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quarta-feira, 19 de março de 2014

Tráfico de pessoas: a indiferença, o fetichismo do dinheiro e o prazer ambivalente



Por Marcos Vinícios de Araujo Vieira
Adital


Neste ano, a CNBB escolheu como tema da Campanha da Fraternidade a silenciosa, porém gravíssima e desafiante, questão do tráfico de pessoas. O lema, que faz alusão à Carta de Paulo dirigida à comunidade dos Gálatas, chama a atenção para a vocação humana para a liberdade: "É para a liberdade que Cristo nos libertou". A relação entre o tema da Campanha e seu lema é eloquente: o tráfico de pessoas constitui umas das versões modernas de escravidão.

Apesar da seriedade da questão, o tráfico de pessoas é ainda tema pouco conhecido e debatido na sociedade brasileira. É verdade que, em 2013, a Rede Globo trouxe à tona, em novela, a situação de mulheres brasileiras no exterior, vítimas do tráfico de pessoas para fins de exploração sexual. Do mesmo modo, em 2006, o Governo Federal lançou Plano Nacional de Enfrentamento ao Tráfico de Pessoas, por meio do Decreto nº 5.948, de 26 de outubro, como ponto de partida para o enfrentamento dessa prática criminosa. Apesar disso, ainda prevalece na população certa ingenuidade a respeito não somente das raízes dessa chaga social, como também das formas de erradicá-la. Seguramente, uma das principais razões disso é a indiferença em torno do assunto.

Nessa matéria, superar a indiferença é importante, porém insuficiente. Tampouco bastam campanhas de informação. Nessa Quaresma, tempo de conversão, somos convidados a ir mais longe. É urgente meditarmos sobre o tráfico de pessoas como pecado social, que nos desumaniza a todos e crucifica milhões de pessoas, bem como refletirmos sobre as causas desse esquema criminoso, tendo sempre em vista uma ação pastoral que vise à sua erradicação.

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