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segunda-feira, 4 de março de 2013

Fortaleza: Encontro da Rede no núcleo de Tianguá

por ir. Gabriella Bottani, imc

No dia 14 de abril de 2012 a Rede Um Grito pela Vida, ir. Áurea Marquez e ir. Gabriella Bottani da Rede Um Grito pela Vida do Regional da CRB de Fortaleza, assessoraram um do Núcleo da CRB de Tianguá, na região da Serra de Ibiapaba, uma região de divisa entre Ceará e Piauí. O encontro, realizado na cidade de Ibiapina, contou coma participação de cerca de 20 religiosas e tinha como objetivo refletir sobre a realidade do Tráfico de Pessoas na Região e a atuação da Rede Um Grito pela Vida.O encontro foi um momento de grande enriquecimento para todas as pessoas que participaram. Destaque teve a reflexão e a partilha sobre a realidade da Serra de Ibiapaba, uma região de grande passagem, do Ceará para muitos estados (Piauí, Maranhão, Tocantins, Pará, Distrito Federal). Esta região serrana é muito fértil e conhecida pelas grandes produções agrícola, sobretudo pelas hortaliças. Na cidade de Tianguá tem uma das três CEASA do Estado do Ceará. A região é também conhecida pela grave situação de exploração sexual de crianças e adolescentes. As pessoas que participaram do encontro organizado pela Rede Um Grito pela Vida partilharam relatos de tráfico de pessoas acontecidos na região. Foi relatado que é comum a prática de pessoas passarem pelas casas pedindo às famílias de dar um filho ou uma filha adolescente para oferecer uma vida melhor em outro lugar do País: pais deixaram partir um filho adolescentes para o Acre, recebendo R$ 500,00, depois de um ano perderam todos os contatos e não souberam mais nada do próprio filho. Adolescentes  são "vendidos/as" por 250 ou 300 reais, em troca de uma promessa de trabalho e estudo, não se sabe exatamente para onde estes jovens são levados, alguns para o trabalho nos cambiais, para a Região Norte, outros para Canindé. Marcante foi o relato de uma das participantes que tornou-se testemunha do desespero de uma mãe de uma adolescente de 16 anos, esta mulher via a filha desmaiar quando voltava do trabalho nas hortaliças, tratadas com agrotóxicos. Os jovens trabalhadores não tem nenhuma proteção para este trabalho para ganhar de 8 até 10 reais por dia de trabalho.O encontro terminou com o compromisso de 6 participantes de começar um grupo da Rede Um Grito pela Vida nesta Região, priorizando o trabalho preventivo no Enfrentamento ao tráfico de pessoas, uma violação tão grave dos direitos humanos e tristemente presente nesta região.

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