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quinta-feira, 7 de abril de 2016

Comitê de Enfrentamento as Tráfico de Pessoas e Atenção aos Migrantes e Refugiados de Manaus retoma as atividades


29/03/2016 - Comitê de Enfrentamento as Tráfico de Pessoas e Atenção aos Migrantes e Refugiados de Manaus retoma as...

quarta-feira, 30 de março de 2016

Acordos, Convenções, Protocolos, Pactos, Declarações Internacionais e a posição do Brasil

Veja abaixo alguns dos principais acordos, Convenções, Protocolos, Pactos e Declarações Internacionais e a posição do Brasil.

Ano
Documento
Brasil*
1904
Acordo Internacional para Supressão do Tráfico de Escravas Brancas

1910
Convenção Internacional para a Supressão do Tráfico de Escravas Brancas

1921
Convenção Internacional para a Supressão do Tráfico de Mulheres e Crianças

1927
Convenção sobre Escravidão

1930
Convenção OIT n. 29 Relativa ao Trabalho Forçado
1957
1933
Convenção Internacional para a Supressão do Tráfico de Mulheres Adultas

1947
Protocolo de Emenda da Convenção Internacional para a Supressão do Tráfico de Mulheres e Crianças e Convenção Internacional para a Supressão do Tráfico de Mulheres Adultas.
1948
1949
Convenção e Protocolo Final para a Supressão do Tráfico de Pessoas e do Lenocínio
1958
1951
Convenção OIT n.100 sobre Igualdade de Remuneração
1957
1951
Convenção Relativa ao Estatuto dos Refugiados, de Genebra
1961
1953
Protocolo de Emenda à Convenção da Escravidão de 1926

1956
Convenção Suplementar sobre a Abolição da Escravidão, o Comércio de Escravos e de Instituições e Práticas Similares à Escravidão
1966
1957
Convenção OIT n.105 Abolição de Trabalho Forçado
1965
1958
Convenção OIT n.111 contra Discriminação na Ocupação e Emprego
1965
1959
Declaração dos Direitos da Criança

1966
Pacto Internacional sobre os Direitos Civis e Políticos
1992
1966
Pacto Internacional sobre Direitos Econômicos, Sociais e Culturais
1992
1967
Protocolo Relativo ao Estatuto dos Refugiados. Protocolo à Convenção de Genebra
1972
1967
Declaração sobre a Eliminação da Discriminação contra Mulheres

1969
Convenção Americana de Direitos Humanos. Pacto de San José.
1992
1973
Convenção OIT n.138 Relativa à Idade Mínima no Trabalho
2001
1979
Convenção sobre a Eliminação de Todas as Formas de Discriminação Contra a Mulher
1984
1994
1984
Convenção contra Tortura e Outros Tratamentos ou Penas Cruéis, Desumanos ou Degradantes
1989
1985
Convenção Interamericana para Prevenir e Punir a Tortura
1989
1988
Protocolo à Convenção Americana em matéria de Direitos Econômicos, Sociais e Culturais. Protocolo de San Salvador
1996
1989
Convenção sobre os Direitos da Criança
1990
1990
Convenção Internacional sobre Proteção dos Direitos de Todos os Trabalhadores Imigrantes e Membros de suas Famílias (não vigente)

1993
Convenção sobre Cooperação Internacional e Proteção de Crianças e Adolescentes em Matéria de Adoção Internacional, de Haia.
1999
1994
Convenção Interamericana sobre Tráfico Internacional de Menores
1998
1994
Convenção Interamericana para Prevenir, Punir e Erradicar a Violência contra a Mulher. Convenção de Belém do Pará.
1995
1996
Programa de Ação da Comissão de Direitos Humanos da ONU para a Prevenção do Tráfico de Pessoas e a Exploração da Prostituição

1999
Convenção OIT n.182 contra Piores Formas de Trabalho Infantil
2000
1999
Protocolo Opcional da Convenção sobre a Eliminação de Todas as Formas de Discriminação contra a Mulher
2001**
2000
Protocolo Opcional à Convenção sobre os Direitos da Criança sobre Venda de Crianças, Prostituição e Pornografia Infantis
2001**
2000
Protocolo Opcional à Convenção sobre Direitos da Criança sobre o Envolvimento de Crianças em Conflitos Armados
2001**
2000
Convenção da ONU Contra o Crime Organizado Transnacional
2000**
2000
Protocolo para Prevenir, Suprimir e Punir o Tráfico de Pessoas, Especialmente Mulheres e Crianças, Suplementando a Convenção da ONU Contra o Crime Organizado Transnacional
2000**
2000
Protocolo contra o Contrabando de Imigrantes por Terra, Mar ou Ar, Suplementando a Convenção da ONU Contra o Crime Organizado Transnacional.
2000*
Acesse a página do Observatório de Segurança e baixe os documentos: http://www.observatoriodeseguranca.org/relatorios/trafico

sexta-feira, 4 de março de 2016

Comitê específico vai tratar da situação dos refugiados e migrantes em Minas Gerais


Agência Minas Gerais: Por que o Governo de Minas Gerais criou o Comitê Estadual de Atenção ao Migrante, Refugiado e Apátrida, Enfrentamento ao Tráfico de Pessoas e Erradicação do Trabalho Escravo (Comitrate) e qual o seu objetivo?

Leonardo Nader: Com exceção do Enfrentamento ao Tráfico de Pessoas, o Estado não possuía um colegiado destinado ao controle das políticas relacionadas a outras temáticas. Então, foi criado o Comitrate com a finalidade de articular ações governamentais, por meio da conjunção de esforços do poder público e da sociedade civil, nas áreas de migração, refúgio, apatridia e enfrentamento do tráfico de pessoas e trabalho escravo, inclusive do trabalho escravo infantil. O objetivo desse comitê é desenvolver, implantar, executar, subsidiar, monitorar e avaliar as políticas públicas voltadas para essas questões no estado, tudo em consonância com os tratados e convenções dos quais o Brasil é signatário, assim como das políticas nacionais correlatas.

Acesse a entrevista completa  em DE FATO ONLINE

ESCRAVO NEM PENSAR publica fascículo sobre Trabalho escravo nas oficinas de costura



Para cortar custos e se eximir da responsabilidade de arcar com direitos trabalhistas, é bastante comum que marcas populares e grifes renomadas terceirizem a sua produção de roupas. Infelizmente, a falta de controle sobre os fornecedores abre portas para a escravidão contemporânea e outras infrações trabalhistas nas oficinas de costura.

capa
BAIXAR FASCÍCULO
Este fascículo desvenda o ciclo do trabalho escravo no setor têxtil nacional. Um sistema que tem como vítimas mais comuns migrantes em situação de vulnerabilidade socioeconômica de países sul-americanos, que chegam aqui à procura de melhores condições de vida.
Fonte: escravonempensar.org.br

segunda-feira, 15 de fevereiro de 2016

UNODC divulga oportunidade de consultoria em tráfico de pessoas na América Latina


UNODC abre vagas para consultoria que irá avaliar as necessidades de regiões que apresentam situações de tráfico de pessoas e tráfico ilícito de migrantes. No âmbito de um projeto global financiado pela União Europeia e executado pelo UNODC, em parceria com a OIM e UNICEF, serão realizadas consultorias (1 consultor/a) para avaliar Brasil e Colômbia, os dois países da América Latina que foram selecionados. 

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Job Opening
Posting Title:Regional Consultants (Gaps and Needs Assessments) - GLOZ67
Department/Office:UNITED NATIONS OFFICE ON DRUGS AND CRIME
Duty Station:VIENNA
Posting Period:10 February 2016 - 18 February 2016
Job Opening Number:55733
United Nations Core Values: Integrity, Professionalism, Respect for Diversity

Instruções - Clique aqui

quinta-feira, 11 de fevereiro de 2016

Ousadia para combater o tráfico humano, pede Rede Talitha Kum

 Matéria via Cidade do Vaticano (RV)


Vítima de tráfico de seres humanos resgatada após ser obrigada a se prostituir nos EUA - AP

“Penso em especial em muitas mulheres e homens e tantas crianças! É preciso fazer todo os esforço possível para debelar este crime e esta intolerável vergonha”: palavras de Francisco no Angelus do último domingo para recordar o Dia de oração e reflexão contra o tráfico de pessoas, celebrado neste dia 8 de fevereiro.
Para o Papa, trata-se de uma oportunidade para ajudar os novos ‘escravos’ de hoje a romper as pesadas correntes da exploração e se apropriarem de sua dignidade e liberdade. A Rádio Vaticano contatou a Irmã italiana Gabriella Bottani, coordenadora da Rede Internacional da Vida Consagrada contra o Tráfico de Pessoas – Talitha Kum. Em entrevista ao Programa Brasileiro, Ir. Gabriella, que morou dez anos no Brasil, fala das áreas geográficas que mais preocupam a Rede:
“Acredito que as regiões que mais continuam preocupando pelo aumento do tráfico são as regiões da Ásia, do Pacífico, e vem aumentando também as denúncias no contexto africano. Claro que não podemos esquecer também a América Latina e todos os continentes, mas acredito que essas regiões são aquelas que são mais marcadas pelo tráfico e são os maiores países de origem, junto com o Leste europeu.”
Papa no México
Na entrevista, Ir. Gabriella fala ainda da escolha do Papa Francisco em visitar, no México, um diocese de fronteira com os Estados Unidos, em que há denúncias de tráfico humano entre os migrantes:
“A escolha do México é um escolha estratégica importante, é um dos pontos em que se encontram muitos migrantes que sofrem, sobretudo da América Latina, e que encontram uma barreira no México que cria situações que vão favorecendo a exploração e o tráfico de pessoas. Acredito que esta escolha do Papa é muito importante, esperamos que também a vida religiosa possa ser fortalecida. Nós temos em programa para setembro de 2016 nosso primeiro curso formativo para organizar a rede também no México.”
Iniciativa
Ir, Gabriella apresenta a iniciativa de Talitha Kum para celebrar o dia 8 de fevereiro: trata-se de uma construção coletiva de uma imagem no site da Rede. “Construirmos juntos esta imagem tem um sentido simbólico, para ajudar a entender que temos que nos reencontrar, começar a ousar algo diferente.”
Clique aqui para acessar a reportagem completa. 
(BF)

terça-feira, 1 de setembro de 2015

Tráfico de Pessoas e relações de gênero é tema de encontro da Vida Consagrada, em Brasília

ESCRITO POR CRB COMUNICAÇÃO LIGADO . PUBLICADO EM DESTAQUE

Por Rosinha Martins|29.08.2015| Cerca de 60 religiosas e religiosos advindos de todas as regiões do Brasil, se encontram reunidos em Brasília para o VII encontro nacional da Rede Um Grito pela Vida, rede nacional de prevenção ao Tráfico de Pessoas.
O evento, que acontece no Instituto São Boaventura dos Franciscanos Conventuais, em Brasília, reúne religiosas e religiosos dos 23 núcleos da Rede para debater o tema relação de gênero no enfrentamento do Tráfico de Pessoas para qualificar e ampliar a atuação profética e solidária dos núcleos na abordagem das causas geradoras Tráfico Humano.
“Queremos aprofundar e crescer a consciência do sentido de pertença à Rede Um Grito Pela Vida, fortalecendo a nossa identidade e compromisso, como também, estudar e analisar as relações de gênero como uma das causas estruturais do Tráfico de Pessoas e ainda, realizar o processo eletivo da articulação nacional”, afirma a coordenadora nacional da Rede, a religiosa da congregação do Imaculado Coração de Maria, Irmã Eurides Alves de Oliveira.
A religiosa da Congregação das Irmãs Clariassas Franciscanas, Rosa Maria da Silva Ferreira  disse fazer parte da Rede de prevenção ao Tráfico por que, como indígena,  se sente sensível à realidade do Tráfico que envolve as comunidades indígenas no Amazonas, especificamente no Pará e em Manaus.  “Meninas indígenas tem desaparecido de suas tribos, em Manaus, por tráfico para fins de exploração sexual, uma vez que a capital é  fronteira com a Venezuela. Sempre gostei de trabalhar com menores em situação de risco e me chama a atenção esta questão do Tráfico, e me identifico muito com este trabalho de prevenção”, disse.
Rosa informou também que no  Pará, área de sua atuação, o Tráfico acontece constantemente nas populações ribeirinhas. “O nosso trabalho de prevenção se dá nas escolas, nas praças e na formação para professores”.
“O trabalho de prevenção é muito importante por ser uma questão mundial”,afirmou a Irmã da Congregação das Irmãs de Jesus Crucificado, Maria Raimunda. “Em Brasília nós atuamos junto ao núcleo de enfrentamento de Tráfico do Ministério da Justiça, para somar forças. Realizamos em julho a semana de conscientização sobre Tráfico, em vista da prevenção. É uma parceira que está dando visibilidade e reconhecimento ao trabalho da Rede Um Grito pela Vida”. A ideia, acrescentou, “é formar uma rede de enfrentamento com instituições governamentais e não governamentais no DF”.
Na capital federal o Tráfico de Pessoas se dá, também, por meio das redes hoteleiras.  Outros casos, como ofertas de trabalho fora do país, também são comuns. “Estou acompanhando um caso de uma jovem brasiliense que está desaparecida após aceitar oferta de trabalho no exterior”.
Ainda de acordo com Irmã Raimunda, pessoas especiais, como surdos-mudos são vítimas do tráfico de pessoas no DF. Uma surda-muda contou para a mãe haver recebido uma proposta de trabalho em São Paulo. Interrogando-a,  a mãe descobriu que ela se encontrava com o aliciado em um hotel da cidade.
Dados comprovam que em todas as regiões do Brasil existe uma rota do Tráfico de Pessoas. No sul do Brasil a tendência é levar as garotas para as regiões de construção de usinas, no norte. Isso se deve, segundo o religioso scalabriniano que faz parte da Rede no Paraná, padre Cláudio Ambrósio, ao fato de que as paranaenses são vistas como belas, loiras, portanto presa fácil para a exploração.
Padre Cláudio relatou que sua paixão pelo trabalho de prevenção nasceu quando trabalhava no CELAM e na CNBB no setor de Mobilidade Humana. “Organizamos em nível nacional dois seminários sobre o tema, e paralelamente a isso nasceu na CRB a Rede Um Grito pela Vida,  quando comecei a participar e a conhecer experiências de pessoas traficadas”, relatou.
A Rede Um Grito pela Vida, é formada na maioria dos núcleos por mulheres consagradas. No Paraná, a rede nasceu a mais ou menos um ano partir de um religioso agostiniano e outro scalabriniano que se uniram para dar forma à rede na região. “Hoje somos um grupo de dez  religiosos e religiosas que formamos a Rede um Grito pela Vida no Paraná”, explicou padre Cláudio, cs.
Para padre Cláudio a  migração tem uma relação muito grande com o Tráfico por dois motivos. Primeiro porque fragiliza a pessoa, principalmente os indocumentados. Segundo porque os traficantes utilizam as mesmas rotas de migrantes para traficar as pessoas.
Padre Cláudio ressaltou, ainda, o fato de que o Tráfico faz parte do cotidiano e a sociedade não está atenta para isso. “Numa paróquia que trabalhava os fiéis me chamaram a atenção para uma Kombi que circulava nas vizinhanças da paróquia todos os dias levando e trazendo crianças da periferia para o centro. Descobrimos que eram crianças que  vinham trabalhar como medicantes e no fim do dia deveriam entregar cinquenta reais aos aliciadores. O que ganhavam a mais pertencia a elas. E se não conseguissem nada, sofriam algum tipo de castigo. Por trás de uma criança ou de uma pessoa especial que pede esmola, pode ter um traficante", advertiu.
Em mensagem por ocasião do encontro Latino-americano sobre o Tráfico de Pessoas, as coordenadoras das redes lationoamericanas de prevenção ao Tráfico, da Vida Consagrada, destacaram a importância de os religiosos e religiosas se incentivarem e se animarem para um compromisso cada vez  maior com  esta causa. “No Ano da Vida Consagrada, sentimos que precisamos intensificar a profecia através do anúncio da Boa Notícia e da denúncia de tudo aquilo que fere a dignidade das pessoas  e a violação dos seus direitos”, diz trecho da mensagem.
O tema das relações de gênero e tráfico de pessoas está sendo aprofundado durante todo o dia deste sábado, 29, pela socióloga, Jaqueline Leite. Para a assessora o tráfico tem muita ligação com as relações de gênero, no caso do Brasil, devido ao contexto no qual foram educadas as meninas brasileiras. Um contexto machista e patriarcal. “Nós fomos educadas para dentro do lar, para sermos donas de casa, obedientes ao marido, o que nos faz ser vistas como sexo frágil e mais vulnerável a crimes como o tráfico de pessoas”, acenou.
O VII encontro da Rede Um Grito pela Vida segue até o domingo, 30, quando a entidade apresentará a nova coordenação nacional.

segunda-feira, 16 de março de 2015

CELEBRAÇÃO DOS/AS MÁRTIRES DA CAMINHADA


No dia 28 de Fevereiro, em memória dos 10 anos de martírio de Ir. Dorothy Stang (Congregação de Nossa Senhora de Notre Dame), participaram de uma via sacra Irmãs Manuela e Marilda (Oblatas do Santíssimo Redentor) e da Rede um Grito pela Vida – Núcleo SP, junto com Ir. Alice Duarte (ICM). Também compartilharam este celebração Irmãs Sirley e Ir. Josefina, também OSR. Aconteceu no Arsenal da Esperança “Dom Luciano Mendes de Almeida”, bairro de Mooca SP.

Segunda Estação - Tráfico de Pessoas - Representação Rede Um Grito pela Vida

Esta celebração teve como intuito fazer um resgate histórico da dimensão do martírio na Igreja, nesta época que se fala muito pouco dessas pessoas de ontem e de hoje, anônimas ou não, que entregaram sua vida pela causa do Reino.

Esta foi uma iniciativa do grupo JUPIC (Justiça, Paz e Integridade da Criação e Comunidades Religiosas Inseridas). A Rede um Grito pela Vida participou da celebração, no contexto de um trabalho em parceria com o JUPIC, fazendo a segunda estação onde foi apresentada a realidade gritante do Tráfico Humano, dessas pessoas também martirizadas, sobretudo de mulheres, crianças e adolescentes para a exploração sexual.


Outros grupos trouxeram a realidade das/os migrantes, da mãe terra, dos povos indígenas, entre outras. Contemplamos ao Mártir Jesus Crucificado e ameaçado na sua vida nessas realidades. Foi um momento orante de muita profundidade, a expressão de cristãos e cristãos que acreditam ainda numa outra sociedade sem corrupção, sem exploração, sem injustiça onde reina a igualdade de direitos para todos e todas.

Por isso experimentamos que uma tocha de esperança se acende com muito brilho e vida nova ressuscitada. É o compromisso de muitos grupos e pessoas, além dos/as presentes, que estão fazendo a diferença, lutando com coragem, ousadia e muita fé no primeiro mártir Jesus, por essa nova sociedade.



Foi uma expressão de junção de militância com a fé. Ir. Dorothy, tombada um 12 de fevereiro de 2005 pelos fazendeiros de Anapu (Estado do Pará) por sua luta pela terra, nos deu seu exemplo que se reflete em suas palavras: Estou ameaçada de morte pelos fazendeiros e invasores da a terraTem a coragem de ameaçar-me e de exigir mi expulsão  de Anapu. Somente porque eu clamo por justiça.”[1] Tenho que estar com estas pessoas…Se elas são  significativas en mi vida, quero dar minha vida.[2]  Isso testemunha que sempre sustentara sua vida numa força espiritual, numa força maior, na força de Deus. “Todos/as nos conhecemos o movimento de Deus na vida da Ir. Dorothy diz uma irmã de sua comunidade.”.[3]


Nesta celebração, sentimos o apelo de Deus a continuarmos seguindo o mártir Jesus nas pegadas de Ir. Dorothy e de outros grupos de pessoas: migrantes, indígenas, em situação de tráfico humano e no martírio de nossa mãe terra que geme com dores de parto, diante do maltrato permanente de seus habitantes, sobretudo, dos que vem só nela uma fonte de lucros volumosos para aumentar o capital.

Renovamos mais uma vez o compromisso de continuar levantando a bandeira da luta pela VIDA como “vidas pela vida e vidas pelo Reino.”[4]


Ir. Manuela Rodríguez Piñeres(Oblatas do Santíssimo Redentor) 
Rede Um Grito pela Vida- SP



[1]LE BRETON, Binka(2008) “A dádiva maior”, a vida e a morte corajosa de Ir.  Dorothy Stang, pág. 202, Editora Globo, São Paulo, Brasil.
2 pág. 211
3 pág. 202
[3] Idem, pág. 204
[4] CD de Zé Vicente

domingo, 8 de fevereiro de 2015

Somos luzes contra o tráfico de pessoas!

Vamos nos unir em um só grito e iluminar o mundo.

DIA INTERNACIONAL DE ORAÇÃO E REFLEXÃO SOBRE O TRÁFICO DE PESSOAS. 
ACENDA UMA VELA CONTRA O TRÁFICO DE PESSOAS
ENFRENTAR O TRÁFICO DE PESSOAS É COMPROMISSO DE TODAS/OS

O Tráfico de pessoas configura, em nossos dias, uma grande chaga social. Constitui uma das formas mais explicitas da escravidão do século XXI. Reflete profundas contradições históricas, nas relações humanas e sociais. Configura uma das piores afrontas à dignidade humana e uma das mais cruéis violações dos direitos humanos. 

Organizações da sociedade Civil, dentre elas a Rede “Um grito pela Vida” atua no enfrentamento ao trafico de pessoas, nas diversas regiões do país, articuladas em núcleos, integradas com as organizações eclesiais e civis, fomentando, promovendo e/ou participando de atividades e processos de prevenção e atenção às vítimas, e na incidência política, buscando instruir e instrumentalizar a sociedade, e coibir o crescimento da inserção das novas pessoas neste mercado do crime, que está entre as três formas ilícitas mais rentáveis do mundo: armas, gente e drogas.

Conforme as estimativas da organização Walk Free, cerca de trinta milhões de pessoas no mundo são vítimas de tráfico de pessoas. Trata-se de mulheres, crianças, adolescentes e homens submetidos a todas as formas de explorações: trabalho escravo, servidão domestica, adoções ilegais, mendicância, tráfico de órgãos, exploração sexual, para práticas criminosas.

As principais vítimas pertencem aos grupos mais vulneráveis: migrantes, mulheres, crianças e adolescentes, procedentes de regiões marcadas pela pobreza, instabilidade política e desigualdade econômica. A Organização das Nações Unidas contra o Crime (UNODC) em seu relatório global de 2012 aponta que no mundo inteiro, e não diversamente em nossa América Latina, a maioria absoluta das pessoas traficadas, 75%, são mulheres jovens e crianças e adolescentes, principalmente para exploração sexual.

Os empresários do tráfico de pessoas compreendem aliciadores e agenciadores que integram uma rede complexa e articulada que envolve inúmeras pessoas e instituições. O Brasil, país de origem, trânsito e destino desta prática criminosa, é responsável por 15% das pessoas exportadas da América Latina para a Europa.

O trafico de pessoas desvela a pecaminosa logica de um sistema que estruturado e sustentado nas desigualdades e na injustiça. É imprescindível um trabalho consistente de superação das causas do tráfico de pessoas. Não é possível apregoar a erradicação do tráfico de pessoas sem combater a escandalosa desigualdade socioeconômica que faz ricos cada vez mais ricos e pobres cada vez mais pobres. Acoplados a esta causa estruturante, o tráfico de pessoas resulta de uma multiplicidade de outros fatores sociais, culturais, ideológicos e políticos expressos nos paradigmas etnocêntricos e patriarcais que perpetua as desigualdades de gênero e raça, nos fluxos de migração forçada, na pornografia midiatizada, no déficit da legislação e na impunidade.

Neste contexto de vulnerabilidades acumuladas, o enfrentamento ao tráfico de pessoas impõe a necessidade de um processo articulado de formação e mobilização social, capaz de eliminar as estruturas de exclusão e morte que o produzem e sustentam. A construção de uma sociedade sem tráfico de pessoas requer um processo permanente e incisivo de intervenção em todos os níveis e dimensões: na prevenção, na atenção e assistência as vitimas, na incidência politica e responsabilização dos culpados.

Essa tarefa se impõe a todas e todos nós: sociedade e Estado. Urge uma ação planejada, articulada para barrar essa chaga do corpo da humanidade. “ O tráfico de pessoas é uma chaga no corpo da humanidade, um crime contra a humanidade.(...) Uma derrota para o mundo. Todas as pessoas de boa vontade não podem permitir que milhões de mulheres, homens e crianças sejam tratados como objetos, enganados, violados, vendidos e revendidos, com diferentes fins, prejudicados no corpo e na mente, e depois descartados, abandonados ou assassinados. Isto é uma vergonha. Uma derrota para o mundo. Não pode continuar!.” (Papa Francisco)

Irmã Eurides Alves de Oliveira, ICM
Coordenadora da Rede Um grito Pela vida