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quinta-feira, 12 de dezembro de 2013

Seminário Sobre Mulheres, Violência e Tráfico de Pessoas num contexto de mega eventos. Porto Alegre- RS

“Mulheres, Violência e Tráfico de pessoas num contexto de mega eventos”
              Em parcerias com a Caritas RS, Movimento das Mulheres Camponesas MMC, a Rede Um grito pela Vida, realizou no dia 29 /11, no auditório da Livraria Paulinas, em Porto Alegre/RS, o seminário Estadual  com o tema “Mulheres, Violência e Tráfico de pessoas num contexto de megaeventos”. O mesmo teve como objetivo refletir sobre a gravidade da realidade de violência e tráfico de mulheres na sociedade contemporânea, em sintonia com a campanha de 16 dias de enfrentamento a violência contra mulher, a Campanha da fraternidade 2014 que versará sobre o tráfico de pessoas e o contexto de mega eventos que já vive o país na preparação para a copa do mundo no próximo.
             O evento reuniu e reuniu mais de 80 pessoas, representantes de mais de vintes entidades e organismos das igrejas, sociedade civil e estado. Com um painel temático a seminário abordou o tema da violência e tráfico de pessoas nos seus aspectos teóricos e vivenciais, como temas realidades que atinge milhares de pessoas em todo o mundo, principalmente as populações empobrecidas, as mulheres, juventudes e crianças.
Para a Organização das Nações Unidas (ONU), o número de pessoas traficadas no planeta atinge a casa dos quatro milhões anuais. E o Brasil é um dos países campeões no mundo em relação ao fornecimento de pessoas, particularmente mulheres para o tráfico internacional. Estima-se que 700 mil mulheres e crianças passam todos os anos pelas fronteiras internacionais do tráfico humano. É o País responsável por 15% das pessoas exportadas da América Latina para a Europa.
               Sobre o Tráfico de Pessoas, Irmã Eurides A. Oliveira, coordenadora da Rede um grito pela vida afirmou, que o Trafico de pessoas,  particularmente o tráfico de mulheres é um fenômeno abominável, considerado a escravidão moderna de nossos dias. É uma realidade de múltiplas faces, fruto de um projeto de desenvolvimento pautado pelo lucro e pelo privilégios de uns poucos, que abusam e aproveitam as situações de vulnerabilidades das pessoas, para enganar, iludir, dominar, traficar e violentar. E, a realização da copa do mundo no Brasil, tende  a fazer com que o tráfico, assim como a exploração sexual aumente. Isso ocorreu nos países da Alemanha e da África do sul que sediaram as copas anteriores e no Brasil com certeza não será diferente, se a sociedade não se preparar para enfrentar e alertar a população destes riscos.  Precisamos nos apropriar mais desse tema, para ajudar a combatê-lo. E com este  proposito irmã Eurides, comunicou e apresentou o Slogan e e proposta  da Campanha jogue a favor da vida, que a Rede esta organizando e convidou o grupo a somar com esta iniciativa.
          Acerca da Violencia contra as mulheres a irmã Carmen Lorenzoni, falou sobre o trabalho que o MMC (Movimento das Mulheres Camponesas), realiza para enfrentar a realidade da violência contra a mulher e afirmou: Falar de violência, é falar da vida de homens e mulheres. Muitas vezes, de uma vida sofrida, matada. É um tema duro e difícil que nos provoca profundamente, pois normalmente quem mais sofre são as mulheres, principalmente no campo. No enfrentamento da violência é preciso cumplicidade e solidariedade das mulheres e dos homens que também abominam estas práticas. As desigualdades de Gênero, naturalizadas pela cultura e moral precisa ser desconstruída, elas são pilares de perpetuação da violência de gênero.
          Pelo Núcleo de Enfrentamento ao tráfico de pessoas no Estado do RS  a Coordenadora  Alexia Meurer, falou sobre as ações que estão sendo para combater o tráfico de pessoas no estado, afirmando que o núcleo foi recentemente criado e esta pouco a pouco construindo sua agenda de atividade;  apresentou o II plano de Enfrentamento ao tráfico de pessoas e a  campanha Coração Azul que é uma iniciativa do Escritório das Nações Unidas Sobre Drogas e Crimes (UNODC) voltada para conscientização sobre o Tráfico de Pessoas no intuito de sensibilizar a sociedade e e inspirar aqueles que detêm poder de decisão a promover as mudanças necessárias para acabar com esse crime”.
               Durante o seminário, foram ainda, apresentadas algumas experiências de enfrentamento  ao tráfico humano e a violência contra mulher, como a da Cáritas Arquidiocesana de Passo Fundo que trabalha com mulheres, a cerca de 30 anos com formação e acesso aos direitos das mulheres. As “Mulheres da Paz”, de Canoas, projeto do governo federal assumido pela secretaria de políticas publicas para Mulheres, O trabalho transforma mulheres em lideranças comunitárias para atuar numa perspectiva feminista, de gênero e com articulação com a comunidade local no enfrentamento a violência e criação da cultura da paz.. e experiência da “Rede Grito pela Vida” no enfrentamento ao  trabalha o tráfico humano em todas as regiões do país, com diferentes ações de prevenção, mobilização e incidência politica e por última a experiência aas “Promotoras Legais”, de São Leopoldo, que trabalha a formação e capacitação de mulheres empobrecidos, compartilhando informações sobre os canais de acesso aos direitos.



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