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quarta-feira, 5 de março de 2014

Manaus - AM, faz lançamento da Campanha da Fraternidade no Porto da Cidade.

 
Celebração de Abertura da Campanha da Fraternidade em Manaus - AM
 O tema da Campanha da Fraternidade versa sobe – “Fraternidade e Tráfico Humano” com o lema: é para a liberdade que Cristo nos libertou.
A Amazônia é um dos focos de atenção da Campanha da Fraternidade (CF).
Traz à tona a grave situação em que vivem as milhares de pessoas do mundo que se encontram em situação de violência do tráfico humano.
No Brasil a grande maioria, das pessoas traficadas são mulheres adolescentes e jovens, na faixa etária de 12 a 21 anos. Os dados são da Organização Internacional do Trabalho (OIT, ano de 2012).
Segundo o Diagnostico do tráfico de pessoas nas regiões de fronteira lançado em outubro de 2013, dos 11 mil quilômetros de fronteia, o Amazonas responde por uma faixa de 6,5 mil quilômetros, a Região Amazônica tem muitas rotas internacionais do tráfico de pessoas. É preciso chamar a atenção para esse crime que atua na clandestinidade, é preciso dar visibilidade para que as pessoas possam denunciar.
Em Manaus, o lançamento da campanha aconteceu na quarta-feira de cinzas (dia 5), no Porto da Manaus Moderna  Centro da cidade. O cenário foi escolhido para a celebração, onde foi feito  à memória   histórica ligada ao enriquecimento da  cidade de Manaus. “Temos aqui próximo o mercado Adolfo Lisboa construído em 1883 com ferros importados da Europa. Esse centro histórico marca o ciclo da borracha, momento de intenso processo migratório que explica o motivo da criação de um grande mercado para acomodar o aumento da demanda dos produtos para atender ao aumento da população. Mas, marca também a história de 35 mil nordestinos que, por causa da seca, vieram em busca de melhores condições de vida e que, com outros trabalhadores das várias regiões do país, somaram-se 45 mil levados à escravidão por dívida e à morte por doenças adquiridas pela exposição ao ambiente. Após recrutados, ficavam acampados em alojamento sob rígida vigilância militar para seguir viagem por horas para os seringais.”
A Celebração de  abertura foi um ato ecumênico, chamando toda sociedade, instituições, igrejas para contribuírem no enfrentamento ao tráfico de pessoas.
O Arcebispo dom Sérgio Eduardo Castriani destacou a necessidade de toda sociedade trabalhar na prevenção a este crime, enfatizou a necessidade de um trabalho articulado com todas as instituições governamentais, sociedade civil por se tratar de um crime perigoso. Dar visibilidade para que as pessoas possam denunciar quando se encontram nesta situação. Nosso compromisso enquanto igreja é de acolhida das pessoas vitimas desta violência, e não de revitimização das mesmas.
A celebração de abertura contou com dois grandes momentos:  o aprisionamento de três jovens numa uma grande gaiola, erguida por um guindaste, simbolizando o aprisionamento de milhares de pessoas vitimas do tráfico humano, com pedidos de perdão pelo silêncio perpetuado ao longo da história. À luz da Palavra de Deus, a gaiola foi abaixada e os jovens ajudaram a libertar as pessoas aprisionadas, dando-lhes liberdade. Muitos foram os louvores pelas tantas iniciativas de grupos, instituições, organizações que contribuem para romper a rede do tráfico de pessoas.
            Finalizando o momento celebrativo, todos os participantes já de posse de uma corrente, forma convidados a gritar, não ao tráfico humano, quebrando as corrente, como gesto concreto desta campanha da fraternidade, assumindo o compromisso que trabalhar no enfrentamento a este crime em seus espaços de atuação formando uma grande rede humana. “É para a liberdade que Cristo nos libertou”.

Roselei Bertoldo
Congregação da Irmãs do Imaculado Coração de Maria
Rede Um Grito Pela Vida.CRB



Aprisionamento dos jovens.



A libertação à luz da Palavra de Deus.


A multidão simbolicamente rompe com as correntes da escravidão.

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