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quinta-feira, 12 de dezembro de 2013

Cronista: Eduardo Gomes Nogueira ( Aluno do 7º período de Jornalismo do Uninorte, Manaus, AM )

CRÔNICA
Progresso nem sempre resulta em benefícios reais
Cronista: Eduardo Gomes Nogueira ( Aluno do 7º período de Jornalismo do Uninorte )
Podemos perceber que a humanidade passou por mudanças profundas quando analisamos os registros históricos que mostram as origens do homem como caçador, coletor e nômade. Daí, passando pelas Idades Antiga, Média e Moderna, ele adquiriu cada vez mais conhecimento científico, social e tecnológico, desenvolvendo habilidades que lhe permitiram não só dominar o espaço onde vive, utilizando de maneira racional e inteligente os recursos naturais, mas também habilidades e conhecimento que permitiram a ele viver de forma socialmente aceitável entre seus semelhantes.
Esse processo de evolução atinge seu apogeu na Idade Contemporânea, ou seja, os dias atuais, onde vemos um elevadíssimo progresso na ciência e tecnologia, o que permite a muitos de nós termos certos confortos, como medicina mais eficiente, meios de transporte e comunicação bem mais rápidos, isso se comparados ao modo vida das pessoas nas idades anteriores.
Mas  o que dizer do avanço social? Será que o conhecimento obtido nesse campo proporciona uma vida satisfatória às pessoas? A antropologia, a sociologia, a filosofia, as ciências sociais e políticas, bem como a religião conseguiram convencer os humanos a viver com respeito, paz, união e felicidade entre si?
Apesar das contribuições valiosas que as ciências humanas deram e dão, podemos ver que a maior parte da humanidade ainda não evoluiu no aspecto social. Por buscarem satisfazer apenas seus próprios interesses, os homens ainda continuam cometendo grandes atrocidades uns contra os outros.
Uma das mazelas sociais que ainda é muito comum nos nossos dias é o tráfico humano. Podemos destacar dentro desta prática abominável o tráfico de mulheres que, iludidas por aliciadores inescrupulosos, são convencidas a viajar para outros países com a promessa de ganhar mais dinheiro e ter uma vida melhor. Lá chegando, são obrigadas ou coagidas a se prostituir, transformadas em escravas sexuais.
Infelizmente, a nossa região amazônica é um dos principais focos deste crime hediondo. Valendo-se da ingenuidade das moças, principalmente de municípios do interior dos estados da região, os criminosos, alguns estrangeiros, recrutam essas moças e as encaminham preferencialmente para a Europa e América do Norte. Lá, os passaportes e documentos delas são confiscados e, não tendo alternativa por estarem em situação ilegal no país de destino, têm de se submeter à prostituição em boates, cassinos e clubes de streap tease, ganhando péssimos salários e sendo maltratadas.

A sociedade brasileira e a mundial têm de saber a respeito disso, pois só o conhecimento permite um combate mais eficaz contra esse abuso. As ações governamentais são pautadas em cima de dados como os que foram apresentados acima. Temos de ficar de olho e denunciar quaisquer atitudes suspeitas. Espero que as instituições governamentais tenham êxito no combate a esse e a outros crimes terríveis.

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