente no Estado. Temas como trabalho infantil, trabalho escravo, terceirização, acidentes de trabalho e assédio moral deverão marcar o início das comemorações do Dia do Trabalhador.


A participação é gratuita e está aberta a toda comunidade de trabalhadores, empregadores, sindicatos, gestores, profissionais do Direito e estudantes. As inscrições devem ser feitas até 27 de abril através do link: INSCRIÇÃO NO SEMINÁRIO SOBRE TRABALHO DECENTE - 30.04.2015

SERVIÇO


Seminário – Do conceito às ações: estratégias para a garantia do Trabalho Decente no Ceará
Local: Auditório João Frederico Gomes – Assembleia Legislativa do Estado do Ceará, Anexo II
Data: 30.04.2015
Horário: 8h às 16h

Documento síntese do Seminário Nacional “Direitos Humanos no Brasil – A promessa é a certeza de que a luta precisa continuar”.

quarta-feira, 15 de abril de 2015

Assumir o Núcleo Identitário da VC: Atitude Profética, Processo Mistagógico

Depoimento: Ir. Eurides Alves de Oliveira, ICM - Coord. da Rede Um grito pela Vida.
Seminário Nacional da Vida Consagrada 
Assumir o Núcleo Identitário da VC: Atitude Profética, Processo Mistagógico
Inicio este depoimento, expressando minha alegria e gratidão pela oportunidade de estar aqui neste seminário, nesta bonita ciranda de integração de nossos carismas congregacionais, compartilhando a missão da Rede Um grito pela Vida.
A experiência missionária da Rede Um grito pela vida, não é uma experiência pessoal, mas uma construção coletiva. Trata-se de um espaço de articulação e ação profético-solidária da VRC do Brasil. É constituída por mais de 300 religiosas, religiosos pertencentes a mais de 50 congregações e de muitos leigos/as, no enfrentamento ao Tráfico de Pessoas - essa chaga desumana e vergonhosa que impera em nossas sociedades, matando os sonhos, a dignidade e a vida de milhões de pessoas, especialmente dos mais pobres.
Desde 2006, a Rede Um grito pela vida, atua de forma descentralizada e articulada com organismos eclesiais, organizações da sociedade civil e do poder público, nas diversas localidades, Estados e Municípios. Integra a Talitha kum – Rede internacional da Vida Religiosa Consagrada, que congrega 20 redes, presentes em 72 países no mundo. Conta hoje com 23 núcleos presentes em 20 Estados e no distrito federal.
As religiosas/os e leigos/as que a compõem desenvolvem atividades de sensibilização e informação, organizam grupos de estudo e reflexão, cursos de formação para multiplicadores/as, participam e/ou promovem mobilizações sociais e políticas incidindo na definição e efetivação de políticas públicas de Enfrentamento ao tráfico de pessoas.
Nestes 08 anos de existência da “Rede um grito pela Vida”,  fomos  compreendendo que atuar no enfrentamento ao tráfico de pessoas, é um “imperativo bíblico-profético” D’aquele que Vê, ouve e desce para libertar seus filhos e filhas da escravidão’ (cf. Ex 3,7), D’aquele que enviou seu filho único nascido de uma Mulher, para dar sua vida em resgate de outras vidas. (cf. Gl 4,4), e das mulheres discípulas que com refinada astúcia, cumplicidade e solicitude ao Espírito de Deus, foram protagonista no resgate, defesa e promoção da vida umas das outras e dos pobres.  
Somos convictas de que o tráfico de pessoas, especialmente o de mulheres e crianças com toda sua complexidade se apresenta como um campo de atuação missionária, um "desafio-clamor, que nos toca profundamente e convoca a todas e todos a estar de maneira estratégica do lado das pessoas indefesas, com uma práxis articulada de prevenção, atenção e proteção às vítimas e incidência política. Trabalhar neste campo não é só uma opção, mas uma necessidade que o Evangelho nos impõe como condição de fidelidade ao Projeto do Reino.
A experiência missionária da Rede é como a experiência das parteiras do Egito (Ex 1, 15-17). Uma Rede de Vida que se opõe a uma rede de morte.  Com “comPaixão”, ternura e ousadia,  cumplicidade e compromisso,  no silêncio da oração, na escuta dos clamores e das  histórias de vida, nas relações corpo-a-corpo, nas atividades e nos processos formativos, nas articulações  e mobilizações, na denuncia dos fatos e das causas e no anuncio da esperança militante, fazemos ecoar nosso “grito pela vida” e  tecemos “redes de vida  e de libertação.
Dentre as muitas e diversas práticas dos núcleos, elenco algumas, que foram e são significativas para  ampliar e fortalecer a missão da Rede no enfrentamento ao trafico de pessoas. A participação efetiva na mobilização para aprovação e na realização da campanha da fraternidade 2014 sobre o tráfico humano. A campanha “Jogue a favor da vida” antes e durante a copa do mundo de 2014, que teve uma ampla adesão e envolvimento da sociedade e igrejas no âmbito nacional e internacional; a “caravana de cidadania”, atividade realizada pelo núcleo de Manaus, em parceria com a Secretária de Segurança Pública, com ações de sensibilização e prevenção nas escolas publicas da cidade; a inserção e participação nos comitês e núcleos de enfrentamento ao tráfico de pessoas nos estados e municípios; a ação itinerante do núcleo de Recife junto ao NETP/PE, através do ônibus que circula o interior do estado realizando jornadas  preventivas ao tráfico de pessoas. O ônibus itinerante possui equipamentos de TVs e de som para capacitação nas ruas e praças e um gabinete de atendimento para escuta, registro de denuncias e orientações; a produção de material pedagógico; a ocupação de vários espaços nos MCS, e a utilização das redes sociais para comunicação, articulação e informação e formação através do blog e facebook da Rede, e os encaminhamentos e acompanhamento dos casos concretos.
À luz desta rica experiência da rede nestes 08 anos, destaco alguns aspectos que acredito ser fundamental para avançarmos na missão profética da VRC hoje: A sensibilidade e compromisso com empobrecidos (sujeitos emergentes); a intercongregacionalidade; a Interinstitucionalidade; a mudança de paradigmas culturais, o trabalho em rede, a abertura aos novos gritos e a Itinerância missionaria para as periferias e fronteiras e o cultivo de uma mística e espiritualidade da encarnação solidária, contemplativa e proativa.
A Rede um Grito pela Vida é um caminho que nos permite ampliar alianças intercongregacionais em prol da vida ameaçada e ferida das pessoas traficadas. Caminho que nos possibilita ensaiar passos de encarnação em novos espaços sociais, políticos e teológicos.
"Um grito pela vida tão sofrida quero ouvir!
Milhares de outras vozes solidárias vão se unir!
Não mais o trabalho escravo, não mais a exploração!
No grito, a dor e o pranto do canto-libertação!” (Ir. Miriam Koling).
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E antes de concluir, tomo a liberdade de expressar algo que está gritando dentro de mim e considero que é de Deus. Trata-se de uma inquietação frente ao momento histórico em que estamos vivendo, no mundo e particularmente no País. Sinto que estamos vivendo um momento crítico e doloroso que requer de nós um posionamento. Pois o que está em jogo é nosso regime democratico, construído com suor e sangue dos pobres, dos nossos profetas e mártires.



segunda-feira, 13 de abril de 2015

Congresso Nacional da Vida Consagrada - Assumir o núcleo identitário da Vida Religiosa Consagrada

O Seminário Nacional da Vida Consagrada teve como proposta o debate e aprofundamento sobre temáticas relacionadas ao núcleo identitário da Vida Religiosa Consagrada. Após grande procura no momento de abertura das inscrições, e também motivado pelo Ano da Vida Religiosa, o Seminário tornou-se um Congresso. 



Ouça a entrevista com a Secretária-Executiva da Conferência dos Religiosos do Brasil, Ir. Dionisia Pereira Duarte: Clique aqui

Rede Um Grito pela Vida - Depoimento no Congresso Nacional da Vida Consagrada


sexta-feira, 6 de fevereiro de 2015

Rede na Canção Nova - Realidade do Tráfico de Pessoas

O tráfico humano é uma das atividades criminosas mais lucrativas do mundo, que vitima aproximadamente 2,5 milhões de pessoas, segundo dados do Escritório das Nações Unidas sobre Drogas e Crime (UNODC).
Kelen Galvan - Da redação - Site Canção Nova
cancaonova.com © 2002 – 2015
Dados oficiais mostram apenas uma parte da realidade, afirma a coordenadora da Rede Um Grito pela Vida, Irmã Eurides Alves de Oliveira / Foto: CRB Nacional
Dados oficiais mostram apenas uma parte da realidade, afirma a coordenadora da Rede Um Grito pela Vida, Irmã Eurides Alves de Oliveira / Foto: CRB Nacional
No Brasil, segundo dados oficiais do Ministério da Justiça de 2013, mais de 25 mil pessoas são vítimas desse crime. A grande maioria na região norte do país.
Mas, segundo a coordenadora daRede Um Grito pela Vida, Irmã Eurides Alves de Oliveira, os números mostram apenas uma parte da realidade.
A rede, criada há oito anos, é formada por religiosas e trabalha diretamente com o enfrentamento do tráfico humano. Atualmente conta com mais de 250 representantes, de diversas congregações, em 22 estados do país.
Em entrevista ao noticias.cancaonova.com, a responsável fala sobre a realidade do tráfico humano no país e as ações de prevenção e assistência às vítimas deste crime.
Leia, abaixo, a entrevista na íntegra:
noticias.cancaonova.com: Diante do cenário atual brasileiro, quais os dados mais recentes sobre os casos de tráfico humano no Brasil?
Irmã Eurides Alves: Quando a gente fala de dados, estamos sempre falando de estatísticas oficiais que correspondem a uma parte da realidade. E a gente convive no Brasil com uma certa dificuldade de um banco de dados mais atualizado. Mas, o que nós temos recentemente do país são os dados do Ministério da Justiça, de 2013, que eles se baseiam nas fontes dos organismos internacionais e de pesquisas precárias que o país tem realizado.
Nós temos dados bem defasados. No Brasil hoje falam-se de mais de 25 mil pessoas em situação de tráfico humano para o trabalho escravo, mais ou menos 700 mulheres que atravessam anualmente as fronteiras internacionais do tráfico para fins de exploração sexual e falam-se de mais de 240 rotas de tráfico no país, das quais, mais de 60% corresponde ao tráfico interno (das cidades menores para as maiores, das regiões menos favorecidas para as de maior porte) focado sobretudo na exploração sexual de mulheres e crianças.
Falam-se também de um grande fluxo de tráfico nas fronteiras do país. Nós temos um diagnóstico de 2013, mas que não traz números exatos, mas aponta o país como o responsável por 15% do tráfico humano – ou seja, daquilo que a OIT fala de mais de 20 milhões de pessoas ao ano, somos responsáveis por 15% desse tráfico de fronteira dentro da América Latina.
noticias.cancaonova.com: Quais são as regiões mais afetadas no país?
Irmã Eurides Alves: Segundo os dados estatísticos oficiais, o Norte, seguido pelo Nordeste, Sudeste, Centro-oeste e Sul. Nessa escala.
Uma pesquisa bem defasada, porque a gente quase não tem como mensurar, até porque o conceito de rotas hoje migra muito. Sobretudo agora com esse fluxo migratório que estamos tendo, que é assustador. Não no sentido que é ruim, porque as pessoas têm o direito de ir e vir e correr atrás dos seus sonhos, mas a gente está tendo uma migração forçada muito grande nas fronteiras. Então as rotas migram muito, porque as pessoas tentam entrar onde conseguem maior facilidade, mas o mapa das rotas que nós temos (de 2002 a 2005) destaca a região norte com 76 rotas.
As estatísticas são importantes, quero afirmar isso, mas elas não são exatas. Porque na verdade há um estereótipo de que tráfico é coisa, normalmente, de pessoas mais vulneráveis, da miséria absoluta, e se criou um estereótipo de que isso está na região norte e nordeste do país, então o foco de pesquisa acaba sendo maior nessa região.
No sudeste há um grande número de vítimas do tráfico. Se pegamos os dados da Casa do Migrante de São Paulo, teremos, dentro do percentual que eles falam da migração, quase 70% de pessoas com histórias de vida que evidenciam tráfico humano. Mas elas não estão nas estatísticas de tráfico humano, estão nas estatísticas da migração.
Não estou dizendo que todo imigrante é [vítima do] tráfico, mas muitos dos indícios de migração, das pessoas que vêm, o tipo de trabalho que fazem, eles acabam tendo na sua história de vida, ouvida pelos agentes da Pastoral do Migrante e por nós também da Rede, na escuta, a história é “ipsis litteris” do tráfico de pessoas, mas como não tem uma estatística, não foi registrado. Como eles também têm dificuldade de se identificarem como vítimas, isso não entra nos órgãos oficiais.
Por isso, eu costumo dizer para o pessoal, esses são os números oficiais; na vida real você pode dobrar e triplicar, sem medo de errar.
Nossa briga com o Ministério da Justiça tem sido essa, para poder ultrapassar a estatística só com os números de inquéritos. Porque as pesquisas são feitas a partir das denúncias, e a gente tem no país uma cultura difícil, com pessoas que têm dificuldade de fazer as denúncias, até porque precisam se expor, lidar com questões de estereótipo, questões morais e uma burocracia imensa.
Nós divulgamos sempre os números de denúncia (100 e 180) e os números locais de cada estado. As denúncias cresceram de 2005 para cá, mas elas ainda são precárias.
noticias.cancaonova.com: A Campanha da Fraternidade do ano passado deu bastante visibilidade a essa questão do tráfico humano aqui no país. Na sua concepção, como a campanha contribuiu para mobilizar as consciências das pessoas com relação a essa problemática?
Irmã Eurides Alves: A Campanha da Fraternidade foi um ápice, porque é uma iniciativa da CNBB que tem muita credibilidade. Então ela foi um ápice no sentido que, o primeiro ganho foi dar visibilidade à questão e ajudar as pessoas a identificar as situações que configuram tráfico.
Ela provocou muita sensibilização e muitas organizações passaram a pautar o tema nas suas bandeiras de luta a partir da campanha.
Nós, como a Rede Um grito pela Vida, trabalhamos de manhã, tarde e noite, circulamos esse país de norte a sul. Nossa rede cresceu muito com a adesão de professores, pessoas do direito, assistentes sociais… fizemos um trabalho de capacitação dos agentes públicos, com conselheiros tutelares.
A Campanha da Fraternidade, do ponto de vista de chamar a atenção da sociedade, ajudar a superar a indiferença e a conscientizar sobre o problema, teve um salto muito grande. E provocou a adesão de muita gente para este trabalho, despertou muito na juventude a consciência de que o tráfico humano não é algo distante ou de alguns.
Muitas sugestões foram dadas pelas comunidades, sobretudo com linhas de fortalecer as políticas públicas de atendimento às mulheres e jovens, de fazer com que o governo estadual e federal consolide a criação dos núcleos de enfrentamento.
Inclusive, neste ano de 2015, numa avaliação que fizemos como rede, fechamos a campanha da fraternidade, a campanha da copa, e foi um “boom” de formação de consciência.
Agora a tentativa é sistematizar essas informações todas e fazer de 2015 um ano de pressão política, fazer chegar esse clamor, em forma de propostas e sugestões aos governos, para fortalecer a política pública de enfrentamento ao tráfico no país.
noticias.cancaonova.com: Quais as ações realizadas para buscar solucionar essa problemática no país, tanto em âmbito preventivo quanto de apoio às vítimas?
Irmã Eurides Alves: Vou falar a partir do poder público e depois da sociedade civil. A partir do poder público, há uma lentidão muito grande nas ações. O temos de conquista? De 2005 pra cá, já temos uma política de enfrentamento ao tráfico de pessoas e dois planos, um que foi de 2008 a 2012, que visava uma atuação mais efetiva do estado, sobretudo a implantação dos núcleos de enfrentamento nos estados e dos comitês de atenção às vítimas.
No período de 2008 a 2010 foi feita pouca coisa. Teoricamente, foram instalados 11 núcleos de enfrentamento, mas terminamos fazendo um balanço de funcionamento de dois ou três.
A partir de 2012, nós construímos, com a participação mais efetiva da sociedade civil, a partir de uma avaliação muito séria da morosidade do estado, o segundo plano de enfrentamento ao tráfico. E desde então, houve um pequeno avanço.
Hoje temos 17 núcleos de enfrentamento nos estados do país, destes, 60% funcionam razoavelmente do ponto de vista de acolher as denúncias, da confecção de material e de realização de alguns seminários em pontos estratégicos, sobretudo nessa linha das fronteiras, tem feito algumas capacitações de agentes públicos, mas é muito moroso.
O grande limite do estado é o atendimento às vítimas. Hoje o estado praticamente não tem casas-abrigo para vítimas de tráfico. O que se divulga é que só tem três abrigos em nível de Brasil. Na maioria das vezes, as vítimas são colocadas nos espaços da ONGs ou recorre-se à secretaria das mulheres, e elas são acolhidas nos mesmos abrigos das mulheres que sofrem de violência doméstica.
Do ponto de vista da sociedade civil, nós temos poucas organizações que trabalham a questão do tráfico, mas podemos citar, do ponto de vista mais eclesial, a Rede um Grito pela vida, a pastoral da mulher marginalizada, temos uma parceria grande com o pessoal da mobilidade humana – que não tem como foco específico o tráfico humano, mas tem um vínculo muito grande.
O trabalho que é realizado é praticamente em três viés. Um trabalho intenso de prevenção, e isso se dá muito através da capacitação, com cursos, seminários e oficinas com todo tipo de público. Temos investido grande força na questão da educação, ido nas escolas, trabalhado com a juventude e com as comunidades. Temos feito um trabalho enorme de mediação dos casos, ouvido as histórias, incentivado e acompanhado as pessoas, ido junto para fazer os registros, e tentado tornar o trabalho intersetorial, buscando envolver várias secretarias nesse atendimento, como é o caso dos conselhos tutelares, buscamos trabalhar em conjunto com eles, a secretaria de assistência social e também as universidades, para ampliar a formação da consciência dos profissionais que estão saindo para trabalhar na sociedade.
E a outra luta grande é no sentido de ocupar os espaços nesses comitês de enfrentamento que existem no estado e de participar ativamente com sugestões, com cobranças e com mobilizações para que o governo avance na questão sobretudo do atendimento às vítimas e um maior rigor na punição dos culpados.
Como rede não temos nenhuma casa abrigo, o que fazemos é quando aparece o caso fazer a mediação para conseguir onde colocar essa pessoa. Às vezes num espaço público ou se tiver uma congregação que atua mais diretamente com essa realidade.
noticias.cancaonova.com: O Papa Francisco tem manifestado sua preocupação constante com o tema. Tendo em vista a importância da figura do Papa, que diferença esses apelos constantes têm feito para a mobilização no combate ao tráfico humano?