


Foram momentos, sem dúvidas, de grande partilha de conhecimentos, tomada de consciência e sensibilização
desta triste realidade que atinge um grande número de mulheres, adolescentes e
crianças; migrantes, povos indígenas. Apesar de que ultimamente já se constatam
também casos de homens.
Tanto na abertura, dia
24, como no decorrer de todas as falas no Simpósio ficou bastante claro e
presente a necessidade de um trabalho
conjunto e multidisciplinar envolvendo todos os setores sociais da
comunidade, aproveitando de todas as pequenas e grandes ocasiões para informar,
alertar e prevenir nossas crianças, adolescentes e jovens para não caírem nas
armadilhas muito bem elaboradas por quadrilhas especializadas em transformar sonhos em pesadelos. É um verdadeiro
comércio de seres humanos, onde 21 milhões de pessoas são traficadas por ano em
todo mundo, movimentando 146 milhões de euros, uma verdadeira escravidão
moderna em pleno século 21.
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Ir. Eurides Alves de Oliveira |
Entre os painéis
apresentados no simpósio, destaco a participação de Ir. Eurides A. de Oliveira, coordenadora nacional da Rede “Um grito pela vida, que veio de Manaus
especialmente convidada para apresentar
o tema das Rotas ou fluxos que se dá
em todo território Nacional. Pela sua atuação missionária na Amazônia
tem conhecimento e atuação direta. Foi sem dúvida uma belíssima participação,
mesmo porque, juntamente com Pe. Roque
do CENTRO DE APOIO E PASTORAL DO MIGRANTE –CAMI, nos levou a uma
reflexão crítica de toda essa realidade, nos convidando a ouvir atentamente aos
diversos gritos de hoje.
O grito da
exploração sexual, do Trabalho infantil, da remoção de órgãos, das doações
irregulares, do casamento servil, da servidão doméstica, da mendicância, das
atividades ilícitas. E por trás de tudo isso o que está em jogo e precisa
ser defendida com grande responsabilidade e empenho de todos, é a vida humana que se encontra ameaçada e
violada em seus direitos fundamentais. Ir. Eurides ressaltou a preocupação do
Papa Francisco que, mais que um
grande líder de nossa Igreja, fala a todo mundo como ser humano defensor dos
direitos e dignidade humana. Eis as palavras do papa:
“O tráfico de pessoas é um crime contra a humanidade... Faz-se
necessário uma tomada de responsabilidade política mais forte para vencer nesta
frente. Responsabilidade para com os que caíram vítimas do tráfico de pessoas,
para proteger seus direitos, e para garantir a incolumidade de seus familiares,
para evitar que os corruptos e os criminosos se esquivem da justiça e digam a
última palavra sobre as pessoas. Uma intervenção legislativa adequada nos
países de origem transito e chegada, também para facilitar a regularidade das
migrações, pode reduzir o problema."
O Papa ainda insiste: “Isto não pode continuar: é uma grave
violação dos direitos humanos das pessoas vítimas e uma afronta à sua
dignidade, além de uma derrota para a comunidade mundial. Todas as pessoas de
boa vontade, independentemente de professarem uma religião ou não, não podem
permitir que estas mulheres e homens, crianças, sejam tratados como objetos,
enganados e violados, muitas vezes vendidos e revendidos com diferentes fins e,
por fim, assassinados, ou de qualquer forma, prejudicados no corpo e na mente,
e por fim descartados e abandonados. É uma vergonha." (Papa Francisco)
Oxalá possamos a
partir de essas reflexões somar esforços e compromisso mais concretos com esta
causa.
Irs. Cirley e Eliane p/ Núcleo
regional de São Paulo CRB.
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