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segunda-feira, 29 de abril de 2013

I FÓRUM DA VRC DE MINAS GERAIS


TRÁFICO DE PESSOAS
Aconteceu no dia 20 de abril no Colégio Regis Pacis das Irmãs Concepcionistas Missionarias do Ensino em Belo Horizonte o I Fórum sobre o Tráfico de pessoas realizado pela Conferência dos Religiosos do Brasil – Regional BH. O encontro foi assessorado por Ir. Roseli Consoli, OSR, integrante da coordenação nacional da Rede Um Grito pela Vida. Contamos com a presença de 33 religiosas, dentre elas várias formandas, duas leigas e 1 leiga consagrada. Ir. Eudinéa, IMM (coordenadora do Regional) deu as boas vindas e destacou os objetivos do encontro:
- Conhecer o trabalho de sensibilização e enfretamento ao Tráfico de pessoas realizado pela Rede;
 - Fortalecer o compromisso da VRC do regional com a causa;
- Aprofundar a temática;
- Estreitar parcerias;

Iniciamos com a oração que o Regional de Teresina, PI organizou, como forma de partilharmos da mesma caminhada. Logo após, Ir. Roseli pediu aos participantes que se reunissem em pequenos grupos e conversassem o porquê estavam ali e o que sentiam ao ouvir a temática. Eis os ecos: INDIGNAÇÃO, TRISTEZA, IMPOTÊNCIA, DESEJO DE SOMAR FORÇA, APRENDER, DESEJO DE CONHECER PARA CONSCIENTIZAR, COMO PODEMOS ATUAR COMO VRC, ALEGRIA DE PERCEBER A VRC EMPENHADA COM A CAUSA, ISTO ESTÁ PERTO DE NÓS, PERCEBER OUTRAS IGREJAS E MOVIMENTOS LUTANDO CONTRA ESTE MAL.

Este é um crime silencioso. Precisamos realmente nos unir, Igreja e sociedade civil. O governo lança o II Plano nacional de enfretamento ao tráfico de Pessoas – Política, Plano e Projeto. É desafiante porque a vítima não se senti vítima – então, logo não podemos acreditar nos dados dos órgãos públicos. Nós como VRC já estamos refletindo bem antes da novela.

Assistimos o filme: “Encantos e desencantos”. Depois Ir. Roseli questionou: E eu onde entro nessa história? E minha congregação? Esta é uma realidade que desafia. Nós VRC temos que saber qual nosso papel. Temos que ter clareza – trabalhar em rede com papéis definidos – Estamos diante de um crime muito bem articulado. Que dá lucro.

TRÁFICO DE PESSOAS
- Mercantilização dos corpos – venda e lucro;
- Sequestro da dignidade/violação de direitos/ cerceamento da liberdade;
O Tráfico humano: universo clandestino. E ainda, traz um conjunto de situações, as vítimas não se reconhecem.
  M            D               M    ____________________________ M              D            M
Mercadoria/Dinheiro/Mercadoria                                                   Mulher/Dinheiro/Mercadoria

Depois do café vimos os dados do tráfico no mapa. Ficamos alarmadas com a situação mundial.  

A IGREJA DO BRASIL E A PREOCUPAÇÃO COM O TRÁFICO HUMANO

Começamos olhando esta preocupação através dos documentos:
o   Documento de Aparecida nº 402;
o   Carta do Papa João Paulo II;
o   Carta do Papa Bento XVI;
o   Diretrizes da Ação Evangelizadora do Brasil – 2011-2015,  nº 107 e 111
o   E a Campanha da Fraternidade de 2014 – Fraternidade e Tráfico Humano;

O rosto do Cristo sofredor nos deve clamar a uma ação libertadora. Somos convocadas ao compromisso com esta causa. Toda a VRC é convidada, é chamada a ter uma atitude de misericórdia. Mística pautada na encarnação de Jesus, que veio para que todos tenham vida.

A Rede Um Grito pela Vida surgiu pelo apelo da USG  - União dos Superiores Gerais feito as Conferências nacionais. E nós como VRC aprofundando as reflexões sobre a volta as fontes vimos a necessidade de nos lançar em defesa da vida: o clamor das pessoas traficadas se impõem hoje como um incessante grito do Deus na vida.

O trafico de pessoas é hoje um dos mais urgentes apelos históricos com especial convocação para a VRC cuja, missão de cuidar, proteger, defender e promover a vida ameaçada é imperativo teológico.

As politicas públicas é que devem tratar da acolhida de quem retorna do tráfico – nosso papel é outro: conscientizar.

Dados de Minas: Entre 1996-2009: 76 inquéritos foram abertos no estado.

Após o almoço continuamos com a reflexão, testemunho e trabalho em grupo.

COPA 2014
O Brasil vai gastar R$ 32.000,000 (trinta e dois milhões). Copa para quem? E o valor dos estádios?

O padrão do nosso governo é de estimular indiretamente as dinâmicas de exploração de mulheres, de jovens e crianças.

Junto aos mega projeto se cria “um mercado do amortecimento afetivo”.  Onde os entorpecentes são bebidas, drogas e mercado sexual.

Neste contexto, nós Vida Religiosa somos chamadas a questionar a realização dos mega eventos no Brasil, entender os orçamentos.

Outro ponto que discutimos foram os megaeventos e a regularização do sexo (prostituição) – Projeto de lei do deputado federal Jean Wyllys batizada de “Gabriela Leite”.

Diante de tudo isso é preciso audácia profética.

Houve neste momento algumas perguntas por parte dos participantes: Precisamente desde quando começou o tráfico de pessoas? E quanto à prostituição masculina?

Dentro da ONU existe um órgão denominado UNANIMA (iniciado pelas Irmãs do Bom Pastor e que hoje conta com muitas outras Congregações religiosas). Eles acompanham a demanda oriunda do tráfico de pessoas e muitas outras questões.

Neste momento demos a palavra para ir. Sirley, OSR da Pastoral da mulher marginalizada que apresentou a Pastoral e a desafiante missão. Ouvimos o testemunho de uma mulher que foi traficada e que conseguiu sair desta rede do mal e que hoje ajuda na Pastoral.

Retornamos após, com a pergunta questionadora: E eu como fico? Que ações?

Ir. Roseli nos apresentou a rede Um Grito pela Vida que conta hoje com 17 núcleos. A rede nacional pertence a rede internacional Thalita Kum  presente em 75 países. Não dá para negar a VRC é uma força profética.

Após refletirmos, partimos em grupos para propor atividades que em conjunto com CRB regional e as parcerias serão realizadas ainda este ano.

Propostas:
·        Incentivar e colaborar com as irmãs que já estão participando da rede;
·        Conscientizar os grupos com os quais já trabalhamos (colégios);
·        Elaboração de material que possa ser usado pelos educadores;
·        Divulgar e estudar a cartilha de reflexão bíblica sobre o tráfico de seres humanos na comunidade, nos núcleos da CRB e outros grupos de pastorais;
·        Realizar um trabalho de parceria com outros movimentos sociais, entidades civis e o poder público;
·        Participar do núcleo de enfretamento ao tráfico criado pelo governo;
·        Fortalecer e ampliar a equipe de reflexão com representantes de cada núcleo para ajudar na reflexão do Regional;
·        Se apropriar da gravidade do problema e abrir o olho das pessoas para a situação;
·        Conscientizar primeiro nossas Congregações e Institutos e depois levar onde já atuamos: Pastorais, jovens, grupo de mulheres, pastoral social;
·        Estar mais atentas e não julgar as pessoas que são enganadas por esta rede do mal;
·        Organizar encontros para multiplicadores;
·        Realizar oficinas e bate-papo com o público (crianças, adolescentes, jovens, mulheres) – levar esse material para a caminhada do dia 7 de setembro;
·        Buscar mais material de divulgação;
·        Compromisso com a CF 2014;
·        Realizar ato público – dia 23 de setembro na Praça Sete;

Como CRB regional agradecemos Ir. Roseli que generosamente nos ajudou nas reflexões e esclarecimentos sobre o assunto. E, seguimos firmes na caminhada propondo algumas atividades:
Ø Montar um stand no encontro internacional de universitários católicos na PUC;
Ø Participação da assembleia e da caminhada do dia 7 de setembro;
Ø Abertura da CF 2014 no dia 28 de setembro;

Enfim, nossa missão:
v Denunciar, indignar-se;
v Propor e apoiar políticas públicas que garantam direitos;
v Buscar parcerias;
v Capacitar multiplicadores;
v Mobilizar a VRC com a causa;
v Informar-se e socializar informações;

Ir. Eudinéa, imm

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