sábado, 18 de março de 2017

DIA INTERNACIONAL DAS MULHERES TRAZ REIVINDICAÇÕES POR DIREITOS E INDIGNAÇÃO DIANTE DO CENÁRIO DE INJUSTIÇA SOCIAL NO BRASIL


Celebramos o dia das mulheres agregando a luta por direitos e nos manifestando contra as injustiças sociais vividas no Brasil atual. Nós, mulheres, como grande parte do povo brasileiro, estamos indignadas com este governo que prioriza os interesses do sistema capitalista neoliberal e dele próprio e, em consequência, se propõe a retirar arbitrariamente os direitos de cidadãos e cidadãs brasileiros/as, conquistados e consagrados pela Constituição do país.

Com este objetivo de reivindicação dos direitos, sobretudo, da aposentadoria, inúmeras pessoas e organizações fizeram manifestações em diferentes pontos da grande São Paulo visando derrubar a PEC 287, que tem uma proposta de reforma previdenciária em favor dos interesses políticos e econômicos; por exemplo, em favor do empresariado aliado do atual Governo Temer.


A Rede um Grito pela Vida também esteve presente somando-se a esta luta por direitos que afeta particularmente a nós mulheres. Marcaram presença: Ir. Eliane Matos (Congregação da Divina Vontade) e Ir. Manuela Rodríguez Piñeres das Oblatas do Santíssimo Redentor (OSR). Nos manifestamos com alguns gritos de guerra: 

A aposentadoria fica, Temer vai”. Este grito, entre outros, ecoou ainda mais alto, somando com grupos parceiros como o Projeto Antonia, das Irmãs Oblatas do Santíssimo Redentor, e a Pastoral da Mulher Marginalizada.

A concentração iniciou-se às 14 horas, na Praça da Sé, em frente à Catedral. A Praça foi se enchendo gradativamente com grupos, organizações e pessoas das mais diversas partes, ressaltando a cor lilás que nos traz a memória do tecido que estavam costurando as mulheres que foram queimadas em uma fábrica de tecidos da Nova Iorque, no ano 1911. As mortes ocorreram em função das precárias condições de segurança no local. Como reação, o fato trágico provocou várias mudanças nas leis trabalhistas e de segurança de trabalho, gerando melhores condições para as trabalhadoras norte-americanas.

No dia 08, iniciou-se em São Paulo e em todo o Brasil, uma série de protestos e manifestações contra propostas antidemocráticas, de um governo que quer soterrar os diretos trabalhistas e previdenciários de cidadãos e cidadãs do Brasil. Propostas bem contrárias às melhores condições laborais, conseguidas por as trabalhadoras norte-americanas nessa época dos 1911.

Dando continuidade às manifestações do povo, iniciadas o dia 15 de março, também houve uma greve geral com impacto contundente, embora as mídias, que servem ao sistema capitalista e a estes governantes que o reproduzem, não mostraram a magnitude e as dimensões que teve esta mobilização.

Vamos em frente nesta luta que não pode parar. E caminhemos sem deter os nossos passos, “de esperança em esperança”, acreditando firmemente que o nosso horizonte, são os “céus novos e a terra nova”, neste compromisso de enfrentar o tráfico de pessoas e gritar, sempre que for necessário, pela vida ameaçada de tantos seres humanos do Brasil e de todo o planeta terra.

Ir. Manuela Rodríguez Piñeres (OSR) 
Rede Um grito pela Vida - Núcleo SP



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